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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Eurico Miranda: Contra a espanholização do futebol brasileiro

COMENTÁRIO: Quando Eurico Miranda ganhou as eleições para a presidência do Vasco da Gama, pensei: "o bicho vai pegar! Acabou essa conversinha pasteurizada que anda reinando no futebol nos últimos tempos!!!" Falam que Eurico representa um futebol retrógrado, que é rolo compressor, intransigente, picareta, etc. Eurico é um grande bravateiro, mas muita gente afina pra esse Charuteiro com cara de gangster. Outro dia mesmo vi uma "otoridade" fazendo isso. O futebol no nosso país perdeu muito de paixão nos últimos tempos e hoje é dominado por dirigentes "mudernos e cumpitentes", esses sim os mestres da picaretagem. Uma grande ameaça ao futebol brasileiro é a espanholização. E posso dizer que não há nada mais monótono que o futebol espanhol. Alguns me perguntam se já fui assistir ao Barça ou ao Real Madrid e digo muito sinceramente não me "apetece". Como é dito abaixo no post do blog de Cosme Rímoli essa luta de Eurico é uma cruzada contra a Vênus Platinada e a CBF. Espero que a ideia de uma liga independente ganhe força, não seja só fogo de palha e que outros dirigentes entrem também nesta briga.

Do blog do Cosme Rímoli


Eurico Miranda e projeto na Câmara Federal querem acabar com a espanholização. Privilégio de Corinthians e Flamengo na divisão das cotas de transmissão. Cúpula da Globo teme mais Eurico do que uma intervenção…



1ae21 Eurico Miranda e projeto na Câmara Federal querem acabar com a espanholização.  Privilégio de Corinthians e Flamengo na divisão das cotas de transmissão. Cúpula da Globo teme mais Eurico do que uma intervenção...

"Esse processo de espanholização do futebol brasileiro tem de acabar. Eu não posso chegar e concordar que dois clubes tenham uma diferença astronômica dos outros. Sei a força do Vasco e tenho argumentos para discutir. O que não pode é querer empurrar goela abaixo para mim que o Vasco é a quinta, sexta torcida. Isso não vão empurrar nunca, não há hipótese."
Essa é a promessa do presidente do Vasco, Eurico Miranda, para 2016. Ele já avisou José Maria Marin e Marco Polo del Nero. Quer a ajuda da CBF para renegociar os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. E mais, buscará apoiar o projeto do deputado federal, Raul Henry, do PMDB de Pernambuco. O político propôs um revolucionário método de distribuição da cota televisiva no Brasil. Na verdade, uma cópia do que acontece na Inglaterra.
A maneira é simples e muito mais democrática. 50% da receita seriam divididos igualmente entre os times, 25% distribuídos de acordo com a classificação da equipe na última temporada do campeonato em questão e 25% repassados proporcionalmente à média do número de jogos transmitidos no ano anterior.
Neste país é tudo completamente diferente. A Globo negociou com cada clube. E pagou as cotas de acordo com a força de sua popularidade. Corinthians e Flamengo se tornaram o Real Madrid e o Barcelona nacionais. Ganham muito mais que seus concorrentes. Têm seus jogos exibidos muito mais que os concorrentes. Acabam por isso recebendo mais dinheiro de publicidade. Ganhando mais verba para formar elencos fortes.
A diferença é gritante. Corinthians e Flamengo ganham R$ 110 milhões. São Paulo, R$ 80 milhões. Vasco e Palmeiras, R$ 70 milhões. Santos, R$ 60 milhões. Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, R$ 45 milhões. Tudo ficará muito pior a partir de 2016. A diferença para os privilegiados corintianos e flamenguistas só aumentará.
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Flamengo e Corinthians passarão a ganhar R$ 170 milhões por ano. O São Paulo, R$ 110 milhões. Vasco e Palmeiras, R$ 100 milhões. Santos, R$ 80 milhões. Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo, R$ 60 milhões. Já está tudo assinado. Até 2018.
Se Eurico Miranda e o deputado Raul Henry querem mudar essa desigualdade na distribuição de dinheiro, algo precisa ser feito em 2015. Mas a CBF está de mãos amarradas. Ela não pode e não vai se voltar contra a Globo, sua eterna parceira. No Brasileiro e na Seleção.
Carlos Miguel Aidar só está esperando o primeiro ato de Eurico. Ele também quer fazer o São Paulo embarcar nessa cruzada. Como o dirigente teve problemas com a cúpula do Cruzeiro e Palmeiras, ele ficou isolado. Com Eurico de novo na presidente vascaína, Aidar quer transformá-lo em parceiro na criação de uma liga independente.
Eurico nunca se deu bem com a TV Globo. O auge da briga foi na decisão do Brasileiro de 2000. Na final, alambrados de São Januário romperam devido à superlotação. A emissora criticou demais a postura de Eurico, que desejava que a partida continuasse de qualquer maneira. Não foi. A decisão passou para janeiro de 2001. O Vasco entrou no gramado e foi campeão com uma camisa com o logotipo do SBT.
"Tendo sido caluniado, quis o Vasco homenagear quem não o caluniou. Tendo sido vítima de uma odiosa campanha de perseguição, a partir da desinformação e até mesmo da edição de imagens, quis o Vasco homenagear quem dá à opinião pública a verdade dos fatos para que ela os julgue", escreveu, na época, Eurico Miranda, homenageando o canal de Silvio Santos.
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Advogados conceituados garantem que não pode haver essa ingerência política na negociação entre a tevê e os clubes. Seria uma intervenção. Na Argentina, por exemplo, o governo estatizou o seu campeonato nacional. O projeto foi batizado de Futbol para Todos. Clarin e a empresa Torneos y Competencias perderam o direito de mostrar as partidas, apesar de ter pago para isso.A desculpa do governo foi 'democratizar' o futebol, já que partidas importantes só poderiam ser vistas no pay-per-view. Desde 2009 os jogos passaram a ser mostrados na tevê aberta por uma rede de tevês, capitaneada pela pública.
A Globo tem o respaldo da CBF e das assinaturas dos clubes. Não se submeterá, mesmo se o projeto de Raul Henry for aprovado. Não tem como voltar atrás em relação a pagar mais para Flamengo e Corinthians. Não quer. Deseja ter o direito de mostrar mais partidas dos clubes mais populares do Brasil. Apesar do crescimento fantástico do futebol mineiro, bicampeão brasileiro, campeão da Copa do Brasil e último vencedor da Libertadores. Os mercados que interessam à emissora continuam sendo os mais lucrativos, os de São Paulo e Rio de Janeiro. Uma batalha jurídica levaria anos. E com grande chance de nada mudar, já que foi acordado legalmente entres os clubes e a emissora.
Mas o que fazer com Eurico Miranda e o seu Vasco? Há a possibilidade de uma renegociação individual e aumento. Foi dolorido demais transmitir a decisão de um título brasileiro, com o campeão com o logotipo do SBT no peito...
2ap Eurico Miranda e projeto na Câmara Federal querem acabar com a espanholização.  Privilégio de Corinthians e Flamengo na divisão das cotas de transmissão. Cúpula da Globo teme mais Eurico do que uma intervenção...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Perigos da repetição da fórmula Lula

