Visitantes

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lagartixa da ASAV/UFV: Uma singela homenagem


Comentário: Faço aqui uma singela homenagem ao Lagartixa esse grande batalhador das lutas pela educação pública e de qualidade. Tive o prazer de conhecer essa grande figura que foi um incansável lutador na defesa da Universidade Pública. Me recordo das caravanas para Brasília para protestar contra o governo vende pátria de FHC. Me recordo da solidariedade que o Lagartixa e demais servidores da Universidade Federal de Viçosa, prestaram a nós estudantes durante a greve do bandejão de 1999. Naquela ocasião o Sindicato dos técnico-Administrativos (ASAV) foi peça fundamental para o êxito de nosso movimento. Os estudantes pararam a UFV durante 20 dias contra a intenção do reitor de aumentar o preço do tícket-refeição e privatizar o restaurante universitário. A nossa vitória de 1999 se reflete no preço do bandejão que hoje continua acessível aos estudantes da UFV. Nas assembléias estudantis de então e creio que atuais, Lagartixa era figura assídua, falando aquele seu dialeto difícil de entender mas que expressavam o espírito de luta de um homem simples que não se intimidava em levantar uma bandeira. Dia desses o vi de longe no campus da UFV, mas essa maldita correria cotidiana "não me permitiu" voltar 100 m e cumprimentá-lo. Gostaria de ter lhe dito: "Graaaaaaaaaaande, Lagartixa!!!" e apertado a sua mão. Até mais ver, até mais ver, COMPANHEIRO!   

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Bolsonaro e o fascismo em marcha

Charge de Latuff

Comentário: O fascismo está em marcha acelerada em nível mundial e aqui no Brasil Bolsonaro é um de seus representantes, o Plínio Salgado de nossos tempos. Abaixo o Fascismo!!! Abaixo Bolsonaro!!! Abaixo a homofobia!!! Que o valor do ser humano seja medido pelo seu caráter, como diria Charles Chaplin. Abaixo qualquer forma de preconceito na nossa sociedade!!!
 

Do Portal Vermelho

25 de Novembro de 2011 - 11h51

Após insinuação sobre Dilma, PT pedirá a cassação de Bolsonaro



O PT anunciou que pedirá a cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) na próxima terça-feira (29). Em mais uma declaração homofóbica, o parlamentar faz insinuações sobre a opção sexual da presidente Dilma Rousseff. Nesta quinta-feira (24) o deputado usou a tribuna da Câmara Federal como palanque para sua campanha preconceituosa.


Ao comentar a intenção do Ministério da Educação (MEC) em incluir o combate à homofobia nos currículos escolares, ele disparou contra Dilma. "Se gosta de homossexual, assume. Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma".

"Eu acho que ele feriu o decoro parlamentar. Ele incita ódio aos homossexuais e não segue os ritos do Parlamento. Portanto, nós vamos representá-lo no Conselho de Ética e vamos pedir a cassação dele na próxima terça-feira", informou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), líder do PT na Câmara.

Mais uma vez, o deputado homofóbico não vê problemas em suas declarações. Ele afirmou ao Portal Terra nesta sexta (25) que não quis ofender e que não se interessa pela opção sexual de Dilma, apenas pela exclusão do chamado kit-gay das escolas.

"Eu não tenho que pedir desculpas para a presidente. Tudo que eu falo é motivo de processo, então eu acho que tenho que ficar quieto em Brasília. Qualquer escorregada minha é motivo para processo, mas eu não vou parar de falar. O dia que eu parar de falar, não fico mais em Brasília", afirmou Bolsonaro, dizendo não temer um processo de cassação.

O deputado criticou ainda a vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), que pediu ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), "providências enérgicas" contra ele, que está "sem freio de arrumação".

"Pois que me cassem, mas tenham vergonha na cara de enterrar esse projeto do kit-gay, já que Dilma não teve coragem de enterrar", concluiu Bolsonaro. Domingos Dutra (PT-MA), que ocupava a presidência da sessão, determinou a retirada das declarações das notas taquigráficas atendendo ao pedido do deputado Marcon (PT-RS). Caberá agora a Marco Maia (PT-RS) decidir se o discurso ficará registrado nos documentos da Casa ou será retirado da história oficial da Câmara.

As preconceituosas declarações de Bolsonário passaram a fazer parte da rotina da Câmara. Quase que mensalmente, o deputado homofóbico ganha as páginas dos jornais incitando o seu ódio contra os homossexuais. Infelizmente, ao mesmo tempo que causa repúdio em muitos, o deputado usa o preconceito como estratégia para se relacionar com seus cerca de 200 mil eleitores.


Com informações do Terra

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Centenário de Mário Lago


 

Comentário: Quando eu era criança pequena lá em Muriaé, via aquele velhinho simpático na TV, com um sorriso maroto e pensava: "Queria que ele fosse meu avô". Na época pra mim ele era só mais um ator de novela. Com o passar do tempo fui conhecer um pouco mais do poeta e militante Mário Lago. Admiro muito as pessoas que têm essa capacidade de beber na fonte da cultura popular e apesar da origem (que pode ser burguesa) são tão operários e camponeses quanto o povo que o rodeia, numa roda de samba, numa roda de causos ou na mesa de um botequim. Mário Lago pertence a estirpe de gente como Vinícius de Morais que se auto intitulava "o branco mais preto do Brasil". Saravá Mário Lago!!! Saravá seu centenário!!!


Atividades comemoram centenário de Mário Lago nesta semana



Em comemoração ao centenário do músico, compositor e ator Mário Lago, diversas atividades acontecerão nesta semana. No dia 23, haverá um seminário sobre sua obra. Nos dias seguintes haverá o lançamento do selo comemorativo, medalha, além de shows na sexta e no sábado.


No dia 23, o Museu da Imagem e do Som (MIS), em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa, realiza, a partir das 10h, o seminário “Mário Lago: Um século de presença política e cultural”, em Botafogo. Além de um dia inteiro dedicado a discussões sobre sua vida e obra, o encerramento fica por conta de Chamon e Mariozinho Lago, que fazem um show inspirado em canções do poeta.

O evento, que acontece no auditório da Casa de Rui Barbosa, trará para a mesa de debate nomes como o de Rosa Maria Araújo (historiadora e presidente do MIS-RJ); Gracindo Jr. (ator), Graça Lago (filha de Mário Lago), Sérgio Cabral (jornalista, escritor e pesquisador de música popular brasileira), entre muitos outros.

A partir das 18h30, o programa passa para as mãos dos músicos Chamon e Mariozinho Lago, que farão um espetáculo chamado “’Causos’ e canções”. No repertório, clássicos como “Ai, que saudade da Amélia” (parceria de Lago com Ataulfo Alves), “Número Um” (com Benedito Lacerda), “Braço é Braço” (com João Roberto Kelly e Nelson Barbosa) e outros.

