Visitantes

quinta-feira, 21 de março de 2013

Um vídeo didático: George Galloway na Universidade de Oxford

Comentário: Existem muitos "young men" iguaizinhos a esse do filme, sem rumo e sem direção.

Ferreira Gullar e o salto sobre a barricada

Comentário: Da mesma forma que "Como dois e dois são quatro" é regra quase aritmética a mudança de lado, felizmente esses saltadores de barricadas contribuem para depurar os combatentes da luta popular. Um indivíduo como José Ribamar Ferreira faz parte da nova direita que na definição de Leandro Fortes, articulista da Carta Capital, é "cheia de cristãos novos e comunistas arrependidos tem no DNA um instinto de sobrevivência mais pragmático, gestado nos verdadeiros interesses em jogo, não mais na espuma do gosto popular. Não por outra razão, se ancora menos na ação parlamentar e mais na mídia, onde mantém brigadas de colunistas, e onde também atua, nas redações, de cima para baixo, de modo a estabelecer um padrão único de abordagem sobre os temas que lhe dizem respeito: dinheiro, liberdade irrestrita de negócios, dominação de classe, individualismo, acúmulo de riqueza e concentração fundiária", é triste pensar que o autor dos versos "sei que vida vale a pena" esteja metendo o porrete na revolução bolivariana em troca de alguns patacões que garantam um cafezinho em Saint Elisée. O melhor seria que tal qual como o poema, senhores, José Ribamar não cheirasse e nem fedesse. A seguir ótimo artigo de Max Altman sobre a revolução que Gullar diz que nunca existiu.

 

Do Portal Vermelho

Altman: "Há sim uma revolução na Venezuela, Ferreira Gullar"


Existe um expressão comum no mundo político da Venezuela – “saltar la talanquera” – que poderia ser traduzido por "pular sobre a barricada" e que significa passar para o outro lado. Muita gente que na sua juventude, e por largos anos, abraçou os ideais do socialismo, resolveu “saltar la talanquera’, renegando, sob os mais variados pretextos, tudo o que pensava e defendia, e muda de lado, de mala e cuia.

