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terça-feira, 29 de maio de 2012

Síria: É fundamental outra versão dos fatos

Comentário: Quando leio ou vejo no noticiário a  manchete: Massacre na Síria: 90 são mortos, 32 eram crianças! Me dá uma revolta tremenda. Após o título a afirmação de que o mandante dessa ignomínia é Bashar Al Assad me faz querer vê-lo no banco dos réus de Haia. Mas aí eu respiro fundo e me lembro de que estou a assistir e ler o PIG (Partido da Imprensa Golpista). Busco uma outra versão dos fatos e encontro um texto como esse de Michel Chossudovsky. Como dizia Renato Russo: "O mundo anda tão complicado". Fundamental fazer-se uma análise crítica dos fatos. Já se foram Iraque, Líbia e agora querem a Síria e depois o Irã... e quem sabe onde a sanha do imperialismo irá parar.

Michel Chossudovsky: A opção salvadorenha para a Síria

Do Portal Vermelho

Modelado nas operações secretas dos EUA na América Central, a "opção salvadorenha para o Iraque", iniciada pelo Pentágono em 2004 foi executada sob o comando do embaixador dos EUA no Iraque John Negroponte (2004-2005) em conjunto com Robert Stephen Ford, que em janeiro de 2011 foi nomeado embaixador dos EUA na Síria, menos de dois meses antes de começar a insurgência armada contra o governo de Bashar al-Assad.

Por Michel Chossudovsky, no GlobalResearch


"A opção salvadorenha" é um "modelo terrorista" de assassinatos em massa por esquadrões da morte patrocinados pelos EUA. Ela foi aplicada primeiramente em El Salvador, no auge da resistência contra a ditadura militar, resultando em cerca de 75 mil mortes.

John Negroponte foi embaixador dos EUA em Honduras de 1981 a 1985. Como embaixador em Tegucigalpa ele desempenhou um papel chave no apoio e supervisão dos mercenários Contra nicaraguenses que estavam baseados em Honduras. Os ataques além fronteiras dos Contra, na Nicarágua, ceifaram cerca de 50 mil vidas civis.

Em 2004, John Negroponte foi nomeado embaixador dos EUA no Iraque, com um mandato muito específico.

Negroponte, o arquiteto dos esquadrões da morte. O embaixador estadunidense na Síria (nomeado em janeiro de 2011), Robert Stephen Ford, fez parte da equipe de Negroponte na Embaixada dos EUA em Bagdá (2004-2005). A "Opção salvadorenha" para o Iraque estabeleceu as bases para o lançamento da insurgência na Síria, em março de 2011, a qual começou na fronteira Sul, na cidade de Daraa.

Em relação a acontecimentos recentes, as matanças e atrocidades cometidas que resultaram em mais de 100 mortes incluindo 35 crianças na cidade fronteiriça de Hula, em 27 de maio, eles foram, com toda a probabilidade, executados sob o que pode ser descrito como uma "Opção salvadorenha para a Síria".

O governo russo exigiu uma investigação

"À medida que a informação goteja de Hula, Síria, próxima à cidade de Homs e da fronteira sírio-libanesa, torna-se claro que o governo sírio não foi responsável por bombardear até à morte cerca de 32 crianças e seus pais, como é periodicamente afirmado pelas mídias ocidentais e mesmo a própria ONU. Parece, ao invés, que havia esquadrões da morte em quarteirões próximos – acusados por "ativistas" anti-governo como sendo "bandidos pró-regime" ou "milícias" e pelo governo sírio como trabalho de terroristas da Al-Qaida ligados a intrusos estrangeiros". (Ver Tony Cartalucci, Syrian Government Blamed for Atrocities Committed by US Sponsored Deaths Squads , Global Research, May 28, 2012)

O embaixador Robert S. Ford foi despachado para Damasco no fim de janeiro de 2011 no momento do movimento de protesto no Egipto. (O autor estava em Damasco em 27 de janeiro de 2011 quando o enviado de Washington apresentou as suas credenciais ao governo Al-Assad).

No princípio da minha visita à Síria, em janeiro de 2011, refleti sobre o significado desta nomeação diplomática e o papel que poderia desempenhar num processo encoberto de desestabilização política. Não previ, contudo, que esta agenda de desestabilização seria implementada dentro de menos de dois meses a seguir à posse de Robert S. Ford como embaixador dos EUA na Síria.

O restabelecimento de um embaixador dos EUA em Damasco, mas mais especificamente a escolha de Robert S. Ford como embaixador dos EUA, dá azo a um relacionamento direto com o início da insurgência integrada por esquadrões da morte em meados de março de 2011, contra o governo de Bashar al-Assad.

Robert S. Ford era o homem para este trabalho. Como "Número Dois" na embaixada do EUA em Bagdá (2004-2005) sob o comando do embaixador John D. Negroponte, ele desempenhou um papel chave na implementação da "Opção salvadorenha no Iraque" do Pentágono. Esta consistiu em apoiar esquadrões da morte e forças paramilitares iraquianas modeladas na experiência da América Central.

Desde a sua chegada a Damasco no fim de janeiro de 2011 até ser chamado de volta a Washington em outubro de 2011, o embaixador Robert S. Ford desempenhou um papel central em preparar o terreno dentro da Síria bem como em estabelecer contatos com grupos da oposição. A embaixada do EUA foi a seguir encerrada em fevereiro. Ford também desempenhou um papel no recrutamento de mercenários mujaedines junto a países árabes vizinhos e na sua integração dentro das "forças de oposição" sírias. Desde a sua partida de Damasco, Ford continua a supervisionar o projeto Síria fora do Departamento de Estado dos EUA.

