Visitantes

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Boas Festas e Feliz 2014!!!



Dos versos de Carlos Drumond de Andrade os nossos votos de Boas Festas e Feliz 2014!

" (...)Para ganhar um Ano Novo 
que mereça este nome, 
você, meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, 
mas tente, experimente, consciente. 
É dentro de você que o Ano Novo 
cochila e espera desde sempre".

domingo, 15 de dezembro de 2013

Mandela e Fidel: O que não foi dito sobre a amizade desses dois homens!!!





Comentário: Isso a gente não viu na televisão. Importante destacar o internacionalismo cubano e a luta contra as injustiças no mundo. Como diz Fidel Castro: "Não lutamos por glória nem por honra; lutamos por ideias que consideramos justas."

Do Blog do Miro

Mandela e Fidel: o que não se diz
Por Atílio Borón, no sítio da Adital

A morte de Nelson Mandela precipitou uma catarata de interpretações sobre sua vida e obra, todas o apresentando como um apóstolo do pacifismo e uma espécie de Madre Teresa da África do Sul.
Trata-se de uma imagem essencial e premeditadamente equivocada, que ignora que após a matança de Sharperville, em 1960, o Congresso Nacional Africano (CNA) e seu líder, exatamente Mandela, adotaram a via armada e a sabotagem de empresas e projetos de importância econômica, mas sem atentar contra vidas humanas.
Mandela percorreu diversos países da África em busca de ajuda econômica e militar a fim de sustentar essa nova tática de luta. Foi preso em 1962 e, pouco depois, condenado à prisão perpétua, que o manteria relegado em uma prisão de segurança máxima, em cela de 2x2 metros, durante 25 anos, exceto os últimos dois anos, nos quais a formidável pressão internacional para conseguir sua libertação melhorou as condições de sua detenção.
Mandela, portanto, não foi um "adorador da legalidade burguesa”, mas um extraordinário líder político, cuja estratégia e táticas de luta foram variando conforme mudavam as condições sob as quais se davam suas batalhas. Diz-se que foi o homem que acabou com o odioso apartheid sul-africano, o que é uma meia-verdade.
Outra parte do mérito cabe a Fidel e à Revolução cubana, que com sua intervenção na guerra civil de Angola selou a sorte dos racistas, ao derrotar as tropas do Zaire (hoje, República Democrática do Congo), do exército sul-africano e dos dois exércitos mercenários angolanos, organizados, armados e financiados pelos EUA através da CIA. Graças a sua heroica colaboração, na qual uma vez mais se demonstrou o nobre internacionalismo da Revolução Cubana, conseguiu-se manter a independência de Angola, sentar bases para a posterior emancipação da Namíbia e disparar o tiro de misericórdia contra o apartheid sul-africano.
Por isso, informado do resultado da crucial batalha de Cuito Cuanavale, em 23 de março de 1988, Mandela escreveu da prisão que o desfecho do que se chamou de "Stalingrado africana” foi "o ponto de inflexão para a libertação de nosso continente, e do meu povo, do flagelo do apartheid”. A derrota dos racistas e seus mentores estadunidenses deu um golpe mortal na ocupação sul-africana da Namíbia e precipitou o início das negociações com o CNA, que, devagar, terminariam demolindo o regime racista sul-africano, obra mancomunada por aqueles dois estadistas gigantescos e revolucionários.
Anos mais tarde, na Conferência de Solidariedade Cubano-Sul-Africana de 1995, Mandela diria que "os cubanos vieram a nossa região como doutores, professores, soldados, especialistas agrícolas, mas nunca como colonizadores. Compartilharam as mesmas trincheiras de luta contra o colonialismo, o subdesenvolvimento e o apartheid... Jamais esqueceremos esse incomparável exemplo de desinteressado internacionalismo”. É uma boa recordação para quem ontem e ainda hoje fala da "invasão” cubana a Angola.
Cuba pagou um preço enorme por este nobre ato de solidariedade internacional que, como recorda Mandela, foi o ponto de inflexão da luta contra o racismo na África. Entre 1975 e 1991, cerca de 450.000 homens e mulheres da ilha passaram por Angola, apostando nisso sua vida. Pouco mais de 2.600 perderam-na, lutando para derrotar o regime racista de Pretória e aliados. A morte deste extraordinário líder que foi Nelson Mandela é uma excelente ocasião para homenagear sua luta e, também, o heroísmo internacionalista de Fidel e da Revolução Cubana.

* Traduzido por Gabriel Brito, do sítio Correio da Cidadania.