Programação

10h - Abertura

10h30 - Mesa 1 - Mário Lago e o Rio de Janeiro

Coordenação: Rosa Maria Araújo (presidente do Museu da Imagem e do Som)
Mônica Velloso (pesquisadora da FCRB, autora de Mário Lago: boemia e política)
Tania Brandão (crítica de teatro, professora de Teoria e História do Teatro na UniRio)
Hugo Sukman (jornalista e escritor)

14h - Mesa 2 - Mário Lago e a política

Coordenação: Christiane Laidler (diretora de pesquisa da FCRB)
Sônia Virgínia Moreira (jornalista, co-autora de Rádio Nacional: o Brasil em sintonia)
Gracindo Jr. (ator)
Walter da Silva Bezze (tabelião e ex-militante político)

16h - Mesa 3 - Na rolança do tempo: memória e boemia

Coordenação: Rachel Valença (vice-presidente do Museu da Imagem e do Som)
Graça Lago (filha de Mário Lago)
Sérgio Cabral (jornalista, escritor e pesquisador de música popular brasileira)
Modesto da Silveira (advogado)
18h30 - “Causos” e canções de Mário Lago
Show com Chamon e Mariozinho Lago

No dia 25, o Projeto Mário, com o Arquivo Nacional, Correios, Casa da Moeda, Editora José Olympio e Fluminense, realiza na sede do clube de futebol, a Cerimônia Oficial do Centenário, com lançamentos da exposição virtual do Arquivo Nacional, selo e medalha comemorativos e relançamento do livro autobiográfico Na rolança do tempo, escrito por Mário Lago na década de 1970.

A noite acontece o show 100% tricolor. Presenças já confirmadas: João Roberto Kelly, Cristina Buarque, Noca da Portela, Eduardo Galloti, Délcio Carvalho, Agenor de Oliveira, Didu Nogueira, Wilson Moreira, Marquinhos de Oswaldo Cruz, César Costa Filho, Ernesto Pires e Lúcio Sanfilippo.

No dia 26, acontece no Cordão do Bola Preta, em sua sede, o baile de lançamento do CD Folias do Lago. O Cordão do Boitatá canta o carnaval de Mário Lago. Presenças já confirmadas: João Roberto Kelly e Chamon.

Dondocas Paulistas cismam em querer falar de cidadania


Comentário: Eis a elite que sempre vendeu o nosso país. Prestem atenção nos discursos. Você irá ouvir palavras como: desinfeta, o Brasil não é um país sofisticado, uma "historiadora" dando aula de movimentos sociais, uma outra falando de injustiça social. Essas daí andam em carro blindado e passam os finais de semana em Miami Beach e devem chapar todas na Ocean Drive. O pior é quando um fudido ouve as dondocas falando e concordam com esse discurso. É... É preciso ter paciência e como disse Neruda "Se cada dia cai, dentro de cada noite, há um poço onde a claridade está presa. Há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência". A elite me dá asco!!! Pra finalizar: Viva o botox! Cada uma das dondocas tem uns 1.000.000 mL aplicados na cara. Mas o que deveria ser aplicado na sociedade brasileira era o butox pra acabar com esses sugadores de sangue do povo!!!

Participação Popular na Rio+20

Comentário: Se para efetivar a participar popular dependermos de uma comissão presidida pelo filho de Sarney estaremos como vovó já dizia: "Num mato sem cachorro". O que tem que ser discutido na Rio +20 são os caminhos para um acordo pós-Quioto, que creio muito sinceramente não será assinado tão cedo. Como discutir acordo de redução de emissão de gases de efeito estufa com países e civilizações inteiras sendo dizimadas? Um outro ponto a ser discutido é a lorota que os EUA e a União Européia querem nos enfiar goela abaixo e que atende pelos nomes de Economia Verde e Governança Global. Temos que estar bastante mobilizados para esse debate, mas não tenho assistido a essa mobilização. Infelizmente tenho que concordar com Feldman, a presidenta Dilma tem que assumir o comando disso, pois se titubear daqui a pouco vão querer que a gente assuma meta de 450 ppm de CO2. Como diria um samba: "Malandro é malandro e mané é mané"
 


Frente quer viabilizar participação popular na Rio+20

O acelerado adensamento populacional de áreas urbanas também foi um dos temas abordados no debate em São Paulo.

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), afirmou ontem (22), em debate em São Paulo, que a participação popular será fundamental para assegurar legitimidade à Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável - a Rio+20 -, que será realizada no Rio de Janeiro, em junho de 2012. Sarney Filho também é presidente da subcomissão que discute a participação brasileira no evento.

O debate de ontem, em São Paulo, que discutiu os impactos das mudanças climáticas e ambientais em áreas urbanas, faz parte de uma série de encontros que a frente parlamentar tem promovido pelo País para identificar os principais problemas da área e propor soluções.

"Foi a partir da necessidade de interação maior entre a sociedade brasileira e o governo - encarregado de levar as discussões da Rio+20 -, que surgiu a necessidade desses debates pelo País", explica o deputado.

Na avaliação do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), integrante da frente e relator da subcomissão sobre a Rio+20, o encontro enriquece a atuação do grupo. "Conseguimos reunir pessoas que têm muito a contribuir com a questão da sustentabilidade. Estamos no caminho certo. Pena que a Rio+20 possa ser manchada com a aprovação de um Código Florestal retrógrado", disse o deputado.

Adensamento populacional - O acelerado adensamento populacional de áreas urbanas também foi um dos temas abordados no debate em São Paulo. O secretário de Meio Ambiente da capital paulista, Eduardo Jorge (PV), afirmou que a crise climática no mundo fez a sociedade despertar para a gravidade da crise ambiental. "É o momento para mudar o modelo de desenvolvimento" afirmou.

Ele advertiu para os riscos da flexibilização das áreas de preservação permanente (APPs) em zonas rurais e urbanas. "As propostas de reforma do Código Florestal também ameaçam áreas urbanizadas, especialmente onde residem populações mais pobres"

O urbanista Cândido Malta defendeu a adoção de políticas públicas ambientais sustentáveis como forma de permitir um modelo de vida sustentável nas áreas urbanas. "A cidade de São Paulo é um exemplo disso, se continuar como está, se tornará uma cidade insustentável. A questão climática é tão grave que exige planejamento para os próximos 30, 50 anos", assinala Malta.

Protagonismo brasileiro - O ex-deputado federal Fábio Feldmann ressaltou a importância do protagonismo brasileiro na Rio+20, que para ele deve ser tratada de forma suprapartidária. "Um dos desafios internos da Dilma é impedir os retrocessos ambientais. Temos que convencê-la a apoiar a mobilização e liderar o processo na Rio+20", afirmou.

O deputado Márcio Macêdo (PT-SE) disse que a Rio+20 é também o momento de promover a inclusão das populações. "Nosso país tem dado passos largos e crescido em um bom ritmo, mas a defesa da vida e da sustentabilidade não está crescendo na velocidade que gostaríamos. É o desafio que temos pela frente", analisou.

Próximos debates - Os próximos encontros serão em Recife, no dia 16 de dezembro, quando o tema será energia; e em Porto Alegre, no dia 26 de janeiro, quando o debate será sobre segurança alimentar.

Os debates, que pedem a definição da agenda Frente Parlamentar Ambientalista para a Rio+20, são organizados em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Subcomissão Especial Rio+20, a Fundação SOS Mata Atlântica e a Fundação Verde Herbert Daniel.
(Agência Câmara)

domingo, 20 de novembro de 2011

José Carlos Ruy: A cor dos brasileiros e a chaga do racismo


Comentário: Importante reflexão de José Carlos Ruy. O nosso país tem uma grande contribuição a dar para a humanidade extirpando de vez de nossa sociedade o câncer do racismo.

 

A cor dos brasileiros e a chaga do racismo

O racismo é uma chaga, como ficou demonstrado por dois acontecimentos dos últimos dias.

03/Ago/2011 Por José Carlos Ruy

Do Portal da UNEGRO
No mais cruel deles, um extremista de direita norueguês, que não merece ter seu nome mencionado, matou 76 pessoas em Oslo para, como admitiu, iniciar uma guerra racial “em defesa da Europa”. Ele se apresenta como antimuçulmano, odeia negros, árabes e migrantes, e quer a supremacia branca sobre o mundo, portando-se como uma espécie de “cruzado” em pleno século 21.

O outro acontecimento envolve as manifestações racistas postadas na internet contra a nova Miss Itália Nel Mondo 2011, a brasileira Silvia Novais. Ele não é tão sanguinolento mas está na raiz de comportamentos criminosos como este do atirador direitista de Oslo; Seus autores são direitistas europeus partidários da supremacia branca e, como não podia deixar de ser, de Adolf Hitler. E que, como o criminoso de Oslo, não suportam negros, árabes, judeus, imigrantes e outros seres humanos que não partilham suas origens étnicas, seus preconceitos e seus interesses.

Para nós, brasileiros, estes acontecimentos não podem ser encarados como realizações de “desequilibrados mentais”, como usualmente se pensa e difunde. Ao contrário, eles dizem respeito diretamente a nós e à nossa identidade como brasileiros – como demonstra, sobejamente, a agressão contra Sílvia Novais. Somos os habitantes de um país encarado pelos supremacistas eurocêntricos como racialmente inferior que, nas condições atuais do mundo, faz parte do conjunto de nações que ameaça o predomínio do “Ocidente” – isto é, de países como Estados Unidos ou daqueles que formam a União Europeia.

Isso num momento em que os brasileiros estão acertando as contas com sua própria identidade, como revelam os resultados divulgados dia 22 da “Pesquisa das Características Etnorraciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça” feita pelo IBGE em 2008, em 15 mil residências no Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal. Ela mostrou que metade dos brasileiros se consideram “brancos” (50,3% do total, incluindo minorias que se declaram alemães, italianos ou “claros”), ao lado de outra metade (48,4%) que se autoclassificou em identidades não-brancas, como morenos, pardos, negros, pretos, índios, amarelos e outras variedades de tonalidade da pele.

Está para lá de demonstrado que não existem raças entre os seres humanos, e muito menos uma hierarquia que possa distinguir segmentos superiores e inferiores com base na cor da pele ou de origens étnicas. O trauma terrível provocado pelas práticas nazistas esteve na base da condenação e desmoralização, inclusive pela ciência, dos preconceitos que levaram ao assassinato em massa de pessoas de origens diferentes durante o governo dirigido por Adolf Hitler. Preconceitos que ainda persistem entre extremistas de direita não apenas na Europa, mas espalhados pelo mundo e também entre nós, brasileiros.

A história do racismo brasileiro é a crônica de uma infâmia que cresceu durante o longo passado escravista e se fortaleceu depois de 1888 e da abolição da escravidão.

Os supremacistas brancos tupiniquins chegaram a tentar marcar uma data para a eliminação final do sangue negro entre nós; alguns pensaram que isso ocorreria em algumas décadas; outros acharam que levaria alguns séculos. Um deles, João Batista de Lacerda, que era diretor do Museu Nacional, sustentou no I Congresso Internacional de Raças, realizado em Londres, em 1911, que em um século a população brasileira teria se livrado dos vestígios negros e seria racialmente branca. A base dessa verdadeira alucinação era a crença vigente de que enquanto sua população fosse formada majoritariamente por negros e mestiços, o Brasil seria incapaz de se civilizar pois esta seria, segundo o racismo imperante, uma prerrogativa de povos brancos e europeus.

Aqueles cem anos se passaram e o “embranquecimento” da população não aconteceu; ao contrário, o que predomina no Brasil são os mestiços de pele morena, indicando uma notável contribuição brasileira para a civilização: a mistura de povos de origens diferentes, que vai constituindo a humanidade do futuro e fundamentando uma civilização que, fortemente influenciada pela Europa, não renega mas incorpora as demais matrizes igualmente fortes e fecundas, formadas pelos povos indígenas e africanos.

Esta é uma das constatações da pesquisa divulgada pelo IBGE e que confirma o que os especialistas já sabiam sobre nosso povo. Mas o quadro está longe do colorido róseo imaginado pelos conservadores brasileiros segundo os quais aqui existiria uma “democracia racial” baseada na tolerância e na mestiçagem. Todos sabemos, no fundo de nossas convicções, que este quadro não é verdadeiro e que o racismo continua sendo uma chaga cotidiana, apesar dos avanços das últimas décadas que resultaram das lutas do movimento negro e dos setores democráticos e avançados do país que também assumem como sua a resistência contra o racismo.

Neste sentido, os resultados da pesquisa são unívocos. Quase dois terços (63,7%) das pessoas entrevistadas (de todos os matizes de pele) reconhece os efeitos do preconceito no dia a dia dos brasileiros. Estes efeitos se manifestam no trabalho (71%), nas relações com a justiça ou a polícia (68,3%), no convívio social (65%), na escola (59,3%), nas repartições públicas 51,3%) e por aí vai. É um escândalo que precisa ser combatido. É o ovo da serpente do racismo que recusa a convivência com a diferença e pode matar, como já ocorreu no passado e repetiu-se em Oslo na sexta-feira.

O racismo brasileiro não é pior nem melhor do que qualquer outra forma de tentar afirmar a superioridade de uma parte da população sobre outra com base na cor da pele ou na origem étnica. Ele é apenas diferente e tão cruel quanto qualquer outro, apesar das particularidades que o distinguem dos demais racismos. Mata e mutila da mesma maneira quanto os demais, com a diferença de que, por aqui, seus efeitos nocivos são disfarçados e não explícitos, como ocorre em outros lugares – basta examinar a estatística de assassinatos ou de mortos pela polícia para se ter uma ideia da dimensão da letalidade do racismo brasileiro.

Uma convivência mais amigável entre os “diferentes” pode ser uma grande contribuição brasileira para a civilização. Mas ela só será efetiva quando nós, brasileiros, conseguirmos superar o racismo que permanece entre nós. E esta será, tenho certeza, uma conquista civilizatória de nosso povo em benefício da humanidade e também das relações humanas dentro de nossas fronteiras.

20 de novembro: Dia de Zumbi dos Palmares


Zumbi, na capa
do Vermelho nos
310 anos de
sua morte
1695 - Dia do Zumbi
Zumbi dos Palmares, delatado por Antonio Soares, é surpreendido pelo cap. Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a serra 2 Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros. Tem a cabeça cortada, salgada e levada, com o pênis dentro da boca, ao governador Melo e Castro. No 3º centenário de sua morte, emergirá como o grande herói da luta pela liberdade no Brasil. A data é o Dia Nacional da Consciência Negra.
 Do Portal Vermelho

Chico Buarque fala sobre racismo



Comentário: Tenho muito orgulho de ser um mestiço. Tenho muito orgulho do meu cabelo crespo, tenho muito orgulho da minha vó Filomena (mulata) e da minha vó Apolinária (índia). Sou brasileiro e tenho no sangue todas as matizes que o fazem vermelho igual ao sangue de um cidadão africano, europeu, americano ou asiático. Valeu Chico! Abaixo o preconceito, fora esse câncer chamado racismo.

Chevron quer por as garras no Pré-Sal

  Do Portal Vermelho

 

Comentário: Como vovó já dizia: "Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém". É melhor colocarmos a nossa barba de molho em relação ao Pré-Sal como já disse o Prof. Carlos Lessa.

 

PF investiga se Chevron tentou alcançar camada do pré-sal



A petroleira norte-americana Chevron, responsável pelo vazamento de óleo que já dura onze dias na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo do Frade. Se a suspeita for confirmada, o episódio se revelará num dos mais emblemáticos casos de agressão à soberania nacional promovida por uma empresa estrangeira. A possibilidade é admitida por técnicos da Agência Nacional do Petróleo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.


A Polícia Federal, que investiga o caso, desconfia inclusive que o acidente possa ter ocorrido justamente devido à possível perfuração de poços além dos limites permitidos.

Segundo a reportagem, a sonda usada pela Chevron tem capacidade para perfurar até 7,6 mil metros, mais que o dobro do necessário para a perfuração dos quatro poços autorizados no Campo do Frade (de até 1.276 metros de profundidade). A ANP quer saber ainda se houve falhas inclusive na construção do poço e se foi utilizado material inadequado. Também não se sabe se foram feitos os testes de segurança antes do início da perfuração.

Responsável pelo inquérito, o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, disse na reportagem que já existem indícios de que estrangeiros estejam trabalhando ilegalmente no litoral brasileiro. “É algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária”, disse o delegado ao Estado de S.Paulo. A empresa nega a irregularidade.

Embora nem mesmo a Chevron saiba dizer quantos litros vazaram da plataforma (as estimativas da ANP indicam que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris/dia no período de 8 a 15 de novembro), o episódio pode acelerar a discussão sobre a segurança nacional em torno de sua principal riqueza. Na internet, começam a surgir manifestações para que a empresa estrangeira seja expulsa do País.

O episódio deixou clara também a situação de vulnerabilidade da exploração de petróleo em alto mar, área onde os órgãos fiscalizadores, como o Ibama, não conseguem monitorar de modo eficiente se as empresas cumprem ou não as normas de segurança, conforme reportagem publicada na sexta-feira no site de CartaCapital.

A preocupação se tornou ainda maior depois da notícia de que a empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.

Apesar do retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que confia na empresa e que continuará a operar com ela no Brasil.

A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias.

Fonte: CartaCapital, com informações da Agência Brasil

Estamos sendo rastreados

 

 

Comentário: Não nos iludamos, nossa privacidade na rede mundial de computadores não é tão privada assim.


Facebook rastreia usuários até quando estão fora da rede


A maior rede social do mundo liga mais de meio bilhão de pessoas. Isso permite comunicações e compartilhamentos em vários níveis, que vão desde pequenos arquivos até grandes obras, vídeos e outros materiais de interesse comum. Você já deve saber que essa rede é o Facebook, mas você acha que ele é tão seguro quanto imaginamos?


Nas últimas semanas, várias denúncias surgiram, todas afirmando que os dados pessoais armazenados nos servidores do Facebook vão muito além do que pode ser considerado respeitoso à privacidade dos usuários. Há informações, inclusive, que afirmam que mesmo depois de deletar a conta, os ex-cadastrados continuam tendo os movimentos registrados. Mas como o Facebook faz esse rastreio?

Assim como grande parte dos sites da internet, o Facebook instala cookies no seu computador. Eles são responsáveis pelo armazenamento de uma série de informações de navegação e, o principal, são utilizados para enviar estes mesmos dados até servidores remotos.

E é com base nesses cookies que as denúncias de que o Facebook estaria rastreando seus usuários surgiram. Segundo o USA Today, a rede social estaria quebrando as regras de privacidade em três níveis:

Conectado: assim que você se loga nos servidores, um cookie de sessão e um cookie de navegação são instalados no navegador. Eles são responsáveis pela medição de tempo de permanência na página, além de localizar IP, resolução e várias outras informações técnicas. Além disso, todas as vezes que você clicar em "Curtir", preferências de usuário serão salvas.

Desconectado: quando você está navegando em outras páginas ou se está visitando o Facebook, sem estar logado na rede social, apenas o cookie de navegação é instalado. Porém, todos os itens citados anteriormente continuam sendo informados ao servidor, incluindo seu IP e seu tempo de permanência.

Após encerrar as atividades do Facebook: denúncias de um grupo alemão apontam para o fato de que, até mesmo após deletar a conta na rede social, os usuários continuam sendo rastreados. Isso significa que dados de navegação continuam sendo recebidos pelos servidores de Zuckerberg.

De onde vêm as denúncias?

A fonte principal das acusações é a ACLU (União pela Liberdade Civil Americana, uma organização independente dos EUA), que afirma categoricamente: "A rede social está seguindo você". Foi ela que entrou em contato com o órgão governamental FTC (Comissão Federal do Comércio, também dos EUA), com as denúncias de que o Facebook estava roubando informações.

O que a ACLU pede é que uma ferramenta chamada Do not track (Não rastreie) seja instalada no Facebook. Com ela, os usuários poderiam decidir se desejam ter suas informações de navegação rastreadas e enviadas para a rede social e seus parceiros. O próximo passo, caso a FTC endosse as denúncias, será levar os pedidos até o congresso norte-americano.

O que isso significa? O Facebook está passando pelas mesmas denúncias que a Google passou algum tempo atrás. Provavelmente, o rastreamento de dados de navegação deve ser utilizado para personalização de oferta de conteúdo, segmentando com mais eficiência os anúncios exibidos.