Por Max Altman



AVN



Como necessitam ser bem recebidos pelos novos correligionários, mostram-se crescentemente mais realistas que o rei. Ou seja, homens com uma história de esquerda passam a defender algumas das teses mais caras à direita. Mudar de lado não é um ato gratuito. Há que se pagar pedágio sempre – e ele é caro e exigente -, demonstrando por atos e palavras que são leais à nova trincheira e aos seus valores. É o caso de Arnaldo Jabor, Roberto Freire, Marcelo Madureira, Alberto Goldman e tantos outros. E do poeta e cronista Ferreira Gullar.
Gullar publicou na Folha de S. Paulo de domingo, 17 de março, artigo sob o título “A revolução que não houve”. Não vou refutar suas posições ideológicas ou políticas. Eles tem as deles, nós, as nossas, e assim vamos travando a batalha de idéias. O que quero rebater são suas inverdades e distorções – e até um grave vilipêndio - acerca de fatos concretos. O poeta Gullar não pode alegar desconhecimento, pois é jornalista, nem ignorância, posto que é intelectual.
O articulista afirma que Hugo Chávez “não só fechou emissoras de televisão como criou as Milícias Bolivarianas, que, a exemplo da conhecida juventude nazista, inviabilizava pela força as manifestações políticas dos adversários do governo”.
O sinal eletro-eletrônico, lá como aqui, é de propriedade do Estado. A concessão de transmissão por sinal aberto da RCTV – e este foi um caso único – deixou de ser renovada, entre muitas outras razões, pelo fato da emissora ter tramado e liderado o Golpe de Estado de abril de 2002 contra o presidente Hugo Chávez, fato cabalmente demonstrado no documentário “A Revolução Não Será Televisionada”.
Nos Estados Unidos, por exemplo, esta ocorrência levaria os donos da estação a uma condenação severíssima. O sinal fechado da RCTV continua funcionando normalmente. À parte a odiosa e absurda comparação com as milícias hitleristas, a Lei Orgânica da Força Armada Bolivariana da Venezuela (FABV) estabelece que a Milícia Bolivariana, subordinada ao Comando Estratégico Operacional da Força Armada Bolivariana da Venezuela, tem como missão treinar, preparar e organizar o povo para a defesa integral com o fim de complementar o nível de prontidão operacional das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB), contribuir para a manutenção da ordem interna, segurança, defesa e desenvolvimento integral da nação com o propósito de coadjuvar e independência, soberania e integridade do espaço geográfico da Nação. Repto o Sr. Gullar ou qualquer outro a mencionar um só caso em que a Milícia Bolivariana tenha sido utilizada para inviabilizar, pela força ou não, qualquer manifestação política ou de outra ordem da oposição.
Diz mais o cronista: “O azar dele foi o câncer que o acometeu e que ele tentou encobrir. Quando não pode mais, lançou mão da teoria conspiratória, segundo a qual seu câncer foi obra dos norte-americanos.” Agora mesmo estamos assistindo à autorização da família do ex-presidente João Goulart para a sua exumação, 37 anos após o falecimento, porque há forte suspeita que ele tenha sido envenenado para induzir o ataque cardíaco pela Operação Condor, sabidamente apoiada e orientada pela CIA. Foi possível com Jango, porque não poderá ser com Chávez. A ciência provavelmente irá dirimir a dúvida em ambos os casos.
“De qualquer modo, tinha que se curar e foi tratar-se em Cuba, claro, para que ninguém soubesse da gravidade da doença...” Não é nada claro, Sr. Gullar. Vindo do Equador e do Brasil desce Chávez em Havana, caminhando com dificuldade e apoiado numa muleta. Foi estar com Fidel e com ele se queixou das dores. Fidel lhe fez uma enxurrada de perguntas e o convenceu a passar imediatamente por uma bateria de exames no melhor hospital de Havana. Foi nesse momento que se descobriu que carregava na região pélvica um tumor “do tamanho de uma bola de beisebol.” E lá mesmo passou pela primeira das quatro operações cirúrgicas. A Venezuela e o mundo todo souberam imediatamente da gravidade da doença e com algum detalhe. Razões de Estado sempre cercam enfermidades de chefes de Estado e de governo. Não obstante, no caso de Chávez foram 27 comunicados públicos ao longo dos quase dois anos, feitos por ele mesmo ou por ministros do governo. François Mitterrand passou dois setenatos carregando um câncer de próstata, que o acabou matando, sem que a opinião pública soubesse de algo. Antes dele, o presidente Georges Pompidou morreu no exercício do cargo, inesperadamente, de Macroglobulinemia de Waldenström e ninguém soube de nada, salvo alguns jornalistas que suspeitaram de seu súbito inchaço.
Gullar omite e distorce quando diz que “Para culminar, (Chávez) fez mudarem a Constituição para tornar possível sua reeleição sem limites. Aliás, é uma característica dos regimes ditos revolucionários não admitir a alternância no poder.” Na verdade, Chávez fez questão que a emenda constitucional permitindo a postulação indefinida passasse por referendo popular e não simplesmente aprovada pela Assembleia Nacional onde detinha praticamente a totalidade das cadeiras. (A oposição se recusara a concorrer às eleições legislativas.) Houve ampla e livre campanha e o SÍ ganhou por boa margem. O povo assim decidiu. A propósito, nos Estados Unidos havia uma tradição de apenas dois mandatos de quatro anos mas nada na Constituição impedia a postulação indefinida. Roosevelt foi eleito em 1932, reeleito em 1936, novamente eleito em 1940 e outra vez eleito em 1944. Faleceu em abril de 1945 com apenas 63 anos. Seria facilmente reeleito pela 5ª, 6ª e 7ª vez, pois saíra vitorioso da Segunda Guerra Mundial e os Estados Unidos confirmavam a condição de super-potência. Alguém tisnou de anti-democrático a contínua reeleição de Roosevelt ? Essa possibilidade foi revogada posteriormente por uma eventual maioria republicana.