"Como embaixador dos Estados Unidos junto à Síria – uma posição que o secretário de Estado e o presidente mantêm – trabalharei com colegas em Washington para apoiar uma transição pacífica para o povo sírio. Nós e nossos parceiros internacionais esperamos ver uma transição que estenda a mão e inclua todas as comunidades da Síria e que dê a todos os sírios esperança de um futuro melhor. O meu ano na Síria diz-me que uma tal transição é possível, mas não quando um lado inicia constantemente ataques contra pessoas que se abrigam nos seus lares". ( US Embassy in Syria Facebook page )

"Transição pacífica para o povo sírio"? O embaixador Robert S. Ford não é um diplomata vulgar. Ele foi o representante dos EUA em Janeiro de 2004 na cidade xiita de Najaf, no Iraque. Najaf era a fortaleza do exército Mahdi. Poucos meses depois ele foi nomeado o "Homem Número Dois" (Ministro Conselheiro para Assuntos Políticos) na embaixada dos EUA em Bagdá no princípio do mandato de John Negroponte como embaixador no Iraque (junho 2004 – abril 2005). Ford a seguir serviu sob o sucessor de Negroponte, Zalmay Khalilzad, antes da sua nomeação como embaixador na Argélia em 2006.

O mandato de Robert S. Ford como "Número Dois" sob o comando do embaixador Negroponte era coordenar fora da embaixada o apoio encoberto a esquadrões da morte e grupos paramilitares no Iraque tendo em vista fomentar a violência sectária e enfraquecer o movimento de resistência.

John Negroponte e Robert S. Ford, na embaixada dos EUA, trabalhavam em estreita colaboração no projeto do Pentágono. Dois outros responsáveis da embaixada, principalmente Henry Ensher (vice de Ford) e um responsável mais jovem na seção política, Jeffrey Beals, desempenharam um papel importante na equipe "conversando com um conjunto de iraquianos, incluindo extremistas". (Ver The New Yorker, March 26, 2007). Outro ator individual chave na equipe de Negroponte era James Franklin Jeffrey, embaixador dos EUA na Albânia (2002-2004).

Vale a pena notar que o recém nomeado chefe da CIA nomeado por Obama, general David Petraeus, desempenhou um papel chave na organização do apoio encoberto a forças rebeldes da Síria, na infiltração da inteligência síria e nas forças armadas.

Petraeus desempenhou um papel chave na "Opção salvadorenha do Iraque". Ele dirigiu o programa "Contra-insurgência" do Comando Multinacional de Segurança de Transição em Bagdá em 2004 em coordenação com John Negroponte e Robert S. Ford na Embaixada dos EUA.

A CIA supervisiona operações secretas na Síria. Em meados de março, o general David Petraeus encontrou-se com seu confrades da inteligência em Ancara, para discutir apoio turco ao Free Syrian Army (FSA) (CIA Chief Discusses Syria, Iraq With Turkish PM , RTT News, March 14, 2012)

David Petraeus, o chefe da CIA, efetuou reuniões com altos oficiais turcos ontem e em 12 de março, soube o Hürriyet Daily News. Petraeus encontrou-se ontem com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan e seu colega turco, Hakan Fidan, chefe da Organização de Inteligência Nacional (MIT), no dia anterior.

Um responsável da Embaixada dos EUA disse que responsáveis turcos e americanos discutiram "muito frutuosamente as mais prementes questões da cooperação na região para o próximos meses". Responsáveis turcos disseram que Erdogan e Petraeus trocaram pontos de vista sobre a crise síria e o combate anti-terror. (CIA chief visits Turkey to discuss Syria and counter-terrorism | Atlantic Council , March 14, 2012)

Ver também:
Dr Bashar Al-Ja’afari’s Press Conference at the UN (resposta do embaixador da Síria à declaração da ONU acerca do massacre de Hula)
Phony ‘Hula Massacre’: How Media Manipulates Public Opinion For Regime Change in Syria
Syria: Guardian's Hula Massacre Propaganda Stunt Uses "Little Kid". Another case of reckless journalism aimed at selling war

Fonte: Resistir.Info. Original no GlobalResearch

Bob Dylan é o cara!!! Eis minha homenagem.

Comentário: É poesia pura os versos desse poeta. Minha homenagem não é uma medalha, mas apenas um: Valeu Bob Dylan! Sou muito grato à você pelos seus versos, eles são um alento para a minha alma! Sua música é sinônimo de LIBERDADE!!!



Bob Dylan recebe medalha de Obama Clown

  Comentário: "(...) it's just a ragged clown behind". Bob Dylan é um dos maiores poetas que já pisaram neste planeta.

 

Barack Obama concede a Bob Dylan Medalha da Liberdade

Foto: Reuters 


O presidente americano Barack Obama concedeu Medalha da Liberdade na Casa Branca para um grupo de ícones políticos e culturais nesta terça-feira. Entre os premiados estava o cantor Bob Dylan.
A Medalha da Liberdade é maior honra civil dos Estados Unidos. Ela é concecida aos indivíduos que fizeram contribuições para os interesses nacionais do país. Entre os homenageados também estavam o presidente israelense Shimon Peres, a ex-secretária de Estado Madeleine Albrighte e a escritora Toni Morrison.
O ex-astronauta e senador John Glenn e o ex-juiz da Suprema Corte John Paul Stevens receberam o prêmio, junto aos premiados póstumos: o polonês Jan Karski, "mensageiro do Holocausto", e a fundadora do braço feminino dos escoteiros, Juliette Gordon Low.

Eleição Conselho Tutelar em Itaperuna: E se nas eleições pra prefeito, vereador, presidente, governador, senador e deputados o voto fosse facultativo?

