Visitantes

domingo, 4 de dezembro de 2011

Homenagem ao Dr. Sócrates 1

Comentário: Guardo recordações da Copa do Mundo de 1982 apesar de que na época tinha apenas 5 anos. Me lembro do Pacheco, mascote da Copa criado pela Gillete, e também de imagens dos jogos da seleção brasileira onde se destacamas figuras de dois jogadores Falcão e o grande Sócrates, gênios daquele timaço. Impossível não lembrar do jogador com nome de filósofo, de barba e cabelos rebeldes. Em 1986, tive álbum de figurinhas da copa e aí a imagem desse jogador se solidificou. Sou um sofredor botafoguense, não nutro qualquer simpatia pelo Corinthians, mas a imagem da torcida corintiana com a mão cerrada levantada homenageando o Dr. Sócrates foi contagiante. Reproduzo a seguir texto que trata dessa grande figura humana. Até mais ver, companheiro Sócrates! Boa Viagem!


Morreu Sócrates Brasileiro, o revolucionário do futebol


Por Kerison Lopes, do Portal Vermelho

Na madrugada deste domingo, mais precisamente às 4h30, morreu o ex-jogador Sócrates, no hospital Albert Einstein em São Paulo. A causa anunciada foi uma infecção generalizada. Com 57 anos, essa foi a terceira internação nos últimos meses. Desta vez, a infecção intestinal se generalizou, afetando outros órgãos.



Desde as outras internações, o ex-atleta batalhou contra uma cirrose hepática, que causou hemorragia e problemas sérios no esôfago. De acordo com o portal UOL, Sócrates começou a passar mal após um almoço em um hotel em São Paulo na quinta-feira (1º). Ele pode ter sofrido a infecção intestinal em função de uma bactéria.

Na primeira internação em agosto, Sócrates ficou oito dias na UTI, quando veio a público seu problema com o alcoolismo. Aliviado quando deixou o hospital, o ex-jogador afirmou que tinha vencido a luta que ainda o “incomodaria bastante”.



Revolucionário

O paraense Sócrates Brasileiro iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto. Depois, se tornou um dos maiores ídolos da história do Corinthians e da seleção brasileira. Formado em medicina pela Universidade de São Paulo, o que mais marcou a biografia do Magrão, como era chamado pelos amigos, foi sua inteligência incomum. Da formação acadêmica, herdou outro apelido, Doutor.

Sua capacidade intelectual não foi só usada para ser um destacado jogador pensante dentro das quatro linhas. Ela foi usada para ser um pensador que marcou época fora delas. Assumidamente de esquerda, um dos seus maiores feitos foi liderar a Democracia Corintiana, um movimento que estabelecia poderes aos jogadores nas decisões do clube.

Na sua vida política, o ex-jogador se engajou de cabeça em várias lutas como nas Diretas Já, nos anos 1980. Revolucionário, chegou a estudar a proposta de comandar a seleção de Cuba, “como forma de ajudar a revolução de Fidel”, como declarou na época. O mesmo Fidel que Doutor homenageou dando esse nome ao primeiro filho.

Colunista

Nos últimos anos, o ex-jogador foi colunista da revista Carta Capital. Na edição de semana passada, ele mostrava seu lado nas palavras. Em sua coluna, elogiou revolucionários do mundo inteiro que tinham “um sonho”.  Enumerou seus ídolos, no Brasil e fora dele. Falou de Martin Luther King, Daniel Cohn-Bendit, Ellen Sirleaf, Tawakul Karman e Nelson Mandela. Dos brasileiros, citou Luiz Carlos Prestes e Antonio Conselheiro.

O ex-jogador deixa mulher e filhos. Raí, também jogador de futebol e um dos seus irmãos, ficou famoso por ser ídolo no São Paulo na década de 1990.






Nenhum comentário:

Postar um comentário

Preencha o formulário: