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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Balotelli responde racismo com futebol: 2 gols contra a Alemnaha

Comentário: Dá-lhe Balotelli!!! Ao racismo devemos responder como você fez com dois belíssimos gols. Abaixo o racismo no futebol e na nossa sociedade!!!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

China no Espaço: Vitória do Socialismo!!!

Comentário: Num momento em que assistimos a civilizações tradicionais como a grega se desmanchando diante da crise financeira, a China se destaca como potência com vários cosmonautas no espaço. Viva o Socialismo!!! Viva o Povo Chinês!!!

 

Presidente chinês conversa com cosmonautas a bordo do Tiangong-1


O presidente chinês, Hu Jintao, visitou nesta terça-feira (26) o Centro de Controle Aeroespacial de Pequim e realizou uma videoconferência com os três cosmonautas que estão implementando uma missão espacial a bordo da nave espacial Shenzhou-9 e do módulo em órbita Tiangong-1.


Durante três minutos de conversa, Hu Jintao perguntou sobre o estado de saúde dos cosmonautas e o andamento dos seus trabalhos, além de elogiar o sucesso da acoplagem manual entre Shenzhou-9 e Tiangong-1.

Na conversa, Hu Jintao qualificou como "excelentíssimo" o desempenho dos três cosmonautas, Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, a primeira mulher cosmonauta da China. Hu disse esperar um retorno bem-sucedido e seguro dos cosmonautas.

"O sucesso do procedimento mostra que a China domina perfeitamente as tecnologias de encontro e acoplamento espaciais. Como os primeiros cosmonautas que cumprem a missão, vocês tiveram um desempenho excelente, contribuindo para a causa da tripulação espacial chinesa. O país e o povo lhes agradecem! Espero que vocês colaborem estreitamente para concluir as tarefas futuras. Nós almejamos um retorno seguro de vocês!"

É a primeira conversa "face a face" via vídeo entre cosmonautas no espaço e pessoas na Terra. Os cosmonautas nas naves Shenzhou 5, 6 e 7 não conseguiram ver imagens do pessoal em solo quando realizaram conversas com a Terra.

O presidente chinês foi acompanhado pelos altos líderes Jia Qinglin, Li Changchun, Xi Jinping e Li Keqiang. Após a conversa, ele cumprimentou técnicos no local.

Fonte: Rádio Internacional da China

Caso Balotelli: O racismo é uma merda!!!

Comentário: Abaixo o racismo! Abaixo o fascismo!!! Isso é insuportável. 

 

Racismo: jornal italiano compara jogador negro a King Kong


Em cima do Big Ben jaz Mario Balotelli, o atacante da equipe italiana de futebol. Ele não desfere bofetadas em aviões como King Kong no topo do arranha-céu novaiorquino Empire State Building, mas chuta bolas de futebol.


jogador italiano Torcedores espanhóis e croatas fizeram imitações de macaco
É o que vemos na inoportuna caricatura de Valerio Marini na edição de terça-feira (25) do diário italiano Gazetta dello Sport.

Segundo Marini, a ideia era mostrar Balotelli, que joga pelo Manchester City, a dominar a equipe inglesa nas quartas de final da Eurocopa, ou Copa da UEFA, a competição entre clubes europeus. Isso no domingo, em Kiev, quando os italianos venceram os ingleses nos pênaltis.

Marini não convence.

E nem os editores do Gazetta dello Sport, diário de maior tiragem da Bota. Eles publicaram as seguintes linhas: “Nesses tempos precisamos ser mais cautelosos e moderados, mas sempre lutamos contra o racismo, sempre julgamos inaceitável quando Balotelli é vaiado”.

No entanto, Marini e o diário sequer pediram desculpas a Balotelli pela infeliz caricatura.

Balotelli, nascido em Palermo e adotado aos dois anos por uma família italiana, é o primeiro jogador negro da equipe nacional italiana. Costuma provocar controvérsia por onde passa, mas ao mesmo tempo esse filho de pais biológicos ganenses é sempre vítima de ataques racistas.

Na primeira vez em que adentrou o campo com uma camisa da equipe nacional italiana num jogo contra a Romênia leu numa faixa: “Não para um time multiétnico”.

Na Eurocopa torcedores espanhóis e croatas fizeram imitações de macaco ao ver Balotelli. Um croata jogou uma banana em campo.

Balotelli avisou antes do evento que sairia de campo se fosse vítima de ataques racistas. Michel Platini, presidente da União das Federações Europeias de Futebol (UEFA, na sigla em inglês), retrucou: “Se ele fizer isso receberá cartão amarelo”.

Platini deixou transparente que o racismo não será erradicado do futebol europeu.

Fonte: Carta Capital

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Azenha fala dos interesses ianques e o golpe no Paraguai

23 de Junho de 2012 - 14h26

Azenha: O que os EUA podem ganhar com o golpe no Paraguai

Charge do Latuff

A reação de Washington ao golpe “democrático” no Paraguai será, como sempre, ambígua. Descartada a hipótese de que os estadunidenses agiram para fomentar o golpe — o que, em se tratando de América Latina, nunca pode ser descartado –, o Departamento de Estado vai nadar com a corrente, esperando com isso obter favores do atual governo de fato.

Por Luiz Carlos Azenha


Não é pouco o que Washington pode obter: um parceiro dentro do Mercosul, o bloco econômico que se fortaleceu com o enterro da ALCA — a Área de Livre Comércio das Américas, de inspiração neoliberal. O Paraguai é o responsável pelo congelamento do ingresso da Venezuela no Mercosul, ingresso que não interessa a Washington e que interessa ao Brasil, especialmente aos estados brasileiros que têm aprofundado o comércio com os venezuelanos, no Norte e no Nordeste.

Hugo Chávez controla as maiores reservas mundiais de petróleo, maiores inclusive que as da Arábia Saudita. O petróleo pesado da faixa do Orinoco, cuja exploração antes era economicamente inviável, passa a valer a pena com o desenvolvimento de novas tecnologias e a crescente escassez de outras fontes. É uma das maiores reservas remanescentes, capaz de dar sobrevida ao mundo tocado a combustíveis fósseis.

Washington também pode obter condições mais favoráveis para a expansão do agronegócio no Chaco, o grande vazio do Paraguai. Uma das preocupações das empresas que atuam no agronegócio — da Monsanto à Cargill, da Bunge à Basf — é a famosa “segurança jurídica”. Ou seja, elas querem a garantia de que seus investimentos não correm risco. É óbvio que Fernando Lugo, a esquerda e os sem terra do Paraguai oferecem risco a essa associação entre o agronegócio e o capital internacional, num momento em que ela se aprofunda.

