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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Temer acha que nós somos babacas

COMENTÁRIO: No dia em que o Estado do Espírito Santo está afundado no caos e na violência o golpista Michel Temer indica para o STF o seu ministro da justiça e SEGURANÇA PÚBLICA e capanga fascista. Temer zomba mais uma vez da nossa cara. E é nessa hora que eu tenho que ouvir Gonzaguinha para buscar forças pra gritar em alto e bom som: É a gente não tem cara de panaca, a gente não tem jeito de babaca, a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela!!! Reage, reage meu povo!!!

Versos há 18 anos atrás



COMENTÁRIO: Esses versos foram publicados em uma edição do Jornal do DCE da UFV nos idos de 1999. Na época enfrentávamos os anos sombrios de FHC e o Brasil sangrava sob a batuta neoliberal. Passados 18 anos esses versos se revestem de atualidade. Tudo por que a luta do povo e dos trabalhadores continua a mesma. E se o presidente charlatão da época era FHC, hoje ele atende pelo nome do golpista Michel Temer. Essas são lembranças do tempo em que me aventurava a escrever uns versos como quem chora, ri, canta, se diverte e luta. Continuo chorando, rindo, cantando, me divertindo e lutando (en la retaguardia, pero luchando), mas sem escrever versos. Acho que tenho que requentar minha marmita poética começando por traduzir uns versos de Celaya.
Não achei a edição do Jornal do DCE que tenho em alguma pilha de papel do meu escritório, me lembro dos versos mas não me lembro do título então rebatizei o poema de MEIUQÉR, pois sempre e mais que nunca a chama continua viva!!!


MEIUQÉR 
Adriano Henrique Ferrarez

A violência explode nas cidades

E eu já não sei o “Que fazer?”

Agora por hora eu tento sobreviver

As mensagens dos outdoors

não fazem bem à minha alma

Meu coração não tem calma

pra bater

E a caixa de imagens

só quer me trair a todo instante

Mas eu ainda sei

O que é mentira

O que é verdade

Daí eu leio um jornal

Fico sabendo da novidade

O desemprego e a deflação

O desenvolvimento e a destruição

O decretado e a eleição

O importado e a exportação

A fome e o feijão

A realidade e a religião

O presidente charlatão

A toga* é o orgulho danação.

*Em 1999 no lugar da palavra toga do último verso aparecia a palavra bunda. Por certo a palavra toga não altera o sentido da palavra original do poema ainda mais considerando-se o novo "magistrado" indicado para o STF.