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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Argentina: Los hermanos apontam o caminho. É hora de julgar os torturadores também no Brasil

Comentário: temos que iniciar o julgamento dos torturadores do Brasil. Miremos no exemplo argentino.

 

 Charge do Latuff

Argentina dá início a maior julgamento contra torturadores


28/11/2012 13:12,  Por Redação, com Rede Brasil Atual - de Buenos Aires


O maior julgamento por violações aos direitos humanos perpetradas durante a ditadura Argentina (1976-1983)

O maior julgamento por violações aos direitos humanos perpetradas durante a ditadura argentina (1976-1983) terá início nesta quarta-feira em Buenos Aires. Ao todo, 68 acusados de assassinatos, torturas e desaparecimentos na Esma (Escola de Mecânica da Armada), onde funcionou o maior centro clandestino de prisão do país na época da repressão, sentarão no banco dos réus. Entre os acusados, estão pela primeira vez oito pilotos e tripulantes acusados de 50 homicídios nos emblemáticos “voos da morte”, prática utilizada por militares para o desaparecimento de pessoas, que eram sedadas e jogadas do alto de aviões no mar ou no Rio da Prata. No julgamento, que deve durar aproximadamente dois anos, cerca de 900 testemunhas devem ser escutadas sobre casos de 789 vítimas, das quais cerca de um terço é sobrevivente.

O maior julgamento por crimes na ditadura até então foi realizado em Tucumán, com 41 acusados no banco dos réus. O que começa nesta quarta-feira inclui acusados da Marinha, Exército, Polícia Federal, Prefeitura naval e do Serviço Penitenciário, e dois civis: um advogado acusado de participar de torturas e de pelo menos um voo da morte e um ex-secretário de Fazenda de José Alfredo Martínez de Hoz, ministro de Economia entre 1976 e 1981.

Dos 68 réus, 16 já foram condenados, no ano passado, por crimes cometidos na ditadura. Jorge “Tigre” Acosta, por exemplo, soma penas de 30 anos e perpétua, por atrocidades como o roubo sistemático de bebês nascidos em prisões clandestinas; Antonio Pernías, também condenado a perpétua, encarregado do “aquário”, um setor da ESMA onde os presos faziam trabalho escravo; e Alfredo Astiz, condenado na França e na Argentina pelo assassinato das freiras francesas Alice Domon e Léonie Duquet.

Esma

Administrada pela Marinha na época da ditadura, a Esma, localizada no bairro de Núñez, em Buenos Aires é um dos maiores símbolos do terror vivido no país durante o regime imposto após o golpe de Estado contra María Estela Martínez de Perón, em março de 1976. Segundo estimativas, cinco mil pessoas passaram por suas celas e salas de tortura, e cerca de 100 sobreviveram.

Maior prisão clandestina do país durante os anos de chumbo, o local teve dupla função durante a ditadura militar: prisão de oposicionistas e formação de novos militares. A investigação sobre os crimes cometidos na Esma foi aberta nos anos 1980, após a redemocratização do país. O inquérito foi depois arquivado com as leis do Ponto Final (1986) e da Obediência Devida (1987).

Em outubro do ano passado, 12 repressores foram condenados à prisão perpétua pelo sequestro, tortura e assassinato de 86 pessoas no local. Outros quatro condenados receberam penas de 18 a 25 anos e dois dos réus foram absolvidos, mas continuaram presos à espera de mais julgamentos.

A Esma ficou nas mãos das Forças Armadas até 2007, três anos depois de o ex-presidente Néstor Kirchner ordenar o desalojamento dos militares. Hoje, o local funciona como um “centro cultural e de memória”. Algumas dependências da ex-prisão clandestina podem ser visitadas, como o Cassino dos Oficiais (área onde mantinham e torturavam os presos) e a maternidade clandestina, onde se realizavam partos de presas grávidas. Muitos bebês nascidos no edifício foram sequestrados e ilegalmente adotados por outras famílias.

Felipão: Começou falando besteira

Comentário: Sinceramente não nutro nenhuma expectativa em relação à seleção brasileira de futebol masculino. Sou um apaixonado por futebol e creio que dedico um bom tempo dos meus dias debatendo, fazendo piada ou comentando alguma coisa sobre o esporte bretão. Estou fechado pra balanço em relação ao meu time do coração, mas tenho acompanhado algumas partidas do campeonato inglês e espanhol. Creio que o meu desencanto com a seleção começou em 2008 após aquela ridícula final com a França. Não posso deixar de comentar a opção por Luís Felipe Scolari, que pra mim é um retranqueiro de marca maior e um cara e treinador medíocre. Vide o rebaixamento do Palmeiras. O sucesso de 2002 se deve ao brilho de Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho e companhia. E Felipão já começa falando besteira e muita besteira. Aliás ultimamente só tenho ouvido besteira quando se fala em futebol no Brasil. É comentarista boçal, técnico boçal, jogador boçal, torcedor boçal. Saudades de João Saldanha!!!



Abaixo matéria da página do Sindicato dos Bancários de Santos/SP

Felipão diz besteira e desrespeita os bancários

29 de novembro de 2012
Luiz Felipe Scolari, novo treinador da seleção brasileira de futebol, desrespeitou os bancários e demonstra desconhecimento sobre o trabalho dessa profissão.  Falastrão, Felipão como é conhecido por suas atitudes machistas, inicia no comando da Seleção Brasileira dizendo besteiras como sempre. 

Talvez por questão de marketing e dinheiro do banco patrocinador oficial da Verde Amarela ou por ignorância sobre a classe trabalhadora e principalmente da categoria bancária, que tem seus salários infinitamente menores, em relação aos pagos a ele e seus comandados. Veja a fala abaixo:

“Se não quer pressão, então é melhor não jogar na seleção. É melhor ir trabalhar no Banco do Brasil ou em um escritório”, disse o falastrão Felipão, em entrevista coletiva, dia 29/11/2012.

