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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sérgio Miranda: Presente!!!

Comentário: Tive a honra de conviver com Sérgio Miranda durante a militância em Minas Gerais. Aprendi muito com esse grande camarada e nunca aceitei a sua saída das fileiras do Partido. Sempre nutri a esperança de tê-lo de volta incorporado e revigorado na nossa luta em prol do socialismo. Sérgio Miranda era daqueles camaradas que pelo fato de ser também educador tinha a virtude de transmitir com clareza e facilidade o raciocínio para interpretar a realidade. Me recordo de uma palestra que ele fez na Universidade Federal de Viçosa, no final dos anos 90, em que disse que a sua intenção naquele momento era colocar minhoca na cabeça dos estudantes, ou seja, levá-los a refletir sobre o tema que abordava na ocasião que era a resistência ao neoliberalismo. São inesquecíveis suas análises da conjuntura apresentadas nas reuniões da plenária estadual do Partido. Foi sem dúvida um grande combatente contra o neoliberalismo e o seu livro “A herança maldita de Fernando Henrique: análise crítica sobre a política socioeconômica do governo Fernando Henrique Cardoso” é sem dúvida uma grande referência para entendermos os danos causados pelo neoliberalismo no Brasil.

De cima para baixo: 1 e 2: Evento durante a campanha eleitoral de 2002, fui candidato a deputado estadual por Minas Gerais e Sérgio Miranda a deputado federal. Nesta eleição o PCdoB teve uma expressiva votação em Viçosa/MG; 3: Dividindo a mesa com Sérgio Miranda durante um Seminário Regional para Vereadores ocorrido em Viçosa.

Morre o ex-parlamentar comunista Sérgio Miranda


O ex-deputado federal Sérgio Miranda morreu, nesta madrugada de segunda-feira (26), em Brasília, vítima de câncer. O velório ocorrerá em Brasília e o enterro, que também será em Brasília, acontecerá na manhã desta terça-feira (27). 


Ele vinha lutando contra um câncer de pâncreas. O político concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições de 2008 e, atualmente, trabalhava na Fundação Alberto Pasqualini.

O presidente nacional do PCdoB Renato Rabelo enviou aos familiares de Sérgio Miranda um telegrama em que ressalta: “Consternado com o falecimento de Sérgio Miranda nesta madrugada, me solidarizo – em nome do Partido Comunista do Brasil e de sua militância – com a família deste bravo lutador pela democracia, a liberadde e os direitos dos trabalhadores em nosso país. Neste momento difícil nos colocamos à disposição para prestar toda a solidariedade aos seus familiares”.

Em depoimento na rede social Facebook, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) falou que "é com muita tristeza que o país registra a perda desse grande companheiro. Sérgio deixou as fileiras do partido, mas nunca deixou de ser um guerreiro, lutador e afetuoso amigo de todos nós. Tem sua história revolucionária umbilicalmente ligada à história do nosso partido dos piores momentos de restrição de liberdade e risco de vida para os militantes comunistas. Riscou este país de norte a sul construindo nossa organização e faleceu acreditando no Brasil. Perdemos um verdadeiro brasileiro", externou a parlamentar.

O editor do Vermelho, José Reinaldo Carvalho também lamentou a perda de Miranda. "O falecimento do camarada Sérgio Miranda acarreta grande perda para os comunistas e revolucionários. Sérgio foi um querido amigo e um dos meus mestres na minha militância no PCdoB, homem de cultura e de visão ampla sobre os problemas que afligem a humanidade na nossa época, por isso era intelectualmente inquieto, inquietação que era um estímulo ao saber e à luta. Minha homenagem, minha saudade", expressou o dirigente.

Sérgio Miranda era professor e nasceu em Belém (PA). Foi deputado federal por Minas Gerais por quatro mandatos (1993 a 2006) e sempre foi indicado como um dos mais influentes da Câmara pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Destacou-se principalmente pelo seu trabalho nas áreas orçamentária, previdência, direitos sociais e trabalhistas. Sérgio Miranda foi militante do Partido Comunista do Brasil durante quase cinco décadas e exerceu vários mandatos como membro do Comitê Central e da Comissão Política.

Ele também foi vereador em Belo Horizonte entre 1988 e 1992. Assumiu como deputado após renúncia de Célio de Castro (PSB), que tornou-se vice-prefeito da Capital mineira.

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