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domingo, 11 de setembro de 2011

11 de setembro: um mundo mais inseguro

Charge de Latuff sobre os 11 de setembros em NY e Santiago do Chile (Retirado do Blog Vagalume) 

Por José Reinaldo Carvalho, no sítio Vermelho:

Em 11 de setembro de 2001, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos e realizaram um atentado de inauditas dimensões. Duas aeronaves foram jogadas sobre as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, símbolos do poder financeiro da maior potência capitalista. Um terceiro avião foi arremessado sobre o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington, e destruiu parte do prédio, centro onde são planejadas guerras de agressão, símbolo do poderio militar da superpotência. O quarto avião caiu em um campo perto de Pittsburgh. Mais de 3 mil pessoas foram mortas e os prejuízos econômicos foram contabilizados em 90 bilhões de dólares.

O episódio deu pretexto a que se procedesse a uma inflexão ainda mais para a direita e para o predomínio de posições de força na política externa estadunidense - que já se encontrava em gestação desde que o grupo conhecido como “neocons” chegou à Casa Branca, a partir da eleição de George W. Bush à Presidência dos Estados Unidos.

Indubitavelmente, os atentados de 11 de setembro de 2001 e os abalos na situação internacional que se lhe sucederam tornaram o mundo pior, mais inseguro, perigoso e instável. Progressivamente assistiu-se a uma deterioração do quadro mundial, ao agravamento de suas contradições e conflitos.

Osama Bin Laden, ex-aliado dos Estados Unidos na guerra antissoviética do Afeganistão, foi acusado de ser o mandante dos atentados.

Horror infinito

Sob o pretexto de caçá-lo, em 7 de outubro de 2001 tem início a operação “Liberdade Duradoura”. Na ocasião o Partido Comunista do Brasil emitiu um documento dizendo que a operação desencadeava o “horror infinito”.

A aviação estadunidense e a do seu principal aliado, o Reino Unido, fizeram uma verdadeira razia na capital, Cabul, e em outras cidades afegãs. O governo do Taleban foi deposto e substituído por um governo fantoche. Mas a chamada “guerra ao terrorismo”, inaugurada por George W. Bush, continua sendo o mantra da política externa e de “defesa” do imperialismo estadunidense nos dias de hoje. Somente uma década depois, Osama Bin Laden foi encontrado, não no Afeganistão, mas no vizinho Paquistão. Seu assassínio e o sumiço dos seus despojos foi tão somente uma vitória de Pirro para os Estados Unidos

O sucesso alcançado pelos Estados Unidos no Afeganistão foi apenas efêmero. Depois de uma década de ocupação do país da Ásia Central, a sensação das tropas norte-americanas é de terem entrado num movediço pantanal. No começo, a força dos agressores parecia invencível. Por conveniências várias, e devido à comoção provocada pelos atentados, os Estados Unidos contaram no início com a solidariedade das demais potências e diversos outros países. Formou-se uma ampla coalizão internacional. Aparentemente, estavam dadas as condições para o enfrentamento conjunto do “terrorismo internacional”, mas o fato é que tal combate foi feito mediante o terrorismo de Estado.

Em 2002 a ONU deu às tropas de ocupação o status de “tropas internacionais”, garante a segurança do governo provisório e mobiliza recursos para a reorganização e “reconstrução” do país. Os Estados Unidos mantêm a campanha militar e intensificam a caçada aos membros do Taleban e da Al Qaeda. Dez anos depois, a guerra no Afeganistão ainda é considerada vital no “combate ao terrorismo” e mobiliza mais de 150 mil soldados norte-americanos e de países europeus da Otan.

Política de força dos EUA

Se o 11 de setembro será sempre lembrado pelo atentado, outra data, o 20 de setembro, ficou marcada como o dia em que a superpotência imperialista norte-americana anunciou ao mundo a inflexão em sua política externa, que viria a ser posteriormente sistematizada no corpo de ideias e conceitos denominados de “doutrina Bush”.

Naquele dia, falando urbi et orbi desde a sede do Capitólio, o presidente George W. Bush exortou o mundo a criar a “coalizão anti-terrorista”, dividiu as forças mundiais em termos maniqueístas – “quem não está conosco está contra nós” - , ameaçou punir “nações hostis”, num prelúdio do que viria a chamar poucos meses depois de “Estados bandidos”, integrantes do “eixo do mal”, contabilizou a existência de 60 países onde se albergam terroristas e ameaçou usar as armas de que dispõe em seu poderoso e sofisticado arsenal.

