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terça-feira, 30 de outubro de 2012

e-books da UNESP

Comentário: Compartilhando informação repassada pelo bibliotecário do IFF Campus Itaperuna, Paulo César Encarnação, sobre a disponibilização de e-books pela UNESP. Acessem o sítio abaixo:

http://www.marilia.unesp.br/#!/laboratorio-editorial/catalogo/e-book/

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A luta dos índios Kaiowá e Guarani no Mato Grosso do Sul

Comentário: Povo corajoso!!! Dignidade e respeito para com os índios Kaiowá-Guarani.  

Índios enfrentam pistoleiros contratados por fazendeiros

 

 Conselho Indigenista Missionário esclarece “suicídio coletivo” de índios


24/10/2012 13:09,  Por Redação, com Vermelho - de Campo Grande


O suicídio entre os Kaiowá e Guarani já ocorre há tempos e acomete sobretudo os jovens

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) emitiu nota para esclarecer o que está sendo disseminado nas redes sociais como “suicídio coletivo” dos índios Kaiowá e Guarani. Na verdade, a carta divulgada por eles fala em morte coletiva, já que decidiram ficar na terra e resistir à desapropriação autorizada pela Justiça Federal de Navirai, no Mato Grosso do Sul.
Nota sobre o suposto suicídio coletivo dos Kaiowá de Pyelito Kue
O Cimi entende que na carta dos indígenas Kaiowá e Guarani de Pyelito Kue, MS, não há menção alguma sobre suposto suicídio coletivo, tão difundido e comentado pela imprensa e nas redes sociais. Leiam com atenção o documento: os Kaiowá e Guarani falam em morte coletiva (o que é diferente de suicídio coletivo) no contexto da luta pela terra, ou seja, se a Justiça e os pistoleiros contratados pelos fazendeiros insistirem em tirá-los de suas terras tradicionais, estão dispostos a morrerem todos nela, sem jamais abandoná-las. Vivos não sairão do chão dos antepassados. Não se trata de suicídio coletivo! Leiam a carta, está tudo lá. É preciso desencorajar a reprodução de tais mentiras, como o que já se espalha por aí com fotos de índios enforcados e etc. Não precisamos expor de forma irresponsável um tema que muito impacta a vida dos Guarani Kaiowá.
O suicídio entre os Kaiowá e Guarani já ocorre há tempos e acomete sobretudo os jovens. Entre 2003 e 2010 foram 555 suicídios entre os Kaiowá e Guarani motivados por situações de confinamento, falta de perspectiva, violência aguda e variada, afastamento das terras tradicionais e vida em acampamentos às margens de estradas. Nenhum dos referidos suicídios ocorreu em massa, de maneira coletiva, organizada e anunciada.
Desde 1991, apenas oito terras indígenas foram homologadas para esses indígenas que compõem o segundo maior povo do país, com 43 mil indivíduos que vivem em terras diminutas. O Cimi acredita que tais números é que precisam de tamanha repercussão, não informações inverídicas que nada contribuem com a árdua e dolorosa luta desse povo resistente e abnegado pela Terra Sem Males.
Histórico
Os índios Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul (MS), Centro-Oeste brasileiro, cansados da morosidade da justiça, decidiram retomar parte do tekoha (território sagrado) Arroio Koral, localizado no município de Paranhos, em 10 de agosto deste ano. Poucas horas depois, nem bem os cerca de 400 indígenas haviam montado acampamento, pistoleiros invadiram o local levando medo e terror para homens, mulheres e crianças.
No momento do ataque, os indígenas correram e se espalharam pela mata, no entanto, passados os momentos de pânico, aos poucos os Guarani Kaiowá foram retornando para o acampamento e mesmo se sentindo inseguros e amedrontados pretendem não sair mais de lá.
O Guarani Kaiowá Dionísio Gonçalves assegura que os indígenas estão firmes na decisão de permanecer no tekoha Arroio Koral, mesmo cientes das adversidades que terão que enfrentar, já que o território sagrado reivindicado por eles fica no meio de uma fazenda.
- Nós estamos decididos a não sair mais, nós resolvemos permanecer e vamos permanecer. Podem vir com tratores, nós não vamos sair. A terra é nossa, até o Supremo Tribunal Federal já reconheceu. Se não permitirem que a gente fique é melhor mandarem caixão e cruz, pois nós vamos ficar aqui – assegurou.
A batalha pela retomada de terras indígenas não é de hoje no Mato Grosso do Sul. Neste Estado, onde se localizam os mais altos índices de assassinatos de indígenas, esta população luta há vários anos pela devolução de terras tradicionais e sagradas. Dentro deste contexto de luta já aconteceram diversos ataques como os de sexta-feira, muitos ordenados por fazendeiros insatisfeitos com a devolução das terras aos seus verdadeiros donos.
O conflito fundiário e judicial que envolve o território sagrado Arroio Koral parecia estar resolvido quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em dezembro de 2009, um decreto homologando a demarcação da terra.
No entanto, em janeiro de 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF), do qual está à frente o ministro Gilmar Mendes, suspendeu a eficácia do decreto presidencial em relação às fazendas Polegar, São Judas Tadeu, Porto Domingos e Potreiro-Corá.
O processo continua em andamento, mas tem caminhado a passos muito lentos, já que ainda não foi votado por todos os ministros. Assim, fartos da morosidade da justiça brasileira, os Guarani Kaiowá decidiram fazer a retomada da terra.
Os indígenas escreveram uma carta para os ministros do Supremo Tribunal Federal e para o Governo Federal em que reivindicam o despejo dos fazendeiros que ainda estão ocupando e destruindo territórios tradicionais já demarcados e reconhecidos pelo Estado brasileiro e pela Justiça Federal e exigem a devolução imediata de todos os antigos territórios indígenas.
- Sabemos que os pistoleiros das fazendas vão matar-nos, mas mesmo assim, a nossa manifestação pacífica começa 10 de agosto de 2012. Por fim, solicitamos, com urgência, a presenças de todas as autoridades federais para registrar as nossas manifestações pacíficas, étnicas e públicas pela devolução total de nossos territórios antigos – anuncia o último trecho da carta assinada por lideranças, rezadores, mulheres pertencentes ao Povo Kaiowá e Guarani dos acampamentos e das margens de rodovias, ameaçados pelos pistoleiros das fazendas, dos territórios reocupados e das Reservas, Aldeias Guarani e Kaiowá do Mato Grosso do Sul.
Carta da comunidade Guarani-Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay-Iguatemi-MS para o Governo e Justiça do Brasil
Nós (50 homens, 50 mulheres e 70 crianças) comunidades Guarani-Kaiowá originárias de tekoha Pyelito kue/Mbrakay, viemos através desta carta apresentar a nossa situação histórica e decisão definitiva diante de da ordem de despacho expressado pela Justiça Federal de Navirai-MS, conforme o processo nº 0000032-87.2012.4.03.6006, do dia 29 de setembro de 2012. Recebemos a informação de que nossa comunidade logo será atacada, violentada e expulsa da margem do rio pela própria Justiça Federal, de Navirai-MS.
Assim, fica evidente para nós, que a própria ação da Justiça Federal gera e aumenta as violências contra as nossas vidas, ignorando os nossos direitos de sobreviver à margem do rio Hovy e próximo de nosso território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Entendemos claramente que esta decisão da Justiça Federal de Navirai-MS é parte da ação de genocídio e extermínio histórico ao povo indígena, nativo e autóctone do Mato Grosso do Sul, isto é, a própria ação da Justiça Federal está violentando e exterminado e as nossas vidas. Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça brasileira. A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas? Para qual Justiça do Brasil? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui. Estamos aqui acampados a 50 metros do rio Hovy onde já ocorreram quatro mortes, sendo duas por meio de suicídio e duas em decorrência de espancamento e tortura de pistoleiros das fazendas.
Moramos na margem do rio Hovy há mais de um ano e estamos sem nenhuma assistência, isolados, cercado de pistoleiros e resistimos até hoje. Comemos comida uma vez por dia. Passamos tudo isso para recuperar o nosso território antigo Pyleito Kue/Mbarakay. De fato, sabemos muito bem que no centro desse nosso território antigo estão enterrados vários os nossos avôs, avós, bisavôs e bisavós, ali estão os cemitérios de todos nossos antepassados.
Cientes desse fato histórico, nós já vamos e queremos ser mortos e enterrados junto aos nossos antepassados aqui mesmo onde estamos hoje, por isso, pedimos ao Governo e Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas solicitamos para decretar a nossa morte coletiva e para enterrar nós todos aqui.
Pedimos, de uma vez por todas, para decretar a nossa dizimação e extinção total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar os nossos corpos. Esse é nosso pedido aos juízes federais. Já aguardamos esta decisão da Justiça Federal. Decretem a nossa morte coletiva Guarani e Kaiowá de Pyelito Kue/Mbarakay e enterrem-nos aqui. Visto que decidimos integralmente a não sairmos daqui com vida e nem mortos.
Sabemos que não temos mais chance em sobreviver dignamente aqui em nosso território antigo, já sofremos muito e estamos todos massacrados e morrendo em ritmo acelerado. Sabemos que seremos expulsos daqui da margem do rio pela Justiça, porém não vamos sair da margem do rio. Como um povo nativo e indígena histórico, decidimos meramente em sermos mortos coletivamente aqui. Não temos outra opção esta é a nossa última decisão unânime diante do despacho da Justiça Federal de Navirai-MS.