Neste domingo, 27 de maio, votei para escolher os representantes do Conselho Tutelar de Itaperuna. Estavam aptos a votar todos os eleitores do município. Os conselheiros eleitos tem uma tarefa importantíssima qual seja zelar pelas crianças e adolescentes da nossa cidade. Creio que a frase de José Martí, grande revolucionário cubano, seja a que melhor expressa o que significam as crianças: "As crianças são a esperança do mundo". Portanto a eleição para o Conselho Tutelar é uma eleição importantíssima. E votar é sempre um exercício de cidadania.
A participação da população foi muito pequena. Votaram apenas 2893 pessoas, sendo que dessas 79 pessoas votaram branco ou nulo. Vejam bem, quase 80 indíviduos sairam de casa em pleno domingo, enfrentaram fila e votaram em branco ou nulo. Viva o direito ao voto de protesto!!! 
O ponto em que quero chegar é o voto facultativo e algumas constatações dessa eleição. Creio que a pequena participação dos eleitores itaperunenses se deve à falta de divulgação. Isso é fato. Eu mesmo fiquei sabendo dessa eleição porque um dos candidatos me pediu voto. Em Itaperuna somos mais de 58 mil eleitores e menos de 5% participaram dessa importante eleição. Em relação à divulgação, eu defendo o financiamento público das campanhas sejam elas para representante ao Conselho Tutelar, vereador, prefeito, presidente, deputado, etc. Essa divulgação deve conter as informações que possam contribuir para a tomada de decisão do eleitor. Não essas campanhas de milhões que vemos por aí em que bandidos como Carlinhos Cachoeira elegem meio Congresso Nacional. As campanhas que o dinheiro público deve financiar são as campanhas sem PhotoShop, capicci? Creio que se a divulgação dessa eleição fosse mais ostensiva teríamos uma partipação maior da população de Itaperuna.
Ao sair da votação presenciei uma cena bisonha, ou melhor ouvi uma conversa bisonha de um indíviduo ao celular (tem gente que fala ao celular como se tivesse vendendo tomate na feira, não teve como eu não ouvir a conversa desse indivíduo que reproduzo a seguir):
- Ô fulano, cê já veio votar?- É aqui no 10 de maio rapaz. Tem um candidato meu aqui.
- Tô te esperando. Nós vamos fazer um churrasquinho. Vai ter carne e cerveja.
Não grampeei a conversa e nem filmei a cara do cabloco, portanto não me peçam pra identificar o "santo", só contei o "milagre".
Após esse episódio constatei quão longo é o caminho que temos a trilhar até que atinjamos o nível de consciência política necessário para que em todas as nossas eleições o voto seja facultativo. 

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Onde estão os barbudos???

Comentário: Muito divertido esse texto do Torero. Dei boas gargalhadas e compartilho com vocês aqui no blog. É importante que fique claro que nem todo barbudo é progressista e nem todo comunista é barbudo. Felizmente as minhas mulheres (filha, companheira, mãe, irmãs e sobrinhas) não reclamam da minha barba na hora de me beijarem. Portanto: xô, lâmina de barbear!!! E eu continuo igual ao Rolo e ao Piteco!!!

Rolo, de Maurício de Souza

Piteco, de Maurício de Souza

José Roberto Torero: A vitória da gilete 



Antigamente eles tinham barba.

Quando falo “antigamente”, não quero dizer pré-história. E quando falo “eles”, não quero dizer australopitecos.


Quero dizer umas décadas atrás e jogadores de futebol.


Você que é dos tempos d.c, depois do computador, pode não acreditar, mas havia vários jogadores que usavam barba.


Quereis nomes? Dou-vos.



 barbudos Os alemães Gerd Muller e Paul Breitner e os argentinos Maradona e Che: barbudos



Havia, por exemplo, Gerd Muller, até hoje o maior artilheiro da seleção alemã. Ele tinha apenas 1,74m, pernas grossas, barba (pensando bem, talvez realmente lembrasse um australopiteco) e jogava muito. Foi campeão mundial com a seleção em 1974 e pelo Bayern em 1976.

Aliás, no mesmo Bayern de Munique havia outro lendário barbudo: Paul Breitner. Era um lateral-esquerdo excelente. Depois foi para o meio-campo, sendo a estrela do Real Madrid em meados dos anos 70. Abandonou o futebol aos 31 anos, dizendo que ainda gostava de futebol, mas que estava cansado das coisas que aconteciam fora do campo. Numa polêmica entrevista, Breitner declarou-se socialista e leitor de Mao Tse Tung. E eis aí uma das características dos jogadores barbudos: muitos eram politicamente engajados.

Sócrates é o nosso maior exemplo. Politizado e opinativo, ele foi uma das grandes estrelas da campanha das Diretas Já. Mas houve outros, como Afonsinho, também médico e barbudo, um dos primeiros a lutar pelos direitos dos jogadores.

Maradona é outro que teve sua fase de pelos faciais. E não se pode dizer que seja um sujeito apático politicamente. É a favor de Cuba e tem posições controversas sobre todos os assuntos.

A barba é uma espécie de marca registrada dos sujeitos que gostam da ideia de mudar o mundo. Ela pode ser vista nos rostos comunistas de Marx e Engels, nos revolucionários Fidel e Che, no anarquista Bakunin, em Jesus, Maomé e Freud.

É como se estes homens dissessem que não têm tempo para se preocupar com a aparência, pois têm que pensar, escrever, agir.

Mas hoje as barbas sumiram dos campos. Na verdade, até os cabelos andam desaparecidos, já que muitos deixam suas cabeças totalmente peladas. Especialmente os zagueiros, como Domingos, que mais parece uma estátua da Ilha de Páscoa.

Na política não é muito diferente. Por lá as barbas também estão de molho. E, quando há alguma, é aparada com o mesmo esmero com que uma drag queen faz suas sobrancelhas.

Em vez de barbas desleixadas, a moda é usar os pelos como logotipo. É o caso de Valdívia, com seu bigode de ladrão mexicano, de Marcelinho Paraíba, com seus cabelos loiros, e principalmente de Neymar, com seu moicano mutante.

Trocaram-se as barbas emaranhadas pelo cabelo cuidadosamente elaborado, o “não ligo para minha aparência” por horas nas cadeiras dos salões de beleza.