Não é por acaso que os ruralistas brasileiros, atuando no Congresso, pretendem facilitar a compra de terra por estrangeiros no Brasil. Numa recente visita ao Pará, testemunhei a estreita relação entre uma ONG estadunidense e os latifundiários locais, com o objetivo de eliminar o passivo ambiental dos proprietários de terras e, presumo, facilitar futura associação com o capital externo.

Finalmente — e não menos importante –, o Paraguai tem uma base militar “dormente” em Mariscal Estigarribia, no Chaco. Estive lá fazendo uma reportagem para a CartaCapital, em 2008. É um imenso aeroporto, construído pelo ditador Alfredo Stroessner, que à moda dos militares brasileiros queria ocupar o vazio geográfico do país. O Chaco paraguaio, para quem não sabe, foi conquistado em guerra contra a Bolívia. Há imensas porções de terra no Chaco prontas para serem incorporadas à produção de commodities.

O aeroporto tem uma gigantesca pista de pouso de concreto, bem no coração da América Latina. Com a desmobilização da base estadunidense em Manta, no Equador, o aeroporto cairia como uma luva como base dos Estados Unidos. Não mais no sentido tradicional de base, com a custosa — política e economicamente custosa — presença de soldados e aviões. Mas como ponto de apoio e reabastecimento para o deslocamento das forças especiais, o que faz parte da nova estratégia do Pentágono. O renascimento da Quarta Frota, responsável pelo Atlântico Sul, veio no mesmo pacote estratégico.

É o neocolonialismo, agora faminto pelo controle direto ou indireto das riquezas do século 21: petróleo, terras, água doce, biodiversidade.

Um Paraguai alinhado a Washington, portanto, traz grandes vantagens potenciais a interesses políticos, econômicos, diplomáticos e militares estadunidenses.

Fonte: O que você não vê na mídia

Golpe da CIA no Paraguai



Comentário: Importante texto de Leonardo Severo sobre o que está por trás do impeachment de Lugo no Paraguai.


24 de Junho de 2012 - 7h31

Leonardo Severo: A desinformação midiática e o golpe da Monsanto


Como as multinacionais e os conglomerados de comunicação atuaram coordenados na derrubada do presidente Fernando Lugo

Por Leonardo Severo*


“A situação de expectativa gerada pela decisão dos legisladores de submeter o presidente Fernando Lugo a juízo político foi, finalmente, resolvida de um modo ordenado, pacífico e respeitoso da legalidade, da institucionalidade e dos critérios essenciais de equidade que devem presidir processos tão delicados como o que acaba de ser levado a bom termo. A destituição do presidente abre fundadas esperanças num futuro melhor”.

Editorial do jornal ABC Color

“Um presidente sem respaldo, que se mostra negligente e incapaz, não pode seguir governando. Sem lugar a dúvidas, o erro mais grave de Fernando Lugo foi o respaldo outorgado a dirigentes de supostos camponeses que receberam carta branca do governo para invadir terras, ameaçar e desafiar o Estado de Direito. Lugo decepcionou a grande maioria da cidadania paraguaia com suas decisões errôneas, seu sarcasmo, sua desastrosa vida pessoal, sua ambiguidade e sua crescente amizade com inimigos declarados da democracia, como Hugo Chávez e os irmãos Castro”.

Editorial do jornal Vanguardia
 
“Lugo tem princípios populistas (não necessariamente incendiários). A reputação de honestidade lhe ajudou a ganhar, porém necessitará um pouco da ajuda do céu para exercer a Presidência”.
Informação da Embaixada dos EUA, datada de junho de 2008, vazada pelo WikiLeaks, antes da posse de Lugo .


Uma grotesca farsa caiu como raio em céu claro sobre o presidente constitucional do Paraguai, Fernando Lugo. Em questão de horas o mandatário teve o seu “impeachment” proposto, analisado e votado pelo Congresso, mediante um processo metodicamente orquestrado pelas multinacionais Monsanto e Cargill, a oligarquia latifundiária, as elites empresariais e sua mídia.
As comemorações estampadas nas capas dos principais jornais paraguaios dão a dimensão do ódio de classe, com as desclassificadas mentiras destiladas contra quem se dispôs – ainda que com vacilos e limitações - a virar a página de abusos e subserviência aos ditames de Washington e suas empresas.

O cerco midiático contra Lugo vinha se fechando, num país em que 85% das terras encontram-se nas mãos de 2% da população e onde os mesmos donos dos três principais jornais, umbilicalmente vinculados às transnacionais e ao sistema financeiro, também controlam as emissoras de rádio e televisão. Assim, de forma suja e monocórdica, foram convocadas manifestações, com bloqueio de estradas, para o próximo dia 25 de junho. Grandes “tratoraços” em protesto contra a decisão do governo em favor da saúde da população e da soberania alimentar - de não liberar a semente de algodão transgênico Bollgard BT, da Monsanto, cuja sequência genética está mesclada ao gene do Bacillus Thurigensis, bactéria tóxica que mata algumas pragas de algodão. A decisão, que afetava milionários interesses da multinacional estadunidense, havia sido comunicada pelo Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Vegetal e de Sementes (Senave), uma vez que a liberação não tinha o parecer do Ministério da Saúde e da Secretaria do Meio Ambiente.

“A Monsanto, através da UGP, estreitamente ligada ao Grupo Zuccolillo, que publica o diário ABC Color, se lançou contra a Senave e seu presidente Miguel Lovera por não ter inscrito a sua semente transgênica para uso comercial no país”, denuncia o jornalista e pesquisador paraguaio Idilio Méndez Grimaldi.

Para tirar o Senave do caminho foi alegado o surrado argumento da “corrupção” no órgão, o mesmo estratagema da máfia de Carlinhos Cachoeira para tomar de assalto o DNIT e alavancar negociatas, via utilização de seus vínculos com a revista Veja para denunciar desvios no órgão – conseguindo inclusive a queda do ministro dos Transportes.

Desta forma, “denúncias” por parte de uma pseudossindicalista do Senave, Silvia Martínez, ganharam manchetes na mídia canalha. O jornal ABC Color do dia 7 de junho último acusou o chefe do Senave, Miguel Lovera, de “corrupção e nepotismo na instituição que dirige”. Mas o fato é que a pretensa sindicalista advogava em causa própria, do marido e de seus patrocinadores. Conforme revelou Grimaldi, “Silvia Martínez é esposa de Roberto Cáceres, representante técnico de várias empresas agrícolas – todas sócias da UGP (Unión de Grêmios de la Producción) - entre elas Agrosán, recentemente adquirida pela Syngenta, outra transnacional, por 120 milhões de dólares”.