Globo é acusada de crime eleitoral após reportagem do JN

Movimento dos Sem-Mídia, presidido por Eduardo Guimarães, protocola ação contra a Rede Globo em razão dos 18 minutos dedicados ao especial sobre o mensalão, após o horário eleitoral gratuito; emissora comandada por Ali Kamel (dir.), que nunca se recuperou da edição do debate entre Lula e Collor em 1989, é acusada de partidarismo


Do Correio do Brasil

 
24/10/2012 14:35,  Por Redação - de La Plata


Emissora dedicou 18 minutos sobre o mensalão após horário eleitoral
A emissora Rede Globo foi acusada nesta quarta-feira de infringir a Lei Geral das Eleições após dedicar um especial de 18 minutos sobre o “mensalão” durante a programação do Jornal Nacional de terça-feira. A ação foi efetuada pela ONG Movimento dos Sem Mídia, que entrou com representação contra a emissora junto à Procuradoria Geral Eleitoral e ao Ministério das Comunicações sob a acusação de prática de partidarismo.
A Lei 9.504/97 prescreve em seu artigo 45, que a partir de 1º de julho em ano de eleições, TVs e rádios estão vedados a veicular notícias com “propaganda política, ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus orgãos ou representantes”. Ainda no mesmo artigo, no inciso IV, proíbe “dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação”.
Além da determinação legal, a acusação feita pela organização foi reforçada pelo fato da reportagem ter sido emitida logo após o fim do horário eleitoral, no qual o espaço dedicado ao candidato do PT, Fernando Haddad, foi o último a ser passado.
O fato chamou a atenção da Folha de São Paulo, que publicou uma matéria sobre a extensão da reportagem.  Sobre o assunto, a ONG liderada por Eduardo Guimarães publicou no Blog da Cidadania que “a intenção [da Globo]de usar as reiteradas menções dos ministros do Supremo Tribunal Federal ao Partido dos Trabalhadores é escancarada ao ponto de ter virado notícia de um jornal absolutamente insuspeito de ser partidário desse partido”, se referindo à publicação do jornal paulista.
A ONG acrescentou que a ilegalidade infringiu também a Lei de Concessões. “O uso de uma concessão pública de televisão com fins político-eleitorais também viola a Lei das Concessões, cujo guardião é o Ministério das Comunicações”, publicou a organização no blog.

Brasil melhora 20 posições em ranking sobre desigualdade de gênero


Comentário: Os meninos, as mulheres e o povo no poder eu quero ver!!!


Brasil melhora 20 posições em ranking sobre desigualdade de gênero

Saúde, educação e Dilma fazem País subir em ranking do Fórum Econômico Mundial.
O Brasil ganhou 20 posições em um ranking global sobre desigualdade de gêneros em decorrência dos avanços obtidos na educação para mulheres e no aumento da participação feminina em cargos políticos. Segundo o ranking anual elaborado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF , na sigla em inglês), o Brasil saiu da 82ª para a 62ª posição entre 135 países pesquisados.
A lista é liderada pela Islândia pelo quarto ano consecutivo, seguida pela Finlândia, Noruega, Suécia e Irlanda. No lado oposto do ranking, o Iêmen é considerado o país com a pior desigualdade de gênero do mundo. O Paquistão, Chade, a Síria e a Arábia Saudita completam a lista dos cinco mais mal colocados.
Na América Latina e no Caribe, a Nicarágua é o país com a menor desigualdade de gêneros, na 9ª posição no ranking global, seguida de Cuba, Barbados, da Costa Rica e Bolívia. O Brasil está em 14º lugar entre os 26 países da região pesquisados.
A Nicarágua também é o país que registrou o maior avanço na eliminação da desigualdade entre os gêneros nos últimos seis anos, pulando do 62º posto em 2006 (entre 115 países pesquisados naquele ano) para a 9ª posição neste ano, com uma melhora de 17,3% na pontuação geral. A Bolívia é o segundo país com o maior avanço, com uma melhora de 14% na pontuação, passando da 87ª para a 30ª posição no ranking.
Na relação dos países considerados desenvolvidos, a Coreia do Sul é o que tem a maior diferença entre gêneros, ocupando o 108º lugar no ranking. O Japão aparece em posição próxima, no 101º lugar.
Brasil - O avanço do Brasil no ranking tem "duas razões-chave", de acordo com a diretora de Paridade de Gênero e Capital Humano da organização, a paquistanesa Saadia Zahidi: aumentou de 7% para 27% a proporção de mulheres ministras e, "é claro, a presidente Dilma Rousseff estava no poder neste último ano, o que também tem impacto no índice".
Outro fator é que o País, "de fato, acabou com a diferença de gênero tanto em saúde como em educação" ao longo dos últimos anos, dividindo agora o primeiro lugar com diversos outros países, em ambas as áreas.
O Brasil recebeu a pontuação máxima nos itens relativos à educação e saúde, mas tem uma avaliação pior em participação econômica (no qual está em 73º entre os países avaliados) e participação política (na 72ª posição).
Zahidi destaca que, de modo geral, "o mundo está indo bem" na paridade de gênero em saúde em educação, mas nem tanto em empoderamento político e participação econômica, "áreas em que nem os países nórdicos acabaram com a diferença".
Para elaborar o ranking, o WEF estabelece uma pontuação baseada em quatro critérios - participação econômica e oportunidade, acesso à educação, saúde e sobrevivência e participação política.
(Agência Brasil e Folha de São Paulo)

Cotas: Mercadante cobra política de acolhimento e diz que assistência estudantil é desafio

Comentário: A política de cotas tem que andar de braços dados com uma política de assistência estudantil que funcione de verdade. Como diria Che Guevara: "Que a universidade se pinte de negro, de mulato, de operário, de camponês". O mesmo vale para os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia.


Charge do Kayser

 
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, cobrou ontem (24) de reitores de universidades federais a elaboração e adoção de políticas de acolhimento para estudantes selecionados por meio da nova Lei de Cotas. Entre as alternativas citadas por ele estão o reforço pedagógico e a atividade de tutoria.
Durante abertura da reunião plenária do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), Mercadante se referiu à assistência estudantil para alunos beneficiados pelas cotas sociais como um desafio. Segundo ele, a pasta também estuda formas de complementação de renda por meio de bolsas de estudo. "Se não, não há como assegurar a permanência", disse.