O articulista envereda sibilina e maliciosamente pelo terreno jurídico. “Contra a Constituição, Nicolás Maduro ... assume o governo, embora já não gozasse, de fato, da condição de vice-presidente, já que o mandato do próprio Chávez terminara.” E mais adiante “Mas, na Venezuela de hoje, a lei e a lógica não valem. Por isso mesmo, o próprio Tribunal Supremo de Justiça – de maioria chavista, claro – legitimou a fraude, e a farsa prosseguiu até a morte de Chávez; morte essa que ninguém sabe quando, de fato, ocorreu.” O sr. Gullar nunca se referiu ao nosso STF como de maioria tucana, claro, em especial durante o julgamento midiático da AP 470.
Os membros da Suprema Corte na Venezuela, que devem ser cidadãos de reconhecida honorabilidade e juristas de notória competência, gozar de boa reputação e ter exercido a advocacia ou o magistério em ciências sociais po r pelo menos 15 anos, e possuir reconhecido prestígio no desempenho de suas funções, são eleitos por um período único de 12 anos. Postulam-se ou são postulados ante o Comitê de Postulações Judiciais. O comitê, ouvida a comunidade jurídica, envia uma pré-seleção ao Poder Cidadão, que, por sua vez, faz uma nova pré-seleção e a envia à Assembleia Nacional que fará a seleção definitiva. (arts. 263 e 264 da Constituição Bolivariana). Cabe, por outro lado, à Sala Constitucional do Tribunal Supremo da Venezuela (art. 266) exercer a jurisdição constitucional, como única intérprete da Constituição. E ela considerou, em decisão articulada e bem fundamentada, que: a) pelo fato de estar ainda em curso a licença concedida pela Assembleia Nacional ao presidente Chávez; b) que havia uma continuidade administrativa pois Chávez havia sido reeleito; a posse poderia se dar em outro momento e ante o TSJ, fato também previsto na Constituição e que Nicol ás Maduro poderia continuar exercendo a vice-presidência executiva. (Na Venezuela o vice-presidente é indicado pelo presidente e não eleito conjuntamente.) Com a morte de Chávez, aplicou-se o art. 233, passando Maduro a exercer o cargo de Presidente Encarregado, obrigando-se a convocar eleições em 30 dias, o que foi feito.
E onde reside o vilipêndio, a ignomínia de Ferreira Gullar? Repetindo maquinalmente o que a extrema-direita golpista e corrupta da Venezuela alardeou, afirma que a farsa prosseguiu até a morte de Chávez, que ninguém sabe quando de fato ocorreu. Isto é uma grave ofensa antes de mais nada à dignidade dos pais, irmãos e filhos de Hugo Chávez, porquanto afirmar que ninguém sabe quando ocorreu a morte é imputar à família do presidente participação numa farsa. As filhas de Chávez em discursos emocionados, num e noutro momento, repeliram a rancorosa e covarde acusação, reafirmando que Chávez faleceu, quase diante de seus olhos, no dia 5 de março no hospital militar de Caracas, exatamente às 16 h25.
E por quê afirmo no título que há uma revolução socialista bolivariana em marcha ? Evidentes êxitos dos programas sociais do governo Chávez não a caracterizaria. Esta proeza pode ser alcançada por países em regime capitalista. Há, porém, um dado da realidade na Venezuela: a massa pobre e de trabalhadores alcançou um bom nível de consciência política e ideológica e está organizada. Vale-se do Partido Socialista Unido da Venezuela para a sua mobilização. E dispõe-se a respaldar o governo a fim de levar adiante o “Plano Socialista da Nação – 2013-2019”, programa histórico de cinco objetivos fundamentais, que tem por lema ‘desenvolvimento, progresso, independência, socialismo’.
Sempre com fundamento na Constituição que estabelece que a soberania reside intransferivelmente no povo que a exerce diretamente na forma prevista na Carta Magna e nas leis e indiretamente, mediante o sufrágio direto e secreto, Chávez liderou a expansão da democracia participativa, diminuiu o peso do empresariado, dos meios comerciais de comunicação e das casamatas mais retrógadas do aparelho estatal, especialmente no sistema judiciário. Criou com isso a base social que permite agora avançar na transformação socialista em curso, trazendo a Força Armada para dela lealmente participar.
Uma das mais relevantes medidas de transferência de poder ao povo é a criação e o desenvolvimento do poder comunal. Trata-se de pequenas áreas geográficas, distritos ou bairros, que funcionam como instituições políticas e que também podem organizar seus próprios serviços públicos, constituir empresas para diferentes atividades e receber financiamento direto do governo nacional. Busca-se, assim, esvaziar os estamentos burocráticos ainda controlados ou corrompidos pelos antigos senhores.
Ao contrário de outras experiências de identidade socialista, a ampliação da democracia direta não foi acompanhada pela redução de liberdades, mesmo daqueles setores que participaram do golpe de Estado em 2002 ou que insistem na oposição golpista. Não se tolheu a liberdade de expressão nem a liberdade de imprensa. Partidos de cariz neoliberal, de direita, sociais-democratas ou ultra-esquerdistas continuam a funcionar normalmente com ampla liberdade de organização e manifestação pacífica.
Dois fortes sinais indicam que a revolução socialista bolivariana está atingindo um ponto de não retorno. O primeiro foi o extraordinário comportamento do povo venezuelano diante da morte de seu comandante-presidente. Milhões saíram às ruas para homenageá-lo. Embora comovido, mostrou-se sereno, pacífico, responsável e democrático. Isto permitiu que o governo funcionasse e, principalmente, a estabilidade institucional fosse garantida. Não caiu nas provocações alimentadas por setores raivosos da direita. Reagiu com senso civilizado extraordinário, com dignidade. No entanto, como se pôde assistir, disposto a qualquer coisa para defender o legado de Hugo Chávez, o progresso e as conquistas sociais, o desenvolvimento da economia, a soberania e a independência da pátria, a consolidação da integração regional latino-americana.
O segundo sinal está por vir e será a confirmação desta vontade popular. No dia 14 de abril serão realizadas eleições livres, justas e transparentes, como garante o Conselho Nacional Eleitoral, para presidente da Venezuela. A vitória de Nicolás Maduro constituirá um marco histórico e dará início a uma nova etapa da revolução socialista bolivariana.
*Max Altman é jornalista