Comentário: Esse artigo de Igor Felippe é didático e esclarecedor acerca da encruzilhada em que está o governo Dilma. O problema do tudo junto e misturado é que a decantação, filtragem ou destilação vai ficando muito complicada. Como cansei de repetir durante a campanha: "Pra frente é que se anda". Destaquei em vermelho pontos do artigo para reflexão.  



Por Igor Felippe, no blog Escrevinhador:

Os novos ministros escolhidos pela presidenta Dilma Rousseff, a se confirmar o vazamento antecipado pela velha mídia, apontam para a retomada da estratégia do primeiro governo Lula. A lógica do ministério nº. 1 do Lula era “abraçar” dentro do governo os conflitos da sociedade civil, indicando nomes de personalidades que representavam os diversos segmentos sociais e partidos políticos.

As escolhas de Dilma apontam para a reprodução dessa fórmula de “governo para todos”, com benefícios para banqueiros, industriais, comerciantes, latifundiários, trabalhadores urbanos, subproletariado, agricultores familiares e segmentos mais pobres.

O ano de 2002 foi marcado por uma crise do modelo econômico neoliberal, com pressão do FMI (Fundo Monetário Internacional) para manutenção dos contratos, ataques especulativos do mercado e taxa de juros Selic nas alturas, além do terrorismo midiático.

Lula era favorito na eleição presidencial, o que aprofundava o quadro de instabilidade econômica. Para frear a crise, o então candidato assumiu o compromisso de manutenção dos contratos com o mercado na famigerada Carta ao Povo Brasileiro e em reunião com a direção do FMI.

A vitória do petista representou uma derrota política do neoliberalismo e do capital financeiro internacional. No entanto, essa fração de classe se manteve forte, atuando com um braço no mercado e outro na velha mídia. Assim, mesmo com a derrota eleitoral, conseguiu circunscrever o “ameaçador” governo Lula e influenciar a política econômica, preservando seus interesses econômicos.

O time das finanças tinha o petista-financista Antônio Palocci no Ministério da Fazenda, que era o símbolo do compromisso selado na campanha com o mercado, e o banqueiro Henrique Meirelles no Banco Central. A esquipe da produção era formada pelo vice-presidente José de Alencar, grande empresário do ramo têxtil, o economista Guido Mantega no Ministério do Planejamento e economista nacionalista Carlos Lessa no BNDES.

O agronegócio tinha como seu representante o professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e quadro formulador Roberto Rodrigues, enquanto Miguel Rossetto, político gaúcho de uma tendência trotskista do PT, encarnava a pequena agricultura e a reforma agrária.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ficou sob o comando do empresário Luiz Fernando Furlan, ao passo que o Ministério do Trabalho foi destinado a Jacques Wagner, sindicalista da indústria petroquímica e fundador da CUT na Bahia.