O ministro garantiu que o governo tem recebido apoio por parte dos reitores na implementação da Lei de Cotas. "Podemos fazer uma política que vai, sobretudo, valorizar o ensino médio", disse. Ele lembrou que, em 1997, cerca de 0,5% dos 20% mais pobres do País tinham ensino superior enquanto o índice era de 22% entre os 20% mais ricos. "Viemos de um passado de educação tardia. Nosso ensino superior é muito tardio e de difícil acesso para as camadas mais pobres", disse.

Atualmente, dados do MEC indicam que 4,2% dos 20% mais pobres frequentam ou frequentaram universidades. Entre os negros, o índice é 20% contra apenas 4% registrado em 1997. "No entanto, estamos longe de ter um certo equilíbrio", completou.

A Lei de Cotas prevê que as universidades públicas federais e os institutos técnicos federais reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas da rede pública, com distribuição proporcional das vagas entre negros, pardos e indígenas. A lei determina ainda que metade das vagas reservadas às cotas sociais - ou seja 25% do total da oferta - sejam preenchidas por alunos que venham de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita.
(Agência Brasil)

Acidente da 1001 na Serra de Teresópolis: Má qualidade dos veículos, sobrecarga de trabalho dos motoristas

Comentário: É necessário que sejam tomadas providências para se evitar esse tipo de tragédia. Infelizmente somos reféns dessa empresa de ônibus devido ao monopólio que a mesma exerce no transporte rodoviário estadual. É hora de começarmos a cobrar das lideranças municipais que estão em fim de mandato e as que foram eleitas no último dia 07 providências. É preciso também cobrar dos deputads da ALERJ, da Câmara Federal e dos órgãos responsáveis pelo setor. Abaixo matéria divulgada no blog do Roberto Moraes.

video
 

SBT Brasil: " A 1001 é uma gigante de costas largas que opera monopólios"

O rede de televisão SBT fez uma bela e corajosa reportagem sobre o acidente de ônibus com uma viatura da Autoviação 1001.

Foi mais a fundo que do que temos visto na maioria das reportagens da mídia que parece comprometida com outros interesses.


A reportagem do SBT não ficou mostrando as vítimas, enterros ou repetindo o que a empresa fala. A matéria buscou saber outras possíveis causas da ocorrência lamentável da última segunda-feira.


Em meio à tragédia uma boa e aprofundada reportagem investigativa que foi apresentada no seu jornal veiculado a nível nacional, o SBT Brasil.


A reportagem mostra o que já é do conhecimento de muitos em nossa região.


Reclamações de motoristas sobre as longas jornadas de até 13 horas, o que coloca em risco a segurança dos passageiros e quando há algum problema, força o peso contra trabalhadores, em defesa da corporação.


O relato também fala sobre a pressão para que os motoristas passem por cima dos problemas técnicos e de manutenção que acaba levando à enorme quantidade de problemas com os ônibus que têm que ser substituídos.


A reportagem é fechada com uma espécie de editorial, uma opinião, onde a jornalista-apresentadora, Raquel Scheherazade fala com todas a letras o que aqui estamos cansados de repetir:


"Lamentar que a empresa que é campeã de reclamações no Detro-RJ, entre as 105 empresas que operaram linas intermunicipais, que opera 40 linhas no estado, com 700 ônibus, seja uma gigante costas largas que opera um monopólio em que os passageiros não possuem alternativas". 


"Um motorista que trabalha na Viação 1001 há dois anos e preferiu não se identificar, revela que falta manutenção nos veículos. Segundo o funcionário, a rotina de trabalho é cansativa e pode ultrapassar 13 horas por viagem e às vezes sem folga."



"A tragédia trouxe à tona denúncias, principalmente, de manutenção inadequada dos ônibus. De acordo com o funcionário da 1001, o registro desses problemas é ignorado."

Os jornalistas e o SBT, no seu jornal, de edição nacional, estão de parabéns pela matéria verdadeira e corajosa.


Bom que esta matéria pudesse constar dos processos judiciais que questionam a concessão e a operação de monopólio em diversas linhas do nosso estado.


Como o jornal SBT Brasil não tem a audiência de outros telejornais nacionais podemos aproveitar a penetração da internet e das redes sociais para ampliar sua assistência.


Para isto o blog posta a reportagem que com apenas 3 minutos falou o que outros escondem há décadas. Assista a reportagem e tire você mesmo as suas conclusões:


PS.: Atualizado às 23:20: Cliquem aqui e aqui e tenham acesso a questões e reclamações contra a Autoviação 1001.  Atualizado às 02:00: O blog republica abaixo aqui junto à nota principal comentário feito a partir desta nota às 01:35:

"Sou funcionário da empresa, e é uma vergonhas os carros do setor de Itaperuna, na empresa existe uma briga politica onde o setor de menor lucro, fica sem receber carros novos. Onde quem paga é o clinte, no setor interno da empresa existe dados onde demonstra que o setor de Itaperuna roda com carros improprios para circulação; retrovisores seguros por fita isolante, porta do banheiro solta, entre outros.
Sem falar da mecanica pessima o funcionario, recebe muito mal, trabalha descontente e ainda não tem ferramenta adequada para trabalho.
Fiscalização, por favor visite as garagens de Itaperuna e Macaé, senão casos como esse iram se repetir."  



Artigo de Cristovam Buarque: Esgotamento e inflexão

Comentário: Abaixo artigo de Cristovam Buarque sobre a conjuntura nacional, acredito ser uma importante reflexão.

Esgotamento e inflexão 

*Por Cristovam Buarque
Nos últimos vinte anos de governos socialdemocratas, o Brasil melhorou graças à continuidade de quatro pilares: a democracia, a responsabilidade fiscal, a generosidade das bolsas e uma política econômica de crescimento. Estes pilares estão se esgotando.
A democracia se esgota porque não foi capaz de fazer a reforma política; não implantou um sistema ético para o financiamento de campanhas; e não barrou a corrupção.
A responsabilidade fiscal se esgota porque a reforma do Estado não foi feita, não houve controle dos gastos, nem mudança na gestão pública.
         A generosidade social começou ainda no governo militar com a aposentadoria rural. Mas foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu segundo mandato, que adotou a concepção das bolsas, transferindo renda para quatro milhões de beneficiários. Lula ampliou este número para 12 milhões e elevou o valor do Salário Mínimo em taxas superiores às da inflação. A presidenta Dilma Rousseff ampliou ainda mais os beneficiários com o programa Brasil Carinhoso. Mas os programas de pura transferência de renda não estão sendo capazes de induzir a emancipação da população pobre.
O crescimento econômico manteve-se com o mesmo padrão básico: ampliação de produção, exportação de commodities agrícolas ou minerais e produção de bens industriais para o mercado interno, sofrendo, no entanto, uma desindustrialização em função da âncora cambial, da falta de competitividade, do Custo Brasil e da falta de capacidade para inovação. Este modelo não foi capaz de dar o salto para uma economia de alta tecnologia, com respeito ao meio ambiente, estruturalmente distributiva e pelo qual o propósito da economia não seja apenas aumentar o PIB, mas aumentar o bem estar da população.
Há um esgotamento nos quatro pilares da social democracia brasileira, sendo necessária uma inflexão que permita completar a democracia com uma reforma política, criando mecanismos que tornem a corrupção impossível, eliminando a influência do poder econômico nas eleições. A responsabilidade fiscal precisa ser completada por reformas na gestão pública, na política fiscal e no controle dos gastos públicos. A generosidade das transferências de renda precisa ser substituída pela emancipação da população para que nenhuma família brasileira precise de ajuda. E a economia precisa incorporar o equilíbrio ecológico, a distribuição de renda, a produção de bens distributivos e o salto para uma sociedade criadora de bens de alta tecnologia, caminhando para aumentar o bem estar social, não apenas o PIB.
O fim das eleições municipais deveria ser o ponto de partida para o debate desta inflexão. Mas, aparentemente, este radicalismo não entrará nos debates. Vamos continuar discutindo como avançar na mesma direção de um modelo em esgotamento, com a mesma política de satisfazer os interesses imediatos de corporações, sem olhar o longo prazo, sem fazer a necessária inflexão histórica.
*Cristovam Buarque é professor da UnB e senador pelo PDT-DF

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Reflexões de um velho camarada sobre a Carta ao Povo Brasileiro de José Dirceu

Comentário: Compartilho as reflexões do velho camarada Alberto Jones sobre a carta ao povo brasileiro escrita por José Dirceu por ocasião de sua condenação pelo STF. Creio que o maior crime cometido por Zé Dirceu foi não observar os ensinamentos da sabedoria popular e de grandes líderes como Lênin. Como destaca no texto do ponto-de-vista do "Direito Formal" Zé Dirceu deveria ser absolvido, mas politicamente seu erro e da cúpula do PT de então foi enorme.




