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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

PCdoB unido na defesa de Orlando Silva

Força, Camarada!!!

Comentário: Imagine que você tenha rabo preso com alguém. Você mandaria essa pessoa pra cadeia por desvio de dinheiro? Se houvesse conchavo entre o Ministro Orlando Silva e esse desqualificado João Dias, o ministério apresentaria denúncia no Tribunal de Contas da União solicitando que o bandido devolvesse R$ 3,5 milhões de reais? Essas perguntas devem ser objeto de reflexão. Infelizmente o PIG (Partido da Imprensa Golpista) dita a agenda semanal do governo e também a nossa. Quem será o próximo na lista de veja, grobo, falha de são paulo, etc?????  

Por André Barrocal, no sítio Carta Maior:

O depoimento do ministro do Esporte, Orlando Silva, à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (18), para se defender de denúncias, lotou o plenário da Comissão de Fiscalização e Controle. Mas não foi só o interesse jornalístico e da oposição ao governo que garantiu casa cheia. Unido em torno do correligionário como não se costuma ver em outras legendas com filiados embaraçados, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) arrastou sua burocracia, as bancadas – que não são grandes - de deputados e senadores e uma legião de assessores, no apoio ao ministro.

No depoimento de quase quatro horas, os comunistas não economizaram aplausos para as fortes declarações de Orlando Silva contra o detrator, o policial militar João Dias Ferreira, ou para congressista, até de outro partido, que saía em defesa do ministro.

Também fustigaram adversários do governo, ao ironizar, por exemplo, o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), quando este voltara do Senado, depois de reunião com João Dias, e dissera que o PM estaria precisando de “proteção policial” contra ameaças.

Muitos dos militantes também fizeram questão de acompanhar o ministro na entrevista coletiva que ele topou conceder, mesmo depois do longo depoimento.

O motivo de tamanha mobilização é o caráter partidário da acusação feita por João Dias. Se o PM atingiu a jugular de Silva, ao afirmar que o ministro comandaria esquema de corrupção no ministério, acertou também a aorta do PCdoB, apontado como destino final do dinheiro desviado.

“Já enfrentamos ditaduras e detratores como esse há 90 anos. Isso não nos intimida”, disse à Carta Maior o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, que assistiu ao depoimento.

Antes da sessão, Rabelo recebera telefonema da ministra-chefa da Casa Civil da Presidência, Gleisi Hoffmann, no qual ela se solidarizava com o PCdoB pelos ataques desferidos no partido não só por João Dias, mas também pelo noticiário.

Encarada como fomentadora de uma espécie de campanha contra o PCdoB, a imprensa foi a vítima predileta dos parlamentares comunistas, na sessão. A queixa principal repetiu Orlando Silva. Seria inaceitável dar crédito a um testemunho sem provas de alguém que já foi preso por desvio de verba do mesmo ministério que acusa e que tenta reaver o dinheiro.

“Nem tudo é publicado na imprensa, mas nós sabemos quem é ele [João Dias], porque a informação circula livremente na internet”, disse a deputada Manuela D'Ávila (RS). “Azar da mídia golpista que mexeu com o PCdoB, que não tem medo. É da história do PCdoB a luta pela verdade”, disse a deputada Perpétua Almeida (AC).

Líder do partido na Câmara, Osmar Júnior (PI) irritou-se também com adversários do governo. Reclamou que eles não acompanharam o depoimento, por estarem no Senado fazendo um acordo com o PM para ele depor na Câmara, em vez de aproveitarem que o ministro já estava ali, à disposição, para pedir esclarecimentos. “Se ele [o PM] quer palanque, que procure outro lugar”, disse.

Já a deputada Alice Portugal (BA) verbalizou com todas as letras a desconfiança de que Orlando Silva e o PCdoB estariam sendo alvejados por causa da Copa do Mundo, numa ação de bastidores da Fifa contra o jogo duro do governo. “É um tentativa de massacre para indicar [no lugar de Orlando] um ministro genuflexo”, afirmou.

Ainda não se sabe se os esforços comunistas serão suficientes para salvar o ministro. Exatamente por causa da Copa, Orlando Silva encontra-se no centro de uma área de apelo popular, o que aumenta a suscetibilidade política do governo com denúncias no setor.

Além disso, a leveza do PCdoB no Congresso (só 15 deputados e dois senadores) não parece capaz de levar a presidenta Dilma Rousseff a se arriscar a manter o auxiliar se as denúncias não estancarem.

Independentemente disso, porém, o PCdoB está com o ministro para o que der e vier. Inclusive irá explorar boa parte do programa eleitoral do partido na TV, nesta quinta-feira (20), para defender-se e ao correligionário.

“O PCdoB tem depositado inteira confiança no ministro. Ele diz que não tem nenhuma relação com esse sujeito [João Dias] e que não tem nada a temer”, disse Rabelo. “O partido tem se preocupado, dentro de suas condições, em explicar à opinião pública o que está acontecendo e vamos fazer isso na TV.”

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