Cerca de 1.200 bancários são afastados do trabalho mensalmente, por razões de saúde, vítimas do assédio moral e da pressão violenta para que cumpram as metas abusivas de produção e vendas impostas pelas instituições financeiras, inclusive o Banco do Brasil.

O Sindicato dos Bancários de Santos e Região repudia com veemência a fala de Scolari.




Fonte:
Imprensa SEEB Santos e Região

ONU reconhece o Estado Palestino!

Desenho de Latuff

Desenho de Latuff

 

 

 

Editorial do Portal Vermelho

Comentário: Sem dúvidas uma grande vitória! Soberania ao povo palestino!!! 

 

Vitória: a ONU reconhece o Estado Palestino!

Talvez, no futuro, o dia 29 de novembro venha a ser a data nacional palestina. Ou, ao menos, um grande feriado. A data marca uma grande vitória diplomática e política no caminho pelo reconhecimento do Estado Palestino independente, democrático e soberano. A Assembleia Geral da ONU aprovou, por 138 votos contra nove (EUA, Israel, Canadá e seis outros pequenos países) e 41 abstenções, a admissão da Palestina como Estado observador.

A extensão da vitória é expressa pelo fato de que mais de 2/3 dos 193 países membros da ONU terem votado pela elevação da Palestina ao novo status, conferindo, em nível internacional e diplomático, as prerrogativas, direitos e deveres de um Estado soberano. Um dos efeitos da nova situação será o reconhecimento internacional de que os territórios palestinos não são (como pretende Israel) áreas disputadas, mas “um país ocupado”, disse o negociador palestino na ONU Saeb Erakat.

Outro aspecto, jurídico, dessa vitória surge com a nova situação criada. O reconhecimento da Palestina como um Estado, mesmo que observador, dará a seu governo o direito de participar das agências da ONU e do Tribunal Penal internacional (TPI), com sede em Haia, ao qual poderá recorrer contra os crimes de guerra e contra a humanidade cometidos pelo governo sionista de Tel Aviv nos territórios palestinos ocupados.

Aliás, o temor de que isso ocorra reflete, por sua vez, a extensão da derrota de Israel e seus aliados, sobretudo os EUA, no plenário da ONU.

Numa confissão insofismável dos crimes de guerra e contra a humanidade que cometeram ou com os quais foram coniventes, Israel e EUA tentaram obter, sem êxito, o compromisso palestino de não recorrer ao TPI. A pretensão foi rejeitada pelos dirigentes palestinos.

A hipocrisia dos EUA e a mentirosa diplomacia do sionismo justificam a resistência contra o reconhecimento do Estado Palestino pela ONU alegando que o caminho para isso é a negociação entre a Autoridade Palestina e Israel – negociação que fracassou justamente devido à intransigência, arrogância e agressividade do governo de Tel Aviv, com total apoio dos EUA.

O temor de um eventual recurso palestino ao TPI ilustra as ilegalidades cometidas por Israel, com apoio de seus aliados, sobretudo os EUA, e que foram responsáveis por aquele fracasso diplomático.

As forças de ocupação de Israel repetem, em território palestino, agressões semelhantes às praticadas pelas tropas nazistas durante a 2ª Guerra Mundial nos territórios ocupados (o Gueto de Varsóvia é um exemplo dramático). Hoje, passados mais de sessenta anos, Israel repete na Palestina a agenda nazista no leste da Europa e visa ao genocídio e extermínio da população palestina para roubar suas terras, casas, propriedades.

São crimes de guerra que se repetem, como o uso de armas químicas e bombas de fragmentação, proibidas pela Convenção de Genebra e pela Convenção de Armas Químicas. Entre elas o fósforo branco, que queima os corpos das vítimas sem poder ser apagado. Israel usa e abusa dele, como fez na Operação Chumbo Derretido (2008) e no recente ataque contra Gaza.

A Convenção sobre Armas Convencionais proíbe o uso de armas excessivamente letais, que provoquem danos excessivos ou atingindo indiscriminadamente a população civil que, ao contrário, deve ser protegida e poupada pelas forças atacantes.

As convenções internacionais também proíbem apropriação dos bens dos civis e punições coletivas contra ações da resistência à ocupação.

Israel não cumpre nenhuma das determinações sobre a proteção à população e seus bombardeios destroem moradias com moradores dentro, como no caso da família Al-Dallu que teve onze pessoas mortas pelas bombas de Israel, a maioria mulheres, e quatro crianças (entre elas um bebê de menos de dois anos de idade!). Edifícios públicos, uma universidade, inclusive um estádio de futebol, estão entre as centenas de alvos de Israel. Em apenas uma semana de ataques, foram destruídas 200 casas, 42 edifícios públicos, e danificadas cerca de oito mil residências.

A vitória palestina na ONU é um acontecimento histórico memorável pelo avanço democrático e fortalecimento da ordem jurídica internacional que representa. É também memorável pela notável derrota do imperialismo, da diplomacia dos EUA e da agressividade israelense. É uma vitória que indica o único caminho para a paz duradoura e sustentável: o reconhecimento da autonomia dos povos e independência e soberania dos Estados.

Dilma destina 100% dos royalties futuros para a educação


Comentário: Sem dúvida essa é uma grande vitória, mas é necessário que a população acompanhe a aplicação desses recursos e dos já existentes. Mais dinheiro é importante sim, é fundamental mas é imprescindível que as verbas que atualmente são destinadas à educação sejam de fato aplicadas para esse fim. Em postagem do Blog do Roberto Moraes (vide figura abaixo) vê-se que a cidade de Campos dos Goytacazes, que tem um repasse de royalties da ordem de mais de R$ 1 bilhão/ano ocupa o último lugar entre os municípios fluminenses na nota do Ideb. Isso quer dizer que dinheiro não traz qualidade da educação, mas pode proporcioná-la se a prioridade dos agentes públicos for ofertar a melhor educação para o povo. A decisão da presidenta Dilma faz a nossa responsabilidade de cidadãos aumentar, fiscalizemos a aplicação desses recursos. À UBES, UNE e ANPG e às entidades da sociedade civil organizada cabem manter a mobilização e ampliar as formas de controle e fiscalização da aplicação desses recursos.