REFLEXÕES SOBRE A CARTA AO POVO BRASILEIRO DE JOSÉ DIRCEU:

“Fico emocionado e triste ao mesmo tempo, com essa bela e valorosa defesa de princípios do José Dirceu.
Sei que do ponto de vista do Direito Formal ele realmente deveria ser absolvido. Fora deste Direito, tenho sérias dúvidas, apesar de admirar a Luta da qual ele participou.
Mas sei também – e ele deveria saber – que no jogo bruto da batalha político-ideológica não podemos dar nenhuma brecha aos nossos inimigos.
E que estes inimigos (como Satã) tem muitas formas e aparências: sobretudo a de “amigos”, “amantes”, “correlegionários” e “aliados”. Portanto, apenas pelos atos é que identificamos os Inimigos da democracia.
LÊNIN NOS ENSINOU:

“Por trás do que dizem dele e do que ele diz de si mesmo, vamos saber quem ele realmente é, ANALISANDO O QUE ELE FAZ”.

Dirceu certamente conhece essa assertiva de Lênin. Não consigo compreender como ele não a levou em consideração.
Afinal ele tinha FORÇA E PODER MAIS DO QUE SUFICIENTES PARA NÃO SE DEIXAR ILUDIR. NÃO CONCILIAR COM ANTIGOS INIMIGOS,
E, MENOS AINDA, ACEITAR A ALIANÇA DESSA CORJA DE INIMIGOS DO POVO.
DEIXE-ME DAR UM EXEMPLO REAL QUE VIVENCIEI:
Presenciei uma situação semelhante, porém mais dura e efetiva (como tem que ser) em Moçambique, em 1976:
“Depois de acompanhar (o Governo Revolucionário da FRELIMO) por mais de dois anos uma série infindável de atos “contra-revolucionários” no País, o GOVERNO AGIU, sufocou um levante armado no Quartel de Boane e autorizou a população (literamente) a prender quaisquer membros das Forças Populares (indpendente da patente) que se encontrasse “a paisana” ou quem quer que pedisse ajuda ou hospedagem em suas residências; o que foi cumprido a risca e sem excessos.
Nos dias seguintes vieram as AÇÕES FORMAIS, INSTITUCIONAIS:

O Governador de MAPUTO – a capital do País, que aqui corresponderia, em importância, a São Paulo – foi Deposto, preso e acusado de corrupção. Então, no seu Pronunciamento o PRESIDENTE SAMORA MACHEL disse em cadeia de Radio a este respeito (não havia TV na época lá):
“E uma pena que o Camarada fulano de tal (o Governador, esqueci o nome) resistiu, durante mais de 15 anos, às BALAS DE CHUMBO DO IMPERIALISMO. E se deixou abater apenas em SEIS MESES ÀS BALAS DE CHOCOLATE DO CAPITALISMO”

Esta foi uma das experiências ética e política mais profunda e linda que aprendi na minha vida. Devo muito ao POVO MOÇAMBICANO.
VOLTEMOS A CARTA DE DIRCEU:
Diz o dito popular: “Quem com porcos se mistura, farelos come”.
E, mais ainda, ensina o HERMETISMO PROFUNDO: “Não se deve lançar pérolas aos porcos”. E o Cristo: “Não pode a árvore má dar bons frutos”.
Como que Dirceu se deixou seduzir apesar de todos esses Antiquíssimos e Sábios avisos?
E A SEDUÇÃO E O EGO SÃO O PIOR DA PAIXÃO DO HOMEM DESPREPARADO PARA A VIDA POLÍTICA E COTIDIANA”.

A seguir a carta de José Dirceu:

AO POVO BRASILEIRO

No dia 12 de outubro de 1968, durante a realização do XXX Congresso da UNE, em Ibiúna, fui preso, juntamente com centenas de estudantes que representavam todos os estados brasileiros naquele evento. Tomamos, naquele momento, lideranças e delegados, a decisão firme, caso a oportunidade se nos apresentasse, de não fugir.

Em 1969 fui banido do país e tive a minha nacionalidade cassada, uma ignomínia do regime de exceção que se instalara cinco anos antes.

Voltei clandestinamente ao país, enfrentando o risco de ser assassinado, para lutar pela liberdade do povo brasileiro.

Por 10 anos fui considerado, pelos que usurparam o poder legalmente constituído, um pária da sociedade, inimigo do Brasil.

Após a anistia, lutei, ao lado de tantos, pela conquista da democracia. Dediquei a minha vida ao PT e ao Brasil.

Na madrugada de dezembro de 2005, a Câmara dos Deputados cassou o mandato que o povo de São Paulo generosamente me concedeu.

A partir de então, em ação orquestrada e dirigida pelos que se opõem ao PT e seu governo, fui transformado em inimigo público numero 1 e, há sete anos, me acusam diariamente pela mídia, de corrupto e chefe de quadrilha.

Fui prejulgado e linchado. Não tive, em meu benefício, a presunção de inocência.

Hoje, a Suprema Corte do meu país, sob forte pressão da imprensa, me condena como corruptor, contrário ao que dizem os autos, que clamam por justiça e registram, para sempre, a ausência de provas e a minha inocência. O Estado de Direito Democrático e os princípios constitucionais não aceitam um juízo político e de exceção.

Lutei pela democracia e fiz dela minha razão de viver. Vou acatar a decisão, mas não me calarei. Continuarei a lutar até provar minha inocência. Não abandonarei a luta. Não me deixarei abater.

Minha sede de justiça, que não se confunde com o ódio, a vingança, a covardia moral e a hipocrisia que meus inimigos lançaram contra mim nestes últimos anos, será minha razão de viver.

Vinhedo, 09 de outubro de 2012

José Dirceu
 

Algumas lições do ‘mensalão’

Comentário: O texto do jornalista Hamilton  Octavio de Souza traz reflexões importantes para todos os militantes de esquerda desse país. Como diria Beto Guedes: "A lição sabemos de cor, só nos resta aprender". Aprendamos então!!!



23/10/2012 0:34
Por Hamilton Octavio de Souza - de São Paulo


O caso em si e o julgamento pelo STF ganharam a dimensão de escândalos nacionais. Certamente porque os fatos têm a ver com a estrutura de poder e a promíscua relação público-privado, envolvem figuras de destaque no jogo político e porque incomodam mesmo a sociedade e polarizam as opiniões. Mas, em especial, porque permitem aos cães de guarda do sistema resgatar o sentido da ordem que ficou desgastado e desmoralizado na sequência de casos escabrosos torrados no forno da pizzaria.