Hoje em dia, talvez o uruguaio Loco Abreu, do Botafogo, que se formou em jornalismo e tem opiniões firmes, seja o único barbudo legítimo do futebol brasileiro. É pouco.

As barbas fazem falta. No futebol e na política.

PS: Falei em favor da barba, mas esta semana deixei o clube dos barbudos. É que Catarina, minha sobrinha de três anos, negou-se a beijar meu espinhento rosto. Então não tive dúvidas: raspei tudo. O que não se faz pelo beijo de uma senhorita...

 Publicado na Carta Maior

sábado, 19 de maio de 2012

E por falar em Veja...

Comentário: A seguir artigo da jornalista Denise Assis sobre esse panfleto fascistóide que é a revista Veja.

 

Caso Veja: Ecos do passado

18/5/2012 13:10,  Por Denise Assis - do Rio de Janeiro
Cachoeira
Toda a direção da revista Veja envolvida com a máfia do Cachoeira

 Charge de Noviski

A História tem seus ciclos e estes tendem a se repetir. Porém, quando não tratada com seriedade e atenção, quando os fatos evidenciados em algum período não são devidamente esmiuçados e levados em conta pela sociedade, eles se repetem mais rapidamente. Com este nariz de cera assumido, pretendo desaguar nos fatos vindos à tona agora, com a CPMI do Carlinhos Cachoeira, com relação à revista Veja.
O que a revista Veja fez, nada mais é do que a repetição dos métodos de atuação do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipês), no período compreendido de 1962 a 1964, quando amparado de forma escancarada pela mídia, atingiu o seu objetivo: o golpe.
Foi desta e de outras formas, tais como as gordas doações para reforçar os cofres do instituto, que a sociedade civil participou da derrubada do presidente João Goulart.
Tivesse ele um cenário intrincado para governar, ou limitações para conduzir o momento político delicado, foi a campanha desenfreada, custeada por empresários, multinacionais e simpatizantes (incluindo os donos de veículos de Comunicação), que minaram o seu poder e despertaram na sociedade a ânsia por mudanças. Fosse da forma que fosse.
E da maneira que foi, um golpe, os destinos do país caminharam para os rumos sombrios que agora conhecemos e começamos a autopsiar. Esse é o risco. No calor da hora ninguém vislumbra a tragédia que está a um palmo do nariz. Importa apenas impor seus interesses e surrupiar o poder. E poder, hoje, não se limita à cadeira de presidente. Já se sabe. Pelo muito ou pouco que se ouviu das gravações vazadas, sabe-se que o poder hoje é o casamento da política com a economia, e de forma espantosa.
Ao mapear pioneiramente o incrível sistema montado por Golbery do Couto e Silva no Ipês, que acabaria desembocando na vitória do golpe, o cientista político René Armand Dreifus, (1964: A Conquista do Estado – Ação Política, Poder e Golpe de Classe – lançado em 1981) nos apontou a fórmula que hoje é usada por Veja. Outros autores trataram do tema, e em meu livro: Propaganda e Cinema a Serviço do Golpe, lançado em 2001, o assunto voltou a ser enfocado, desta vez aproximando a lupa na direção desse resultado: a atuação da mídia e do cinema enquanto armas de convencimento. Para o bem ou para o mal.
Não foi, portanto, falta de aviso, de que o método era eficiente. Quero crer que houve, sim, um alheamento conveniente, já que “os tempos eram outros”. Eram, mas o vento sempre pode virar. Com outra roupagem, agora com o auxílio de tecnologias mais sofisticadas, mas a mesma intenção: o poder. O que o grupo de Cachoeira não avaliou, no entanto, foi que a tecnologia pode falhar (vide o Nextel que permitiu o grampo, quando não era o esperado), ou pode trabalhar, agora, a favor dos caluniados. Não apenas os “grampos”, que isto é do tempo dos arapongas, mas a Internet, que está aí para infernizar a vida dos que pensam poder articular à sorrelfa contra o poder constituído, instituições, pessoas. Não podem. Em tempos de Carolina Dieckmann e de internautas politizados, a verdade termina por vir à tona.
Denise Assis é jornalista e colaboradora do Correio do Brasil.

Dialética da Natureza: Collor dá pau em Veja

Comentário: Creio que a definição de política elaborada por Magalhães Pinto (interventor dos militares em Minas Gerais) é uma das mais apropriadas para demonstrar as mudanças inerentes à essa ciência. Collor é uma das figuras mais controversas da política nacional, mas com o passar dos anos e analisando a história recente de nosso país creio que Collor foi na realidade um aprendiz de feiticeiro. Não teve a competência para instalar o neoliberalismo no Brasil, sendo necessário que o Bruxo FHC aplicasse em nós, povo brasileiro, esse feitiço devastador. Infelizmente não conseguimos derrubar FHC como fizemos com o Collor, embora a mobilização popular para destronar o "Príncipe da Sociologia" tenha sido maior e mais constante que o movimento dos "cara-pintadas". A explicação pode ser o "feitiço" do bruxão FHC. Talvez o retorno de Collor à cena política seja motivado pela ânsia de tentar limpar um pouco a sua barra. O fato é que o ex-presidente tem tomado posturas que surpreendem muita gente, inclusive alguns de seus colegas. Em setembro do ano passado tive a oportunidade de participar de um congresso cuja abertura foi feita pelo Senador Cristovam Buarque, após a palestra fui conversar com o Senador Cristovam sobre esse novo embuste que os países hegemônicos tentam nos fazer engolir guela abaixo, as famigeradas economia verde e governança global. Nisso, o Senador disse que Collor já havia alertado à ele sobre isso e que de vez em quando ele era surpreendido com algumas posturas de Collor. Vamos aguardar as cenas de próximos capítulos, mas é muito bom ver alguém batendo na Veja, mesmo que seja o Collor.



"Em nome da verdade, desafio o chefe-maior desse grupelho, Roberto Civita"


Saiu no R7:



Dono de Veja deve ser convocado para CPI do Cachoeira, diz Collor


Alvo da imprensa na década de 90, ex-presidente condena relação entre revista e bicheiro


Afastado da Presidência depois de um processo de impeachment no início dos anos 1990, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) defendeu em Plenário, nesta segunda-feira (14), a convocação do jornalista Policarpo Júnior, chefe da sucursal da revista Veja em Brasília, e do dono da publicação, Roberto Civita, à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Caso Cachoeira, que investiga as relações do bicheiro com agentes públicos.


De acordo com Collor, Policarpo Júnior é uma testemunha-chave no processo. O senador disse que é preciso saber até que ponto sua atividade jornalística em relação a Cachoeira ficou limitada ao contato com a fonte.


— Será que não teria sido melhor para o Brasil se o jornalista e seu veículo não tivessem ajudado o contraventor? Até que ponto uma fonte criminosa tem que ser coberta pelos meios? Onde estão os limites em proteger uma fonte e preservar sua rede de contravenções? A liberdade de imprensa está se transformando em libertinagem da imprensa?


Collor afirmou ainda que, há quase uma década, Policarpo Júnior tem estreitas relações com Cachoeira. O senador lembrou que o jornalista já testemunhou a favor de Cachoeira, em uma representação que envolvia o nome do empresário no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, em janeiro de 2005.


Naquela época, Cachoeira acusava parlamentares de tentarem extorqui-lo, por causa das investigações da CPI da Loterj, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo o senador, não houve reação negativa quando o jornalista prestou depoimento a favor do bicheiro na Câmara dos Deputados. Assim, ele justifica, não deveria haver “temor” com o possível depoimento de agora.


O senador também fez duras críticas à revista Veja e disse já ter usado a tribuna para denunciar “fatos vergonhosos desses que se julgam paladinos da moral”.


Além disso, Collor afirmou que um ministro do STF já foi procurado pela revista, que teria pedido a condenação do senador no Supremo em troca de destaques na revista.


— Em nome da verdade, desafio o chefe-maior desse grupelho, Roberto Civita, para comparecer à CPI e falar das relações que sua revista e alguns de seus jornalistas mantêm com o crime organizado.

Onde estão os torturadores???


Comissão da Verdade: Uma necessidade da história

"O tempo traz a luz !"


Comentário: Abaixo alguns comentários de Paulo Henrique Amorim acerca da Comissão da Verdade. É fundamental esclarecermos essas páginas de nossa história.

A Presidenta Dilma Rousseff deu posse nesta quarta-feira aos sete membros da Comissão da Verdade.

Ela chorou ao final.

(A reprodução não é literal.)

O Brasil merece a Verdade.

Aos que perderam amigos e parentes – é como se morressem a cada dia.

Se há filhos sem pais.

Pais sem túmulo.

Túmulos sem corpos.

Ela lembrou Galileu: a verdade é filha do tempo e, não, da autoridade.

Ela acrescentou: o tempo traz a luz.

E esse tempo chegou !

O Brasil não podia se furtar a conhecer a Verdade.

A totalidade de sua História.

A ignorância não pacifica, não ajuda a apaziguar.

A sombra e a mentira levam à intolerância.

Assim como saudou os que lutaram e enfrentaram a truculência ilegal do Estado, reconhece os pactos políticos (ou seja, a Lei da Anistia).

Observou que também hoje entra em vigor a Lei de Acesso à Informação: a transparência inibe o mau uso do dinheiro público e a violação de Direitos Humanos.

Ela reconheceu em Tancredo Neves a paciência e a competência para levar o Brasil do autoritarismo à Democracia.

Em Sarney, o mesmo esforço e habilidade para chegar à Democracia.

Lula, por enviar ao Congresso o projeto da Comissão da Verdade.

Fernando Henrique, pela Lei dos Mortos e Desaparecidos.

Collor, pela liberação de toneladas de documentos secretos do DOPS de São Paulo e do Rio.

Homenageou, também, Itamar Franco e Ulysses Guimarães.

E todos os que construíram 28 anos de regime democrático.

O Direito à Verdade, disse ela, é o direito de prantear os mortos e enterrar vítimas da ação do Estado ou sua omissão.

A Comissão não será revanchista, ela disse.

A Verdade é contra o esquecimento.

É memoria, História.


Paulo Henrique Amorim

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Prisão do rapper Emicida em Minas Gerais

Charge do Latuff

Comentário: Como diriam os Titãs ...

Rapper Emicida é preso em Minas por defender ocupação de sem-teto


O rapper paulista Emicida foi preso por desacato à autoridade depois do show de encerramento do Palco Hip Hop, realizado na noite deste domingo (13) no bairro Barreiro, em Belo Horizonte.


O próprio cantor postou uma mensagem no Twitter falando de sua prisão. Segundo ele, o teor da música "Dedo na Ferida" teria sido a razão da detenção.

Segundo informações preliminares da assessoria do evento, aparentemente o rapper fez algum comentário referente à polícia e às ocupações, como a Eliane Silva, no Barreiro de Baixo.

O movimento de sem-teto do qual o rapper se referiu trata-se da Ocupação Eliana Silva, que ficava na mesma região onde aconteceu o show e a prisão. O despejo ocorreu na sexta-feira (11). Com muita brutalidade, 350 famílias foram despejadas por um forte aparato com cerca de 400 policiais.

Na versão da Polícia Militar, o rapper teria incitado o público a fazer gestos obscenos para os PMs e para os políticos. Os militares esperaram o fim do show e decretaram voz de prisão ao cantor. Ainda no fim da noite de domingo (13), o rapper foi liberado.