Encarar esses fatos como invasão de privacidade depende de cada leitor. Mas é fato que, nem todos os usuários gostam de saber que estão tendo todos os passos vigiados. Ainda mais quando não se sabe quais são as reais intenções por trás da atitude.

Fonte: Portal Terra

sábado, 19 de novembro de 2011

Jornada Científica Jovens Talentos da FAPERJ em Miracema

Comentário: É muito importante que eventos como a Jornada Científica do Projeto Jovens Talentos ocorra no interior do Estado do RJ. Eventos como esse colaboram para o despertar de novos talentos para a ciência. Parabenizo o grande Mestre Jorge Belizário pela coordenação do projeto que é uma mostra do bom uso do dinheiro público e de como uma bolsa de iniciação científica pode mudar vidas e ajudar no desenvolvimento de nosso país, de nosso Estado, da nossa região e dos nossos municípios. Se quiserem conhecer um pouco mais do projeto Jovens Talentos acessem: http://jtalentos.blogspot.com/



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lula e o sorriso da esperança




Força, Companheiro!!!

Hipocrisia contra Lula

Força Companheiro!!!
Comentário: Da série "Preconceitos contra Lula" esse artigo de Paulo Moreira Leite traz importantes reflexões acerca da hipocrisia grassando a nossa sociedade e de quebra aborda a questão do financiamento da saúde pública com o fim da CPMF e o que o mesmo representou para a oferta de saúde digna para o povo. Já disse nesse blog que meu velho teve o mesmo câncer do presidente Lula, talvez não tenha dito mas ele se tratou (e foi muito bem tratado) em hospitais de Juiz de Fora (9 de julho, Dr. João Felício e Ascomcer) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas se a gente tivesse grana não titubearíamos em tratá-lo no Sírio Libanês. Meu velho se curou do câncer mas devido à traqueostomia, sonda de alimentação e uma depressão veio a falecer.


Da Revista Época

Hipocrisia contra Lula

Personagem político, que ocupa o centro da vida pública brasileira desde sua primeira eleição, em 2003, seria ingenuidade imaginar que o tumor de Lula pudesse ser tratado como um acontecimento banal.
Confirmada a doença, a primeira crítica surgiu: por que ele não vai tratar-se no SUS?, perguntam na internet desde a manhã de sábado.
A exemplo de absolutamente todos seus antecessores, Lula nunca se tratou pelo SUS depois que se tornou presidente da República. Muito antes já havia entregue a própria saúde aos cuidados do médico Roberto Kalil, que cobra honorários salgadíssimos para atender pacientes particulares em seu consultório.
Todos os exames e tratamentos recentes de Lula foram feitos no Sírio Libanês, estabelecimento tão elitizado que não é acessível nem para todos pacientes de convênios particulares.

É verdade que milhões de brasileiros nunca puderam nem poderão ir ao Sirio Libanes para tomar um café expresso na simpatica lanchonete que funciona no andar térreo. Imagine para fazer um tratamento médico.
O debate pode ser resumido a dois argumentos. Um argumento é bom para Lula.
Ao optar por uma clínica privada, o ex-presidente deixa uma vaga no SUS para quem não pode pagar para ser atendido no Sírio Libanes.
Mas outro argumento não é bom para Lula nem para qualquer outro homem público em situação parecida.
Se ele fosse tratar-se pelo SUS, teria de conseguir ajuda para furar a fila que o serviço público reserva a todo paciente em busca de tratamento para doenças com um nível maior de complexidade.
Talvez conseguisse ser atendido no mesmo dia. Mas dificilmente faria todos os exames pedidos nem receberia os resultados num prazo tão rápido. Um paciente comum pode esperar meses para fazer um exame mais complicado. Para escapar desse destino, o ex-presidente deveria contar com amigos influentes para furar a fila. Seria pelo menos constrangedor, vamos combinar.

Pelo menos uma parte das pessoas que faz essa cobrança de Lula deveria refletir um pouco mais. O Brasil já teve até um presidente que, vítima de um problema no coração, preferiu tratar-se fora do país. Mas nunca se fez questionamentos sobre escolhas e opções de tratamento médico. Sempre se considera que, nessa situação, todos devem ter direito ao que for considerado o melhor possível.
Fica, então, uma dúvida. Ou Lula é o único político brasileiro de quem se deve esperar uma postura mais coerente em defesa da saúde pública e por isso só ele deve ser cobrado.

Ou então (será que é sua origem humilde que ainda incomoda as pessoas até hoje?) ele não tem o direito de buscar o mesmo tratamento que os demais.
Há outro aspecto.  Nem Lula nem nenhum de seus antecessores foram capazes de transformar a saúde pública num serviço eficiente, capaz de atender todas as pessoas com dignidade — seja o cidadão de classe média, ou aquele mais pobre, e assim por diante.  Faltam recursos, como demonstram estatisticas e comparações com países de renda equivalente.
Problemas estruturais de gestão e de administração de pessoal permanecem.
O próprio modelo adotado pelo país é questionável.  A saúde privada consome 45% das verbas e atende apenas 25% dos pacientes. É tanto dinheiro que os hospitais públicos abrem leitos para esses pacientes na esperança de receber migalhas que o Estado não paga.
Na presidência, Lula travou uma guerra no Congresso para assegurar a manutenção de verbas para a saúde pública. Seu governo apresentou um projeto que garantia a manutenção da CPMF, aquele imposto do cheque capaz de reservar bilhões de reais para o SUS.
Numa mobilização que envolveu uma grande coleta de recursos por baixo do pano, usados para amaciar o voto de parlamentares em Brasília, a CPMF foi derrotada numa festa da oposição e em ambiente de foguetório conservador.
O argumento usado pelos vitoriosos é que a saúde pública não tem solução, com imposto ou sem imposto. A mensagem é que não há saída fora da medicina privada.
Foi assim que Lula sofreu a principal derrota em dois mandatos.
Todos os ensaios realizados pelo governo Dilma Rousseff para encontrar novas formas de financiamento para a saúde foram bloquedos com o mesmo argumento.
É curioso que, na semana passada os médicos do SUS cruzaram os braços para pedir um reajuste nos salários. A reação foi de indiferença geral.
Ironicamente, os mesmos adversários que impediram a manutenção de verbas para a saúde pública agora querem que o presidente se trate pelo SUS.
É estranho, não?

domingo, 13 de novembro de 2011

Pedra Fundamental do IFF em Santo Antônio de Pádua!

