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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Foto histórica traz Dilma sendo interrogada pela ditadura militar

Comentário: Nos últimos tempos tenho recebido e-mails e lido matérias vinculadas em jornais em que os saudosistas do regime fascista que se instalou no Brasil rasgam elogios e fazem apologia a esse tenebroso período de nossa história. Dizem que a resistência à ditadura era sinônimo de bandidagem e repetem o discurso de que os verdadeiros brasileiros que resistiram à ditadura pagando com suas vidas eram terroristas. Num dos artigos o autor fazia a associação entre a violência nas nossas cidades decorrentes do tráfico de drogas e o fato de termos uma ex-guerrilheira presidindo a nossa república. O filme Cidade de Deus nos dá uma dica de como o tráfico de entorpecentes se desenvolveu no nosso país. Enquanto os militares reprimiam os opositores ao regime a bandidagem se fortalecia nas grandes cidades. O aparato repressor do Estado matava os jovens revolucionários do Brasil e enquanto isso sob o olhar de consentimento dos militares as facções criminosas se desenvolviam. Um outro filme também aborda essa questão, apesar de ser muito ruim 400 contra 1 fala do surgimento do Comando Vermelho e fica constatado o argumento apresentado acima. Na matéria abaixo é emblemática a postura covarde dos torturadores da Presidenta Dilma. Eles tapam a cara. Ora se a bandida era ela e eles (milicos) eram os mocinhos por que a vergonha em aparecer? Os fascistas enrustidos que volta e meia fazem odes de amor à ditadura tem que entender de uma vez por todas que os versos do poema do povo brasileiro só tem palavras que rimam com DEMOCRACIA.

Por Kerison Lopes, Do Portal Vermelho


Uma foto inédita da presidente Dilma sendo interrogada em um tribunal da ditadura militar foi publicada pela revista Época neste sábado (3). Imediatamente foi reproduzida por milhares de usuários das redes sociais, principalmente no Facebook.



Justiça Militar
 Dilma no interrogatório O interrogatório foi feito depois de 22 dias de tortura contra a presidente
A descoberta foi do jornalista Ricardo Amaral, autor do livro A vida quer coragem, uma biografia de Dilma que chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. Ricardo foi assessor da presidente na Casa Civil e na campanha presidencial e em sua obra conta a história da petista da guerrilha ao Planalto.

Resgatada dos porões da ditadura, a foto faz parte do processo contra Dilma na Justiça Militar. Foi tirada em novembro de 1970, quando ela tinha 22 anos. Segundo informações do livro, o interrogatório em questão foi feito após 22 dias de tortura e aconteceu na Auditoria Militar do Rio de Janeiro.

Chama a atenção na imagem a expressão dos algozes que faziam o interrogatório. Ambos escondem a cara como bandidos, da mesma forma que vemos cotidianamente em casos de prisões na frente de câmeras. A expressão dos bandidos de então contrasta com o olhar altivo da atual presidente.

Imagens de época

Não é a primeira vez que a revista dos Marinho traz imagens da Dilma guerrilheira. Em agosto de 2010, menos de dois meses do primeiro turno da eleição presidencial, a mesma revista Época trouxe uma reportagem intitulada "Dilma na luta armada".

A matéria tinha o claro objetivo de assustar uma parcela mais conservadora do eleitorado. Um dos  inter-títulos era “Dilma foi denunciada por chefiar greves e assessorar assaltos a banco”. A matéria propaganda, que tinha a intenção de ser negativa, acabou trazendo o maior ícone virtual da campanha de Dilma dali pra frente.

O diretor de arte da publicação teve a idéia de pegar uma foto que a ditadura tirou da guerrilheira e aplicar em pop art. Pronto. Em poucos dias, eleitores da petista transformaram o símbolo em avatar de perfil em rede sociais.

Da internet, o ícone ganhou as ruas. Foi alterada em dezenas de versões, virou camisetas, foi transportada para cartaz, grafitagem e acima de tudo, virou o símbolo de uma campanha jovem e ousada, contra a conservadora campanha de José Serra.

De Brasília,
Kerison Lopes

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