Com agências

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Manifestação contra Aumento da Passagem de Ônibus em Itaperuna

 
É fundamental que o povo se manifeste em relação a esse absurdo que é o preço da passagem de ônibus em nossa cidade. O tranporte coletivo é um direito da população, o Poder Público Municipal como não pode oferecer diretamente esse serviço, como faz (ou tenta fazer) com a educação e a saúde, concede a uma empresa o direito de oferecer esse serviço ao povo. Então tem-se a seguinte equação: Empresa de Ônibus = Concessionária de um serviço público que deve ser de qualidade e com preços justos. A passagem em uma cidade como Vitória (capital do Espírito Santo) é R$ 2,35, em Maceió (AL) é R$ 2,30, em Aracaju (SE) é R$ 2,25, em Belém é R$ 2,00, em Curitiba (PR) é R$ 2,50, em Florianópolis (SC) é R$ 2,90, em Goiânia (GO) é R$ 2,50, em Porto Alegre (RS) é R$ 2,70, em São Paulo é R$ 3,00. E em Itaperuna, onde anda-se apenas 2 km e paga-se mais de R$ 2,00.
Saúdo os estudantes e a juventude de Itaperuna pela iniciativa. É fundamental que juntamente com esse protesto contra esse aumento, se reivindique também além do passe-livre para os estudantes para que os mesmos possam utilizar os ônibus não apenas nos horários de aula mas também em horários extra-turno com a finalidade de participar de atividades culturais, esportivas e outros projetos relacionados à formação da juventude, a oferta de mais horários de ônibus aos finais de semana e a constituição de um Conselho Municipal dos Usuários de Transporte Coletivo em Itaperuna.
Gostaria de alertar a todos para que fiquem bastante atentos aos oportunistas de plantão. Esse ano teremos eleição para prefeito e vereador. Tenho certeza que muitas lideranças legítimas do povo de Itaperuna estarão presentes nesta manifestação lutando verdadeiramente contra esse aumento abusivo. Mas também terá muita gente querendo aparecer, muitos que ficaram 4 anos calados, mas que agora dirão que são os maiores defensores do transporte público de qualidade na nossa cidade. Para os oportunistas digam NÃO.
Infelizmente não poderei comparecer a manifestação por conta do meu doutorado, mas estarei torcendo por vocês à distância.
Boa manifestação para todos vocês.
Tenho convicção que será uma manifestação plena de cidadania, indignação e também irreverência que é a marca da juventude.
Como diria Chico Buarque: "Quem espera nunca alcança". Não esperemos, lutemos pelos nossos direitos!!! Contra o aumento das passagens!!! Por Transporte Coletivo de Qualidade!!! Pelo passe-livre para os estudantes!!! Pelo Conselho Municipal dos Usuários do Transporte Coletivo!!!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Esperança na França?

Comentário: Rui Martins, correspondente internacional na Suiça fala neste artigo da esperança da construção de uma nova França para a juventude e trabalhadores daquele país. Não se pode deixar de sonhar. O jornalista deixa claro, no entanto, que os líderes políticos atualmente são apenas marionetes nas mãos dos capitalistas. Creio que ainda se pode sonhar.

 

Expectativa da juventude e trabalhadores franceses de que Miterrand reencarne em Hollande. 

Foto: O Globo 

Do Correio do Brasil

 

De Mitterrand a Hollande

8/5/2012 19:00,  Por Rui Martins, de Genebra





Num acesso de nostalgia, colunista lembra dos onze anos que viveu exilado em Paris ao ver a juventude cheia de esperança em outro mundo com a vitória de Hollande.
Tenho uma ligação afetiva com a França. Ela vem dos mais de onze anos de exílio que nela vivi. Jornalista, como sempre provocador, foi a França quem me permitiu evitar as perseguições dos anos de chumbo, e assim viver, estudar e trabalhar para sobreviver, em Paris.
Sempre costumo dizer que, apesar de ter vivido uma época, numa pequena chambre de bonne com minha companheira, sem água quente e sem possibilidade de chuveiro (tinha de usar gants de toilette) e com o chamado wc de militar coletivo no corredor, foi um exílio dourado porque abriu para mim, de origem pobre e que trabalhava de dia e estudava de noite no Largo de São Francisco, a oportunidade de viver em Paris, cidade mítica para a burguesia brasileira, acostumada a esbanjar ali sua fortuna. Sem esquecer que minha chambre de bonne, era na rue de la Sorbonne.
Foi em Paris que nasceram duas de minhas filhas e mesmo um neto. Quando a possibilidade de um emprego e vida melhor me trouxeram à Suíça, juntava à saudade de São Paulo, megalópole que eu amava, à saudade de Paris, mais próxima e mais recente.
Se não podia ouvir Chico Buarque sem ter nó na garganta, não podia também ouvir Leo Ferré, Brel, Jean Ferrat e o grupo Téléphone (cuja composição Un Autre Monde era tocada antes dos comícios do socialista da época, François Mitterrand) sem aumentar o volume do rádio de meu carro para tentar me transportar para as ruas do Quartier Latin.
Por que me chegam essas lembranças ?
Por ter visto aquela juventude reunida na praça da Bastilha, em Paris, tão logo se anunciou a vitória de François Hollande, jovens plenos da esperança de um outro mundo. Um clima de euforia igual ou mesmo maior ao de maio de 1981.
O céu não existe, Mitterrand e os socialistas fizeram muitos erros, porém nada comparáveis com as perdas de conquistas sociais, vindas desde a Frente Popular, que iam sendo subtraídas do povo nos últimos anos.
Na minha idade não é permitido mais sonhar, porém o sonho e a esperança são coisas próprias da nossa espécie, mais fortes que o apelo da razão e das limitações da realidade, e assim, me permito acreditar na tenacidade do novo presidente francês, normal como ele próprio se definiu.
Será que Hollande funcionará como uma barragem contra os desvarios das finanças, especulações e do neoliberalismo que levaram a crise, primeiro nos EUA, e agora aqui na Europa ?
Terá Hollande, com seu sorriso e, como ele diz, amor pelas pessoas (um jogo de sons das palavras permitido pela língua francesa – j´aime les gens, pas l´argent ) condições de derrotar o dragão das multinacionais, dos bancos, dos lucros e das bolsas de valores ? Os políticos e os chefes de Estado não passam hoje de marionetes do poder maior, o poder econômico.
Dentro de três semanas, haverá na França o terceiro turno eleitoral, o das legislativas, quando a direita de Sarkozy, mesmo estraçalhada e dividida, tudo fará para evitar a maioria absoluta para os socialistas. Sem esquecermos da mobilização da extrema-direita de pai e filha Le Pen, que conseguiu colocar nas urnas mais de dois milhões de votos brancos.
Perdoem-me o fundo musical, porém nem François Hollande pôde deixar de dar uns passos de dança com sua companheira Valerie Treierweiller, emTulle, depois de confirmada sua vitória, ao som brega dos acordeões tocando La Vie en Rose.
PS.clique no link abaixo e leia ouvindo a música dos anos Mitterrand-
Publicado originalmente no site Direto da Redação
Rui Martins, jornalista, escritor, correspondente em Genebra