sexta-feira, 15 de março de 2013

Limites do município de Varre-Sai é objeto de projeto de lei na ALERJ

COMENTÁRIO: Notícia enviada pelo Professor Sebastião Menezes sobre o projeto de lei que trata dos limites de Arataca e Jacuringa na ALERJ. Espero que seja dada a devida importância a essa matéria pelos "nossos" deputados estaduais.
 
APROVADA A CONSTITUCIONALIDADE DOS LIMITES DE ARATACA E JACURINGA PELA ALERJ

Limites de costume, uso e boa fé estão definidos no projeto de lei.

A divergência entre os limites respeitados de costume, uso e boa fé e aqueles definidos na lei estadual das localidades de ARATACA e JACUTINGA como partes integrantes do município de VARRE-SAI só foi constatada por ocasião do Censo 2007, quando uma importante inovação tecnológica (PDA – Personal Digital Assistant), dotada de GPS (Global Position System), foi utilizada pelo IBGE, permitindo que o recenseador se localize na sua área de trabalho e capte as coordenadas geográficas de estabelecimentos e domicílios da zona rural. Tudo não passou de um equívoco, um erro de legislação, no processo de criação do município de Varre-Sai, uma vez que os moradores das duas comunidades rurais são eleitores de Varre-Sai e votaram no plebiscito para criação do município.

Parar corrigir o erro da legislação estadual constantes dos mapas oficiais, o Prefeito Everardo Ferreira (PP) reuniu-se em 6 de março com o Líder do Governo na Assembleia, Deputado Estadual André Corrêa (PSD), para sugerir que o Projeto de Lei n° 808/11, de autoria do Deputado Jânio Mendes (PDT), que trata sobre a questão, seja priorizado e votado em regime de urgência, promovendo, assim, a retificação dos atuais limites geográficos entre os municípios de Varre-Sai e Porciúncula.

- “Precisamos garantir que a história de Varre-Sai seja preservada: Arataca e Jacutinga sempre foram atendidas pela Prefeitura de Varre-Sai. Toda rotina da população dessas duas localidades está aqui – como as escolas (uma em cada localidade), transporte escolar, atendimento médico e odontológico, cartório, a assistência técnica agrícola e manutenção das estradas vicinais. Recentemente, até construímos duas pontes em Jacutinga”, apontou o Prefeito.

