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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ENEM e os cursinhos

Charge de Bessinha

Comentário: Não vou cuspir no prato em que comi, comprei muito leite para minha filha com dinheiro de cursinho Pré-Vestibular. Nessa época as condições me obrigavam a ser mais showman que professor. Felizmente hoje tenho condições de exercer minha função, buscando me tornar digno de ser chamado de mestre pelos meus alunos. Mas a adoção do ENEM para ingresso em muitas universidades públicas foi uma grande vitória para a juventude filha de trabalhadores do Brasil. Os mercadores da educação se contorcem de ódio.

Do sítio Conversa Afiada

Enem: diretor de cursinho prega analfabetismo em SP


Bindi: para que serve o subjuntivo ?

A elite é incansável no combate ao Enem, a banda larga para o pobre entrar na faculdade.

Especialmente a elite que se expressa no PiG (*) de São Paulo.

Na pág. 3 da Folha (**) deste domingo há um artigo espantoso, uma espécie de diatribe contra a tabuada: “Critérios do Enem prejudicam  São Paulo” (e só São Paulo – PHA)

É uma obra prima.

O raciocínio xenófobo se sustenta na tese de que o peso da redação é muito alto.

Se não fosse tão alto, se perceberia que as escolas de São Paulo, na verdade, são uma coleção de Harvards.

É o que diz Carlos Eduardo Bindi, identificado como educador e diretor do Grupo Etapa – http://www.etapa.com.br/

Educador ou diretor de cursinho, perguntará o amigo navegante.

Não importa.

O Enem está para os cursinhos assim como a internet para jornais como a Folha.

É um réquiem.

O que interessa é a mensagem que se extrai da peça mercadológica.

Ele quer uma São Paulo que não saiba escrever.
(Será que ensinam o Subjuntivo no cursinho do prof. Bindi ?)

A leitura do PiG (*) de São Paulo indica isso, mas não era preciso escancarar.

Paulo Henrique Amorim

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