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Barbeiro e o deputado


 Charge de Evito

 
Comentário: Essa mensagem chegou num e-mail enviado pelo grande amigo Agnelo Bastos. Nem todo deputado é ladrão ou corrupto, existem muitos deputados-cidadãos em Brasília, no entanto como disse certa vez Luis Inácio "são 300 picaretas com anel de doutor". Sobram ainda, de acordo com a aritmética de Lula, 213 deputados não picaretas. Então eu mudaria a piada da seguinte forma: "
"Naquele terceiro dia veio um deputado-picareta para um corte de cabelo". O apelo vale para as eleições desse ano: Vamos votar em candidatos que sejam cidadãos. Chega de eleger picaretas!!!


O Barbeiro
 
O florista foi ao barbeiro para cortar seu cabelo. Após o corte perguntou ao barbeiro o valor do serviço e o barbeiro respondeu: - Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O florista ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um buquê com uma dúzia de rosas na porta e uma nota de agradecimento do florista.
Mais tarde no mesmo dia veio um padeiro para cortar o cabelo. Após o corte, ao pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O padeiro ficou feliz e foi embora.
No dia seguinte, ao abrir a barbearia, havia um cesto com pães e doces na porta e uma nota de agradecimento do padeiro.
Naquele terceiro dia veio um deputado para um corte de cabelo.
Novamente, ao pedir para pagar, o barbeiro disse:
- Não posso aceitar seu dinheiro porque estou prestando serviço comunitário essa semana.
O deputado ficou feliz e foi embora. No dia seguinte, quando o barbeiro veio abrir sua barbearia, havia uma dúzia de deputados fazendo fila para cortar cabelo.

Essa é a diferença entre os cidadãos e os políticos. "Os políticos e as fraldas devem ser trocados frequentemente e pela mesma razão." (Eça de Queiróz)
 
NA PRÓXIMA ELEIÇÃO TROQUE UM LADRÃO POR UM CIDADÃO. CAMPANHA PRÓ-FAXINA DOS POLÍTICOS.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Cotas Raciais nas Universidades

Comentário: Recentemente em uma de minhas aulas de Física no IFF Campus Itaperuna houve um debate acerca das cotas raciais na universidade. Existe muita desinformação na sociedade brasileira a respeito desse assunto e desinformação infelizmente pode redundar em preconceito. Lancei duas perguntas para apimentar a discussão: Quantos médicos negros existem em Itaperuna? Quantos professores negros dão aula no IFF Campus Itaperuna? O rapper MV Bill diz que "preto e pobre é parecido mas não é igual". Concordo com ele. É preciso como disse certa vez Ernesto Che Guevara "que se pinte (a universidade) de negro, que se pinte de mulato, não só entre os alunos mas também entre professores; que se pinte de operário e camponês, que se pinte de povo, porque a Universidade não é patrimônio de ninguém e pertence ao povo (de Cuba)", o mesmo vale para o Brasil. As cotas raciais ajudarão a mudar a matiz da pele dos profissionais que irão ajudar a desenvolver a nossa nação. Mas as cotas não são uma panacéia contra o racismo e nem para o grave quadro de saúde da educação. A verdadeira revolução na educação se dará com a melhoria em todos os níveis, e isso passa necessariamente pela valorização do professor e melhoria da infra-estrutura. Mas também com o compromisso dos educadores com a transformação de nossa realidade. Tivemos avanços nos últimos tempos, mas ainda há muito para avançar. Abaixo a opinião da Vereadora Eliana Gomes do PCdoB de Fortaleza sobre o assunto.

 

 

Eliana Gomes: "Cotas raciais são avanço do processo democrático"



A comunista afirma que população negra deve comemorar a vitória conseguida na maior corte do país frente a setores conservadores



A vereadora de Fortaleza Eliana Gomes (PCdoB) manifesta-se favorável à política pública de reserva de vagas em universidades públicas com base no sistema de cotas raciais, uma das principais políticas de ação afirmativa para a população afro-brasileira.


O mandato "Coragem para Lutar" aprova a garantia da constitucionalidade da medida, que foi confirmada por unanimidade, na última semana, no Supremo Tribunal Federal (STF). "A constitucionalidade da reserva de vagas em universidades públicas com base nas cotas raciais nunca poderia ter sido contestada, pois está comprovado que as cotas raciais funcionam como uma ação afirmativa e visam incluir os negros e afrodescendentes no ensino superior público diante do histórico de opressão, que permanece entranhado nas nossas instituições, profundamente colonialistas e segregatórias. Elas são de extrema importância como uma forma reparatória e democratiza. De fato, a universidade é um dos principais universos onde se verifica a exclusão da população negra", afirma.


A parlamentar também lembrou que as cotas, enquanto política inclusiva, não é algo definitivo, mas sim emergencial. "No momento, o Estado brasileiro precisa tomar medidas definitivas que inibam qualquer tipo de segregação racial e esta é a aplicação e efetivação desta demanda, que deve durar algumas décadas e reparar os erros que, inclusive, legalizavam a apartação e diferenciação social, só corrigidas com a Constituição de 1988", ressaltou.