O árbitro desse jogo era o presidente Lula, que tinha a legitimidade de ser o maior líder de massas do país e ter obtido na eleição mais de 60% dos votos, vencendo com 20 milhões de votos de diferença.

O problema é que as condições políticas, econômicas e sociais de 2014 são muito diferentes de 12 anos atrás. Por isso, é ingenuidade acreditar que a repetição da mesma fórmula terá o mesmo resultado.

1- Lula encarnou um projeto de reforma do neoliberalismo, que estava em crise. O controle do capital financeiro sobre a economia no governo FHC criou insatisfação em setores da indústria brasileira, que se aproximaram do PT. Assim, construíram juntos um programa de fortalecimento da produção, atendendo demandas da indústria e dos trabalhadores, sem mexer nos interesses do capital financeiro. Por isso, Lula fez um governo para atender todos os segmentos, aproveitando-se de um racha no seio da burguesia.

2- O PT dirigia ou exercia forte influência nas principais organizações de trabalhadores, camponeses e estudantes, além de ter um grande apelo nos setores médios, especialmente na intelectualidade progressista. A partir disso, o partido tinha hegemonia nas ruas e no pensamento.

3- A economia estava estagnada no governo FHC, com o desemprego alto e salários achatados com a falta de crescimento. O Brasil estava no fundo do poço, o que colocava para o novo governo um patamar de comparação com um período desastroso.

Agora, o quadro é bastante diferente, do ponto de vista econômico, político e social.

1- Dilma não conseguirá encarnar um governo de conciliação de classes em um quadro de inviabilidade de contemplar os interesses das frações da burguesia e da classe trabalhadora. O modelo neodesenvolvimentista implementado no último período não tem apresentado resultados, o que reaproximou capital financeiro e indústria, em contraposição aos interesses dos trabalhadores e dos mais pobres.

A fórmula de fazer um governo de conciliação em um momento de recrudescimento da luta de classes não tem chances de obter sucesso. A construção de um ministério com representação de todos os setores criará um falso cenário de conciliação, mas o governo terá que escolher um lado para enfrentar as contradições da economia brasileira.

2- O PT não tem mais a autoridade de antigamente. Houve um processo de fragmentação das organizações progressistas, que levou muitas à oposição de esquerda e outras tantas a uma posição de independência. Embora seja o partido progressista mais importante do país, não tem a mesma capacidade de apontar a direção aos sindicatos, movimentos sociais e entidades estudantis. Não tem mais o mesmo apelo nos setores médios nem na intelectualidade. Desde a crise do mensalão, a direita passou a incidir com mais força nos setores médios e, com o suporte dos velha mídia, fez uma ofensiva conservadora na batalha das ideias.

Um elemento novo na conjuntura é que, na última década, novos movimentos sociais se forjaram, sem qualquer ligação com partidos políticos, que exercem forte influência na juventude que quer mudanças sociais, mas não acredita no sistema político e no que chamam de “organizações tradicionais”.

O melhor exemplo é o MPL (Movimento Passe Livre), que já demonstrou autoridade para convocar mobilizações. No entanto, há inúmeras organizações com essa linha que atuam na área da arte, cultura, comunicação, etnias, gênero, homossexualidade, mobilidade urbana etc. Nesse quadro de fragmentação, a direita colocou uma cunha e também tem estimulado protestos de rua, como as manifestações pelo impeachment da presidenta Dilma.

Com isso, o PT não controla as organizações políticas forjadas no ciclo de lutas dos anos 80 nem têm qualquer canal de diálogo com as organizações que surgiram nos últimos anos. As forças progressistas tradicionais não têm mais a mesma unidade de programa e ação política nem possuem o “monopólio das ruas”. A direita passou a disputar as ruas e fez uma ofensiva sobre a intelectualidade também. Assim, a margem de intervenção se houver um novo processo de mobilização é quase nulo, como ficou patente em junho de 2013, que manteve um caráter progressista.

3-A economia brasileira tem enfrentado dificuldades para crescer, mas mantém o desemprego baixo e crescimento do salário. Assim, o novo governo terá como patamar de comparação um período com indicadores sociais bastante positivos. Qualquer derrapada da nova equipe econômica implicará perdas para os trabalhadores e para os mais pobres, que podem criar um clima de desestabilização. Por isso, a implementação de uma política de corte de gastos é muito perigosa.

A pergunta sem resposta é: como fazer um “governo para todos” em um período de baixo crescimento econômico, com unidade da burguesia e recrudescimento da luta de classes, sem capacidade de intervenção nas ruas e no pensamento progressista, e com uma política de ajuste fiscal?


Apenas o futuro nos dirá, mas existem elementos para questionar a viabilidade e apontar os perigos da repetição desse modelo.