Algo similar à UDR (União Democrática Ruralista) de Ronaldo Caiado, e aos ruralistas da senadora Kátia Abreu, a UGP é comandada por Héctor Cristaldo, sustentado por figuras como Ramón Sánchez – vinculado ao setor agroquímico - entre outros agentes das transnacionais do agronegócio. “Cristaldo integra o staff de várias empresas do Grupo Zuccolillo, cujo principal acionista é Aldo Zuccolillo, diretor proprietário do jornal ABC Color desde sua fundação sob o regime de Stroessner, em 1967. Zuccolillo é dirigente da Sociedade Interamericana de Prensa (SIP)”, esclarece Idílio Grimaldi. O jornalista lembra que o Grupo Zuccolillo é o principal sócio no Paraguai da Cargill, uma das maiores transnacionais do agronegócio do mundo. “Tal sociedade” construiu um dos portos graneleiros mais importantes do Paraguai, o Porto União, a 500 metros da absorção de água da Companhia de Saneamento do Estado, sobre o rio Paraguai, sem qualquer restrição”, esclarece.

Com a proteção do apodrecido Congresso que condenou Lugo, as transnacionais do agronegócio no Paraguai praticamente não pagam impostos, com uma carga tributária de 13% do PIB, tão insignificante que acaba inviabilizando os serviços públicos.

Vale lembrar que a saúde e a educação eram totalmente privadas antes da ascensão de Lugo à Presidência, num país em que os latifundiários não pagam impostos. O imposto imobiliário representa apenas 0,04% da carga tributária, uns 5 milhões de dólares - segundo estudo do Banco Mundial – ainda quando a renda do agronegócio alcance cerca de 6 bilhões de dólares anuais, em torno de 30% do PIB.

Na sexta-feira, 8 de junho, a UGP publicou no ABC Color seus “12 argumentos para destituir Lovera” . ( http://www.abc.com.py/edicion-impresa/economia/presentan-12-argumentos-para--destituir-a--lovera-411495.html). Tais "argumentos” foram apresentados ao então vice-presidente da República, Federico Franco, correligionário do ministro da Agricultura e pró-Monsanto, recém nomeado “presidente”.

Na sexta-feira, 15, descreve Grimaldi, “em função de uma exposição anual organizada pelo Ministério de Agricultura e Pecuária, o ministro Enzo Cardozo deixou escapar um comentário à imprensa: um suposto grupo de investidores da Índia, do sector agroquímico, cancelou um projeto de investimentos no Paraguai pela alegada corrupção no Senave. Nunca esclareceu de que grupo se tratava. Nas mesmas horas daquele dia ocorriam os trágicos acontecimentos de Curuguaty, onde morreram onze camponeses e seis policiais”. O sangue derramado foi o pretexto utilizado pela direita para o impeachment.

Como na Venezuela, franco-atiradores

O que se sabe é que a exemplo da tentativa de golpe de Estado na Venezuela, onde a CIA utilizou franco-atiradores para assassinar os manifestantes contrários ao governo para jogar a culpa do massacre sob os ombros de Hugo Chávez, também em Curuguaty agiram franco-atiradores. E dos bem profissionais. E movidos pelos mesmos propósitos.

Na região de Curuguaty está localizada a estância de Morombí, propriedade do latifundiário e grileiro Blas Riquelme, dono de mais de 70 mil hectares. O “terrateniente” é uma das viúvas da ditadura do general Alfredo Stroessner (1954-1989), um dos principais beneficiados pela tristemente célebre Operação Condor, desenvolvida pela CIA no Cone Sul para torturar, assassinar e desaparecer com todo aquele que ousasse contrariar os interesses estadunidenses na região. Ele também foi presidente do Partido Colorado por longos anos e senador da República, sendo igualmente dono de uma rede de supermercados e estabelecimentos pecuários.

Como Riquelme havia se apropriado mediante subterfúgios legais de aproximadamente dois mil hectares pertencentes ao Estado paraguaio, camponeses sem terra ocuparam o local e solicitaram do governo Lugo a sua desapropriação para fins de reforma agrária. Um juiz e uma promotora ordenaram a retirada das famílias por meio do Grupo Especial de Operaciones (GEO) da Polícia Nacional, esquadrão de elite que, em sua maioria, foi treinado por militares dos EUA na Colômbia, durante o governo fascista de Álvaro Uribe.

Na avaliação de Grimaldi, que também é membro da Sociedade de Economia Política do Paraguai (SEPPY), somente uma sabotagem interna dentro dos quadros da própria inteligência da Polícia, com a cumplicidade da Promotoria, explicaria a emboscada na qual morreram seis policiais. Uma ação estrategicamente planejada com um objetivo bem definido. “Não se compreende como policiais altamente treinados, no marco do Plano Colômbia, pudessem cair tão facilmente numa suposta armadilha feita por camponeses, como quer fazer crer a imprensa dominada pela oligarquia. A tropa reagiu, matando 11 camponeses e deixando cerca de 50 feridos”. Entre os policiais mortos, ressalta, estava o chefe da GEO, Erven Lovera, irmão do tenente-coronel Alcides Lovera, chefe da segurança do presidente. Um recado claro e preciso para Lugo.

A serviço da Monsanto

Conforme o jornalista, no marco da apresentação preparada pelo Ministério da Agricultura – a serviço dos EUA -, a transnacional Monsanto anunciou outra variedade de algodão, duplamente transgênico: BT e RR ou Resistente ao Roundup, herbicida fabricado e patenteado pela multinacional, que quer a liberação da semente no país.

Para afastar incômodos obstáculos, antes disso o diário ABC Color vinha denunciando “presumíveis” fatos de corrupção dos ministros do Meio Ambiente e da Saúde, Oscar Rivas e Esperança Martínez, que também haviam negado posição favorável à Monsanto.

A multinacional faturou no ano passado, somente com os royalties pelo uso de sementes transgênicas de soja no Paraguai, 30 milhões de dólares, livre de impostos, (porque não declara esta parte de sua renda). “Independente disso, a multinacional também fatura pela venda das sementes transgênicas. Toda a soja cultivada é transgênica numa extensão próxima aos três milhões de hectares, numa produção em torno de sete milhões de toneladas em 2010”, revela Grimaldi.

Por outro lado, acrescenta o jornalista, a Câmara de Deputados já aprovou projeto de Lei de Biosseguridade, que contempla criar uma direção de Biossegurança com amplos poderes para a aprovação do cultivo comercial de todas as sementes transgênicas, sejam elas de soja, milho, arroz, algodão... Este projeto de lei elimina a atual Comissão de Biosseguridade, ente colegiado de funcionários técnicos do Estado paraguaio, visto como entrave aos desígnios da Monsanto.