Comentário: O Campus Santo Antônio de Pádua representa mais oportunidades para a juventude do Noroeste Fluminense e possibilidades para o desenvolvimento regional. Fruto da expansão da Rede Técnica Federal iniciada pelo presidente Lula e agora tendo a presidenta Dilma à frente, o Campus Santo Antônio de Pádua reflete também a ótima gestão da Reitora do Instituto Federal Fluminense, Professora Cibele Daher, que tem realizado um trabalho de fortalecimento dos câmpus do interior, apoiando incondicionalmente suas demandas e proporcionando a autonomia dos mesmos na prática.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Querem fazer do Irã um novo Iraque e Líbia

Charge do Latuff

Comentário: Abaixo editorial do Portal Vermelho sobre as ameaças que pairam sobre o povo iraniano. Será o Irã a bola da vez?

 

Tambores de guerra contra o Irã

A aliança entre o imperialismo dos EUA e o sionismo que governa Israel é a grande ameaça contra a paz no mundo, evidência que se reforçou desde a semana passada quando os tambores da guerra voltaram a soar em Tel Aviv e Washington anunciando um provável ataque militar contra instalações nucleares no Irã.

O roteiro que levou à agressão contra o Iraque, em 2003, e contra a Líbia, neste ano, é reencenado nas chancelarias do imperialismo. Acusa-se o Irã de desenvolver um programa nuclear para finalidades militares (construir uma bomba atômica), alegação tão improvável e hipócrita quanto a mentira de dez anos atrás, que acusava o Iraque de produzir armas químicas, alegação que nunca foi comprovada – ao contrário, foi cabalmente desmentida.

As ameaças podem ser explicadas por vários pretextos. A correlação de forças no Oriente Médio tem mudado. Malgrado as agressões a povos e países soberanos, como na Líbia, o ambiente político não é tão favorável à execução dos planos imperialistas. Castelos de cartas cuidadosamente construídos por uma diplomacia mentirosa e belicosa, que enfatizava a ameaça contra a segurança de Israel, ruíram fragorosamente e o realinhamento de forças na região aprofundou o isolamento de Israel e o descrédito da diplomacia hoje comandada por Hillary Clinton. A catástrofe provocada no Iraque levou ao efeito, indesejado e imprevisto pela diplomacia dos EUA, de alçar o Irã a uma potência regional que precisa ser levada em conta. Por outro lado, o levante de populações árabes fez Turquia e Egito deslizarem para posições hoje consideradas inseguras para Israel. E a ameaça de repetir, na Síria, agressão semelhante à ocorrida contra Líbia parece encontrar obstáculos não calculados pelo imperialismo. Seus planos não prosperam, embora os cães de guarda rosnem com vigor contra o governo de Damasco.

Esta é uma parte do quadro. A outra, que os analistas militares (entre eles alguns oficiais graduados inclusive de Israel) levam em conta, é o inegável crescimento da capacidade militar e logística do Irã, dotado hoje de meios (mísseis) capazes de atingir Israel e mesmo algumas capitais europeias. Configura-se uma capacidade de reação grande, inaceitável para o imperialismo, mesmo que aqueles mísseis transportem armas convencionais e não a alegada bomba atômica que acusam o Irã de pretender construir. Além disso, outro fator inesperado e desestabilizador, para Israel e para o imperialismo, é a capacidade de mobilidade alcançada pela marinha iraniana depois da liberação, pelos novos governantes egípcios, da passagem de seus navios pelo canal de Suez, dando-lhes acesso ao Mediterrâneo e, em consequência, ao litoral de Israel.

Na semana passada, os rumores crescentes de uma preparação militar israelense para atacar o Irã, com apoio dos EUA, provocaram resposta iraniana imediata. Serão recebidos a bala – este foi o tom dessa resposta.

O apoio para uma aventura irresponsável e criminosa como essa tem sido vacilante. Os falcões de Tel Aviv e de Washington puseram os dentes de fora. O governo britânico declarou-se pronto a acompanhar a agressão contra o Irã; o “moderado” presidente de Israel, Shimon Peres, defendeu a ação militar; uma pesquisa mostrou uma população israelense dividida (41% a favor, 39% contra o ataque, e 20% sem opinião); e um general dos EUA, Jack Keane, defendeu, na Câmara dos Deputados de lá, o assassinato puro e simples de chefes militares iranianos.

A tensão vai crescer depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgar seu relatório (previsto para esta terça feira, dia 8) com “demonstrações” contra o programa nuclear iraniano. Mas já não é o mesmo xadrez enfrentado pelos belicistas de Washington quando tramaram, há uma década, e com apoio de Tel Aviv, a agressão contra o Iraque. Os EUA já não são a alegada única superpotência e sua capacidade financeira e sua credibilidade estão abaixo da crítica neste mundo multipolar onde o declínio relativo do imperialismo estadunidense é nítido.

Manifestações contrárias à aventura militar no Irã começam a aparecer. Rússia e França, por exemplo, alertaram para o agravamento da instabilidade regional que viria na esteira desse ataque. Os russos foram específicos e falaram que seria um “erro muito grave de consequências imprevisíveis”, alertou o chanceler Sergei Lavrov. E mesmo graduados militares de Israel, como dois generais que já foram chefes do Mossad (o serviço secreto local) condenaram a hipótese; um deles disse que seria “uma estupidez”. Ou “um suicídio”, como disse a emissora PressTV, lembrando o conjunto de mísseis desenvolvidos pelo Irã, com capacidade para atingir todo o território israelense.

A reação iraniana reforça estes temores. O imperialismo e os sionistas “sofrerão perdas enormes”, disse um general. Terão uma “resposta arrasadora”, disse outro, lembrando a capacidade iraniana de atingir os navios e bases militares dos EUA no Golfo Pérsico, além de deterem o controle do Estreito de Ormuz, por onde circula 40% do petróleo consumido no mundo. Este seria o preço alto a ser pago por uma agressão militar que, muitos pensam, poderia não chegar aos resultados esperados, pois o projeto nuclear iraniano é disperso e algumas instalações ficam em casamatas subterrâneas praticamente inatingíveis.

O mundo mudou num ritmo acelerado e desfavorável ao imperialismo e ao sionismo. É difícil prever o desdobramento das ameaças que se acentuaram desde o início de novembro, da mesma forma como é difícil prever as consequências de um ataque aventureiro e irresponsável contra o Irã. Nestes dias, só há uma certeza: a de que a ameaça real e concreta contra a paz e contra os povos está sediada não em alguma capital árabe mas nos salões das principais capitais do imperialismo, como Londres e Washington, coadjuvada com o ladrar dos cães de guarda de Tel Aviv.

Berlusconi devia ir era para a cadeia!!!

 Charge de Quinho

 

Berlusconi caiu. A direita chora!

Por Altamiro Borges

Em entrevista nesta terça-feira (8), o presidente italiano Giorgio Napolitano informou que o premiê Silvio Berlusconi renunciará já na próxima semana, após a votação final do “pacote de austeridade” do seu governo ultraconservador. O anúncio foi feito logo após o bravateiro fascistóide perder a maioria numa importante votação do parlamento da Itália.