Vitória dos trabalhadores de Santa Catarina

Comentário: Parafraseando o barbudo de Trier: "Proletarier aller Länder, vereinigt euch!". Quando vemos as cifras que correspondem ao lucro dessa empresa nos damos conta de quanto é atual o pensamento de Marx e o quanto o proletáriado é explorado.
Sindicato vence maior ação por danos morais da história
Da Revista Fórum
novembro 25, 2014 18:35



Quadro Operários de Tarsilla do Amaral
Sentença judicial havia comparado o departamento médico do Frigorífico Seara Alimentos, do grupo JBS, aos médicos que colaboraram com a ditadura militar
Por Redação, com informações do site da CUT
Por não proteger a saúde dos trabalhadores, mesmo após ser acionado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, o Frigorífico Seara Alimentos, do grupo JBS, foi condenado a pagar R$ 10 milhões por danos morais coletivos. O TST também obrigou a Seara Alimentos a emitir Comunicações de Acidentes de Trabalho em caso de suspeita ou confirmação de doenças ocupacionais, garantir tratamento médico integral a todos os empregados com doenças ocupacionais e aceitar atestados médicos de profissionais não vinculados à empresa. A decisão, do dia 11 de novembro, também reconhece o frio como agente insalubre em frigoríficos.
A Seara Alimentos, que  foi adquirida em outubro de 2013 pela empresa JBS, já havia sido condenada pelo TRT a indenizar os trabalhadores em R$ 25 milhões. Motivo: segundo os juízes, havia  “uma verdadeira legião de trabalhadores afastados, alguns em situação irreversível de incapacidade laboral, não tendo a empresa implementado qualquer medida preventiva a mudar este quadro”. A sentença dizia também que “a conduta da ré perpetrada por profissionais da área da saúde reporta-me ao período da história recente do País, quando muitos profissionais médicos colaboraram com o regime da ditadura militar”.
O TST decidiu também que a unidade da Seara Alimentos de Forquilha, em Santa Catarina, deverá adequar o local de trabalho às necessidades dos trabalhadores. Determinou ainda que os trabalhadores têm direito a pausas de 20 minutos a cada 1h40 de trabalho em ambientes frios, que a empresa está proibida de exigir horas extras em ambientes frios e de impedir o uso dos banheiros durante o expediente.
O advogado do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação de Criciúma e Região, filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT),  Gilvan Francisco, afirmou que esse resultado só foi possível graças a determinação, coragem e comprometimento com os direitos dos trabalhadores dos procuradores Gean Voltolini, Sandro Sardá e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Célio Elias.
“Isso possibilitou uma ampla investigação e se chegou a irregularidades que causam lesões por esforço repetitivo e culminou com sentenças históricas desde a primeira instância que condenou a empresa em R$ 14 milhões, no TRT em R$ 25 milhões e no TST em R$ 10 milhões, a maior indenização por danos morais já paga no Brasil”, afirmou Gilvan.
A Seara é atualmente é líder mundial em processamento de carne bovina, ovina e de aves – com mais de 200 mil empregados ao redor do mundo, teve lucro líquido recorde de R$ 1,1 bilhão no terceiro trimestre, valor cinco vezes maior que o registrado no terceiro trimestre de 2013.

Lembrando do João sem Medo

Comentário: Um dia após as eleições para presidente do Botafogo lembro nesta postagem de um dos maiores Botafoguenses de todos os tempos: o Camarada João Saldanha. Acompanhei ontem as parciais da eleição como se fosse uma partida do meu Glorioso. Espero que o Sr. Carlos Eduardo Pereira resgate o Botafogo e o faça ter novamente todo o seu resplendor. Para mim o que o Fogão precisa é de culhão, de gente igual o João. Senta a púa, Fogão!!!


por Raul Miller
“João, que, quando convidado para ser técnico da Estrela Solitária, não aceitou receber salário do time do seu coração, ‘pois só assim posso fazer o que quiser sem me encherem a paciência’.”

“João, que não rejeitava uma parada em nome de seus princípios: ‘minhas ideias valem mais do que minha conta bancária’.”

“João, que, como técnico da seleção brasileira, nunca deixou de denunciar aos quatro cantos as torturas e assassinatos no Brasil em tempos de ditadura militar.”

“João, que dizia que ‘a vida é o que a gente pode tirar da vida’. João, que saiu da seleção bem a seu estilo, estranhando e ironizando João Havelange, que, um dia antes de demiti-lo, o abraçara efusivamente. ‘Se eu não gostasse tanto da minha mulher, casava com ele’.”

“João, que por não ter papas na língua, muitas vezes metia os pés pelas mãos e que podia ser acusado de tudo, menos de não ser verdadeiro nas esquinas de sua vida.”