 

30 de Novembro de 2012 - 18h47
Dilma destina 100% dos royalties futuros para a educação


A presidenta Dilma Rousseff vetou parcialmente o projeto de lei aprovado pelo Congresso que diminuía a parcela de royalties destinada aos estados e municípios produtores de petróleo. Ela também decidiu que 100% dos royalties provenientes dos contratos futuros de exploração de petróleo serão investidos em educação. Uma medida provisória com as mudanças será enviada ao Congresso na próxima semana.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (30), durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, pelos ministros da Educação, Aloizio Mercadante; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; de Minas e Energia, Edison Lobão; e de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Mercadante explicou que, além de 100% dos royalties futuros, 50% dos rendimentos do Fundo Social também serão voltados para a educação. Segundo ele, o objetivo é deixar um legado para as gerações futuras.

“Só a educação vai fazer do Brasil uma nação desenvolvida, ela é o alicerce do desenvolvimento e se o pré-sal e petróleo são o passaporte para o futuro, não há futuro melhor do que investir na educação dos nossos filhos, dos nossos netos, do conjunto do povo brasileiro”, disse o ministro.

A ministra Gleisi Hoffmann explicou que os vetos preservam os contratos firmados e mantêm a atual distribuição dos recursos provenientes do petróleo. Segundo ela, os vetos tiveram como diretriz o respeito à Constituição e aos contratos estabelecidos.

“O veto ao artigo 3º resguarda exatamente os contratos estabelecidos e também tem o objetivo de fazer a readequação, ou seja, a correção da distribuição dos percentuais dos royalties ao longo do tempo (…) quanto às demais intervenções na lei, a presidenta procurou conservar em sua grande maioria as deliberações do Congresso Nacional, garantindo, contudo, a distribuição de recursos para a educação brasileira”, afirmou.

Fonte: Blog do Planalto

Movimento Estudantil reivindica 100% dos royalties para a educação







 Movimento estudantil na luta pelos 100% do royalties para a educação

Do Portal Vermelho

 
30 de Novembro de 2012 - 12h22

Estudantes entregam carta a Dilma sobre royalties para a educação


“Presidenta, uma carta dos estudantes para você!”, chamou a atenção o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu, após ato quase heroico de furar o bloqueio de segurança, entre um e outro compromisso oficial da presidência, e falar com Dilma Rousseff, cara a cara, na quinta-feira (29).



“Presidenta, a bola está na marca do pênalti, a sociedade fez esse debate intensamente e nós queremos que os royalties sejam destinados para a educação. Entendemos que o dia de garantir essa conquista é amanhã”, explicou Daniel. “Vou me pronunciar sobre os royalties amanhã”, respondeu a presidenta sorrindo.

-Veja também o vídeo exclusivo:
Polêmica sobre os royalties decidirá o futuro do Brasil

Daniel estava acompanhado da presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Manuela Braga, e dos diretores da UNE, Marcela Rodrigues e Mateus Fiorentini. Eles transmitiram pessoalmente à Dilma o desejo da juventude entregando a “carta aberta dos estudantes em defesa dos 100% dos royalties para a educação“.

Os olhares dos brasileiros estão voltados para Dilma Rousseff. Está nas mãos da presidenta uma decisão que poderá mudar os rumos da educação no país: nesta sexta-feira (30), expira o prazo de 15 dias para que ela regulamente, vete ou sancione o PL 2.565/11, que trata da destinação dos royalties do petróleo.

O movimento estudantil e educacional defende com força que essa verba, os royalties, proveniente de uma riqueza nacional, que é o petróleo, seja revertida em transformação e mudança para o país rumo à uma sociedade mais justa e democrática, o que estará muito mais próximo de ser alcançado caso a presidenta regulamente o PL de modo que a verba seja investida integralmente em educação.

“Não sei o que vai acontecer. Estamos cumprindo com convicção nosso papel de pautar o debate e levar a opinião dos estudantes ao congresso, de lutar por um país melhor. Mas uma coisa é certa, e independentemente do que aconteça amanhã, a arena dessa luta hoje é o Plano Nacional de Educação (PNE), e nós não vamos desistir enquanto não sairmos vitoriosos”, garantiu Daniel.

O texto do PL 2.565/11 não especifica o destino do investimento da riqueza dos royalties. Por essa razão, reconhecendo e valorizando a convicção demonstrada pelo ministro Aloizio Mercadante e pela presidenta Dilma para o investimento desses recursos na educação, os estudantes brasileiros se mobilizam para que a presidenta regulamente o projeto de lei nesse sentido. Os estudantes brasileiros levantam suas vozes pedindo em uníssono: #FazogolDilma.

Fonte: UNE

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

PT se acovarda diante da mídia

Comentário: Um soco na boca do estômago esse texto de Maurício Caleiro. O governo que eu ajudei a eleger deve colocar o PIG em seu lugar: chafurdando na lama. Essa situação me faz lembrar uma música de Amado Batista, do mesmo time do Odair "José" Cunha: "(...) pela vidraça eu via você sofrendo a sorrir/E seu sorriso aos poucos se desfazendo, então vi você morrendo". O PIG vai fazer de tudo pra sangrar o governo e o governo o que faz? Dá mais dinheiro para eles. A atitude recuada petista diante da CPI do Cachoeira mais se parece com um Inacreditável Futebol Clube... 

A oportunidade de enquadrar o PIG na CPI do Cachoeira foi igual ao gol perdido pelo Deivid do Flamengo (tenho que tirar um sarro com os flamenguistas, hehehehehehehehehehehehehe!!!)