A grande imprensa empresarial-neoliberal-conservadora deitou e rolou na exploração do escândalo, em 2005, e agora em 2012. Afinal, o episódio todo fornece para a direita uma oportunidade espetacular de mostrar que o ainda jovem Partido dos Trabalhadores, nascido das lutas populares contra a ditadura e combativo defensor das classes subalternas, crítico feroz da corrupção patrocinada pelas elites brasileiras, também entrou na lama, jogou no lixo bandeiras políticas e éticas que poderiam ter diferenciado profundamente a gestão Lula dos governos FHC, Collor e Sarney.

No campo jurídico, o caso é fértil em ilicitudes corriqueiras e amplamente difundidas e praticadas nos vários níveis da máquina pública. Mas, sempre, falsamente condenadas pelas oligarquias, e, outrora, duramente combatidas e inaceitáveis pelas esquerdas brasileiras. O entendimento do senso comum, aquilo que está na cabeça de todo trabalhador, diz que o desvio de dinheiro público é crime, precisa ser punido com rigor; corromper políticos é vergonhoso, uma pratica condenável; sonegar impostos e circular recursos financeiros de forma clandestina e por contas disfarçadas em paraísos fiscais, é coisa de ladrão, cidadão trabalhador nem passa perto disso, e os culpados precisam pagar.

É claro que o procurador-acusador e a maioria dos ministros do STF se esmeraram no julgamento, avançaram bastante na lógica cartesiana que possibilita juntar todos os neurônios nos esforços da intuição e da dedução. Se não seguiram os ritos formais tradicionais, se foram criativos ao extremo na jurisprudência, se assumiram, em nome dos 500 anos de impunidade, o papel de carrascos da história, se erraram, no geral, pela voracidade inédita, acertaram também no varejo do senso comum – que pede, há séculos, que, afinal, todo crime seja justamente punido – não importa a origem, a crença, a cor ou a classe social dos agentes criminosos.

A lição que se espera do julgamento do ‘mensalão’ é uma só: que a mesma gana do STF seja usada pelo próprio tribunal, e por outros tribunais, para punir todos aqueles que alimentaram a lavanderia do Banestado, que criaram 83 empresas de fachada sob o manto do Banco Opportunity, que fizeram evasão de divisas em operações criadas pela Camargo Corrêa, que socorreram com dinheiro público a fraude do Banco Econômico, que usaram o know-how da agência do Marcos Valério para disseminar pelo Brasil afora o “mensalão” do PSDB, o “mensalão” do DEM e inúmeras bandalheiras dos mais diferentes calibres. Com certeza, se o Poder Judiciário pegar mesmo, para valer, todo os empresários sonegadores de impostos, o Brasil terá muito mais recursos para a saúde, educação, moradia, saneamento básico, etc.

No campo político, o estrago do “mensalão” tem sido muito maior. Desde que o PT, subordinado ao governo Lula, foi colocado, pela alta cúpula dirigente, na vala comum dos partidos burgueses, com suas práticas pragmáticas, onde o vale tudo não guarda limites éticos e políticos, as direitas – midiáticas e partidárias – avançaram enormemente em todas as frentes, não apenas para desqualificar e desmilinguir a energia transformadora do próprio PT, mas, especialmente, para imobilizar as lutas dos trabalhadores, a autenticidade dos sindicatos e dos movimentos sociais, e de todas as forças de esquerda, que acabaram por arrefecer seu poder de fogo para não alimentar mais ainda o ataque das elites reacionárias contra um governo fragilizado ética e politicamente, embora popular e com amplo respaldo nas massas empobrecidas e desorganizadas.

Dever da autocracia

Não dá para falar do processo do “mensalão” se não houver o mínimo de questionamento sobre a ação deliberada da direção petista na busca de aliança com políticos e partidos nitidamente fisiológicos e conservadores como o PP de Paulo Maluf, o PL de Waldemar Costa Neto e o PTB de Roberto Jefferson. O que poderia justificar o PT, se é mesmo um partido de esquerda, desviar dinheiro público e/ou fazer empréstimos bancários para custear as campanhas eleitorais e/ou buscar apoio parlamentar com partidos e políticos da direita? Afinal, quem ganha eleição com tais alianças, vai fazer o que da vida? Quem monta uma base parlamentar com tais alianças consegue avançar em qual direção? Vale mesmo tudo em nome da governabilidade? Não é papel de a esquerda fazer o enfrentamento político com as forças conservadoras e de direita? O método do convencimento político não é mais próprio da esquerda do que o método da compra pecuniária?

Evidentemente, uma lição significativa de todo o processo do “mensalão”, para o PT, as esquerdas e os trabalhadores, seria a tentativa de resgate urgente das bandeiras e métodos que marcaram a atuação do PT durante anos, antes de se embrenhar pelos atalhos dos cargos públicos, os quais, mesmo na máquina pública e na estrutura do Estado, não conferem poder verdadeiro – já que as elites dominantes ditam as regras do modelo econômico, controlam as ações políticas e, quando querem, organizam julgamentos com alvos devidamente escolhidos.

O avanço das esquerdas depende muito da visão crítica, da combatividade política e, também, de se livrar das amarras estabelecidas em vínculos com a direita. Mais, também, depende de retomar o antigo e saudável hábito de se fazer a autocrítica, quando se erra. Afinal, por que todo o PT e o conjunto das esquerdas devem pagar pelos equívocos de alguns?

Hamilton Octavio de Souza é jornalista.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Garotinho!?! Será isso que nos espera? O povo do Estado do Rio de Janeiro não merece isso.

Comentário: O enfrentamento à demagogia "garotiniana" se dará com a organização do povo e por meio da conscientização política. As regiões norte/noroeste fluminense são uns dos redutos desse indivíduo que se acha um messias. Recentemente foi realizado um almoço promovido pelo fiel escudeiro de Garotinho, Paulo Feijó e pelo que foi informado participaram os seguintes prefeitos eleitos no último dia 07 de outubro: Alfredão, de Itaperuna; Dr. Revelino, de Laje de Muriaé; Leozinho, de Italva; o vice-prefeito Renato Jacinto, de Cardoso Moreira; Juedy Ossay, de Miracema; Josias Quintal, de Santo Antônio de Pádua; Crementino, de Santa Maria Madalena; Otávio Carneiro, de Quissamã; Dr. Salomão, de Cordeiro; Rosinha, de Campos e Pedrinho Cherene, de São Francisco de Itabapoana. Espero que em 2014 exista uma alternativa para além das candidaturas Pezão e Garotinho.

Charge de Aroeira

Garotinho pode se consolidar para disputa do Rio em 2014 após eleições municipais

22/10/2012 13:09, Por Redação, com Rede Brasil Atual - do Rio de Janeiro

Garotinho ensaia ressurgimento no cenário das disputas pelo Executivo fluminense, inspirado pelos resultados das urnas neste ano

O resultado das urnas nas sete cidades fluminenses onde haverá segundo turno para as eleições municipais no próximo domingo (28) poderá consolidar o retorno de um nome muito conhecido à linha de frente da política do Rio de Janeiro. Embalado pela vitória obtida em 25 cidades do interior no primeiro turno e livre, até segunda ordem, de seus problemas com a Justiça, o ex-governador Anthony Garotinho, atualmente deputado federal pelo PR, surge como nome forte para a disputa pelo governo do estado em 2014, apesar do fracasso de sua aliança com o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) na capital.

No segundo turno, Garotinho tem chances de vitória em cidades politicamente importantes como São Gonçalo, segundo maior colégio eleitoral do Estado, Volta Redonda e Belford Roxo. Nos três casos, os candidatos do PR ou apoiados pelo partido enfrentarão adversários do PMDB ou de partidos que compõem a base do governador Sérgio Cabral. A disputa antecipa 2014, quando Garotinho deverá ter como adversário o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que conta com o apoio de Cabral. Outro virtual candidato ao governo estadual é o senador petista Lindbergh Farias.