A queda de Berlusconi representa um duro golpe na direita italiana e pode ter reflexos na Europa. Juntamente com Angela Merkel (Alemanha) e Nicolas Sarkozy (França), o primeiro-ministro italiano liderou a guinada neoliberal no velho continente, acelerando o desmonte do estado de bem-estar social e reforçando os laços de servilismo com os EUA nas suas políticas imperialistas.

Expressão grotesca do poder midiático

Silvio Berlusconi é a expressão grotesca do poder midiático na atualidade. Dono de um império de comunicação, ele foi eleito três vezes primeiro-ministro da Itália (1994-1995, 2001-2006, 2008-2011). Durante este longo período, ele sofreu 17 processos na Justiça por desvio de recursos públicos, fraude fiscal, suborno, evasão de divisas e escândalos sexuais – inclusive pedofilia.

A blindagem da mídia, tão seletiva na Itália como no Brasil, garantiu a sobrevivência política e as vitórias eleitorais de Berlusconi. O patético ricaço – a revista Forbes o classificou como a segunda pessoa mais rica da Itália e o 74º homem mais rico da Europa, com fortuna estimada em US$ 9 bilhões – sempre foi funcional para a avarenta burguesia italiana. Por isso, ele durou tanto tempo.

Crise econômica e auditoria do FMI

A grave crise que atinge a Itália, porém, precipitou seu fim. Na semana passada, durante a reunião do G20, a Itália anunciou que submeterá suas contas à auditoria do Fundo Monetário Internacional (FMI). A decisão, que confirma o caos econômico do país, apavorou os banqueiros. Há forte risco de calote da dívida italiana, o que pode afundar de vez a combalida Europa.

O agravamento da crise minou a base de apoio de Berlusconi. Na votação do seu “plano de austeridade”, ele perdeu a maioria dos 316 deputados. Seu principal aliado, o líder fascista Umberto Bossi, pediu sua renúncia, seguido por deputados do seu próprio partido, Povo da Liberdade (PL). Berlusconi rotulou os dissidentes de “traidores”, mas ficou sem condições para permanecer no cargo.

Queda de popularidade e protestos de rua

Fora dos círculos do poder, o premiê estava ainda mais desgastado. Pesquisa da semana passada confirma que a popularidade de Berlusconi caiu a seu nível histórico mais baixo, de 22%. Em janeiro, metade dos italianos já defendia sua imediata renúncia. Greves gerais e protestos de rua exigem a sua queda desde o final do ano passado.

Os escândalos sexuais de Berlusconi, de 75 anos, só aumentaram o seu desgaste. Em outubro, um extrato bancário provou que ele gastou 2,7 milhões de euros (R$ 6,5 milhões) com presentes para garotas de programa. A marroquina Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby Rubacuore (“rouba corações”), confessou que participou de festas na mansão do ricaço quando menor de idade e que recebeu 7 mil euros. Em maio, ela foi presa por roubo e foi imediatamente libertada após uma ligação do “amigo” poderoso.

“Vou embora deste país de merda”

Berlusconi já sabia que estava com os dias contados. Só durou mais algum tempo para fazer o último trabalho sujo da asquerosa burguesia italiana, com a aprovação do “plano de austeridade”. Em setembro, numa gravação telefônica que vazou, o arrogante premiê afirmou: “Em alguns meses me vou. Vou embora deste país de merda, do qual estou nauseado”.

Se houvesse justiça, ele deveria ir era para a cadeia. Alguns “calunistas” da mídia brasileira, que tanto o bajularam o líder direitista, poderiam lhe fazer visitas. Diogo Mainardi até mora na Itália!

sábado, 5 de novembro de 2011

Força Companheiro Lula!!!



Comentário: Até agora não havia feito nenhuma postagem sobre o câncer na laringe do presidente Lula. O anúncio feito no último sábado dia 29 de outubro tomou a todos nós de surpresa. Esse fato mostra o quanto Lula é igual a cada um de nós na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença. Meu velho pai teve o mesmo câncer de Lula que foi diagnosticado no início de 2003. No final do ano de 2002 meu velho já havia feito a laringoscopia que identificou dois tumores na sua laringe. Depois que ví os tumores de meu velho, larguei o cigarro. Isso foi em 31 de dezembro de 2002. Quando assisti ao noticiário, lembrei logo do meu velho e assim como acontece em todos os jogos do Botafogo me deu um nó na garganta de saudade dele. Não gosto de falar de mim neste blog, mas creio que essa é uma forma de me solidarizar com o companheiro Lula por quem tenho uma grande estima. O câncer do meu velho foi curado com radioterapia. Mas devido às grandes descargas de radiação em sua garganta o movimento de suas cordas vocais ficou comprometido e o velho passou a respirar pela traquéia. Ele tinha uma cânola na traquéia e isso foi o fim pro meu velho. Muitas pessoas convivem com isso, mas não o meu velho! E aí como diria o ditado: "mens sana, corpore sano", a cabeça do velho começou a fraquejar e vivemos 3 anos de muita luta e sofrimento. No dia 09 de novembro fazem 6 anos que meu velho descansou. Tenho convicção que Lula vai vencer esse desafio, que sua voz vai continuar rouca mas não por causa de doença alguma. Força companheiro, nós precisamos de você forte, pois a luta continua!!!

Encontro Mundial de Blogueiros: Carta de Foz do Iguaçu

Do blog do Miro

 

Blogueiros: Carta de Foz do Iguaçu

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.



Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade –, os participantes reafirmaram como prioridades:

- A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;

- A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;

- A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.

- A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.

- A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outras mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA no seu processo de bloqueio à Cuba.

Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Lições do grande Solonei da Silva

 Comentário: Como diria Gonzaguinha: "Eu acredito é na rapaziada que segue em frente e segura o rojão... Eu ponho fé é na fé da moçada que não foge da fera e enfrenta o Leão(...) Aquele que sabe o sufoco e um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser BRASILEIRO"

Pro Solenei o vídeo abaixo:




Do Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

Como tratar o lixeiro Solonei da Silva, do alto de sua vassoura ?


Solonei "coleta o lixo" do PiG

Este ansioso blogueiro teve o prazer de entrevistar o grande maratonista brasileiro Solonei da Silva pouco antes de conquistar a medalha de ouro no Pan:

Maratonista brasileiro tem última chance para levar o ouro

O apresentador Boris Casoy foi um dos que honrou este ansioso com um processo judicial – clique aqui para  ler sobre “Agora são 40 processos, com m ais dois do Daniel Dantas e um do Paulo Preto – é a gloria !” (Ali, o amigo navegante encontrará uma gloriosa “Galeria de Honra Daniel Dantas”).

Para evitar um (e desde já vitorioso) 41º, o ansioso blogueiro cede aqui a palavra ao Fernando Brito, para não dizerem que o ansioso blogueiro tem ideias fixas.