“Enquanto transcorriam todos esses acontecimentos, a UGP vinha preparando um ato de protesto nacional contra o governo de Fernando Lugo para o dia 25 de junho, com máquinas agrícolas fechando parte das estradas em diferentes pontos do país. Uma das reivindicações do denominado ‘tratoraço’: a destituição de Miguel Lovera do Senave, assim como a liberação de todas as sementes transgênicas para cultivo comercial”.

Dado o golpe, como estamparam os grandes conglomerados de mídia no Paraguai neste sábado, “a manifestação da UGP foi suspensa”. Afinal, “há um novo governo, mais sensível ao mercado”.

*Jornalista e escritor, autor de O Latifúndio Midiota

A mão da CIA: Golpe no Paraguai e preocupação para nosotros

Comentário: Enquanto muitos gritam aos 4 cantos que não existe mais luta de classes e que o multiculturalismo mundial enterrou as paranoias dos comunistas jurássicos assistimos a mais um típico golpe da CIA no nosso vizinho Paraguai. Aqui no Brasil a mídia diz que não foi golpe, antes sim um processo democrático realizado pelo legislativo paraguaio. Fundamental que nós brasileiros colequemos nossa barba de molho. O texto a seguir de Carlos Eduardo Martins é bastante esclarecedor mostrando o que está por detrás desse impeachment de Lugo.  


Partidários de Lugo prostestam contra impeachment no Paraguai
Fonte: The Republic

Do Portal Vermelho

24 de Junho de 2012 - 9h05

Martins: o golpe de Estado no Paraguai e a América do Sul


O golpe desferido contra o governo de Fernando Lugo, no Paraguai, é um importante sinal de alerta para as democracias e governos populares do Cone Sul.

Por Carlos Eduardo Martins*, especial para o
Vermelho


Quais as razões para a sua imposição a nove meses do término do mandato popular do Presidente eleito, em plena realização da Rio+20, momento de forte liderança internacional brasileira, ignorando solenemente o apelo e a presença dos chanceleres da Unasul e do Mercosul em território paraguaio, bloco este com quem o Paraguai possuía, em 2007, 45% do seu comércio exterior, sujeitando-se ainda à punição pela violação de suas cláusulas democráticas, que vão da expulsão do Mercosul ao fechamento de fronteiras e interrupção do fornecimento de energia, se tomarmos em consideração o Protocolo de Ushuaia II, ratificado pelos poderes executivos de todos os seus Estados?

Questão da terra

O governo do presidente Lugo se elegeu com precária base parlamentar, em razão da tardia adesão dos movimentos sociais ao processo eleitoral, apoiando-se numa coalização anti-partido Colorado – partido este que governou o Paraguai de 1947-2008 – onde destacou-se a presença do conservador Partido Liberal. Durante sua gestão, incapaz de obter maioria parlamentar, Lugo não pode avançar em promessas chaves de campanha que confrontavam a oligarquia paraguaia, como a realização de uma reforma agrária, por exemplo. Formulou para isto um plano modesto que se estenderia até 2023 – baseado na eventual disponibilidade de créditos multilaterais e dotações orçamentárias governamentais – muito insuficiente para enfrentar a forte concentração da propriedade da terra e sua conexão com a grilagem.


Segundo Idilio Mendez Grimaldi, 85% das terras paraguaias estão nas mãos de 2% da população, a tributação corresponde a apenas 13% do PIB e a contribuição da propriedade imobiliária é de 0,04% contra rendas do agronegócio equivalentes a 30% do produto do país. A incipiente implementação da reforma agrária foi ainda parcialmente boicotada pela corrupção no Indert, órgão encarregado de realizá-la.

Lugo ampliou recursos com a revisão do tratado de Itaipú e no contexto do limitado orçamento, propiciou conquistas para a população paraguaia como a garantia de saúde pública gratuita e o estabelecimento do Tekoporá, programa de renda mínima que alcançou aproximadamente 93 mil famílias, gerando tensões com o congresso, que quis lhe cortar os recursos, e respostas na mobilização popular para aprová-los.

Monsanto e Estados Unidos

O governo estabeleceu certa confrontação com a Monsanto no que tange a questão da liberação de sementes transgênicas, não autorizando o plantio dessas variações de sementes algodão, ainda que a plantação de soja transgênica, principal cultivo de grãos do país, tenha permanecido amplamente liberada.

Quanto à relação com os Estados Unidos, ganhou destaque a questão militar. Em setembro de 2009, Lugo não renovou o programa de cooperação estabelecido na presidência de Nicanor Duarte que permitiria o ingresso, em solo paraguaio, de 500 militares estadunidenses com imunidade diplomática para treinamento operacional. Questionado sobre o episódio, o então comandante das forças armadas Cíbar Benitez o minimizou e relatou haver programas de cooperação militar permanentes com os Estados Unidos no Paraguai para assuntos internos, como colaboração com atividades policiais.

Cerca de um mês após esta recusa, Lugo trocou todo o comando militar do Estado, em função de tentativa de golpe que havia sido detectada. O governo foi ainda assediado pela reunião de 21 generais estadunidenses com a Comissão de Defesa da Câmara, em meados de agosto de 2011, para a construção de uma base militar, que foi reivindicada pelo líder da Unace – União Nacional de Cidadãos Éticos, dissidência do Partido Colorado e terceira força parlamentar –, como necessária para conter as ameaças representadas pela Bolívia e Venezuela bolivarianas. Rechaçou-se esta alternativa, por outro lado, Lugo havia aceitado programas como a Iniciativa Zona Norte – que permitia a ampla presença militar estadunidense em programas para combater o crime organizado e de ajuda social sob o controle da Usaid – e substituiu o Ministro da Defesa Luis Bareiro Spaini, que se opôs ao programa, a pedido da Embaixadora dos Estados Unidos, Liliana Ayalde.

As razões do golpe

Este pequeno histórico do processo paraguaio demonstra a limitação da presença do governo Lugo no aparato de Estado paraguaio, sua forte penetração pelo grande capital local e pelos interesses norte-americanos. Por que então o golpe de Estado quando praticamente se encerra a experiência de um tímido governo popular, arriscando as relações do país com seus vizinhos regionais de quem depende tanto comercialmente e no plano energético?