Em São Gonçalo, Neilton Mulin (PR) enfrenta Adolfo Konder (PDT), que tem o apoio de Cabral após a derrota da candidata do PMDB no primeiro turno. Em Volta Redonda, o prefeito Antônio Francisco Neto (PMDB) tenta a reeleição contra Jorge Zoinho (PR). Em Belford Roxo, Dennis Dauttman (PCdoB), com o apoio do governador, enfrenta o ex-pagodeiro e pastor evangélico Waguinho (PRTB), aliado de Garotinho.

Nas duas cidades mais importantes da Baixada Fluminense, os candidatos apoiados por Cabral no segundo turno são peemedebistas que já foram aliados de Garotinho quando este governava o Rio e presidia o partido. Por isso, em caso de duelo entre o ex-governador e o PMDB em 2014, é impossível prever o comportamento tanto de Nelson Bornier (Nova Iguaçu) quanto de Washington Reis (Duque de Caxias), fato que leva Garotinho a apoiá-los, ainda que de forma discreta, contra Sheila Gama (PDT) e Alexandre Cardoso (PSB), respectivamente.

Com candidatos da própria legenda, o PR venceu no primeiro turno em apenas seis municípios fluminenses, mas candidaturas apoiadas por Garotinho venceram em outros 19 municípios, fortalecendo o ex-governador, sobretudo nas regiões Norte e Noroeste do Estado, seu maior reduto político.

A principal vitória do grupo de Garotinho aconteceu em Campos, onde sua mulher, a prefeita Rosinha Garotinho (PR), foi reeleita com 70% dos votos. Enquadrada na Lei de Ficha Limpa, a ex-governadora chegou a ter sua candidatura indeferida durante a campanha, mas uma liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu que concorresse. Seu caso ainda vai a plenário.

Problemas com a Justiça

Rosinha tem duas condenações no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) por uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder econômico nas eleições de 2008. Tornada inelegível por três anos, assim como Garotinho, a prefeita de Campos obteve liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para continuar no cargo. Seu caso até hoje está em suspenso, sem ter sido julgado no TSE, da mesma forma que a ação no STF relacionada à Lei de Ficha Limpa. Nesta última, se condenada pelo Supremo, Rosinha estará inelegível por oito anos a partir da data da condenação.

Mesmo as incertezas do casal Garotinho em relação à Justiça foram amenizadas na quarta-feira, quando o STF rejeitou por seis votos a um a denúncia contra o ex-governador por participação em um esquema de compra de votos nas eleições de 2004 para a Prefeitura de Campos, quando Rosinha governava o Rio e o candidato a prefeito era Geraldo Pudim (PMDB). Garotinho não comentou a decisão do STF publicamente ou em seu blog, mas pessoas próximas ao ex-governador comemoraram uma vitória na Justiça que, aliada ao novo fôlego dado pelas urnas, o credenciam para pleitear novamente o Governo do Estado.

Em outra frente, no entanto, o Ministério Público Federal obteve na véspera da votação do primeiro turno uma liminar bloqueando todos os bens de Garotinho, Rosinha e mais 17 pessoas, acusadas de desviarem R$ 1 milhão dos cofres públicos estaduais para irrigar campanhas eleitorais entre 1999 e 2006, período em que o casal governou o Rio. Indagados sobre essa ação em meio à comemoração pela reeleição de Rosinha em Campos, os ex-governadores se disseram “vítimas de perseguição política” e garantiram aos jornalistas que seus bens não estão bloqueados.

Sem Cesar

Apesar da análise positiva do quadro formado pelas eleições municipais, Garotinho já deu sinais de que irá abandonar um projeto que imaginou como um dos alicerces para seu retorno em 2014: a aliança com o ex-prefeito Cesar Maia, antigo – e ferrenho – adversário na política estadual. O acordo entre os dois caciques parece não ter sido bem assimilado pelo eleitorado carioca, e a chapa para a Prefeitura do Rio formada pelos herdeiros Rodrigo Maia (DEM) e Clarissa Garotinho (PR) naufragou nas urnas, chegando em terceiro lugar com apenas 2,94% dos votos válidos.

Tão logo saiu o resultado das eleições no Rio, Garotinho iniciou suas críticas à campanha da dobradinha com o DEM na capital: “Eu propus, assim que firmamos a aliança e também no início da campanha eleitoral, que eles (Rodrigo e Clarissa) se dedicassem a buscar o nosso eleitor, o eleitor do Garotinho, que é um eleitorado de massa. No entanto, eles preferiram buscar os eleitores do Cesar Maia na Zona Sul. A campanha deu no que deu”, disse.

Durante a campanha, Garotinho praticamente não participou de atividades de rua e somente apareceu no programa de tevê de Rodrigo no dia 17 de setembro, já na reta final da campanha eleitoral. Ainda assim, o momento em que o ex-governador mais se fez notar aconteceu quando fez o que julgou ser uma crítica ao prefeito Eduardo Paes (PMDB), dizendo que ele “vai a passeatas gay de manhã e depois vai à igreja evangélica dar glória a Deus”. O prefeito, que foi reeleito no primeiro turno, obteve direito de resposta no programa da aliança DEM/PR e a posição de Garotinho mereceu o repúdio dos movimentos sociais, fato que não contribuiu para o fortalecimento da aliança com Cesar.

Falando em democracia vejam a lição da Islândia

Comentário: Vejam essa lição de democracia dos cidadãos islandeses. Temos que começar a exercer nossa cidadania deixando de ser espectadores, passando a assumir o protagonismo nas decisões sobre o futuro das nossas cidades, estados e país. Não assistiu-se a isso na grande mídia. Por que será???

Do Correio do Brasil


O referendum islandês e os silêncios da mídia

22/10/2012 14:19, Por Mauro Santayana - do Rio de Janeiro



A grande mídia fecha os olhos para o processo de mudança que vem ocorrendo em Reykjavik, na Islândia

Os cidadãos da Islândia referendaram, no sábado, com cerca de 70% dos votos, o texto básico de sua nova Constituição, redigido por 25 delegados, quase todos homens comuns, escolhidos pelo voto direto da população, incluindo a estatização de seus recursos naturais. A Islândia é um desses enigmas da História. Situada em uma área aquecida pela Corrente do Golfo, que serpenteia no Atlântico Norte, a ilha, de 103.000 qm2, só é ocupada em seu litoral. O interior, de montes elevados, com 200 vulcões em atividade, é inteiramente hostil – mas se trata de uma das mais antigas democracias do mundo, com seu parlamento (Althingi) funcionando há mais de mil anos. Mesmo sob a soberania da Noruega e da Dinamarca, até o fim do século 19, os islandeses sempre mantiveram confortável autonomia em seus assuntos internos.

Em 2003, sob a pressão neoliberal, a Islândia privatizou o seu sistema bancário, até então estatal. Como lhes conviesse, os grandes bancos norte-americanos e ingleses, que já operavam no mercado derivativo, na espiral das subprimes, transformaram Reykjavik em um grande centro financeiro internacional e uma das maiores vítimas do neoliberalismo. Com apenas 320.000 habitantes, a ilha se tornou um cômodo paraíso fiscal para os grandes bancos.

Instituições como o Lehman Brothers usavam o crédito internacional do país a fim de atrair investimentos europeus, sobretudo britânicos. Esse dinheiro era aplicado na ciranda financeira, comandada pelos bancos norte-americanos. A quebra do Lehman Brothers expôs a Islândia que assumiu, assim, dívida superior a dez vezes o seu produto interno bruto. O governo foi obrigado a reestatizar os seus três bancos, cujos executivos foram processados e alguns condenados à prisão.

A fim de fazer frente ao imenso débito, o governo decidiu que cada um dos islandeses – de todas as idades – pagaria 130 euros mensais durante 15 anos. O povo exigiu um referendum e, com 93% dos votos, decidiu não pagar dívida que era responsabilidade do sistema financeiro internacional, a partir de Wall Street e da City de Londres.