Charge de Bessinha

 

Do Blog do Miro

PT se acovarda diante da mídia

Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:

Determinada pela presidência do PT, a decisão do deputado Odair Cunha (MG), relator da CPI do Cachoeira, de deixar de indiciar cinco jornalistas suspeitos de ligação com o crime organizado – entre eles Policarpo Júnior, editor-chefe da Veja – e de abdicar da sugestão de que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público tem causado indignação entre a militância petista, apoiadores do governo e cidadãos preocupados com o atual estágio das relações entre política, mídia e Justiça no Brasil.


Instalada a duras penas, a CPI representou uma rara oportunidade de promoção de uma investigação séria sobre as ligações entre mídia e crime organizado no país, a partir das para lá de suspeitas relações entre o criminoso condenado "Carlinhos" Cachoeira e a revista Veja. Tal oportunidade está perdida, e, embora a responsabilidade por tal retrocesso deva ser repartida com os demais membros da aliança governista – o PMDB, notadamente -, ele corrobora uma constatação que se difunde entre um número cada vez maior de pessoas: a de que, não importa o que a mídia apronte, o PT está acovardado e não reagirá.

Reação corporativa
Além da saraivada de ataques disparados pela imprensa, nos últimos dias, contra o indiciamento dos jornalistas – categoria profissional que, no Brasil, parece estar acima das leis – e do corporativismo extremado do Ministério Público em defesa de Gurgel, rondam o recuo petista ameaças menos ou mais veladas advindas do potencial supostamente explosivo da divulgação da correspondência entre o ex-presidente Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, indiciada na última sexta-feira pela Polícia Federal, com estridente alarde, mesmo para os padrões brasileiros.

Ainda que remota, a possibilidade de que Lula venha se candidatar a governador de São Paulo em 2014, com grandes chances de estabelecer hegemonia petista no município, no estado e no país, tem levado a mídia corporativa, linha-auxiliar do tucanato, a recrudescer as manifestações de ódio contra o ex-presidente, num exemplo claro do conflito de classes e de disputa de poder – e da posição que, neles, a mídia, que idealmente deveria buscar a imparcialidade, assume. Isso inclui, como índice de baixeza operacional da mídia, o desprezo pelo tratamento discreto da vida afetiva dos ex-presidentes da República, norma rigidamente seguida em relação a Fernando Henrique Cardoso, mas que as presentes insinuações em relação a Lula e Rosemary mandam às favas. Neste momento, reside no fuçar de e-mails e telefonemas entre eles a "grande esperança branca" do conservadorismo brasileiro – uma aposta, a meu ver, fadada ao fracasso.

O caso Rosemary
Dadas as condições materiais tipicamente de classe média de Rosemary e a vagueza das acusações de tráfico de influência - ainda mais contra uma agente radicada em São Paulo, longe do poder concentrado no Planalto Central - não se deve descartar a hipótese de que, assim como ocorreu com Erenice Guerra, com Luiz Gushiken e com Orlando Silva, trate-se, ao final, de mais um factoide para abastecer a mídia de manchetes escandalosas contra Lula e o PT. O modo como os jornais têm tratado as perfeitamente aceitáveis duas viagens oficiais ao ano efetuadas pela ex-secretária na última década– chamando-as de "a volta ao mundo de Rosemary" – sugere exatamente isso.

Já vimos esse filme várias vezes, e a sensação de déjà vu é inevitável: se, ao final, a acusada for proclamada inocente, como aconteceu com os personagens citados, uma notinha escondida na página 11 será a compensação pela enxurrada de manchetes e reportagens televisivas. Os danos morais, a desqualificação pessoal, o tratamento como criminoso dispensado a quem é apenas suspeito, o direito de resposta, o ouvir o outro lado? São detalhes que, naturalmente, não requerem o instrumento anacrônico da Lei de Imprensa, que a sapiência e o espírito democrático reinantes no STF extinguiram. Deixemos tudo à autorregulação, como sugeria o saudoso Ayres Britto.

Ufanismo fora de lugar
Os entusiastas do governo nas redes sociais dedicam horas e horas, diariamente, a prognosticar um golpe de Estado iminente, a destilar seu ódio contra o STF e a rebater todas as bobagens tendenciosas que Ricardo Noblat e Reinaldo Azevedo escrevem – o que dá mais audiência a tais "blogueiros", provocadores profissionais a soldo dos interesses da plutocracia mediática. Se esses internautas direcionassem uma pequena parte de sua energia a fins mais concretos – como pressionar o governo que apoiam a confrontar a mídia venal e a cumprir os compromissos assumidos em campanha -, não só as possibilidades de ruptura institucional tornar-se-iam mais remotas, mas, entre outras áreas, seria outra a situação da saúde, da segurança pública e da educação (onde, conforme anunciado ontem, o Brasil ficou em 39o. lugar entre 40 países concorrentes no ranking do Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Profissionais, evidencia que desmistifica de contraria o discurso ufanista predominante nessa área durante as administrações petistas). Além disso, poderíamos ao menos vislumbrar a possibilidade de regular a ação da mídia de acordo com parâmetros éticos

Ao invés disso, temos um cenário em que, como resume um dos maiores estudiosos da mídia no país, Venício A. de Lima, "Apesar do trabalho desenvolvido há décadas por pessoas e/ou entidades da sociedade civil, e apesar do inegável aumento da consciência coletiva sobre a centralidade da mídia na vida cotidiana, não tem havido resposta correspondente dos poderes da República no sentido da proposta e/ou implementação de políticas públicas que promovam a universalização do direito à comunicação em nosso país".

Paz sem voz não é paz, é medo
O fato de a arena comunicacional do país ser dominada por uma mídia corporativa que age de forma parcial e partidarizada, tendo como métodos rotineiros a desqualificação agressiva, o escândalo e a mentira é uma herança do capitalismo selvagem e do patrimonialismo que por décadas vigeu no país – açulados, na última década, pela perda progressiva de poder e pelo ódio de classes.

Já o fato de tal distorção antidemocrática permanecer ativa e impune durante uma década de administração federal petista é resultado da omissão, pusilanimidade e covardia - e, quem sabe, de interesses não confessos – que têm caracterizado a inação do Partido dos Trabalhadores no que concerne à sua relação com a mídia, na qual não se limita a apanhar calado: continua a encher as burras das editoras e corporações midiáticas que, suspeitas de conluio com o crime organizado, o atacam e à democracia.