UnB foi a primeira


Os atos administrativos e normativos que determinaram a reserva de cotas de 20% do total das vagas oferecidas por instituição de ensino superior a candidatos negros (entre pretos e pardos) teve início na Universidade de Brasília (UnB), primeira universidade federal a instituir esse sistema, em junho de 2004.


Das 59 universidades federais do país, 36 oferecem algum tipo de ação afirmativa de reserva de vagas no processo seletivo. Destas, 25 têm algum tipo de cota racial para negros, pardos e/ou índios. O número corresponde a 42,3% do total das instituições.


Cotas no Ceará


A Universidade Federal do Ceará (UFC) cogitou implantar políticas de ação afirmativa, mas acabou determinando que não havia necessidade de reserva de vagas ou bonificação. Segundo o pró-reitor Custódio Almeida, em declaração para o site de notícias G1, não há "demanda da sociedade cearense".


A parlamentar comunista rebate a afirmação da reitoria da UFC, afirmando que tal postura representa a falácia propagada de que não há negros no Ceará. "Convido os gestores da federal cearense a visitarem as comunidades de Fortaleza e do Ceará para verificarem a massa volumar de jovens negros que estão fora do ensino superior", informou. Ela entende que a questão racial no Brasil, quando não colocada de forma deturpada, é negada. A vereadora falou que não se veem estudantes negros na UFC, mas estes podem ser encontrados nas instituições particulares, com acesso viabilizado pela reserva de bolsas de estudo para negros, indígenas, pessoas com deficiência e alunos da rede pública implementado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), negando a tese da reitoria da Federal.


Apoio da ONU


Seguindo a mesma linha de pensamento, a Organização das Nações Unidas (ONU) reafirmou também o seu apoio à política de cotas raciais nas universidades brasileiras. "O Sistema das Nações Unidas no Brasil reconhece a adoção de políticas que possibilitem a maior integração de grupos cujas oportunidades do exercício pleno de direitos têm sido historicamente restringidas, como as populações de afrodescendentes, indígenas, mulheres e pessoas com deficiências", afirmou em nota oficial.


Fonte: Assessoria da Vereadora Eliana Gomes (Com informações da Agência Brasil, G1 e CTB)

Aécio Neves se irrita com jornalista


Comentário: Por que tanta irritação Aecinho? Quem não deve não teme. Se tivesse bafômetro no microfone, a lei seca te pegava heins, Mr.Bean.



terça-feira, 1 de maio de 2012

Aécio Neves e Cachoeira: Tudo a ver...

Comentário: Esse charge me chegou por e-mail enviada de Minas Gerais pelo grande camarada Gildásio Cosenza.

Operário de Portinari

Obra do grande comunista Cândido Portinari - Operário

Primeiro de Maio

 Quadro de Diego Rivera sobre a Indústria Moderna


Comentário: A seguir poema de Brecht para esse Primeiro de Maio com uma resenha de José Carlos Ruy sobre a obra. A luta continua companheiros, aliás a gente ainda nem começou. 

Bertolt Brecht questiona: Quem faz todas as coisas?

Bertolt Brecht foi um poeta inquieto, capaz de enxergar nas menores coisas a mão do trabalhador e a presença da injustiça. O Primeiro de Maio é uma boa data para a leitura do poema Perguntas de um trabalhador que lê.

Por José Carlos Ruy


O poeta comunista alemão Bertolt Brecht foi um lutador contra o nazismo, contra o obscurantismo da direita e um incansável cantor do trabalho e do trabalhador. Sua arma foi o pensamento, expresso em sua poesia, dramaturgia e em seus escritos teóricos sobre a arte e o fazer artístico.

Um traço fundamental dessa obra é o olhar para aquelas coisas que, de aparência comezinha e de pouca importância, revelam-se como fundamentais para a compreensão das contradições contemporâneas – que, sob o capitalismo, se traduzem na oposição radical entre o trabalho e o capital.

Brecht, pode-se dizer, foi uma autêntica consciência ambulante e militante dessa contradição e da necessidade dos trabalhadores a compreenderem e lutarem para resolvê-la de modo avançado e progressista, a favor do conjunto da humanidade e contra os privilégios dos pequenos grupos dominantes.

Sua obra não foi feita para divertir ou para a fuga dos problemas do mundo real – ao contrário, é um instrumento para a reflexão que leva à ação contra o mundo estabelecido. Neste sentido, o Primeiro de Maio é uma data excelente para uma releitura (ou leitura, para quem não o conhece) do poema “Perguntas de um trabalhador que lê”. Veja abaixo:



Perguntas de um trabalhador que lê

Por Bertolt Brecht

Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas?

Nos livros estão nomes de reis;
os reis carregaram as pedras?
E Babilônia, tantas vezes destruída,
quem a reconstruía sempre? Em que casas
da dourada Lima viviam aqueles que a construíram?
No dia em que a Muralha da China ficou pronta,
para onde foram os pedreiros?
A grande Roma está cheia de arcos-do-triunfo:
quem os erigiu? Quem eram
aqueles que foram vencidos pelos césares? Bizâncio, tão
famosa, tinha somente palácios para seus moradores? Na
legendária Atlântida, quando o mar a engoliu, os afogados
continuaram a dar ordens a seus escravos.

O jovem Alexandre conquistou a Índia.

Sozinho?
César ocupou a Gália.
Não estava com ele nem mesmo um cozinheiro?
Felipe da Espanha chorou quando sua armada
naufragou. Foi o único a chorar?
Frederico 2º venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem partilhou da vitória?

A cada página uma vitória.

Quem preparava os banquetes?
A cada dez anos um grande homem.
Quem pagava as despesas?

Tantas histórias,

Tantas questões