Para o Deputado Estadual André Corrêa, que também preside a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, a vontade da população local deve estar acima de qualquer outra questão e ser determinante na decisão final:

- “Recebi o Prefeito Everardo em meu gabinete e entendo que, nesse caso, as tradições do povo devem estar acima de qualquer discussão. Não podemos deixar que uma falha técnica prejudique as comunidades de Arataca e Jacutinga. Eles se sentem cidadãos varre-saiense e são de fato: o domicílio eleitoral dos moradores de Arataca e Jacutinga é Varre-Sai. Vamos oficializar o fato e as tradições vigentes, com os erros do passado sendo corrigidos”. Concluiu o Deputado.


O assunto foi levado para discussão e votação na ordem do dia da reunião extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça da Alerj do dia 14 de março e foi aprovado por unanimidade.

André Corrêa se comprometeu a trabalhar junto aos demais membros da CCJ para priorizar submeter o PL 808 ao Plenário da Assembleia Legislativa.

terça-feira, 5 de março de 2013

A Revolução Continua: Chavez Comandante por todos los tiempos!!!


Comentário: Chavez nos mostrou o caminho da autodeterminação e soberania da América Latina!!! Tenho a convicção de que o povo venezuelano não recuará e dirá bem forte ao imperialismo: !!!NO PASARÁN!!! Viva Chavez!!! Viva a Revolução Bolivariana!!!

Morre o presidente venezuelano, Hugo Chávez Frías


Emocionado, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro anunciou, nesta terça-feira (5), a morte do presidente Hugo Chávez Frías, que lutava contra um câncer. Chávez morreu às 16h25 locais (18h55 horário de Brasília). A notícia foi dada em cadeia nacional às 19 horas (horário de Brasília).

Por Vanessa Silva, do Portal Vermelho


Presidente morreu aos 58 anos; de acordo com a Constituição do país, novas eleições serão realizadas “Sabemos que este mundo tem um amor muito grande por este que desenvolveu os projetos mais lindos e humanistas que se conheceu em décadas na Venezuela, projetos pela independência e a paz”, disse Maduro.

Após receber a notícia, o vice-presidente se reuniu com as filhas e familiares do presidente para confortá-los.

Maduro ressaltou o legado deixado pelo presidente que “não morrerá nunca”. Neste momento de dor pediu aos “compatriotas muita coragem, e muita força. Temos que crescer nesta dor, temos que nos unir na maior disciplina, colaboração e irmandade. Somos irmãos de um homem gigante, como sempre foi e será Hugo Chávez. Que não haja fraqueza, violência, ódio. Somente o único sentimento que teve Chávez por seu povo: amor pelo futuro, paz e disciplina”.

O líder venezuelano lembrou a mensagem de Chávez quando, em 8 de dezembro partiu rumo a Havana, Cuba, onde deu continuidade ao tratamento. “Nossa maior vitória é a união do povo pela paz. E a união das forças armadas”, disse o comandante na ocasião.

Aos que tentam desestabilizar o país, Maduro pediu respeito: “Há um governo de homens e mulheres comprometidos em protegê-lo. Os que nunca concordaram com Chávez, respeitem a dor do povo. É o momento de pensar em nossas famílias. Só pedimos respeito ao nosso povo”.

Por seu turno, o ministro da Defesa, Diego Molero Bellavia, declarou total apoio ao governo venezuelano. “As Forças Armadas Bolivarianas garantirão o cumprimento da Constituição. Chávez pediu unidade e podem contar que as Forças Armadas estão com o povo. Todos nós temos o dever de fazer cumprir esta missão. Aconteça o que acontecer, seguiremos tendo pátria”, disse.

Em um ambiente de forte emoção, Maduro encerrou o comunicado com uma canção do venezuelano Alí Primera que diz “os que morrem pela vida não podem chamar-se mortos. A partir deste momento é proibido chorar. Nos levantemos com o canto de Alí!”

Camarada Stálin: Presente!!!

Comentário: Acordo de um silêncio de 1 mês para render homenagem ao Camarada Stálin. Já disse mais de uma vez aqui nesse blog que Stálin é uma das figuras mais injustiçadas da história da humanidade. Tenho várias e sérias críticas ao Camarada Stálin, mas nunca me esqueço que foi sob o seu comando e com a bravura do povo soviético que o fascismo foi derrotado.

