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sábado, 21 de janeiro de 2012

Secretário do governo federal morre por falta de atendimento

Comentários: É lamentável o que se assiste nesse país em relação à saúde. Tem plano? Não. Então morra!!! A saúde é um negócio, como diria o Pink Floyd: "Money, so they say/Is the root of all evil today". E e eu completo hoje e sempre. Muitos Josés, Marias, Joões e Joanas são vítimas desses abutres da saúde todos os dias e morrem na porta dessas lojas (algumas se dizem filantrópicas o que é o fim), talvez a morte do secretário Duvanier repercuta... talvez.

  Do Portal Vermelho

Todos os dias no Brasil morrem doentes nas portas dos hospitais, comprovando a crise que vive a saúde do país. Na maioria das vezes, são hospitais públicos, que em função da falta de investimentos adequados, não conseguem atender a demanda existente. Porém, acontece também em hospitais particulares, que funcionando como empresas capitalistas, barram doentes por não terem dinheiro vivo ou cheque no momento do atendimento.



Secretario morto Duvanier era o interlocutor junto aos servidores públicos federais
Isso acontece cotidianamente, sem nem ser noticiado. Precisou acontecer com um alto funcionário do governo federal para chamar a atenção do poder público. O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, morreu na manhã de quinta-feira (19), aos 56 anos, na porta de um hospital particular de Brasília.

Após sofrer um infarto agudo do miocárdio quando estava em casa, foi levado aos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, ambos particulares. Mas, sem um talão de cheques em mãos, para dar o chamado cheque caução, teve o atendimento negado. Ele era conveniado da Geap, plano não coberto pelos dois hospitais. Quando chegou ao Hospital Planalto, o terceiro na busca por uma emergência, o quadro já estava avançado e os médicos não conseguiram reanimá-lo.

Dilma ficou brava

A presidente Dilma Rousseff ligou na noite dessa quinta-feira (19) para pedir que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, investigue se houve negligência no atendimento. O Ministério da Saúde informou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar vai investigar o caso.

Segundo a assessoria da Presidência, Dilma Rousseff telefonou para o ministro na noite de ontem quando soube que o secretário havia procurado os hospitais e não havia sido atendido porque não possuía um talão de cheques. Ela determinou que o ministro fizesse a apuração do ocorrido. Padilha contactou a ANS nesta sexta-feira (20) pela manhã e pediu para que a denúncia fosse investigada.

A ANS, que fiscaliza os planos de saúde, irá verificar se houve alguma irregularidade na Geap, convênio ao qual pertencia Duvanier. Será investigado se o convênio com os hospitais referidos foi suspenso sem a devida notificação à agência.

Duvanier era o responsável pela gestão dos servidores públicos federais e o homem forte da presidente Dilma Rousseff para liderar as negociações com sindicatos e demais entidades representantes do funcionalismo.

Com agências

Um comentário:

  1. Incrível, que assim, as autoridades máximas do país frisem a questão da Geap, se foi erro do plano. E a omissão de socorro, clara?

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