Como assinala Saul Leblon, em artigo de leitura obrigatória, o petismo no poder parece resignado apés assinar uma "pax branca que concede ao conservadorismo o pleito da hegemonia intocável na esfera da comunicação". Esse conformismo, que hoje desqualifica reputações, envenena o jogo político e deturpa o debate democrático, pode vir a ter consequências ainda mais graves, institucionalmente traumáticas, para o partido e, pior, para o país. E fica cada vez mais evidente que o PT nada fará contra o inimigo que alimenta.

Provas? Pra que provas?


Que horas são? É tarde, é tarde...


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Comentário: Brilhante esse artigo de Saul Leblon serve de alerta e para que fiquemos com as barbas de molho. No final o alerta do coelho branco de Alice no país das maravilhas. Contra o PIG nada melhor que conscientizar e mobilizar o povo. Pensa nisso, Dilma!!!
 
Do Blog Esquerdopata

Dilma e Lula tem juntos 45% das intenções espontâneas de voto para 2014. 

O conservadorismo personificado em Serra e Aécio, e a alternativa verde estampada em Marina Silva, adicionam ao balaio oposto 9% de menções.

A maiúscula atrofia do campo conservador explode na pesquisa do Ibope divulgada neste domingo. Não por acaso apresentada sob a pátina de uma irrelevante ultrapassagem de quem deixou o governo há dois anos por quem ainda o exerce.

O fato esférico é que a 24 meses das urnas presidenciais, 55% dos eleitores tem um nome de preferência estabelecido. Em 2010, oito meses antes do pleito, 52% dos eleitores não tinham candidatos (23% mencionavam Lula, inelegível). 

Hoje, quatro em cada cinco referendam o bloco de forças progressistas que comanda a sociedade e o desenvolvimento do país desde 2003. 

Um discernimento tão antecipado não significa voto líquido. Mas a musculatura de largada ilumina uma desvantagem que explica, e explicará cada vez mais, os métodos da tentativa conservadora de voltar ao poder.

Anote-se que o saldo favorável de Lula e Dilma supera inclusive os decibéis midiáticos que há quatro meses martelam hits da Ação Penal 470. Alguém poderá entender, como parece ter entendido pelos movimentos recentes, que não foi suficiente.

O que está em jogo, portanto, não é uma gincana de simpatias. 
A resiliência eleitoral de Lula e Dilma apoia-se em pilares objetivos. A implosão da ordem neoliberal avança no seu 5º ano sem que os adoradores de mercado tenham sequer aprumado a capacidade de fazer autocrítica. 

A exemplo das políticas que levaram ao desastre, o ajuste que praticam combate o fogo da depressão com o lança-chamas da austeridade.

A Europa já flambada mergulha no seu segundo round recessivo. O Japão aderna. Os EUA atolam no desemprego. Merkel augura: são necessários mais alguns anos de cozimento bem ajustado. 

A Espanha completa um ano no caldeirão de Rajoy, do PP, que comunga as mesmas receitas reafirmadas cronicamente pelo aparato conservador brasileiro. 

O que elas conseguiram no caso espanhol? O déficit público cresceu (por conta do PIB e arrecadação minguantes); a insolvência financeira empurra a 4ª economia europeia para um resgate ainda mais doloroso; 25% da força de trabalho está na rua --mais 800 mil demitidos irão se juntar a ela este ano.

O contraponto do cenário brasileiro explica o silencio conservador na disputa econômica.

A taxa de desemprego em setembro foi a menor para o mês dos últimos dez anos: 5,4%, segundo o IBGE. 

A massa salarial (novas vagas + aumento real de poder de compra) cresceu quase 5% acima da inflação nas regiões metropolitanas, entre julho e outubro.

Apesar da frágil capacidade de indução estatal e da inexistência de planejamento público, em setembro os investimentos do PAC 2 atingiram 40,4% da meta prevista para o período 2011- 2014. 

Quase R$ 386 bi foram aplicados nesse meio tempo em obras de infraestrutura e logística social e urbana. 

Distinguir-se daquilo que seria o Brasil se o conservadorismo persistisse no governo é confortante. E pedagógico. Mas não suprime os desafios que a economia tem pela frente, marmorizados na luta pela sucessão.

O arsenal econômico acionado não é suficiente. O grosso do investimento do PAC concentra-se na construção civil (1,9 milhão de casas contratadas no Minha Casa, Minha Vida). 

Projetos ferroviários e de infraestrutura mais geral rastejam. 

O investimento da indústria brasileira anda de lado. Embora a taxa de juro real, sempre apontada como obstáculo à expansão do setor, seja a menor da história, o parque industrial registrou a 13ª queda seguida no nível de atividade em setembro (na comparação anual).

Sem planta manufatureira sólida nenhuma economia consolida sua autonomia externa. Sem autonomia externa não existe Estado soberano, nem democracia efetiva. 

Não há Nação digna de usar esse nome sem que a sociedade tenha o comando do seu destino. A lição é de Celso Furtado.

A dependência de importações industriais, portanto, não fragiliza apenas a contabilidade em dólares. É também uma questão política.

Ela sonega aos trabalhadores empregos de maior qualidade, aqueles cuja produtividade eleva os salários e permite reduzir a desigualdade intergeracional, a herança trazida da senzala, que requer simultaneamente reformas estruturais --a da terra, a urbana e a do capital acumulado.

O êxito inegável na condução da economia durante a crise não isenta o PT e o governo de encarar contradições crescentes. Compromissos sagrados nas urnas adicionam tensão ao elástico de um sistema democrático que autoriza mais do que os mercados estão dispostos a conceder --e a crise quer estreitar.