Leia no Tijolaço:

Não é lixo, não, é ouro humano

Hoje, um ex-catador de lixo, Solonei Rocha da Silva, ganhou a última das 48 medalhas de ouro no Pan de Guadalajara. Humildemente, disse que a vitória era de todos os catadores, trabalho que ele tinha orgulho de ter tido e do qual jamais se esqueceria.


Também hoje, no Zero Hora – infelizmente não achei o texto na internet – o jornalista Moisés Mendes compara, num artigo em Zero Hora, a atitude de um grupo de garis, ao verem três colegas serem atropelados (dois deles morreram) por uma pick-up Hilux, dirigida por um gerente de banco que voltava de uma “balada”, enquanto capinavam um canteiro da Marginal Pinheiros, em São Paulo, com a atitude do grupo que capturou, espancou e executou Muammar Khadaffi.


Os garis de São Paulo, não lincharam nem espancaram o homem que acabara de matar seus colegas. É verdade que houve chutes na porta do carro – ele tinha tentado fugir – e uns safanões, prontamente reprimido por um dos próprios garis, que afastou os colegas mais exaltados.


Os  episódios me fizeram lembrar das ofensas – certo que seguidas de um formal e rápido pedido de desculpas – dirigidas por Boris Casoy a dois garis que “do alto de suas vassouras”, como disse ele, se atreviam a desejar feliz ano novo aos telespectadores.


Como é bom ver que, apesar do bombardeio de violência e da deseducação que nossa elite brutaliza o nosso povo, sobrevivem nele valores humanos mais civilizados do que em muitos daqueles que se proclamam “modernos” e “civilizados”.


Mas esse sentimento resiste tanto, com tal força, que aqueles dois humildes garis, “do alto de suas vassouras”, Solonei  Silva, do alto do pódio, e aqueles outros da Marginal Tietê, dão lições a muita gente. Ou deviam dar.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Em sua despedida, Orlando é aplaudido de pé: "Eu sou inocente"

31 de Outubro de 2011 - 17h04

 

Comentário: Força Orlando Silva, a verdade pode até tardar, mas assim como a Juventude do Araguaia ela não falha!!!

 

Depois de deixar o cargo na semana passada, após denúncias sem nenhuma prova, o ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, foi aplaudido de pé ao discursar na cerimônia em que entregou o cargo ao sucessor Aldo Rebelo. "Eu fico feliz de olhar para minha mãe, para minha esposa, minha filha e à senhora, presidente, e dizer: eu sou inocente". "Os dias vão passar, evidências vão surgir e a verdade vai prevalecer", afirmou o ex-ministro.




Após a cerimônia de posse de Rebelo, no Palácio do Planalto, Orlando adiantou que "se tudo der certo, eu vou ser candidato em 2012. [...] Eu tenho que sentar com o partido e conversar. Eu não sei, tem que olhar. Vai ser em São Paulo, é a única coisa que eu sei", declarou.

Orlando Silva disse ainda que tem conversado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre sua possível candidatura. Segundo disse, o petista seria seu "conselheiro" para as eleições de 2012.

"Falei pelo telefone com o presidente Lula no aniversário dele (quinta-feira passada, dia 27). Ficamos de depois voltar a conversar. Ele é um conselheiro. Vamos sentar e conversar com ele", disse. "Ele tem muita experiência política e ele próprio acha que eu posso ajudar. Deixa o presidente enfrentar esse desafio que ele está enfrentando agora e logo em seguida vou poder sentar e conversar".

Na cerimônia de posse, Silva homenageou Lula ao desejar uma boa recuperação no tratamento de um câncer na laringe. "Nós todos desejamos que ele possa enfrentar mais esse desafio que está diante dele".

Em busca de trabalho

O ex-ministro do Esporte disse também que pretende procurar um emprego daqui para frente e que vai enviar seu currículo a empresas privadas. "Vivo do meu trabalho, então preciso conseguir um novo trabalho".

Silva voltou a afirmar que é inocente, o que pretende provar "o mais breve possível".

"Vou continuar defendendo minha honra. Essa semana eu vou estruturar uma estratégia jurídica. Eu tenho certeza que vou ser inocentado, mas tem que ser no prazo mais breve possível".

Aldo elogia Orlando e o PCdoB

O novo ministro assumiu hoje a pasta fazendo elogios a seu antecessor, Orlando Silva, e ao PCdoB, partido ao qual os dois pertencem. Ele destacou a importância do cargo e fez questão de dizer que sua atuação será facilitada devido ao trabalho desenvolvido por Orlando. Ele fez ainda elogios ao Programa Segundo Tempo.

Rebelo abriu seu discurso com um elogio à presidente Dilma Rousseff. Enfatizou o fato de ela ser a primeira mulher eleita para ser chefe de Estado no país. Continuou com uma série de elogios a Orlando Silva. "Faço o elogio ao trabalho do Ministério porque posso fazê-lo por sua biografia". Comentando a declaração de inocência feita pelo antecessor, Rebelo foi além. "Talvez, mais do que inocente, o senhor (Orlando) seja vítima, talvez essa seja a palavra mais precisa", disse Rebelo.

O novo ministro fez ainda menções honrosas ao seu partido. Ele destacou a trajetória política do partido, a luta contra a ditadura e o fato de a legenda estar prestes a completar 90 anos de história. Afirmou ainda que possíveis erros serão corrigidos, mas não prejudicam a imagem do partido. "O PCdoB não está acima da crítica, das fatalidades humanas, dos erros".

Rebelo fez também uma exposição sobre o Segundo Tempo. Afirmou que a falta de equipamentos esportivos no Brasil dificultou a implantação do programa, que visa beneficiar crianças com a prática de atividades físicas. "A educação tem escola, a saúde tem hospitais, no esporte não tínhamos onde fazer a política pública".

Futebol e Dia do Saci

O novo ministro enfatizou o fato de que o Brasil vai sediar a Olimpíada e a Copa do Mundo nos próximos cinco anos. Fez uma longa exposição sobre o futebol e destacou que a Fifa tem mais filiados do que a ONU. Disse também que precisará da ajuda do governo, de outros ministros, de dirigentes esportivos e até da imprensa para realizar seu trabalho.

O ministro concluiu seu discurso com duas referências bem-humoradas. A primeira foi pelo dia da posse. Rebelo fez um projeto, não aprovado, de transformar o dia 31 de outubro em Dia do Saci, para se contrapor ao norte-americano Halloween. A segunda foi com o fato de não poder atender ao primeiro pedido que recebeu no exercício da pasta. De acordo com Aldo, o prefeito de Viçosa (AL), sua cidade natal, pediu que o município sediasse a abertura da Copa do Mundo. Ele afirmou que não será possível atender ao pedido e destacou que o evento será aberto em São Paulo.

A cerimônia lotou o Salão Oeste do Palácio do Planalto. Dirigentes esportivos e políticos de diversos partidos estiveram presentes. O mais aplaudido, porém, foi o ex-jogador Pelé, citado em todos os discursos.

Da Redação, com agências