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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Sobre a eleição do Prof. Jefferson Manhães de Azevedo para a reitoria do Instituto Federal Fluminense




Em uma coisa todo servidor, ex-aluno ou pessoa que convive com o cotidiano do Instituto Federal Fluminense nos últimos 7 anos concorda: o Prof. Jefferson Manhães Azevedo quis muito ser Reitor.

            Tive a oportunidade de conversar por duas ocasiões com o Prof. Jefferson.

            A primeira delas logo após a sua primeira eleição para Diretor Geral do Campus Campos-Centro, quando o mesmo visitou o Campus Itaperuna para debater a proposta de criação do CENPE – Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão do IFF, isso foi nos idos de 2010. Lá pelas tantas apresentei ao Prof. Jefferson uma crítica construtiva dizendo que ele tinha potencial para ser um futuro reitor do IFF, mas que a tática política que ele estava adotando era de terra arrasada. Todos os que conviveram e convivem com o dia-a-dia do IFF desde 2009 sabem do que estou falando.

            A segunda vez que tive a oportunidade de conversar com o Prof. Jefferson foi na abertura do II InovaIFF no último dia 17 de novembro na UPEA. Perguntei pra ele como era ser candidato único a reitor e disse que ele ganharia a eleição com os pés nas costas (sic). Mas como sempre minha “impertinência” falou mais alto e soltei o verbo: “Esta é a hora do Jefferson Manhães Azevedo mostrar se ele é o oportunista, arrivista e carreirista que muitos acreditam que ele seja ou o homem público credenciado a conduzir a instituição para contribuir num projeto coletivo e democrático de sociedade baseado na educação e no conhecimento científico-tecnológico”. (A parte dos istas foi dita ipsis litteris, a segunda parte com o mesmo sentido escrito aqui). Tinha um senhor acompanhando o Prof. Jefferson que arregalou uns olhos de Arcoverde e logo o chamou para pegar a estrada para irem à Maricá para uma reunião de campanha. Desejei ao Prof. Jefferson uma boa campanha e repeti "impertinentemente" os dois caminhos que ele tinha diante de si.

            Como servidor do IFF, cidadão brasileiro e do noroeste fluminense espero, com muita sinceridade, que o Prof. Jefferson Manhães de Azevedo siga pela porta estreita.

         

sábado, 10 de outubro de 2015

REAGE DILMA!!!

Comentário: Há exatos 98 anos e 2 dias o velho Ulianov alertava: "A demora equivale à morte". A carta aberta à Dilma escrita por Artur Scavone é mais um alerta pra presidenta. REAGE DILMA!!! Espero que ainda haja tempo.



“Vá à batalha pelo que veio à vida. Não imagina quanta gente só espera um aceno teu, para te ajudar a enfrentar este inferno atual”

Carta aberta à Presidenta Dilma

Querida companheira Dilma:

Eu imagino como anda difícil sua vida aí no Planalto. Mas é possível que você não tenha ideia de como anda a nossa aqui na planície. Não, eu não falo da carestia, do desemprego. Nós todos sabíamos que, quando o cobertor ficasse curto, a briga pela coberta ia ser feia. E eles, da elite, têm muita mais força que nós, apoiados pela grande mídia. Sabíamos, sim.

Nossa angústia aqui é outra. É ver que você tomou para si a bandeira da luta contra a corrupção e deixou todos eles, da elite, fulos de raiva. Eles não conseguem te associar à corrupção, por mais que façam. E olha que não fazem pouco. A martelação é todo dia, nos rádios, nas TVs, em todo canto. Chega a encher o saco.

Pois é. Mas esse é o problema. Nós estamos sentindo que você está achando que teu principal legado vai ser o combate à corrupção. Duela a quién duela. Daí que você não quer nem ver perto de você qualquer um que tenha respingos de Lava Jato. Tem razão, é complicado. Você chegou a se isolar por causa disso. E não fala com ninguém. “Meu governo não impedirá a apuração dos mal-feitos”, você tem repetido. E o teu ministro da Justiça segue nesse rumo.