Duas hipóteses complementares despontam com força:

a) O golpe tem a função de criar o ambiente de terror para impedir que as organizações populares e a Frente Guazu (Frente Ampla em guarani) possam eleger um novo presidente com forte base parlamentar capaz de respaldar mobilizações populares e programas muito mais amplos. Para isso é fundamental destruir a TV Pública – oásis de informação num ambiente midiático dirigido pelos grandes proprietários donos de jornais e cadeias televisivas – fraudar ou adiar as novas eleições;

b) O golpe tem ainda o papel de modificar o tabuleiro geopolítico da região criando no Paraguai – em razão de sua localização territorial estratégica, disponibilidade de reservatórios de água doce e de fontes energéticas que afetam principalmente ao Brasil, Argentina, ou proximidade das reservas de gás da Bolívia – uma fonte de contenção e desestabilização dos governos de esquerda e centro-esquerda da região. Tal projeto se articula fortemente com o imperialismo estadunidense e se consolida com a instalação de bases militares no país. Só este vínculo, combinado com o desespero da direita paraguaia poderia dar-lhe imaginariamente a força suficiente para confrontar vizinhos regionais muito mais poderosos.

O golpe de Estado se estabelece no elo mais fraco da cadeia de governos progressistas da região e sinaliza que as velhas estruturas da dependência, que combinam as oligarquias locais com o imperialismo, estão vivas. Elas querem condenar nossos povos ao subdesenvolvimento, à pobreza e à extrema desigualdade de renda e riqueza, lançando-se contra qualquer processo democrático que não seja simulacro ou teatro de fantoches e proporcione avanços reais aos trabalhadores e às grandes maiorias. Será tarefa das lideranças políticas e do pensamento social ultrapassar estas barreiras na década que se inicia.

*Carlos Eduardo Martins é professor Adjunto e Chefe do Departamento de Ciência Política da UFRJ, Doutor em Sociologia (USP), Autor de globalização, dependência e neoliberalismo na América Latina (Boitempo 2011)

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Chico Buarque 6.8

Comentário: Parabéns Chico Buarque!!!

 

Do Correio do Brasil

 

Chico Buarque, aos 68 anos, vive momento novo e inspirado

19/6/2012 17:46,  Por Redação, com ACSs - do Rio de Janeiro


Chico Buarque, como brincou um amigo, não pega mais fila no banco
Cantor, compositor e escritor, Francisco Buarque de Hollanda completou, nesta terça-feira, 68 anos. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, Chico, tímido, de sorriso leve, comemora a data com a discrição que lhe é típica. Mas agiganta-se na carreira com um momento novo, sem abrir mão da qualidade de vida. Na política, o intelectual participou ativamente da luta contra a ditadura no Brasil e segue de perto os rumos do país.
Seu interesse pela música começou aos cinco anos de idade, quando recortava dos jornais e colava em um álbum os retratos dos principais artistas do rádio. Ainda na infância, mudou para a Itália devido ao trabalho do pai. Lá, além de aprender outras línguas, teve contato com diversos artistas que frequentavam a casa da família, como Vinícius de Moraes. Compôs pequenas operetas em 1956, quando a família já estava de volta ao Brasil.
Ainda na pré-adolescência, envolveu-se brevemente com uma seita ultraconservadora católica, mas os pais, preocupados com as influências que o jovem estava recebendo, preferiram encaminhá-lo para um internato. A rebeldia, no entanto, acentuava-se quando voltou do período castrense e acabou preso por furtar um carro, na companhia de um colega. O mal feito lhe impediu de circular sozinho até os 18 anos de idade. No mesmo período publicou suas primeiras crônicas em um jornal do colégio. Sua primeira composição é de 1961, a Canção dos Olhos.
Para atender ao desejo da família, Chico ingressou para o curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), mas por pouco tempo. Já havia descoberto que seu caminho estava na arte. Em 1965 participou do I Festival de Música Popular Brasileira com a canção Sonho de Carnaval. Nesta competição ele conheceu Elis Regina, a grande vencedora da noite. No mesmo ano lançaria seu primeiro compacto Pedro Pedreiro e Sonho de Carnaval. Conheceu também Caetano Veloso, frequentador do bar João Sebastião, reduto da bossa nova paulista.
No ano seguinte, ganhou o Festival com a música A Banda (dividindo o primeiro lugar com Disparada de Théo Barros). Com o sucesso da composição, mudou-se para o Rio de Janeiro onde gravou seu primeiro LP: Chico Buarque de Hollanda. Ainda em 1966 conheceu a atriz Marieta Severo Lins, com quem acabaria se casando. Passou a trabalhar em diversas frentes que incluiam a composição de um segundo disco, canções para teatro (como o infantil O Patinho Feio) e a gravação de programas na Rádio Jovem Pan e na TV Record.
Em 1967 estreou como ator interpretando a si próprio no filme Garota de Ipanema. Com a ditadura militar em vigor no Brasil, participou dos protestos contra o regime. Após o início do Ai-5, teve a peça Roda Viva censurada e foi investigado pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC). Em discordância com o momento político vivido pela país, se auto-exilou na Itália em 1969, onde chegou a lançar dois LP. Foi neste período que nasceu a primeira filha do casal: Sílvia Severo Buarque de Holanda. Retornou ao Brasil em 1970 e lançou seu quarto disco. Nesse ano também compôs Apesar de Você que vendeu mais de 100 mil cópias e se tornou um hino contra a ditadura.
Quatro anos depois, ele entraria em um novo ramo das letras quando escreveu sua primeira novela: Fazenda Modelo. Iniciaria então um longo período fora dos palcos, onde continuou trabalhando em novas músicas, trilhas sonoras, peças de teatro e romances. Nesse período, participou apenas de espetáculos com causas sociais como o show no dia 1º de maio, quando explodiu uma bomba, destinada ao público, no colo do oficial do Exército que pretendia detoná-la. Cantou também em em outros países, sempre trabalhando por causas políticas.
Na década de 80 manteve sua luta contra o regime militar no Brasil compondo e militando pelo o fim da ditadura. Em 1991 lançou seu primeiro romance Estorvo. O segundo viria em 1995, Benjamin. Estorvo viraria filme no final dos anos 90 e Benjamin iria para as telas em 2003. Publicou ainda Budapeste que também chegou aos cinemas. Ao longo de sua carreira, até agora, Chico Buarque lançou 53 discos, escreveu peças como Opera do Malandro e Calabar, além de obras infantis, como Chapeuzinho Amarelo.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sorrentino: Eleições em São Paulo: sem miopia política

Comentário: Bom esse texto de Sorrentino sobre a aliança Lula-Haddad-Maluf para a eleição em São Paulo.


O Brasil tem um projeto definido, está se afirmando internacionalmente sob a égide do desenvolvimento soberano. Como se sabe, há muito por fazer, mas o país está nos trilhos. Isso se deu sob a liderança do ex-presidente Lula, e agora da presidenta Dilma, com enormes forças populares de apoio.

