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sábado, 19 de maio de 2012

Dialética da Natureza: Collor dá pau em Veja

Comentário: Creio que a definição de política elaborada por Magalhães Pinto (interventor dos militares em Minas Gerais) é uma das mais apropriadas para demonstrar as mudanças inerentes à essa ciência. Collor é uma das figuras mais controversas da política nacional, mas com o passar dos anos e analisando a história recente de nosso país creio que Collor foi na realidade um aprendiz de feiticeiro. Não teve a competência para instalar o neoliberalismo no Brasil, sendo necessário que o Bruxo FHC aplicasse em nós, povo brasileiro, esse feitiço devastador. Infelizmente não conseguimos derrubar FHC como fizemos com o Collor, embora a mobilização popular para destronar o "Príncipe da Sociologia" tenha sido maior e mais constante que o movimento dos "cara-pintadas". A explicação pode ser o "feitiço" do bruxão FHC. Talvez o retorno de Collor à cena política seja motivado pela ânsia de tentar limpar um pouco a sua barra. O fato é que o ex-presidente tem tomado posturas que surpreendem muita gente, inclusive alguns de seus colegas. Em setembro do ano passado tive a oportunidade de participar de um congresso cuja abertura foi feita pelo Senador Cristovam Buarque, após a palestra fui conversar com o Senador Cristovam sobre esse novo embuste que os países hegemônicos tentam nos fazer engolir guela abaixo, as famigeradas economia verde e governança global. Nisso, o Senador disse que Collor já havia alertado à ele sobre isso e que de vez em quando ele era surpreendido com algumas posturas de Collor. Vamos aguardar as cenas de próximos capítulos, mas é muito bom ver alguém batendo na Veja, mesmo que seja o Collor.



"Em nome da verdade, desafio o chefe-maior desse grupelho, Roberto Civita"


Saiu no R7:



Dono de Veja deve ser convocado para CPI do Cachoeira, diz Collor


Alvo da imprensa na década de 90, ex-presidente condena relação entre revista e bicheiro


Afastado da Presidência depois de um processo de impeachment no início dos anos 1990, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) defendeu em Plenário, nesta segunda-feira (14), a convocação do jornalista Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, e do dono da publicação, Roberto Civita, à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Caso Cachoeira, que investiga as relações do bicheiro com agentes públicos.


De acordo com Collor, Policarpo Júnior é uma testemunha-chave no processo. O senador disse que é preciso saber até que ponto sua atividade jornalística em relação a Cachoeira ficou limitada ao contato com a fonte.


— Será que não teria sido melhor para o Brasil se o jornalista e seu veículo não tivessem ajudado o contraventor? Até que ponto uma fonte criminosa tem que ser coberta pelos meios? Onde estão os limites em proteger uma fonte e preservar sua rede de contravenções? A liberdade de imprensa está se transformando em libertinagem da imprensa?


Collor afirmou ainda que, há quase uma década, Policarpo Júnior tem estreitas relações com Cachoeira. O senador lembrou que o jornalista já testemunhou a favor de Cachoeira, em uma representação que envolvia o nome do empresário no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em janeiro de 2005.


Naquela época, Cachoeira acusava parlamentares de tentarem extorqui-lo, por causa das investigações da CPI da Loterj, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo o senador, não houve reação negativa quando o jornalista prestou depoimento a favor do bicheiro na Câmara dos Deputados. Assim, ele justifica, não deveria haver “temor” com o possível depoimento de agora.


O senador também fez duras críticas à revista Veja e disse já ter usado a tribuna para denunciar “fatos vergonhosos desses que se julgam paladinos da moral”.


Além disso, Collor afirmou que um ministro do STF já foi procurado pela revista, que teria pedido a condenação do senador no Supremo em troca de destaques na revista.


— Em nome da verdade, desafio o chefe-maior desse grupelho, Roberto Civita, para comparecer à CPI e falar das relações que sua revista e alguns de seus jornalistas mantêm com o crime organizado.

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