“João, que teve em uma declaração de Garrincha talvez o maior elogio que recebeu: ‘Seu João deixa (…) a gente jogar o que sabe. Nasci na roça e aprendi a jogar futebol espontaneamente. Não sei receber instruções. Sinto que eles sempre envenenam o meu jogo. Quando eu vim para o Botafogo era um pouco tarde para corrigir esse erro. Como eu não gostava de parecer indisciplinado, tentava cumprir as determinações do técnico. Misturava isto com o que eu tenho de natural, mas nunca deu certo. (…) Seu João mostra os erros mas sempre adverte: se vocês acharem que meu conselho não está certo, podem mudar o jogo. Quem está lá dentro sabe mais das dificuldades. O fato concreto: com seu João eu jogo o que está dentro de mim’.” (Roberto Assaf, Banho de bola, citando entrevista de Mané Garrincha a Ney Bianchi)

“Campeonato carioca de 1971. Botafogo x Fluminense. (…) 43 minutos do segundo tempo. (…) Gol ilegal do Fluminense, com o goleiro Ubirajara do Botafogo sendo empurrado a meio metro do juiz José Marçal. Flu campeão. Em seu comentário final, possesso, João Saldanha disse: ‘Este campeonato foi decidido ali, entre o bebedouro e o mictório. Haja naftalina para tanto fedor.’

“Quando lhe passaram a palavra [durante uma mesa redonda na televisão após o Botafogo conquistar o campeonato de 1967 contra o Bangu e com Manga sob suspeição de estar na “gaveta” do presidente do Bangu, Castor de Andrade], Saldanha voltou à carga. ‘Este senhor Castor de Andrade, bicheiro, contraventor em várias frentes de suas atividades, tenta estender o seu poder para o futebol. Mas o futebol derrotou o senhor Castor, que por incrível que pareça já foi, inclusive, chefe de uma delegação da seleção brasileira em viagem ao exterior, a convite da CBD. O senhor Castor, além de responsável por esta atuação suspeita do goleiro Manga, cometeu a covardia de contratar espancadores contra torcedores do Botafogo. Muita gente me aconselhou a não dizer isto. Mas saiba este senhor que não tenho medo. É só escolher. Terreno baldio no mano a mano, sou mais eu. Se preferir topo revólver ou o que ele quiser…’ Pouco depois Castor invadiu os estúdios da TV Globo com seguranças armados. O programa saiu do ar e o tempo fechou. Em 1980, Castor de Andrade, em entrevista a Marcelo Rezende e Milton Costa Carvalho da revista Placar, abriu o jogo: ‘Eu com duas máquinas na mão. Foi um corre-corre danado.” Castor vai contando e rindo, se diverte muito. ‘Pois bem: o homem é macho, me enfrentou’.”

“Quando foi editado o Ato Institucional número 5 (AI 5), Castor e vários banqueiros de bicho foram presos. Chamaram, João para fornecer provas contra o patrono do Bangu. Recusou-se terminantemente. ‘Não sou dedo-duro e nem vou colaborar com essa ditadura’, disse à época. Assim era João”.

“Vida que segue”.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Babaca(s) da Semana

Amanhã (25/11) tem eleições para presidente do Botafogo. É lamentável que os rumos de uma instituição amada por mais de 5 milhões de pessoas seja decidida por 1.785 predestinados. Espero que a chapa vitoriosa de amanhã (que não seja a AZUL) institua o voto do sócio-torcedor.  Como tem babaca demais, "BABACA DA SEMANA" de hoje vai para duas figuras que poderíamos chamar de: Criador e Criatura.
Maurício Assumpção - Sem dúvidas o pior presidente que o Botafogo já teve; e
Carlos Augusto Montenegro - O maior cara de pau da história do clube. 
Que bom que achei uma foto com os dois pra fazer essa "homenagem"
P.S. - QUERO O MEU BOTAFOGO DE VOLTA!!!

Rir pra não chorar


domingo, 23 de novembro de 2014

Só um milagre salva o meu Botafogo!

Einstein já dizia: "Há apenas duas maneiras de se ver a vida: Uma é pensar que não existem milagres e a outra é acreditar que tudo é um milagre."

P.S - Eu não acredito em milagres!!!

sábado, 22 de novembro de 2014

Kátia Abreu, a UDR e o tiro no pé de Dilma

COMENTÁRIO: Ótimo artigo de Paulo Fonteles Filho em seu blog. Só espero que a indicação de Abreu para a equipe ministerial do 2o. governo Dilma seja ruído do PIG.

Kátia Abreu, a UDR e o tiro no pé de Dilma.



















Em uma entrevista ao jornal paraense 'O Liberal' no dia 15 de março de 2009, a senadora e então dirigente máxima da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, expôs as estratégias fundamentais do latifúndio brasileiro para fazer a luta de ideias na sociedade. No fundamental, procurou apresentar a sua classe, historicamente arcaica e violenta, de forma mais palatável para aquilo que chamamos de opinião pública.

Naqueles dias, o governo da petista Ana Júlia (2007/2011) buscava enfrentar a grilagem de terras, o trabalho escravo e os crimes de encomenda, questões centrais do turbulento mapa agrário da Amazônia. Tais medidas fizeram recuar, e muito, os assassinatos de lideranças sindicais e populares. Os índices só voltaram a ‘normalidade’ estatística com o governo tucano de Simão Jatene, mandatário máximo do Pará até os nossos dias.