A dívida externa do país, construída pela irresponsabilidade dos bancos associados às maiores instituições financeiras mundiais, levou a nação à insolvência e os islandeses ao desespero. A crise se tornou política, com a decisão de seu povo de mudar tudo. Uma assembléia popular, reunida espontaneamente, decidiu eleger corpo constituinte de 25 cidadãos, que não tivessem qualquer atividade partidária, a fim de redigir a Carta Constitucional do país. Para candidatar-se ao corpo legislativo bastava a indicação de 30 pessoas. Houve 500 candidatos. Os escolhidos ouviram a população adulta, que se manifestou via internet, com sugestões para o texto. O governo encampou a iniciativa e oficializou a comissão, ao submeter o documento ao referendum realizado ontem.

Ao ser aprovado ontem, por mais de dois terços da população, o texto constitucional deverá ser ratificado pelo Parlamento.

Embora a Islândia seja uma nação pequena, distante da Europa e da América, e com a economia dependente dos mercados externos (exporta peixes, principalmente o bacalhau), seu exemplo pode servir aos outros povos, sufocados pela irracionalidade da ditadura financeira.

Durante estes poucos anos, nos quais os islandeses resistiram contra o acosso dos grandes bancos internacionais, os meios de comunicação internacional fizeram conveniente silêncio sobre o que vem ocorrendo em Reykjavik. É eloqüente sinal de que os islandeses podem estar abrindo caminho a uma pacífica revolução mundial dos povos.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.





Eleições em Cuba: 90% participam de eleições municipais

Comentário: No último domingo ocorreram eleições municipais em Cuba com a participação de 90% dos eleitores. Em Itaperuna a abstenção foi de 18,93%, ou seja, participaram das eleições na nossa cidade 81,07% dos cidadãos aptos a votar. Se Cuba vive uma ditadura como se diz por aí, por que o povo insiste em participar de eleições??? Será que nossas eleições aqui no Brasil e em Itaperuna em especial são democráticas? São livres eleições em que quem manda é o poder econômico? É democrática a compra indiscriminada de votos como se assistiu nessas eleições de 2012 e em outras da nossa cidade e região??? Devemos rever alguns conceitos, começamos com os de democracia e liberdade.

Do portal Vermelho
22 de Outubro de 2012 - 11h08

Democracia em Cuba: 90% participam das eleições municipais

Neste domingo (21), Cuba realizou eleições para eleger os delegados municipais (cargo semelhante ao de vereador), que irão compor as 168 Assembleias Municipais de Poder Popular. Cerca de 8,5 milhões de cubanos compareceram às seções eleitorais. Todo cubano maior de 16 anos, sem direitos políticos cassados e sem distúrbios mentais pôde participar do pleito, que teve uma participação de 90% dos cubanos, cifra que se mantém desde 1976.


Ismael Francisco/Cubadebate
Voto de Fidel Castro é depositado na urna pelo mesário Santiago González Guerra
No próximo domingo (28) será realizado o segundo turno nas circunscrições cujo vencedor não obteve votação superior a 50%. Em cada uma dessas assembleias, logo após a eleição, os representantes eleitos, com mandatos de dois anos e meio, votarão para escolher o presidente (cargo equiparável ao de prefeito).


Para esta segunda-feira (22) está prevista uma coletiva de imprensa na qual serão revelados os resultados preliminares das eleições que tiveram mais de 32 mil candidatos, todos nomeados em reuniões comunais.

De acordo com a vice-presidenta da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Rosa Charroó, “estas eleições são históricas porque mais uma vez o povo participou de forma massiva e entusiasmada”.

De acordo com Rosa, a alta participação no pleito realizado para eleger os 14.537 vereadores constitui “uma expressão inequívoca de respaldo à Revolução e ao sistema democrático de Cuba”.

O vice-presidente do conselho de ministros, Miguel Díaz-Canel, afirmou que “as eleições são um momento de reafirmação patriótica e da vontade de seguir defendendo a soberania nacional”.

Já a ministra de Justiça, María Esther Reus, declarou que este exercício democrático “é a possibilidade que temos e que outros países do mundo não têm de exercer livremente, e sem pressões, o direito ao voto para selecionar quem são as pessoas com melhores qualidades para nos representar”, destacou.

Voto de Fidel

O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, exerceu seu direito a voto. Pouco antes das 16h locais (18h de Brasília). Conforme o estipulado na lei eleitoral cubana para os casos de cidadãos com algum tipo de impedimento, mas apto para o exercício do sufrágio, Fidel foi visitado em casa por um membro de seu conselho eleitoral para trazer o voto. o voto do Fidel, retornou ao local e depositados na urna.

Chuvas

Devido às fortes chuvas no centro e no oeste do país, a CEN adiaram o término das votações nos municípios nas províncias de Sancti Spíritus, Ciego de Ávila, Camaguey e Santiago de Cuba.

com agências

Pra quem pensou que tava livre dele, olha ele aí: Nosso Comandante Fidel Castro firme e forte

 
Comentário: Há mais de 50 anos que tentam matar "El Comandante" seja em atentados frustrados ou por boatos sobre seu estado de saúde. Fidel não ficará para semente, mas será sempre nosso "Comandante por todos los tiempos". Viva Fidel!!! Viva Cuba!!! Viva o Socialismo!!!

Fidel com o jornal Granma de 19 de outubro de 2012

 Fidel observando uma planta

 Com 86 anos de idade não dá pra dispensar uma bengala


Do Portal Vermelho

Fidel Castro está agonizando

Bastou uma mensagem aos formandos do primeiro curso do Instituto de Ciências Médicas “Victoria de Girón”, para que o galinheiro da propaganda imperialista se alvoroçasse e as agências informativas se lançassem com infâmia voraz para as mentiras. Não só isso, mas em suas notícias adicionaram ao paciente as mais absurdas estupidezes.

Por Fidel Castro, no CubaDebate


O jornal ABC da Espanha publicou que um médico venezuelano radicado em ninguém sabe onde, revelou que Castro sofreu um derrame na artéria cerebral direita, “posso dizer que não voltaremos a vê-lo publicamente”. O suposto médico, que se é abandonaria primeiro seus próprios compatriotas, qualificou o estado de saúde de Castro como “muito perto do estado neurovegetal”.

Apesar de muitas pessoas no mundo serem enganadas pelos meios de comunicação de massa – quase todos em mãos dos privilegiados e ricos, que publicam estupidezes – os povos acreditam cada vez menos neles. Ninguém gosta de ser enganado; até o mais incorrigível mentiroso espera que lhe digam a verdade. Todo mundo acreditou, em abril de 1961, nas informações publicadas pelas agências de notícias, que os invasores mercenários de Girón ou Baía dos Porcos, como queiram chamar, estavam chegando a Havana, quando na realidade alguns deles tentavam chegar infrutiferamente em botes até os navios de guerra ianques que os escoltavam.

Os povos aprendem e a resistência cresce diante da crise capitalista que se repete cada vez com maior frequência; nenhuma mentira, repressão ou armas novas poderão impedir a queda de um sistema de produção crescentemente desigual e injusto.

Há alguns dias, perto do 50º aniversário da “Crise de outubro”, as agências indicaram três culpados; Kennedy, um recém-chegado à liderança do império, Khruchev e Castro. Cuba não tinha nada a ver com armas nucleares, nem com a matança desnecessária de Hiroshima e Nagasaki, perpetrada pelo presidente dos Estados Unidos, Harry S. Truman, que instituiu a tirania das armas nucleares. Cuba defendia seu direito à independência e à justiça social.

Quando aceitamos a ajuda soviética de armas, petróleo, alimentos e outros recursos, foi para nos defender dos planos ianques de invadir a nossa Pátria, submetida a uma suja e sangrenta guerra que este país capitalista nos impôs desde os primeiros meses, ao custo de milhares de vidas e mutilados cubanos.

