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domingo, 11 de setembro de 2011

O terrorismo é uma merda!!!



Há 10 anos estava eu caminhando pelo Campus Universitário da UFV, entre uma aula e outra, quando um amigo me liga e diz: "Cara corre pra frente de uma TV e veja o que está acontecendo". Desligou em seguida. Corri para a lanchonete mais próxima e vi as torres do World Trade Center em chamas. Imagem impactante e eu só falei uma coisa: que merda!!! À noite como de praxe a galera se encontrava pra tomar umas cervejas no Bar do Leão. Meu amigo não conseguia conter a euforia estava quase soltando foguetes, comemorando o atentado como uma resposta dos povos oprimidos de todo o mundo diante das agressões dos EUA. Eu enquanto isso ficava na minha, pensando: "Que merda! Que grande merda!". Falei com meu amigo: "Cara, cutucaram onça com vara curta. Este é o argumento que os ianques queriam pra soltar bomba a torta e à direito. Pra criar um clima de guerra a nível mundial. Por muito menos que isso (atentados do 11 de setembro) os caras já detonaram a Iugoslávia - e numa época em que Clinton estava no poder dos EUA. Imagina como a coisa vai ser com o Bush Jr.?". Deu no que deu, decorridos dez anos assistimos um mundo extremamente belicoso, em que povos inteiros são destruídos fisicamente, culturalmente, espiritualmente. Os malditos terroristas de Osama Bin Laden (será que esse cara realmente existiu?) e da Al-Qaeda deram o argumento que os maiores terroristas do mundo (o Estado estadunidense) precisavam para fazer o que bem entendem. Vejam o caso mais recente da Líbia. 
Infelizmente, como diria Marx, " a violência é a parteira da história". Mas a violência que é capaz de realizar as mudanças verdadeiras é a violência revolucionária que se contrapõe à violência reacionária das elites. Hoje, felizmente, estamos assistindo à revoluções em que muito pouco ou quase nenhum sangue é derramado - vide os casos da Venezuela e Bolívia. O terrorismo só conduz os povos ao obscurantismo e à degradação.   
Em meados do século XIX a juventude e os trabalhadores russos lutavam contra o Czarismo.  O jovem Alexandre Ulianov era um dos líderes do grupo Pervomartovtsi e foi condenado à morte em 1887 por ser cúmplice na tentativa de matar o Czar Alexandre III. Isto influenciou enormemente seu irmão caçula Vladimir, Lênin, que optou por uma outra forma de luta: a revolução social.
Sou solidário à luta do povo árabe, principalmente os palestinos. Mas a opção por carros e homens bombas nunca irá libertá-los do jugo fascista do Estado - lacaio dos EUA - de Israel.
Uma pergunta que não quer calar neste 11 de setembro: E se as torres gêmeas não tivessem vindo ao chão? O mundo, como dizia Renato Russo, estaria tão complicado? 
Acredito que as nações imperialistas teriam feito tudo o que fizeram (invasão do Iraque, Afeganistão e Líbia), no entanto com muito mais dificuldade. Os malditos terroristas deram aos ianques e à OTAN o "green-card" para matar, pilhar, violentar, destruir e tornar o nosso planeta um lugar muito pior. 
Aquela cerveja amarga, que bebi no Bar Leão no dia 11 de setembro de 2001, foi só o preâmbulo do azedo e salgado paladar desse mundo atual. 
Minhas condolências aos parentes das vítimas dos atentados às torres do World Trade Center e aos parentes dos centenas de milhares que pereceram no Iraque, Afeganistão e Líbia.
Mas, pra terminar com poesia recorro aos grandes Ivan Lins e Vítor Martins: "Desesperar jamais/aprendemos muito nestes anos/afinal de contas não tem cabimento/entregar o jogo no primeiro tempo". A bola ainda rola e o planeta ainda gira.


Adriano Ferrarez, professor de Física do Instituto Federal Fluminense - Campus Itaperuna







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