Por Walter Sorrentino*, em seu blog


São apenas dez anos nesse rumo, pouco ainda para consolidar outras mudanças extremamente necessárias, como reformas estruturantes democráticas nas áreas sociais, fiscais, políticas e da comunicação, entre outras.

Forças intermediárias, conservadoras, aderiram ao projeto, integraram-se ao governo de coalizão e constituem a base de apoio parlamentar, mesmo pela centro-direita. Isto é simplesmente necessário no regime político brasileiro, enquanto não houver uma reforma política de fundo. A questão central é: quem conduz o processo, sob a égide de que programa e objetivos? Não há muita dúvida com respeito a isso: vige o programa aprovado nas urnas em 2002, 2006 e 2010. É um programa claro, determinado, que avança em meio às grandes dificuldades da maior crise mundial desde os anos 1930, agora com a presidenta Dilma no comando. Sabe-se mesmo que rupturas são necessárias e estão sendo progressivamente realizadas, como as que ocorrem quanto ao atrelamento brasileiro com respeito à política macroeconômica vigente desde o Plano Real.

O PP é uma dessas forças intermediárias. Como as demais, sob o impulso das mudanças sociais no país, ficaram sem projeto autônomo e sua própria base social está arrastada pelos bons ventos econômicos e sociais propiciados nestes dez anos. Não terão, por muito tempo, perspectivas próprias de poder e algumas delas nem têm bases definidas para persistir num projeto partidário autônomo. Ademais, o apoio dessas forças nem limita os grandes avanços democráticos perseguidos pelo governo, como a própria Comissão da Verdade, entre outros.

O PP tem Maluf, uma liderança em declínio acentuado, mas nem ele propriamente comanda a agremiação e os compromissos nacionais firmados com a sustentação do governo. O PP tem ministério e está sob o comando do governo Dilma nessa função. Em São Paulo, a celeuma em torno do apoio de Maluf a Haddad está superestimada. Pode-se discutir erros de timing e marquetagem que atingem a campanha Haddad, mas é claro que se trata de uma disputa política envolvendo a maior eleição municipal do país em outubro. Nada nem ninguém é neutro nessa disputa. O próprio Serra disputava o apoio de Maluf. Aliás, estudo do Cebrap demonstra que nas eleições paulistanas o PSDB ocupou o espaço antes liderado pela direita conservadora, o malufismo, e só assim obteve vitórias nos últimos anos.

É de se reiterar que o melhor seria superar a bipolarização pretendida à força em São Paulo. Isso produziu vinte anos de vitórias tucanas. Novas forças surgindo e se afirmando, à margem dessa polarização, seria melhor para o Brasil, para Dilma, para o povo e para a cidade de São Paulo… e até para o PT, malgré lui. Haddad, Chalita, Netinho e Paulinho têm grandes papéis a jogar e todos precisam sair fortalecidos nesta eleição, embora só um possa vencer.

A política deriva de situações concretas, num quadro de forças dado. Fazer o jogo antipetista, nas condições concretas da disputa central neste momento, não é um tiro no pé de Haddad, mas do próprio projeto em curso no país. Será uma miopia politica. Neste momento, enfraquecer Haddad é fazer o jogo de Serra. O apoio do PP a Haddad, junto ao PSB e outras forças, quem sabe ainda mais amplas, é necessário e não altera a condução hegemônica das forças populares e seu programa.


* Walter Sorrentino é secretário nacional de Organização do PCdoB

Purismo dos tucanos em relação a aliança Lula-Haddad-Maluf

Comentário: Texto de Altamiro Borges mostra a realidade dos fatos em torno da aliança Lula-Haddad-Maluf e o "purismo" do Mr. Burns (Serra) e Mr. Bean (Aécio).

 Mr. Burns

Mr. Bean

 

Altamiro Borges: Maluf e o cinismo de Serra e Aécio


José Serra e Aécio Neves, que vivem se bicando no ninho tucano, resolveram se unir para bombardear o PT no quesito política de alianças. No bojo da crise gerada pelo apoio de Paulo Maluf a Fernando Haddad, que resultou na desistência de Luiza Erundina de ser vice na chapa petista, os dois criticaram as alianças “qualquer preço”. Ambos, porém, não tem moral para tratar do assunto.

Por Altamiro Borges


A choradeira dos "traídos"

O candidato do PSDB à prefeitura paulistana se fingiu de puro. “Não vale tudo para aumentar isso [o tempo no horário eleitoral de rádio e televisão]”, cutucou Serra. Ele só não disse que tentou até o último minuto o apoio do PP à sua candidatura e que, irritadiço, culpou o governador Geraldo Alckmin, “mui amigo”, pela fuga do potencial aliado.

Já o combalido presidenciável tucano afirmou que a aliança com Maluf “desconstrói o discurso da faxina do governo Dilma”. Para o senador mineiro, o episódio mostra que o discurso do PT “não é coerente com a prática”. Puro cinismo! Aécio Neves é famoso por seu pragmatismo sem princípios. É só lembrar o favor prestado ao ex-demo Demóstenes Torres num cargo em Minas Gerais.

A vingança dos tucanos e da mídia

Na prática, o PSDB se sente traído por Maluf. O PP já havia abocanhado um cargo graúdo no governo de São Paulo, no comando da bilionária Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Na semana passada, a legenda também conseguiu finalmente nomear Osvaldo Garcia para a Secretaria de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, já comandado pelo PP.

Conhecido por seu pragmatismo e fisiologismo, Paulo Maluf decidiu, então, apoiar Fernando Haddad. Agora, os tucanos “traídos” partem para a vingança. Segundo a Folha, o governador Geraldo Alckmin já decidiu demitir Antonio Carlos Amaral da CDHU. O relato do jornal tucano sobre a demissão revela bem a "pureza" do PSDB e o cinismo de Serra e Aécio:

“A troca passou a ser pregada por aliados do governador no Palácio dos Bandeirantes há dois dias, depois que Maluf oficializou o apoio do PP a Fernando Haddad (PT), adversário de José Serra (PSDB) na eleição municipal. A estatal paulista está sob controle de um afilhado político de Maluf desde o ano passado. Com isso, Alckmin atraiu o pepista para a órbita dos tucanos”.

Mas o plano eleitoral dos tucanos não deu certo e Maluf, agora visto como “não confiável”, bandeou-se para o lado petista. Serra, Aécio e a mídia demotucana estão irritados contra o pragmático líder do PP. O mundo realmente dá muitas voltas!