O centro do discurso da senadora propunha a criação da Rede Social Rural e para isso buscava se apoiar na malsã experiência histórica da União Democrática Ruralista (UDR) e de antigos quadros políticos da grande propriedade rural do Sul do Pará.

O sentido e conteúdo da iniciativa dos ruralistas anunciavam uma nova etapa na contenda pela posse da terra no Pará e no Brasil, tal o nível maior de politização alcançado pela representação máxima do patronato rural tupiniquim.

As bases do discurso e da prática dos oligarcas do campo – da qual Kátia Abreu é um dos principais expoentes – procuram fazer a integração subalterna da agricultura brasileira aos mercados internacionais, com o risco de nossa soberania alimentar e fundamentaram-se, historicamente, com a premissa ideológica de ódio aos movimentos sociais, procurando com o apoio da mídia hegemônica, criminaliza-los.

Para eles, os herdeiros das Sesmarias, o problema é o povo e, concomitantemente, quem organiza a resistência popular e a civilizatória luta pela democratização da terra no Brasil, base indiscutível para nosso desenvolvimento duradouro.

O convite de Dilma para que Kátia Abreu assuma o Ministério da Agricultura cria uma tensão desnecessária com sua base social que, nas ruas e nas redes fizeram a diferença e asseguraram vitória na maior batalha política travada no país desde 1989.

Em 2009, procurando esmiuçar a tática do Agronegócio e estabelecer as necessárias conexões com a ocupação econômica da Amazônia é que escrevi o artigo abaixo:

As mãos que trabalham ou as botas que escravizam?

Por Paulo Fonteles Filho.

Em uma extensa entrevista a um dos mais lidos jornais do Pará, no último domingo, 15 de março, a demo-senadora e dirigente máxima da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, expôs com robustez as estratégias fundamentais do latifúndio brasileiro para fazer a luta de ideias na sociedade e, no fundamental, apresentar a sua classe, historicamente arcaica e violenta, de forma mais palatável para aquilo que chamamos de opinião pública.

No corolário de suas vociferações contumazes contra o movimento social camponês, leia-se MST, e contra a governadora Ana Júlia, a demo-senadora propõe a criação da Rede Social Rural, uma espécie de gabinete social sob a consigna de “Mãos que trabalham” e que funcionará em Redenção, sul do Pará.

O município escolhido pelos arautos da grande propriedade rural albergou, em 17 de maio de 1986, o surgimento em terras paraenses da famigerada União Democrática Ruralista - UDR e entre os convidados, o mais ilustre era o presidente da UDR de Goiás, Ronaldo Caiado, além dos prefeitos Arceline Veronese, do próprio município anfitrião e Orlando Mendonça, de Conceição do Araguaia, que foram denunciados pelo então Deputado Estadual Paulo Fonteles na tribuna da Assembleia Legislativa paraense como ávidos participantes de reuniões onde se confeccionavam as macabras listas de marcados para morrer, onde o próprio parlamentar e advogado de trabalhadores rurais teve sua vida ceifada um pouco mais de um ano depois, em junho de 1987.

O curioso é que a derradeira reunião que decretou o fim da UDR no sul do Pará aconteceu em inicios de março de 1991 e o patrimônio ativo e passivo daquela macabra organização fora transferida, como doação, para o Sindicato Rural de Redenção que sediará a propalada "agenda social" dos violentos liderados pela demo-senadora tocantinense.

As ações políticas do latifúndio, trombeteadas por suas lideranças nacionais revelam uma posição de força, ofensiva, e de imediato precisam ser diagnosticadas e combatidas.

O sentido e conteúdo da iniciativa dos ruralistas podem anunciar uma nova etapa na contenda pela posse da terra no Pará e no Brasil, tal o nível maior de politização que engendra a representação máxima do patronato rural tupiniquim.

A atual ofensiva política e ideológica do latifúndio emanam do eixo mais dinâmico e atuante do agrobusiness brasileiro, cujo modelo encontra-se em franca expansão, altamente capitalizado, e se dirige resoluto em direção à Amazônia, território decisivo para se custodiar qualquer projeto de nação.

O fato é que o agronegócio que é a nova indumentária para a mais atrasada estrutura da sociedade brasileira procura, analisando as experiências organizativas passadas, imprimir fôlego contra a histórica bandeira pela democratização das terras do Brasil. E todos nós sabemos que a agenda pública fundiária não está sob a hegemonia da ótica dos trabalhadores, muito ao contrário, e para isso é só observar a tímida reforma agrária do governo Lula. Mas, contraditoriamente, o atual mandatário dos destinos nacionais estabelece uma relação democrática com os agentes mais importantes da luta pela posse da terra no país e este aspecto incomoda, e muito, os setores mais recalcitrantes e xiitas do patronato rural brasileiro.

Analisando experiências passadas, a inteligência da moderna nomenclatura do latifúndio, me parece, vai buscando inspiração em uma das suas mais torpes criaturas que é a própria UDR. A questão aqui não é de mera coincidência geográfica, mas de certo saudosismo por parte do latifúndio no sentido de reeditar a sua mais infame experiência de violações aos direitos humanos a partir da segunda metade do século XX.

