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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Participação Popular na Rio+20

Comentário: Se para efetivar a participar popular dependermos de uma comissão presidida pelo filho de Sarney estaremos como vovó já dizia: "Num mato sem cachorro". O que tem que ser discutido na Rio +20 são os caminhos para um acordo pós-Quioto, que creio muito sinceramente não será assinado tão cedo. Como discutir acordo de redução de emissão de gases de efeito estufa com países e civilizações inteiras sendo dizimadas? Um outro ponto a ser discutido é a lorota que os EUA e a União Européia querem nos enfiar goela abaixo e que atende pelos nomes de Economia Verde e Governança Global. Temos que estar bastante mobilizados para esse debate, mas não tenho assistido a essa mobilização. Infelizmente tenho que concordar com Feldman, a presidenta Dilma tem que assumir o comando disso, pois se titubear daqui a pouco vão querer que a gente assuma meta de 450 ppm de CO2. Como diria um samba: "Malandro é malandro e mané é mané"
 


Frente quer viabilizar participação popular na Rio+20

O acelerado adensamento populacional de áreas urbanas também foi um dos temas abordados no debate em São Paulo.

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), afirmou ontem (22), em debate em São Paulo, que a participação popular será fundamental para assegurar legitimidade à Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável - a Rio+20 -, que será realizada no Rio de Janeiro, em junho de 2012. Sarney Filho também é presidente da subcomissão que discute a participação brasileira no evento.

O debate de ontem, em São Paulo, que discutiu os impactos das mudanças climáticas e ambientais em áreas urbanas, faz parte de uma série de encontros que a frente parlamentar tem promovido pelo País para identificar os principais problemas da área e propor soluções.

"Foi a partir da necessidade de interação maior entre a sociedade brasileira e o governo - encarregado de levar as discussões da Rio+20 -, que surgiu a necessidade desses debates pelo País", explica o deputado.

Na avaliação do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), integrante da frente e relator da subcomissão sobre a Rio+20, o encontro enriquece a atuação do grupo. "Conseguimos reunir pessoas que têm muito a contribuir com a questão da sustentabilidade. Estamos no caminho certo. Pena que a Rio+20 possa ser manchada com a aprovação de um Código Florestal retrógrado", disse o deputado.

Adensamento populacional - O acelerado adensamento populacional de áreas urbanas também foi um dos temas abordados no debate em São Paulo. O secretário de Meio Ambiente da capital paulista, Eduardo Jorge (PV), afirmou que a crise climática no mundo fez a sociedade despertar para a gravidade da crise ambiental. "É o momento para mudar o modelo de desenvolvimento" afirmou.

Ele advertiu para os riscos da flexibilização das áreas de preservação permanente (APPs) em zonas rurais e urbanas. "As propostas de reforma do Código Florestal também ameaçam áreas urbanizadas, especialmente onde residem populações mais pobres"

O urbanista Cândido Malta defendeu a adoção de políticas públicas ambientais sustentáveis como forma de permitir um modelo de vida sustentável nas áreas urbanas. "A cidade de São Paulo é um exemplo disso, se continuar como está, se tornará uma cidade insustentável. A questão climática é tão grave que exige planejamento para os próximos 30, 50 anos", assinala Malta.

Protagonismo brasileiro - O ex-deputado federal Fábio Feldmann ressaltou a importância do protagonismo brasileiro na Rio+20, que para ele deve ser tratada de forma suprapartidária. "Um dos desafios internos da Dilma é impedir os retrocessos ambientais. Temos que convencê-la a apoiar a mobilização e liderar o processo na Rio+20", afirmou.

O deputado Márcio Macêdo (PT-SE) disse que a Rio+20 é também o momento de promover a inclusão das populações. "Nosso país tem dado passos largos e crescido em um bom ritmo, mas a defesa da vida e da sustentabilidade não está crescendo na velocidade que gostaríamos. É o desafio que temos pela frente", analisou.

Próximos debates - Os próximos encontros serão em Recife, no dia 16 de dezembro, quando o tema será energia; e em Porto Alegre, no dia 26 de janeiro, quando o debate será sobre segurança alimentar.

Os debates, que pedem a definição da agenda Frente Parlamentar Ambientalista para a Rio+20, são organizados em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Subcomissão Especial Rio+20, a Fundação SOS Mata Atlântica e a Fundação Verde Herbert Daniel.
(Agência Câmara)

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