Fonte: Blog do Miro

Imagem Insólita

Comentário: Eu preferiria não ver isso, mas como vovó já dizia: "devagar com o andor que o santo é de barro". O primeiro sentimento é de repulsa diante dessa cena, e sentir repulsa é muito fácil ao ver qualquer foto, ler qualquer nota em que figura a imagem de Maluf. Mas se formos a raiz do problema o que está em jogo nestas eleições para a prefeitura de São Paulo é derrotar o Mrs. Burns (José Serra) e toda a corja tucana. Esse meu comentário nada tem a ver com a máxima Maquiavélica: "Os fins justificam os meios". O que eu queria mesmo era ver o povo botar o seu bloco na rua, mas infelizmente não se construiu isso e diante da tática de Lula e do PT das intermináveis alianças políticas, não vejo nenhuma novidade nesse apoio de Maluf, que é da base do governo petista há muito tempo. O PT não me surpreendeu com essa aliança, Lula tem feito isso desde sempre. Portanto não engrosso o coro de gente que acha que isso é um absurdo e de outros partidários da filosofia do quanto pior melhor que estão adorando isso tudo. Tenho usado a termilogia de governo petista para designar os 2 governos Lula e o governo Dilma, por ser o PT a força hegemônica nestes 3 governos. Mas é inegável os avanços destes 3 governos apesar da tática petista. Ajudei a eleger esses 3 governos embora tenha muitas críticas ao andar da carruagem, mas não vou definitivamente, usando mais uma célebre frase de minha avozinha:  "Jogar fora a água da bacia com a criança dentro", como fazem agora muitos pseudo-esquerdas reverberando o discurso da direita.

 


SEPARADOS NO NASCIMENTO

Goleiro Cássio do Corinthians

Joey Ramone

Stédile na Record News: Uma boa entrevista do líder do MST

Comentários: Vale a pena conferir a entrevista de João Pedro Stédile no Programa Brasil em Discussão da Record News. O líder do MST continua afiadíssimo em suas críticas à elite brasileira. Importante destacar no contexto da entrevista a diferença entre um radical e um radicalóide esquerdistas como esses que andam por aí se achando a vanguarda do movimento social. Stédile é sem dúvida um dos grandes nomes da esquerda brasileira.






Entrevista no link abaixo:
http://videos.r7.com/lider-do-mst-participa-do-brasil-em-discussao-deste-domingo-17-/idmedia/4fde91dc92bb3c38af8dba71.html

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Fascismo a passos largos na Grécia


Comentário: O fascismo está em marcha na Grécia. Este texto de Flávio Aguiar é mais um alerta. Pra onde caminha a humanidade?

Do Correio do Brasil

 Manifestação de fascistas gregos e assecla de Hitler na Grécia (Fonte: libcom.org e  http://odiabonomeiodarua.blogspot.com.br/)
 
Grécia: o lado mais sinistro da crise
13/6/2012 14:13,  Por Flávio Aguiar


Fala-se agora – e não apenas na extrema-direita – em votar uma lei cassando o direito dos filhos de imigrantes nascidos na Grécia serem considerados cidadãos do país
A bandeira da expulsão violenta de imigrantes doentes dos hospitais (além das crianças “estrangeiras” das creches), defendida pela extrema-direita grega, casou com um momento em que falta merendas nas escolas e material médico, além de pessoal, nos hospitais públicos superlotados.
Em conversas por aqui tenho sugerido que a crise e sua administração “austera”, destruindo direitos e sonhos, está desencavando abantesmas sinistras pela Europa: refiro-me a teses e práticas soturnas da extrema-direita que podem levar o convulsões dramáticas em vários países, como já houve no passado.
Várias pessoas recebem esse comentário com ceticismo, talvez acreditando que eu seja um caçador de pesadelos. Mas as coisas são o que são, e só não vê quem não quer.
Na terça-feira, 12 de junho, às vésperas das decisivas eleições gregas (17 de junho, coincidindo com o segundo turno da francesa), um dos líderes do movimento/partido “Aurora Dourada”, de extrema-direita, veio em meu socorro. Ilias Panagiotaro, o líder em questão, disse que se o seu partido (que em 6 de maio obteve 21 cadeiras no parlamento grego, entre 300) vencesse as eleições no próximo domingo, imediatamente seus partidários começariam a percorrer hospitais e creches na Grécia para “jogar na rua” doentes e filhos de imigrantes, a fim de que os gregos pudessem ocupar essas vagas. A ameaça lembra coisas como a chamada “Noite dos Cristais” na Alemanha, quando os nazistas depredaram lojas de judeus e sinagogas.
Os membros do “Aurora Dourada” vem protagonizando cenas e mais cenas de violência. Na última delas (antes das declarações de Panagiotaro), o deputado Ilias Karadiaris agrediu fisicamente duas mulheres durante um debate televisionado – e na frente das câmeras. Primeiro ele jogou um copo d’água numa das debatedoras. Na seqüência a também deputada Liana Kanelli, do Partido Comunista, que estava a seu lado, tentou detê-lo, e ele deu três tapas em sua cabeça. Karadiaris foi contido pelo pessoal da emissora e fechado numa sala, enquanto a polícia era chamada. No entanto ele arrombou a porta e se evadiu, estando agora foragido.
A bandeira da expulsão violenta de imigrantes doentes dos hospitais (além das crianças “estrangeiras” das creches) casou com um momento em que falta merendas nas escolas gregas e material médico, além de pessoal, nos hospitais públicos superlotados. O Dr. Reveka Papadopoulos, diretor da organização Médecins sans Frontières na Grécia, declarou recentemente que o corte da distribuição gratuita de seringas e agulhas para drogados provocou um aumento dramático do número de casos de HIV positivo em Atenas. Segundo o doutor, hoje pode-se avaliar num aumento de 1.450% nos casos em Atenas, referindo-se ao aumento de casos entre 2010 e 2011. Para a população em geral o aumento foi de 52%, o que equivale a dizer que esse número total deve ter aumentado de cerca de 8.800 casos no país para mais de 12 mil.
Dados da organização dizem que a demanda nos hospitais públicos aumentou em 24% no último ano, enquanto as verbas disponíveis caíram em mais de 40%. Além disso a polícia tem realizado blitzes sucessivas contra imigrantes, com seguidas denúncias por parte da Anistia Internacional de atitudes discriminatórias e persecutórias.
Fala-se agora – e não apenas na extrema-direita – em votar uma lei cassando o direito dos filhos de imigrantes nascidos na Grécia serem considerados cidadãos do país.
O Dr. Papadopoulos também assinalou que cresce o número de casos de malária entre a população, sobretudo no sul do país, além dos casos de tuberculose e febre do Nilo (um tipo de encefalite virótica que pode atacar o sistema nervoso central). Comentou ainda que o fim do fornecimento de agulhas e seringas aos drogados vai além da questão da falta de recursos, revelando uma “conceituação inadequada do problema”. Como exemplo dessa visão equivocada ele citou ainda a iniciativa de não propiciar tratamento médico a imigrantes ilegais, o que considerou uma “atitude esquizofrênica”.
Para completar esse quadro sinistro, grupos de direitos humanos e partidos de esquerda acusam membros da polícia de cumplicidade com o “Aurora Dourada”.
Acho que alguns de meus interlocutores terão de repensar a sua indiferença.
Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Comissão de ética da presidência absolve Orlando Silva

COMENTÁRIO: Depois de ter um linxamento público, o camarada Orlando Silva conquista uma primeira vitória na Comissão de Ética da Presidência da República. Pra alguns isso pode parecer nada, mas é um primeiro passo no caminho de se fazer justiça. Força aí, camarada!!! 