O conflito se evidencia na incapacidade de alavancar o investimento público --por indução estatal interditada e insuficiente; bem como em destinar recursos fiscais necessários à saúde e à educação. 'É preciso fazer mais com menos', retruca o mesmo editorial a cada 24 horas em algum meio de difusão inimigo da taxação adicional à plutocracia, bem como crítico da regulação estatal do sistema financeiro. 

O que o Ibope mostra não é propriamente uma resignação com esses limites --a luta para ir além deles está na pauta da sociedade brasileira. O que ele faz de mais sólido talvez é sinalizar o profundo desencanto com as versões programáticas da casa grande em nossos dias. 

Quanto maior esse discernimento mais se impõe ao aparato conservador camuflar suas bandeiras amarrotadas em outras agendas de apelo popular.
A disputa desloca-se do campo estratégico da economia para o uivo udenista.

A guerra aberta contra o PT testa os limites de um novo arsenal que consiste em destituir o poder, e os compromissos consagrados nas urnas, mas fazendo-o por dentro das instituições, sobretudo com a exacerbada manipulação da ferramenta judiciária.

A renúncia ao golpe de força é compensada pela força da hipertrofia midiática que se avoca inimputável para coordenar e ecoar a ofensiva.

Quem ainda insiste em delegar a defesa do projeto progressista brasileiro ao exclusivo sucesso econômico --que é crucial, de fato-- subestima as contradições políticas inerentes à travessia para um ciclo de crescimento justo num mundo em convulsão.

Apostar no discernimento compassivo da população diante desse horizonte de instabilidade e acirramento conservador implica não apenas em voluntarismo cego.

Há outras coagulações perigosas implícitas. Uma delas consiste em assinar uma pax branca que concede ao conservadorismo o pleito da hegemonia intocável na esfera da comunicação. 

É como se uma parte do PT e do governo Dilma não ouvisse os alarmes que soam de forma estridente e continuasse a perguntar: 'Que horas são?'. 
'É tarde; é tarde' --responderá um dia o coelho dessa história.



Itaperuna a cidade que "fez água": Inundação da Avenida perto da Rodoviária

Comentário: Não foi uma cheia do Rio Muriaé esse alagamento todo foi hoje por volta das 7:30 hs na avenida (BR) central de Itaperuna. Os problemas que a cidade enfrenta na época das chuvas são muito grandes. Será que em janeiro esse tipo de problema será resolvido ou ouviremos novamente: "A prefeitura está quebrada com uma dívida de zilhões".







Fotos: Adriano Ferrarez

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Sérgio Miranda: Presente!!!

Comentário: Tive a honra de conviver com Sérgio Miranda durante a militância em Minas Gerais. Aprendi muito com esse grande camarada e nunca aceitei a sua saída das fileiras do Partido. Sempre nutri a esperança de tê-lo de volta incorporado e revigorado na nossa luta em prol do socialismo. Sérgio Miranda era daqueles camaradas que pelo fato de ser também educador tinha a virtude de transmitir com clareza e facilidade o raciocínio para interpretar a realidade. Me recordo de uma palestra que ele fez na Universidade Federal de Viçosa, no final dos anos 90, em que disse que a sua intenção naquele momento era colocar minhoca na cabeça dos estudantes, ou seja, levá-los a refletir sobre o tema que abordava na ocasião que era a resistência ao neoliberalismo. São inesquecíveis suas análises da conjuntura apresentadas nas reuniões da plenária estadual do Partido. Foi sem dúvida um grande combatente contra o neoliberalismo e o seu livro “A herança maldita de Fernando Henrique: análise crítica sobre a política socioeconômica do governo Fernando Henrique Cardoso” é sem dúvida uma grande referência para entendermos os danos causados pelo neoliberalismo no Brasil.

De cima para baixo: 1 e 2: Evento durante a campanha eleitoral de 2002, fui candidato a deputado estadual por Minas Gerais e Sérgio Miranda a deputado federal. Nesta eleição o PCdoB teve uma expressiva votação em Viçosa/MG; 3: Dividindo a mesa com Sérgio Miranda durante um Seminário Regional para Vereadores ocorrido em Viçosa.

Morre o ex-parlamentar comunista Sérgio Miranda


O ex-deputado federal Sérgio Miranda morreu, nesta madrugada de segunda-feira (26), em Brasília, vítima de câncer. O velório ocorrerá em Brasília e o enterro, que também será em Brasília, acontecerá na manhã desta terça-feira (27). 


Ele vinha lutando contra um câncer de pâncreas. O político concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte nas eleições de 2008 e, atualmente, trabalhava na Fundação Alberto Pasqualini.

O presidente nacional do PCdoB Renato Rabelo enviou aos familiares de Sérgio Miranda um telegrama em que ressalta: “Consternado com o falecimento de Sérgio Miranda nesta madrugada, me solidarizo – em nome do Partido Comunista do Brasil e de sua militância – com a família deste bravo lutador pela democracia, a liberadde e os direitos dos trabalhadores em nosso país. Neste momento difícil nos colocamos à disposição para prestar toda a solidariedade aos seus familiares”.

Em depoimento na rede social Facebook, a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) falou que "é com muita tristeza que o país registra a perda desse grande companheiro. Sérgio deixou as fileiras do partido, mas nunca deixou de ser um guerreiro, lutador e afetuoso amigo de todos nós. Tem sua história revolucionária umbilicalmente ligada à história do nosso partido dos piores momentos de restrição de liberdade e risco de vida para os militantes comunistas. Riscou este país de norte a sul construindo nossa organização e faleceu acreditando no Brasil. Perdemos um verdadeiro brasileiro", externou a parlamentar.

O editor do Vermelho, José Reinaldo Carvalho também lamentou a perda de Miranda. "O falecimento do camarada Sérgio Miranda acarreta grande perda para os comunistas e revolucionários. Sérgio foi um querido amigo e um dos meus mestres na minha militância no PCdoB, homem de cultura e de visão ampla sobre os problemas que afligem a humanidade na nossa época, por isso era intelectualmente inquieto, inquietação que era um estímulo ao saber e à luta. Minha homenagem, minha saudade", expressou o dirigente.