Quando Khruchev propôs instalar mísseis de médio alcance semelhantes aos que os Estados Unidos tinham na Turquia – ainda mais perto da URSS que Cuba dos Estados Unidos – como uma necessidade solidária, Cuba não vacilou em aceitar tal risco. Nossa conduta foi eticamente irrepreensível. Nunca pediremos desculpa a ninguém pelo que fizemos. O certo é que transcorreu meio século e ainda continuamos de cabeça erguida.

Gosto de escrever e escrevo; gosto de estudar e estudo. Há muitas tarefas na área dos conhecimentos. Nunca as ciências, por exemplo, avançaram em tão surpreendente velocidade.

Deixei de publicar as Reflexões porque certamente não é meu papel ocupar as páginas da nossa imprensa, consagrada a outras tarefas de que o país precisa.

Aves de mau agouro! Não lembro sequer o que é uma dor de cabeça. Como evidência de quão mentirosos são, os presenteio com as fotos que acompanham este artigo.


Fidel Castro Ruz



*Tradução: Léo Ramirez, para o Portal Vermelho

domingo, 14 de outubro de 2012

Eleições Municipais em Itaperuna: alguns comentários

 



*Adriano Ferrarez

Se em cidades como Duque de Caxias, Nilópolis e Magé figurões da política como Zito, Anísio e os Cozzolino sofreram fragorosas derrotas nas eleições de domingo passado, aqui em Itaperuna o maior cacique político da cidade, o “Doutor Péricles”, saiu vitorioso e mais forte do que nunca. Antevendo o “passeio” que iria dar, o “Doutor” não precisou encabeçar a chapa e escolheu o Engenheiro Alfredo Paulo para ser seu candidato. Se em 2004 o candidato do PP, Elias Daruis, perdeu pra Claudão por uma diferença de 3.810 votos, no pleito desse ano o candidato Alfredão teve 18.638 votos a mais que o segundo colocado Fernando Paulada. Sem dúvida uma vitória maiúscula. O poder municipal volta à mão do grupo político do “Doutor Péricles”, homem que tem dominado o cenário político municipal nos últimos 30 anos.
Como cidadão que escolheu Itaperuna para viver desejo que Alfredão realize um bom governo e que Itaperuna cresça, mas de forma ordenada, gerando mais qualidade de vida para seu povo e oportunidades para os trabalhadores e a juventude. Não desejo um crescimento em que os ricos se tornam cada vez mais ricos e onde a população não tenha participação nesse crescimento.
Não quero a cidade cantada por Chico Science: “A cidade não pára, a cidade só cresce, o de cima sobe e o de baixo desce”.
O potencial de Itaperuna é muito grande e para que esse potencial se realize é necessária a ação de homens e mulheres com espírito público e coletivo.

Eleição de 2 vereadores do PT: uma notícia alvissareira

Uma novidade nesse pleito foi a eleição de 2 vereadores do PT: Dr. Vinícius (1859 votos) e Luiz Cabecinha (1380 votos). Desde que o PT assumiu o poder a nível nacional em 2002, Itaperuna não possuiu representação desse partido na Câmara de Vereadores.

Construção da frente democrática e popular para 2016

A responsabilidade desses companheiros do PT eleitos vereadores de Itaperuna é muito grande. Os mandatos conquistados tem um papel fundamental na construção de uma alternativa de poder para a nossa cidade que represente os anseios democráticos e populares. Esses companheiros devem encarar essa tarefa, a de construção de uma alternativa progressista de verdade para Itaperuna, com muita humildade e extrema sabedoria. Esses dois mandatos serão os vetores para que em 2016 tenhamos uma grande frente popular que englobe outros partidos como o PCdoB, PSB e PDT. A articulação desses partidos e de outros que desejarem uma Itaperuna para todos deve começar já. Não se pode deixar pra última hora. Por isso, as mulheres e homens progressistas de Itaperuna devem se mobilizar e se unirem para começar a traçar esses planos e acima de tudo mobilizar o povo para que isso se torne realidade.
Uma tarefa importante para os partidos de esquerda e progressistas de Itaperuna é em 2014 reeleger a companheira Dilma Roussef, além de  eleger um governador, senador, deputados estaduais e federais que representem o povo e não interesses privados de grupos que dominam por meio do dinheiro.

PT, PC do B, PSB e PDT: uma análise das votações dos vereadores desses partidos

Analisando o desempenho dos partidos do campo democrático e popular, sem dúvida o PT teve o maior crescimento com a eleição de 2 vereadores. A votação do PT em 2008 foi de 570 votos, em 2012 o partido alcançou 6635 sufrágios.
O Partido Comunista do Brasil (PC do B) que em 2008 teve apenas 82 votos, nesse ano alcançou 1369 sufrágios, com destaque para a votação obtida pelo Cabo Hamude que ficou com a 2ª suplência (789 votos). Esse é um ótimo resultado, mas esses votos depositados por cidadãos que acreditam na proposta de mudança representada pelo PC do B ajudaram a eleger dois tucanos (Lalá e Rogerinho Cazalito). A coligação PC do B/PSDB foi uma coligação água e óleo. Espero que aprendamos a lição.
O PDT tem na candidata a vice-prefeita na chapa de Fernando Paulada sua maior liderança. É um partido fundamental na construção da alternativa popular para Itaperuna. Apesar de ter tido uma votação modesta (364 votos), o Partido Democrático Trabalhista tem um grande potencial haja vista a grande representatividade que possui na ALERJ.
O PSB (Partido Socialista Brasileiro), que possui um tempo de TV e rádio de 1 minuto e 40 segundos, destoou dos demais partidos de esquerda integrando a frente que deu sustentação à Dr. Roninho (DEM). O PSB teve apenas 23 votos para vereador, um resultado que não condiz com o crescimento que esse partido tem tido nas últimas eleições liderado pelo governador de Pernambuco e neto do grande Miguel Arraes, Eduardo Campos. Os cidadãos que acreditam na importância que um partido como o PSB tem para o futuro de Itaperuna não podem concordar que o mesmo seja apenas uma legenda na mão de pessoas que não comungam dos ideais desse partido cuja história é sinônimo de luta por um Brasil melhor e soberano.

Presença feminina

Na contramão do empoderamento das mulheres no nosso país, nenhuma representante feminina foi eleita para os cargos de representação municipal. As chapas de Fernando Paulada e Dr. Roninho traziam vices mulheres (Nelma Lemos e Dra. Ivete, respectivamente). Infelizmente nenhuma mulher conquistou uma cadeira na Câmara. A mulher mais bem votada foi Amanda da Aidê (PSC) com 911 votos que ficou com a 1ª suplência. Não é possível se pensar numa cidade democrática sem as mulheres ocupando cargos representativos e executivos, ou seja, sem as mulheres no poder.

Expectativa quanto ao futuro

Sou otimista em relação ao futuro da política em Itaperuna. Um líder mundial da luta dos trabalhadores falou certa vez do poder da vontade humana. Creio que se os cidadãos dessa cidade tiverem vontade vamos conseguir mudar a nossa realidade. Com a participação dos cidadãos de forma mais ativa na política, fiscalizando, elaborando e propondo mudanças isso será possível.
A eleição não terminou às 17 horas do último dia 07 de outubro. Votar é exercer a cidadania, no entanto participar, acompanhar e ter voz ativa nos rumos da nossa cidade é o ápice deste exercício. Temos que exigir do futuro prefeito e dos vereadores eleitos o cumprimento do Estatuto das Cidades, o funcionamento efetivo dos Conselhos Municipais, a Prestação de Contas da Prefeitura e da Câmara e muitas outras coisas que competem aos cidadãos pagadores de seus impostos e cumpridores de seus deveres.
Como diria Gonzaguinha: “E vamos à luta!!!”.

* Professor do Instituto Federal Fluminense Campus Itaperuna/Doutorando em Engenharia Agrícola - Universidade Federal de Viçosa