O problema é que a justiça em nosso país tem olhos, ouvidos e enxerga bem demais por baixo daquele paninho nos olhos. Ela só apura o que interessa para seus patrões. Não, não, não estou sendo exagerado. Ela só apura se for contra o PT. Com o resto, ela é complacente. Você, obviamente, já reparou isso.

Sabe aquele poema do Brecht, que a gente falava tanto nos nossos tempos de luta contra a ditadura? “Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro…” Lembra? Pois é. A agressão está crescendo cada vez mais, já estão hostilizando nossos companheiros nos bares e restaurantes.

Agora, companheira Dilma, um Presidente da Câmara, que está enrolado até os cabelos com corrupção, está à frente para te pegar por – é incrível – improbidade administrativa! E conta com os votos de ministros do TCU, que também estão enrolados com malfeitos.

Mas você não está. Incrível!E vai ser impedida por causa de quê?

Porque a elite quer, porque eles não aturam mais os investimentos sociais que tiram deles margens de lucro. E já está claro que não adianta ter um Levy para amansar essa gente. Você sabe disso, eu não preciso dizer. Veja o desespero deles, hipócritas, com a decisão do STF sobre financiamento de campanha.

Mas o que eu queria falar, que me dói no peito, é que não dá pra ficar calada, aí, no Planalto. Nós não ficamos calados no tempo da ditadura. Você foi à luta. E agora?

Você vai deixar teu ministro da Justiça quieto enquanto eles vão tomando os espaços, um a um, acusando todo mundo de corrupção como se fossem todos eles vestais da honestidade?

Vai deixar que o cobertor descubra os mais humildes?

Nós sabemos a hipocrisia da política. Basta olhar o tratamento dado ao Cunha. Ou ao Nardes. É estarrecedor.

Mas, companheira Dilma, não se deixe abater em pleno voo. Vá às massas. Mostre que teu compromisso é com quem precisa. Na dúvida, opte pelos oprimidos e radicalize a disputa para deixar claro o que está em jogo.

Se for para cair, caia atirando. Mas diga aos quatro ventos a que você veio, pra que tua vida serviu. Vá à batalha defendendo o que acreditas. Essa é nossa angústia. Ver você quieta, sendo torturada no Planalto calada, amortecida, como se aí dentro não batesse mais um coração tão valente. Você não imagina a quantidade de gente que espera por um aceno teu, para ir junto, e te ajudar a enfrentar o inferno atual.

Artur Scavone


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

José Eduardo Dutra: Fascistas destilam cada vez mais seu veneno e como era de se esperar não respeitam nem os mortos

Comentário: Os fascistas continuam fazendo o seu típico papel. Enquanto gente como Virgílio Guimarães continuarem com esse discursinho as serpentes fascistas continuarão por aí sem freio. Como disse com muita propriedade um outro petista, o Valter (filho do Pedro), "bons modos nunca derrotaram fascistas". Minhas condolências à família desse grande botafoguense chamado Dutra.

Abaixo artigo do blog de Tereza Cruvinel



O ódio político e o vilipêndio a Dutra
Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Não é preciso ser sociólogo para constatar que há algo de patológico numa sociedade que viola o tabu da morte e permite que o ódio político invada as cerimônias fúnebres. O respeito aos mortos não é apenas um mandamento cristão mas um pressuposto da civilização. Na hora da morte devemos ser ainda mais reverentes para com aqueles que acabam de sair da vida. A lembrança do que foram e do que fizeram ainda está muito vívida mas deles mesmos resta um cadáver que não fala, que não pode se manifestar nem se defender. Ofender um morto no funeral é de uma covardia atroz. Foi o que alguns manifestantes fizeram hoje em Belo Horizonte no velório do ex-senador, ex-presidente da Petrobrás e do PT José Eduardo Dutra. Ademais, procurando sempre ajustar-se aos tempos e à Cultura, o Código Penal atualmente prevê o crime de ofensa aos mortos, no qual estariam incursos os ofensores de Dutra.