“Nossa guerra contra o terror começa com a Al Qaeda mas não termina aí”, vociferou Bush. “Não terminará até que todos os grupos terroristas de alcance global tenham sido encontrados, detidos e vencidos (...)Como lutaremos e ganharemos esta guerra? Dedicaremos todos os recursos sob nosso poder – todos os meios da diplomacia, todas as ferramentas da inteligência, todos os instrumentos para velar pelo cumprimento da lei, toda a influência financeira e todas as armas necessárias de guerra (...) Os estadunidenses não devem esperar uma batalha, mas uma campanha longa, distinta de qualquer outra que temos visto. Possivelmente, incluirá ataques dramáticos, que podem ser vistos na televisão, e operações encobertas, que permanecerão secretas mesmo depois do êxito (...) Perseguiremos as nações que ajudem ou abriguem o terrorismo. Toda nação, em toda região do mundo, agora tem que tomar uma decisão. Ou estão do nosso lado, ou do lado dos terroristas. A partir de hoje, qualquer nação que continue albergando ou apoiando o terrorismo será considerada regime hostil pelos Estados Unidos”, ameaçou.

O pronunciamento de George W. Bush em 20 de setembro de 2001 é o documento fundador da “nova ordem”, a proclamação dos meios e dos modos como percorrer o pretendido “novo século americano”. Marcou uma mudança de fase nas relações dos Estados Unidos com o resto do mundo e no exercício da hegemonia norte-americana. Abriu-se novo período, que as forças anti-imperialistas no mundo chamariam de tirania global, uma expressão usada pelo então presidente cubano Fidel Castro, um período de uso indiscriminado da força bruta, desprezo pela legalidade internacional e pelas instituições multilaterais. Abriu-se uma fase de intensa militarização das relações internacionais e de decisões de força.

Guerra ao Iraque

Outro resultado direto do 11 de setembro foi a guerra de agressão ao Iraque. Em 20 de março de 2003, os Estados Unidos e o Reino Unido bombardearam e invadiram o país árabe, alegando que o regime de Saddam Hussein estaria produzindo armas de destruição em massa. Foi uma ação unilateral sem autorização da ONU, cujos inspetores não encontraram provas da acusação. Em 2004, atuando no terreno como autoridades de ocupação, os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido reconheceram que não havia armas de destruição em massa no Iraque. A desfaçatez fica patente, quando se constata que crimes foram cometidos em nome da suposta destruição das mencionadas armas.

Dezoito meses transcorreram entre os atentados de 11 de setembro de 2001 e o início da guerra norte-americana no Iraque, em março de 2003. Durante esse período, os preparativos para a guerra foram desenfreados. No mesmo lapso de tempo tomou forma e foi anunciada ao mundo a chamada Doutrina Bush. Durante tais preparativos ocorreu uma espécie de tour de force entre a diplomacia e a guerra, esta em contraste com a ONU, o sistema multilateral e o direito internacional, cuja falência foi decretada na prática. Desde então e até hoje, multilateralismo e direito internacional existem tão somente como contrafação ou discurso ingênuo.

Em 1º de junho de 2002, Bush fez outro pronunciamento definidor, falando aos cadetes de West Point, quando ficou clara a intenção de atacar o Iraque e foi lançada a doutrina do “ataque preventivo”, uma reviravolta conceitual, verdadeira subversão do direito internacional, que somente autoriza o uso da força em defesa própria, para combater ameaças reais, não potenciais nem presumíveis.

E em 17 de setembro foi publicado o documento “A Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América”, oficializando a doutrina dos ataques preventivos. Esta sucessão de pronunciamentos é reveladora da escalada nos preparativos da guerra ao Iraque ao longo do ano de 2002, no vértice do poder estadunidense.