Do Portal Vermelho

Há 60 anos, morreu Stálin, líder da União Soviética


Há exatos 60 anos, no dia 5 de março de 1953 morreu em Moscou o dirigente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e do Partido Comunista da União Soviética. O país e os comunistas de todo o mundo sentiram então o profundo golpe. Desaparecia aquele que durante três décadas comandou a construção do socialismo no país em meio a graves contradições e conflitos.




Jossif Vissarionóvitch Djugashvili, o Stálin (Homem de Aço) nasceu em 21 de dezembro de 1879 em Gori, província de Tblissi, Geórgia, região da Transcaucásia. Era filho de um sapateiro e uma camponesa.

Como seminarista em Tblissi, Stálin conheceu a literatura marxista e filiou-se ao Partido Operário Social Democrata da Rússia no ano de sua fundação, em 1898.

A partir de então dedicou-se à atividade revolucionária, editando publicações clandestinas, redigindo textos e artigos e fazendo a propaganda do marxismo entre os operários.

Participou ativamente da luta operária a partir de 1905. No ano de 1912, na Conferência de Praga (antiga Tchecoslováquia), os bolcheviques decidem organizar-se em partido independente, afastando completamente os mencheviques e adotando o nome Partido Operário Social Democrata Russo (bolchevique).

Na época, Stálin estava na prisão, de onde fugiu pouco depois, participando com Lênin da criação do jornal Pravda (A Verdade). Indicado para dirigir o grupo bolchevique na Duma (parlamento russo), foi detido mais uma vez e enviado para a Sibéria, de onde só sairia com a revolução democrática de fevereiro de 1917, que pôs fim ao regime monárquico czarista.

A jornada de luta dos operários, que acontecia desde o início do ano de 1917, se amplia e obtém a adesão de um grande número de soldados sublevados em razão das precárias condições criadas pela Primeira Guerra Mundial.

Durante o período anterior à Revolução de Outubro, Stálin participou dos preparativos para a insurreição e integrou o grupo que conduziu o Comitê Militar Revolucionário. O levante começou no dia 23 de outubro (6 de novembro no calendário usado atualmente), à noite. No dia seguinte, rapidamente, as tropas revolucionárias tomaram os principais pontos de Petrogrado e o Palácio de Inverno, onde se tinha refugiado o governo provisório.

Quando o 2º Congresso dos Sovietes se instalou naquele mesmo dia, proclamou: “… apoiando-se na vontade da imensa maioria dos operários, soldados e camponeses e na insurreição triunfante levada a cabo pelos operários e a guarnição de Petrogrado, o Congresso toma em suas mãos o poder”.

Após a revolução, Stálin atua na condução do Partido e dos negócios do Estado. Durante a guerra civil desencadeada pela burguesia, destacou-se como estrategista militar.

Em 1936, o 18º Congresso dos Sovietes aprova uma nova Constituição da URSS, a Constituição do socialismo, garantindo não apenas liberdades formais como as constituições burguesas, mas amplíssimos direitos e liberdades aos trabalhadores, material e economicamente, assegurados por todo o sistema da economia socialista que não conhece as crises, a anarquia nem o desemprego.

Enquanto os soviéticos comemoravam êxitos, os países capitalistas viviam profunda crise e Hitler já ocupava as nações vizinhas da Alemanha. Em relação à política externa, o Soviete Supremo orienta o país a continuar aplicando a política de paz e de fortalecimento das relações com todos os países, não permitindo que a URSS fosse arrastada a conflitos por provocadores, política amplamente defendida por Stálin na época.

Em 1941, após campanhas militares vitoriosas na Europa Ocidental e Central, a Alemanha de Hitler invade o território da URSS. A guerra contra a União Soviética durará cerca de 4 anos e meio e trará danos terríveis para o país. Mesmo assim, liderado por Stálin, o Exército Vermelho e o povo soviético rechaçam heroicamente a agressão nazista. Os invasores foram expulsos no fim de 1944 e completamente derrotados em maio de 1945. Uma epopeia que salvou não somente a URSS, mas toda a humanidade.

Stálin dedicou-se também ao trabalho teórico e ideológico, sistematizando e difundindo os princípios do marxismo-leninismo.

Sob sua direção, o socialismo se estabeleceu e a URSS conquistou imensos êxitos. Também cometeu graves erros, que estão entre os fatores que levaram à degenerescência do socialismo e à sua posterior derrota.

Da Redação