Os manifestantes jogaram panfletos que diziam “Petista bom é petista morto“. Isso é uma pregação perigosa. “Lula, amigo seu nem morto”. Num deles a presidente Dilma Rousseff aparece sentada em um vaso sanitário sob a frase "só faz cagada" e um 7%, referência a seu último índice de aprovação. Outro cartaz dizia "Fora Lula, fora PT. A nação está cansada de vocês”. Um dos manifestantes foi o aposentado Cipriano de Oliveira, de 60 anos que justificou: “impróprio é criar o mensalão e o petróleo”.

O ex-deputado federal Virgílio Guimarães, que estava no velório, disse que a liberdade de expressão faz parte das democracia mas cobrou respeito. “Tudo tem limite. Além do desrespeito, estes cartazes incitam ao crime”. Se petista bom é petista morto, numa adaptação do que pregava o esquadrão da morte sobre os bandidos, daqui a pouco vamos ter linchamento de petistas.

Leio que a família e o PT devem reagir judicialmente. É necessário. O artigo 212 do Código Penal refere-se ao crime de vilipêndio aos mortos, assim entendido como a prática de aviltar, ofender, tratar com desprezo ou de forma desrespeitosa os restos mortais daquele que se foi, de forma a ofender diretamente à sua memória. O artigo 209 tipifica também como crime a perturbação de cerimônia fúnebre.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tonico Pereira, a crise e o Rock in Rio

O vídeo que o grande ator Tonico Pereira postou no facebook (https://www.facebook.com/tonico.pereira/videos/870760276338411/) me fez lembrar de algumas coisas e me levou a algumas reflexões:


1) Me lembro de um vinil do Supertramp que tinha lá no alojamento 1911 (o velho 25) do Edifíco Pós nos meus tempos de graduação na Universidade Federal de Viçosa. O título era “Crisis? What Crisis?”. Pois bem ela (a crise) existe e além de econômica, é política e civilizatória. Mas a pergunta que devemos fazer é: Whose is the crisis?

2) A resposta:  A crise é do capitalismo.

3) O self-video do Tonico dá pano pra manga e é fonte para um monte de reflexões.

4) Acredito na dialética que impregna a nossa existência e como não poderia deixar de ser o Rock in Rio não foge à regra.

5) Falando nas contradições reflito sobre uma das atrações do Rock in Rio que foi a banda do Serj, Daron, Shavo e John, esses californianos estupendos!!!

6) O System Of a Down em uma de suas letras, com uma poesia metálica, deixa seu recado: Quem paga as guerras (e as crises) são os pobres!!! E os pobres e o povo não querem trazer suas próprias bombas para a "festa". A verdadeira festa pode ser no nascer do Sol do deserto, da praia ou da montanha.

7) Mas em uma verdadeira festa tem que dançar todos ou senão, como diria a banda capixaba Dead Fish, não dança ninguém.

domingo, 27 de setembro de 2015

Entrevista de Ciro Gomes a Paulo Henrique Amorim

Ciro Gomes na entrevista a Paulo Henrique Amorim:
1. "Todo brasileiro com responsabilidade política tem que se manifestar"
2. Dá o recado aos "protofascistas": NÃO VAI TER GOLPE!!!


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Ser contra o Levy não implica ser contra a CPMF



 Charge de Laerte sobre a CPMF

Sou totalmente contra o ajuste do executivo do Banco Bradesco Joaquim Levy, mas isso não faz com que seja contra a CPMF. Muito se tem falado sobre a taxação das grandes fortunas e eu sou totalmente favorável a essa medida. Mas hoje no Brasil o imposto sobre movimentação financeira é a forma mais eficaz de taxar os ricos.