E é claro que neste caso a história, em tendência, se repetirá como tragédia e sua maior vocação é intentar contra o próprio Estado Democrático de Direito no sentido de que um banho de sangue pode estar por vir, prática contumaz do latifúndio, antecedida por ameaças e verborragias como faz a demo-senadora Abreu da CNA contra os movimentos sociais e experiências de governos democráticos, como é o caso do Pará.

A questão tem centralidade porque se trata de memória revisitada, aos terríveis e dolorosos exemplos engendrados pela UDR na metade da década de oitenta do século passado. A emergência daquela agremiação fascista estava ligada a duas questões novas para a sociedade brasileira de então, a Redemocratização, conquista histórica do povo brasileiro, depois de vinte e um anos de ditadura militar e o projeto de Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA) que o novo momento procurava engendrar. É preciso que se diga que tal plano fora elaborado no início da Nova República, contando com a elaboração de conhecidas personalidades pró-Reforma Agrária e seu anúncio ocorreu no IV Congresso de Trabalhadores Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), em 1985.

O modelo preconizado durante o período dos generais buscou colonizar as fronteiras em favor do grande capital, nacional e estrangeiro, permitindo a expansão do latifúndio improdutivo em escalas galopantes através de vultosos projetos agropecuários e de “modernização” da agricultura brasileira a partir de milhardárias somas em créditos e subsídios estatais que imprimiam novas tecnologias para privilegiar o mercado externo, o que correspondeu a submissão de nossa política agrícola aos interesses estrangeiros. Para se aplicar tal modelo houve uma intensa militarização da questão da fundiária no país e os custos sociais de tal política foram absolutamente desastrosos por conta da elevada exclusão social e, concomitantemente, dos conflitos gerados na luta pela posse da terra.

A UDR, portanto, surgiu como um instrumento daquilo que é arcaico e velho na luta contra o novo e mudancista. Apareceu no cenário político brasileiro como uma radicalização e, sobretudo, como expressão maior da politização do latifúndio em face da elevação do nível da luta pela terra alcançada no país. É claro que o surgimento daquela organização de sombria lembrança fez aparecer certas disputas e desequilíbrios com o tradicional patronato rural brasileiro por conta do papel de liderança de classe, logo, porém, foram dissipadas no curso das ações políticas das oligarquias rurais fruto de um maior nível de unidade dos endinheirados do campo.

O fato é que a UDR fez intensa propaganda através dos muitos leilões realizados que, para além da arrecadação de recursos que seguramente financiaram a liquidação de muitos lutadores do povo, serviam para atrair simpatizantes, sócios novos, além de infundir laços e convivência social, ou seja, valores de retesado apego à propriedade e ao poder econômico.

A grande arma daquela organização, porém, fora a militância de seus quadros e dirigentes, dotados por rigorosa disciplina capazes de intervir no curso dos acontecimentos do Brasil de então. Do ponto de vista numérico, teria passado segundo o estudo da professora Sonia Regina de Mendonça, especialista no assunto e autora de “A classe dominante agrária: natureza e comportamento- 1964/1990” e publicado pela Expressão Popular, de 3 a 5 mil associados em junho de 1986 para cerca de 130 a 230 mil em novembro de 1987.

O lamentável disso tudo é que uma enorme parcela era formada por pequenos e médios proprietários conquistados pela UDR através da propaganda ideológica que reproduzia medo porque satanizava a Reforma Agrária, além, é claro da inabilidade de certos setores sectários que ocupavam ínfimas ou medianas propriedades rurais.

O fato é que o latifúndio tem grande capacidade e experiência política e organizativa e a ofensiva atual que faz prosperar têm como referência o modus-operandi já experimentados e amplamente conhecidos. Afinal, tal acúmulo não data desde 1850 quando se constituiu o moderno mapa agrário brasileiro cuja expressão representou à vitória dos coronéis contrários as posições renovadoras de José Bonifácio, o Patriarca da Independência, que em 1823 já apresentava para a agenda política brasileira, quando dos debates de nossa primeira Constituição, a necessidade de mudanças estruturais como a democratização das terras e a abolição da escravatura? O projeto de nação defendido pelo mais culto e conhecido dos Andradas o levaram à prisão e ao infortúnio do exílio no continente europeu.

As bases do atual discurso dos oligarcas do campo fundamentam-se a partir de odiosas manifestações contra os movimentos sociais, procurando com o apoio da grande mídia, criminaliza-los. Aqui o problema é o povo e, concomitantemente, quem organiza a resistência popular.

Procuram, portanto, impedir o novo, açodar o que é pujante e brota da consciência social avançada e têm em sua conduta mais lancinante e temerária a manutenção de uma estrutura que mais nos liga a um passado colonial que haveremos de superar pela própria necessidade histórica do desenvolvimento da civilização brasileira.

