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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Sobre a Copa do Mundo no Brasil 2



Em 15 de março publiquei um post sobre a Copa do Mundo no Brasil e sobre um evento que debateu o assunto e que esperava fosse um ponto de inflexão na postura de submissão que o governo tem tido com a FIFA, atitude que tem afastado o governo do povo no que diz respeito à Copa. Volto a afirmar que promover uma Copa do Mundo no Brasil é mais do que justo, haja visto que esse esporte é uma paixão nacional. Mais uma vez  repito as sábias palavras de Stédile: "os 8 bilhões de reais investidos na Copa correspondem a 2 semanas de juros da dívida pública brasileira". Esses 8 bilhões não vão resolver os nossos problemas em saúde e educação e é certo a Copa trará divisas para o país, principalmente no turismo. É lamentável assistirmos no entanto alguns fatos que ocorrem nas cidades-sede como no Rio de Janeiro onde a PREFEITURA (e não o governo federal) está promovendo uma "limpeza" nos cartões postais da cidade por conta do mundial. Uma outra questão importante que deve-se debater é acerca do legado da Copa do Mundo para o país como: (i) a infra-estrutura urbana (que na maioria das cidades-sede não foi construída); (ii) a utilidade das arenas depois do Mundial de Futebol (que podem ter uma função social importante - se não forem entregues à consórcios como o Maracanã), (iii) a melhoria do futebol brasileiro em termos de moralização (infelizmente o candidato de Marín foi eleito e a múmia-torturadora continua mandando na CBF como vice-presidente); (iv) a melhoria do futebol em termos de organização (continuamos assistindo à violência nos estádios, muitos clubes - como o meu Botafogo - estão à bancarrota); (v) democratização do futebol (uma boa notícia foi o movimento do Bom Senso FC, mas que está correndo o sério risco de se esvaziar); (vi) o futebol para todos (infelizmente as arenas têm sido sinônimo de elitização). 
O que é decepcionante nisso tudo é que episódios como o do tal Valcke que disse " O Brasil merece um chute na bunda", mostram o tanto que o governo dobrou as costas para que a FIFA pudesse montar sobre o país e os brasileiros. O governo apostou muito na Copa, em outras palavras colocou muito o seu na reta, num evento que é um Rock in Rio do Futebol em que o Medina é o Blatter e seus asseclas (metáfora polêmica essa também!). O fato é que o sucesso de um governo que nos últimos quatro anos, a trancos e barrancos, deu continuidade a um "projeto" iniciado em 2003 e que incontestavelmente melhorou em demasia a vida do povo está visceralmente ligado ao sucesso desse evento promovido por uma empresa (FIFA). 
Em 14 de dezembro de 2013 lí um artigo de Antônio Lassance, na Carta Maior, intitulado: "A Copa pode ser a bala de prata da oposição em 2014?". Há um mês e meio do evento e considerando que o governo não tomou uma atitude mais enfática no sentido de ganhar o povo pra Copa, vendo ratos como Ronaldo o "Fenômeno" pulando fora do barco e tirando o seu da reta, espero que a resposta à Lassance seja um rotundo NÃO!!!


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