Quando a CPMF foi derrubada nos idos de 2007 presenciamos a forma como o monstro SIST manipula as mentes e os corações dos incautos. Era possível ver trabalhadores assalariados sendo a favor da derrubada do imposto. Essa desinformação da classe trabalhadora, em 2007 e hoje, é reflexo também da falta de inclusão política do povo, como diz Frei Betto.

A classe média como sempre cumpriu seu papel de caricatura da elite e levantou barricada contra a CPMF junto com a FIESP e a alta burguesia desse país. Esse é historicamente o papel da classe média, como diria um tio meu: “Comer taioba e arrotar caviar”.

Mas sobre a CPMF vamos a um simples exercício matemático:

1) A alíquota do imposto é de 0,2% pois bem fazendo-se a simulação do pagamento da CPMF para três classes sociais, tem-se:

a) Trabalhador que movimenta R$ 1.000,00 mensais em sua conta corrente vai pagar R$ 2,00 por mês de CPMF.

b) Um pequeno empresário, profissional liberal ou outro membro da classe média que movimenta R$ 30.000,00 mensais em sua conta corrente vai pagar R$ 60,00 por mês de CPMF.

c) Um ricaço membro da alta burguesia nacional que movimenta R$ 1 bilhão mensais (olha que fui modesto na cifra) em sua conta corrente vai pagar R$ 2.000.000 por mês de CPMF. Isso mesmo DOIS MILHÕES DE REAIS POR MÊS!!!

Como diria Chico Science: E aí meu brother “de que lado você samba?”.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Orquestra Retocando interpreta Disparada





No vídeo acima, a Orquestra Retocando interpretando um dos clássicos da música popular brasileira: Disparada de Geraldo Vandré e imortalizada por Jair Rodrigues no Festival de 1966.

Cultura para a construção de uma cidade e mundo melhores 

Na última sexta-feira tive a oportunidade de assistir ao concerto da Orquestra Retocando no Teatro SESI em Itaperuna. O que senti foi uma grande satisfação e pude comprovar mais uma vez o poder que a cultura tem na construção de um mundo melhor.

Esse projeto é desenvolvido no CRAS Cidade Nova/Surubi e a apresentação do último dia 11 de setembro foi o coroamento de um grande trabalho realizado pelos gestores do projeto e o esforço das crianças, adolescentes e jovens que estão se enveredando na música.

Como cidadão dá muito gosto ver um projeto como esse ser desenvolvido na cidade que escolhi para viver.

Minha filha de 9 anos tocava um dos 6 violoncellos neste concerto. Creio que deixei no chão do Teatro SESI uns 100 kg de baba.

Como pai, agradeço a atenção dos gestores do CRAS Surubi/Cidade Nova, principalmente à Saionara e Francine. Agradeço também aos professores Lucas Arcanjo e Carol.

Tenho que fazer um destaque especial ao Comandante-em-Chefe desse projeto: o Maestro André Codeço. Sem dúvida um grande talento da nossa cidade.

Creio que a Secretaria de Ação Social realiza com esse projeto uma quebra de paradigma do que se faz normalmente nesta pasta na maioria dos municípios do Brasil. Não há AÇÃO SOCIAL maior do que a inclusão por meio da educação e a cultura. Portanto, parabenizo à Sra. Loíde.

Ao Prefeito de Itaperuna encaminho uma reivindicação: Para que a Orquestra Retocando não seja apenas um lampejo é fundamental que ela deixe de ser um projeto e passe a ser um Programa da Prefeitura independente de quem esteja governando nossa cidade. Para isso se tornar realidade o caminho, Sr. Prefeito, é a criação de um CONSERVATÓRIO MUNICIPAL DE MÚSICA DE ITAPERUNA. Gente competente para tocar esse projeto temos de sobra, que o diga André Codeço!!!

Se o Prefeito Alfredão não criar o CONSERVATÓRIO MUNICIPAL DE MÚSICA DE ITAPERUNA, fica o recado para os candidatos à eleição de outubro de 2016: terá meu apoio quem colocar essa proposta como meta de seu futuro governo.