Sérgio Miranda era professor e nasceu em Belém (PA). Foi deputado federal por Minas Gerais por quatro mandatos (1993 a 2006) e sempre foi indicado como um dos mais influentes da Câmara pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Destacou-se principalmente pelo seu trabalho nas áreas orçamentária, previdência, direitos sociais e trabalhistas. Sérgio Miranda foi militante do Partido Comunista do Brasil durante quase cinco décadas e exerceu vários mandatos como membro do Comitê Central e da Comissão Política.

Ele também foi vereador em Belo Horizonte entre 1988 e 1992. Assumiu como deputado após renúncia de Célio de Castro (PSB), que tornou-se vice-prefeito da Capital mineira.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Chico Calafate: O Zumbi de Itaperuna

Comentário: Infelizmente a história na maioria das vezes é contada apenas pelos poderosos. Nesse dia da Consciência Negra é importante destacar que em Itaperuna e região ocorreram levantes contra a escravidão como os ocorridos na Serra da Barriga em Alagoas. Seria muito importante contar o outro lado da história e lançar luz sobre esse levante ocorrido nos idos da década de 50 do século XIX, que tiveram como protagonistas Chico Calafate, José e Miguel. Esses três negros disseram não à escravidão, mas são retratados como 3 negros ingênuos que "felizes da vida e cantando, foram fazer o que Francisco Lannes (irmão de José de Lannes, recém assassinado por eles) mandara".
Escrever essa história é tarefa dos homens e mulheres progressistas da nossa região.

Consciência Negra: Uma mensagem de Bob Marley

Comentário: Bob Marley dizia que: "Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra". Nesse 20 de novembro temos que decretar guerra ao racismo. Abaixo um vídeo com Robert Nesta Marley cantando o lindo hino "Canção da Redenção". "Liberte-se da mentalidade escravista, pois ninguém senão nós, podemos libertar nossas mentes".
Viva Zumbi!!! Viva Bob Marley!!! Viva o povo negro!!! Abaixo o racismo!!!


domingo, 18 de novembro de 2012

Mais uma do Pedro Cardoso: Agora ele fala das cotas!!!

Comentário: Para além de Agostinho, Pedro Cardoso é um cara com posturas importantes. Bom vermos artistas com posturas progressistas. Taí um brilhante depoimento sobre um tema atual e para alguns polêmico. Infelizmente dentro da Academia e das escolas básicas e técnicas vemos um tantão de "mestres" com posturas reacionárias e até mesmos fascistas. 
" Que se pinte de negro, de mulato, de operário, de camponês" as universidades e escolas como diria Guevara.



Esse vídeo é imperdível: Pedro Cardoso detona a Globo!

Comentário: Eu era fão do Agostinho da Grande Família, agora sou fã de Pedro Cardoso também. Nesse vídeo ele detona a indústria dos factoides. Aborda a vida particular mas podemos fazer uma transposição para os factóides políticos que a Globo é mestra em fazer. É Bial a coisa saiu do controle! Hehehehehehehe!!!


sábado, 3 de novembro de 2012

Jandira Feghali: Salve Maria da Penha!



Comentário: Nesse artigo Jandira Feghali critica a forma como a novela das 21 hs da Globo abordou a Lei Maria da Penha. Não tem jeito a Globo deturpa e deforma.
OPINIÃO
Jandira Feghali: Salve Maria da Penha!

Como relatora da Lei Maria da Penha, tive a satisfação de ver o tema da violência doméstica ser novamente retratado em horário nobre da televisão brasileira. Entendo e respeito a intenção da autora em registrar uma realidade vivida por muitas mulheres no momento da denúncia. Lamentavelmente, nem sempre, o acolhimento se dá na forma que a Lei determina e a desinformação, nesses casos, pode resultar em graves prejuízos. Neste sentido, a forma como a Lei Maria da Penha foi abordada logo no primeiro capítulo da novela ‘Salve Jorge’ é motivo de algumas reflexões.

Se, por um lado, o acolhimento apresentado na estreia da novela ainda ocorre em várias delegacias pelo país, por outro colocou em dúvida a abrangência do texto legal quando a delegada sugere que os casos de união estável não se enquadram na Lei Maria da Penha. Perdeu-se uma oportunidade de prestar um relevante serviço à sociedade. A informação correta poderia ter sido passada, valorizando a Lei como instrumento na defesa da vida das mulheres vítimas de violência. O texto é abrangente e determina que a violência doméstica contra a mulher se configura em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação. Não há porque sugerir que o juiz não enquadraria o caso nos artigos existentes na legislação.

Nosso esforço é para que a lei seja difundida de forma adequada e eficiente. Que seu uso seja estimulado, que a violência seja prevenida, que vidas sejam salvas e que não haja impunidade. Um tema tão caro merecerá a atenção da emissora e particularmente da sensibilidade da autora, que será capaz de retomar o debate reafirmando a abrangência da lei e valorizando os mecanismos de proteção nela previstos.


Jandira Feghali é deputada federal pelo PCdoB e relatora da Lei Maria da Penha
Artigo publicado no Jornal O Dia em 26/10/12

Marighella Presente!!!


Homenagem: Domingo em Memória de Carlos Marighella









Clipe da música dos Racionais MC's em homenagem a Marighella 

Do Portal Vermelho

Neste domingo (4) completam-se 43 anos do assassinato de Carlos Marighella pela equipe do Delegado Sérgio Fleury, do DOPS paulista. Para lembrar a data será realizado neste domingo um evento às 10h30 na Alameda Casa Branca, em São Paulo, local de sua morte.