 

Do Portal Vermelho

Orlando Silva é absolvido na Comissão de Ética da Presidência


A Comissão de Ética da Presidência da República absolveu nesta segunda-feira (11) o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, da denúncia sobre supostas irregularidades no Programa Segundo Tempo. O processo foi aberto em 17 de outubro, baseado em notícias publicadas na revista Veja. Em entrevista dada após a reunião que tomou a decisão, o presidente Sepúlveda Pertence informou que “a Comissão arquivou a denúncia contra Silva por absoluta falta de provas”.


Luis Ushirobira/Valor
Orlando Silva Orlando: "Primeira vitória na defesa da verdade"

Orlando Silva, em entrevista ao Vermelho, disse que essa foi a “primeira vitória na cruzada em defesa da justiça e da verdade”. O ex-ministro conta que sabe como é longo o caminho da justiça brasileira e que está percorrendo todos os passos para provar a verdade contra as calúnias que foram divulgadas. Ele lembrou que a denúncia analisada na Comissão de Ética foi iniciada em um processo “a partir de mentiras publicadas na revista Veja”.

“É importante essa decisão da Comissão de Ética, pois depois de longo processo de análise, conclui-se que não existe absolutamente nenhuma prova contra mim”, analisa Orlando, que comentou estar tomando todas as medidas para que a verdade seja restabelecida. “Continuo, por exemplo, com os processos que movo contra os delinquentes que me caluniaram”.


Orlando agradeceu o carinho e a solidariedade de tantos amigos e companheiros que se manifestaram no Facebbok e no Twitter. Comentou também como é injusta a cobertura da imprensa, pois quando foi aberto o processo na Comissão foi feito muito alarde com manchetes garrafais. Já a sua absolvição sai publicada apenas em poucas linhas de um ou outro jornal.


As voltas que o mundo dá


Oito meses separam a data em que foi aberto o processo na Comissão de Ética até o dia da absolvição de Orlando Silva. Neste período, a verdade vem cada vez mais à tona. E não se trata apenas da decisão tomada pela Comissão nesta segunda-feira.


A revista
Veja, que foi a ponta de lança das calúnias contra Orlando e o PCdoB, passou de acusadora a ré. As gravações obtidas pela Polícia Federal provaram que a revista faz parte da máfia comandada pelo bandido Carlinhos Cachoeira, que se encontra preso. O editor da Veja, Policarpo Júnior, agia como funcionário de Cachoeira, que era o verdadeiro editor da revista. Suspeita-se inclusive, que o bandido pode ter plantado nas suas páginas também as mentiras contra Orlando.

Outro que trocou de cadeira no tribunal foi o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO). Ele era a voz que mais gritava mentiras no plenário do Senado e nos microfones do PIG na crise deflagrada no Ministério do Esporte. Hoje, é um morto vivo que mal aparece no Senado, ou dá as caras apenas em dias de depoimentos em processos que terminarão com a cassação do seu mandato. Também ele é membro da quadrilha do bandido Cachoeira. Só não sai preso do Senado, porque estamos no Brasil.


E quem se lembra do policial bandido João Dias, que serviu como caluniador contra o PCdoB. Poucos meses depois, protagonizou uma série de atos criminosos, sendo preso por mais de uma vez. Uma de tantas que aprontou, foi esparramar 200 mil reais dentro do Palácio dos Buritis, sede do Governo do Distrito Federal. Contido pelos seguranças, bateu em funcionárias, quebrou um dedo de um policial e saiu preso. Sabe-se lá porque, hoje está recluso graças a algum “Cala Boca”.


Quanto aos parlamentares da oposição, que desfilavam calúnias no período, estão bastante ocupados na manhã desta terça-feira. Devem estar inventando argumentos para tentar defender o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, que se encontra sentado como depoente na CPI do Cachoeira. O goiano é acusado de ser sócio, parceiro, subserviente ao bandido Cachoeira, que inclusive foi preso dentro de uma casa que foi do governador.


De Brasília,

Kerison Lopes

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Agentes de Fidel Castro infiltrados na CIA

Comentário: A possibilidade do Comandante ter agentes infiltrados na CIA pode ser uma das explicações para ele ter escapado de tantos atentados praticados pela "inteligência ianque".  Sem dúvidas os serviços de inteligências são fundamentais para a soberania dos países. A CIA é historicamente uma fábrica de golpes, vejam os casos de Arbenz na Guatemala, as ditaduras na América do Sul, incluindo o Brasil. Hoje assistimos aos golpes que o imperialismo tem realizado em vários países como Venezuela, Iraque, Líbia e o que está em curso na Síria e podemos concluir que países que "baixam a guarda" são presas fáceis. Mas um fator foi fundamental para que a alternativa socialista sobrevivesse em Cuba: o alto grau de mobilização e conscientização de seu povo.

 

Fidel Castro tinha 50 agentes infiltrados na CIA


Nas três décadas seguintes à chegada de Fidel Castro ao poder, o serviço secreto cubano manteve mais de 40 agentes infiltrados na CIA, o serviço secreto americano. Essa é a teoria de Brian Latell, ex-agente da CIA, exposta no livro Castro's secrets, the CIA and Cuba's intelligence machine.
Em junho de 1987, um espião cubano desertou da embaixada americana em Viena (capital austríaca), surpreendendo a CIA. Ali, a agência ianque se deu conta de ter sido enganada, escreveu Latell. Na opinião do autor, manter 50 agentes infiltrados é uma façanha da espionagem moderna.
As revelações ajudam a entender porque Castro sobreviveu a tantas tentativas de assassinatos e atentados. Também explica como a ilha caribenha sobreviveu às mudanças que desmontaram outros regimes comunistas no final do século XX. (vi no jornal mexicano La Jornada, via @ALuizCosta)
fidelcastro