Afinal, o que está incluso nas provocações da demo-senadora Abreu, senão a contumaz e visceral violência do latifúndio com seus escravocratas e assassinos? E as violações aos direitos humanos perpetrados pelos donos do poder no campo brasileiro já superaram, em muito, questões pontuais ou táticas, aparecem no limiar do século XXI como estratégia para manutenção e perpetuação do poder dos coronéis, velhos lobos felpudos travestidos de cordeiros legalistas.


O que podemos esperar da “agenda social” dos grandes proprietários senão a agudização dos conflitos no campo?

Governo Dilma: Apoio crítico é exercício da Democracia!!!


Dentre os vários apoios que Dilma recebeu no 2o. turno das eleições, me chamou a atenção o do cantor Zeca Baleiro em que para justificar seu voto disse: "Votarei em Dilma e, caso ela seja eleita, terá em mim um crítico implacável de seu governo. É assim que entendo o que chamam de democracia. O resto é balela." Pois faço minhas as palavras desse grande representante da música popular brasileira. 
Creio que cada cidadão brasileiro deva exercer seu papel opinando e fazendo as justas cobranças aos representantes eleitos e definitivamente ter bem claro que a eleição se acabou no dia 26 de outubro, mas política deve ser feita por todos e todos os dias .

Durante a campanha fiz o possível dentro das minhas limitações para reeleger a presidenta Dilma Roussef e assumi comigo o compromisso de estar exercendo meu papel de cidadão por meio deste espaço sendo mais assíduo com críticas à realidade do Brasil, da minha aldeia e do universo.
Um fato é incontestável na disputa eleitoral do 2o. turno: o papel da militância. Fortalecer esse espírito militante é tarefa a ser exercida por todas as mulheres e homens que acreditam num Brasil melhor. É necessário deixar claro para a presidenta Dilma que sua maior aliança deve ser feita com o povo, é dele que veio a força capaz de reelegê-la. Como diria Zeca Baleiro em uma canção que ele interpreta: "Todo mundo olha para sua esquerda/Todo mundo olha para sua direita", mas o caminho a se seguir é o que conduz a um Brasil mais justo, solidário e humano e não há outro sentido para se alcançar isso a não à esquerda. E definitivamente não há etiqueta de preço capaz de valorar isso.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lutar contra o fascismo é tarefa das mulheres e homens progressistas e democratas



Se enfrenta o fascismo elevando a consciência de classe dos trabalhadores. Não se pode vacilar com esse tipo de gente. As serpentes e seus ovos ficam na surdina esperando o momento certo pra colocar suas presas e venenos para fora e para eclodirem. Esperam momentos como o de uma acirrada disputa eleitoral para colocarem as manguinhas de fora. Isso já aconteceu aqui no Brasil e noutros cantos do mundo. Mil, dois mil em uma passeata fascista é gente pra caramba, portanto não faça piada com eles. Um fascista foi eleito no Rio de Janeiro (essa terra maneira e maravilhosa) com 460.000 votos, e o pior elegeu dois de sua prole: 1 deputado federal em São Paulo e outro deputado estadual no Rio de Janeiro. A resposta deve ser dada por todas as mulheres e homens progressistas e democratas, que acreditam na solidariedade e que amam a liberdade. Mobilize-se e comece a lutar contra o fascismo. Arregace as mangas compartilhe mensagens de paz, justiça, igualdade, liberdade e tolerância no seu facebook, twitter, whatsApp, blogger, orkut. Os fascistas tem horror a isso. Se você está titubeante, estude e leia. Se depois de ler e estudar você continuar acreditando que a solução pro Brasil é uma intervenção militar então...definitivamente não posso te chamar de companheiro. Para essa grande representante do povo brasileiro chamada Jandira Feghali uma sugestão: construir uma frente parlamentar anti-fascista na Câmara dos Deputados que possa difundir a cultura humanista, pois a cultura é a melhor arma contra o fascismo.

Abaixo o link com o discurso realizado na Câmara Federal pela Deputada Jandira Feghali:

domingo, 2 de novembro de 2014

Como desestabilizar uma nação

A raposa do macartista Walt Disney era vermelha como os comunistas. Esse filminho tinha portanto uma conotação anti-comunista.
Mas nada como um dia após o outro.
A mensagem do Disney cai como uma luva para as táticas de desestabilização adotadas pelos inimigos do povo brasileiro nos dias de hoje.
É possível identificar a Veja, a Globo, o PSDB/tucanos, a elite anti-povo e a enorme massa de "Direitas Pão com Ovo".
Aviso ao Galo Burguês: Abra o olho mané! Melhor largar o nariz empinado, o charuto e o peito estufado e chamar as galinhas, os patos, os perus e os pintinhos para o centro de tomada de decisões.
Aviso às galinhas, patos, perus e pintinhos: Acabou-se as eleições, a política não! Para não acabarem no bucho da raposa é melhor começarem a exercer a cidadania, a ler, a estudar e acima de tudo a ter consciência de classe.