Carlos Marighella dedicou toda a sua vida ao combate à injustiça social.  Líder comunista, vítima de prisões e tortura, parlamentar, autor do mundialmente traduzido "Manual do Guerrilheiro Urbano", Carlos Marighella atuou nos principais acontecimentos políticos do Brasil entre os anos 1930 e 1969, e foi considerado o inimigo número 1 da ditadura militar brasileira.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Índios Guarani-Kaiowá aguardam decisão da justiça federal

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Comentário: Dia desses assisti ao filme Xingu que retrata a história dos irmãos Vilas Boas e seus trabalhos com os índios no Brasil Central. Vale a pena conferir. Ficou a sensação no final de que o papel exercido por Orlando, Cláudio e Leonardo cai naquela velha expressão popular: "Ruim comigo, pior sem migo". Em minha opinião o papel desempenhado por eles foi importante, se os caras não tivessem ali os índios seriam inevitavelmente dizimados. Hoje em dia parece estar faltando gente com a coragem e a autoridade dos Vilas-Boas, Darci Ribeiro e Cândido Rondon para representar a causa indigenista. Mas sei que existe o CIMI e outros valentes companheiros que defendem diuturnamente essa causa, mas a gente não fica sabendo do que anda acontecendo com as tribos pois somente em casos extremos como o que acontece agora com os Guarani-Kaiowá é que a mídia se dispõe a noticiar. Existe o popular "cala boca" dado pelos ruralistas da UDR/CNA. É fundamental que a questão indígena esteja na pauta nacional.



Índios Guarani-Kaiowá não são obrigados a deixar fazenda ocupada em Mato Grosso do Sul

Do Correio do Brasil

Os 170 índios Guarani-Kaiowá que há quase um ano ocupam parte de uma fazenda da cidade de Iguatemi

Os 170 índios Guarani-Kaiowá que há quase um ano ocupam parte de uma fazenda da cidade de Iguatemi, a cerca de 460 quilômetros da capital sul-matogrossense, Campo Grande, e cuja situação ganhou destaque nacional nos últimos dias não terão que deixar a área. A medida vale pelo menos até que a real situação da propriedade seja esclarecida ou que laudos antropológicos descartem se tratar, como afirmam os índios, de terra tradicional indígena.

Segundo a Justiça de Mato Grosso do Sul, diferentemente do que os índios, as organizações indigenistas e o próprio Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul chegaram a anunciar, a decisão do juiz federal Sergio Henrique Bonachela, da 1ª Vara Federal em Naviraí (MS), constitui liminar de manutenção de posse e não de reintegração da área ocupada por 100 adultos e 70 crianças guarani-kaiowá desde novembro de 2011.

A Agência Brasil entrou em contato com a Justiça Federal em Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira e continua aguardando uma posição oficial sobre o assunto.

O detalhe jurídico que passou despercebido por muitos pode parecer trivial, mas, na prática, significa que o oficial de Justiça encarregado de fazer cumprir a sentença vai limitar-se a notificar os índios de que o terreno pertence, até prova em contrário, aos proprietários da Fazenda Cambará. O objetivo de uma liminar de manutenção é apenas preservar a posse de quem já vinha ocupando a área até que a situação seja esclarecida. Mesmo assim, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o MPF ajuizaram recursos contra a decisão no dia 16 de outubro e aguardam o julgamento.

De acordo com o promotor da República Marco Antonio Delfino, foram os próprios responsáveis pela fazenda que solicitaram a manutenção de posse. A decisão do juiz federal, favorável ao pedido, foi dada no último dia 17 de setembro. Como não há representação da Justiça Federal em Iguatemi, a incumbência de notificar o grupo indígena foi repassada à Justiça Estadual, por meio de carta precatória. Legalmente, o prazo para que o oficial de Justiça local notifique todo o grupo termina no próximo dia 8 de novembro.

Segundo o diretor do cartório do Fórum de Iguatemi, Marco Antonio Arce, o oficial de Justiça só não começou a notificar antes os índios Guarani-Kaiowá devido à repercussão que o assunto ganhou nos últimos dias por causa da interpretação de uma carta que lideranças indígenas tornaram pública.

No texto endereçado ao governo e à Justiça brasileira, os líderes indígenas falam na possibilidade de “morte coletiva” ao referir-se aos possíveis efeitos da decisão da Justiça Federal. Dizem que, após anos de luta, o grupo já perdeu a esperança de sobreviver “dignamente e sem violência” na região onde, segundo eles, estão enterrados seus antepassados. Por fim, informam, em tom de ameaça, que decidiram “integralmente não sair com vida e nem mortos” e pedem que, se for determinado que eles saiam da área, governo e Justiça enviem “vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar” os corpos.

Embora a palavra suicídio não seja empregada nenhuma vez, a interpretação de que o grupo estaria ameaçando se matar em sinal de protesto gerou uma onda de comoção que ganhou as redes sociais e chegou a ser noticiada por veículos de imprensa internacionais.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), embora, na carta, o grupo não tenha falado em suicídio, mas sim “em morte coletiva no contexto da luta pela terra”, a medida extrema tem sido recorrente entre os índios. A organização ligada à Igreja Católica afirma que a situação de confinamento em áreas exíguas, a falta de perspectivas, a violência aguda e a impossibilidade de retornarem às terras tradicionais a que estão sujeitos os vários grupos indígenas que vivem no estado levaram ao menos 555 índios a, isoladamente, tirar a própria vida entre os anos 2000 e 2011. Especificamente em relação aos Guarani-Kaiowá, o Cimi lembra que, embora já haja 43 mil deles espalhados por Mato Grosso do Sul, apenas oito terras indígenas foram homologadas para o grupo desde 1991.

De acordo com o Ministério Público Federal, até três meses antes de ocupar 2 dos 762 hectares da Fazenda Cambará, os 170 índios viviam acampados às margens de uma estrada vicinal, na mesma cidade. Na noite de 23 de agosto, o acampamento foi supostamente atacado por pistoleiros que, segundo os índios, atearam fogo nas barracas e feriram várias pessoas. O MPF tratou o episódio como genocídio e pediu à Polícia Federal que apurasse as denúncias. Ainda segundo o MPF, a área ocupada faz parte de uma reserva de mata nativa, que não pode ser explorada economicamente e está sendo estudada por antropólogos da Funai que, em breve, devem divulgar suas conclusões.