Os preparativos para a guerra incluíram a elaboração de argumentos, que foram largamente difundidos em declarações das autoridades estadunidenses, como também em noticiários e análises através dos meios de comunicação. A argumentação para justificar a guerra contra o Iraque tinha três pilares: “o Iraque é uma ditadura cruel, que desrespeita os direitos humanos, sendo necessário o uso da força para restabelecer a democracia no país”, diziam a Casa Branca, o Pentágono, setores conservadores do mundo acadêmico e a mídia a serviço dos planos de guerra; dizia-se ainda que o Iraque apoiava política e materialmente a Al Qaida, sendo por esta razão um “Estado bandido”, integrante do eixo do mal, aliado do terrorismo internacional; arguía-se também que o Iraque possuía armas de destruição em massa que a qualquer momento poderia usá-las contra os Estados Unidos ou seus aliados na região.

Os preparativos de guerra sofreram forte contestação. Milhões de pessoas em todo o mundo saíram às ruas num veemente apelo de paz. Dentro dos próprios Estados Unidos, a guerra ao Iraque não ganhou consenso. O senador democrata Ted Kennedy disse que foi uma guerra de escolha, não de necessidade, com abuso grosseiro das informações de inteligência e arrogante desrespeito pelas Nações Unidas. Bush e a linha dura neocon não hesitaram em exagerar e manipular os dados sobre armas de destruição em massa. Inventaram imagens como a do cogumelo gigante sobre os EUA e as ligações inexistentes de Saddam Hussein com a Al Qaida, disse o senador.

A rigor, nenhum dos argumentos para atacar o Iraque se sustentava. Não há um problema sequer envolvido em tal argumentação que não pudesse ser resolvido pacificamente e por meios diplomáticos, nos termos de uma política estabilizadora de relações internacionais, além dos meios jurídicos, nos termos da Carta das Nações Unidas e de outros documentos legais que constituem o direito internacional.

Na verdade, a motivação para a guerra era outra. Tinha a ver com a inflexão operada na política externa estadunidense pela Doutrina Bush. Esta guerra tem a ver com petróleo e a conquista de posições geopolíticas na luta que os Estados Unidos levam a efeito para exercer hegemonia no mundo. Nada a ver com direitos humanos, democracia, armas de destruição em massa ou missão civilizadora, muito embora os neocons considerem que os Estados Unidos são portadores desses valores e que é seu desiderato fazê-los triunfar no mundo, mesmo que de forma cruenta, ao atropelo do direito internacional, da democracia praticada segundo outros critérios e dos próprios direitos humanos. Na verdade são pretextos para salvaguardar interesses imperiais travestidos de valores.

Implicações geopolíticas

Até hoje se debate sobre as implicações geopolíticas do 11 de setembro de 2011 e nada indica que cessa a discussão. Efetivamente, o imperialismo norte-americano tomou o episódio como pretexto para lançar uma Doutrina e uma Estratégia.

A política dos neocons, que encontrou no episódio do 11 de setembro o momento propício para ser executada, corresponde ao objetivo da superpotência de estabelecer uma hegemonia ampla, ligada aos interesses da economia norte-americana, em franco declínio. Os seus teóricos estavam (estão ainda) convencidos de que os Estados Unidos devem proclamar seu domínio, afirmar a sua hegemonia, bastante questionada e em crise, recorrendo a todos os meios a seu dispor, entre eles a guerra de agressão, a militarização do mundo e a ameaça nuclear.

No quadro da “guerra ao terrorismo”, o governo dos Estados Unidos atacou também os direitos civis dentro do país, com a lei chamada Patriotic Act, e promoveu a prática da tortura e das prisões ilegais de prisioneiros estrangeiros nos cárceres de Abu Graib e Guantânamo.

A política de força e agressividade que os Estados Unidos promoveram na sua atuação internacional suscita não apenas debates, mas muita inquietação e insegurança nos demais atores da política internacional, sobre os rumos que irá tomar e sobre o mundo que espera a humanidade no transcurso do século 21.

A política belicista de George W. Bush foi eleitoralmente derrotada. O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama venceu o pleito com promessas de restauração da paz, a retirada das tropas de ocupação e de busca de refundar a ordem mundial, a partir do multilateralismo e do respeito ao direito internacional. Mas mudou essencialmente de política?

O plano de retirada das tropas do Iraque é o mesmo concebido por Bush. Até hoje o país está efetivamente ocupado. Já o Afeganistão recebeu novos contingentes de tropas, para uma guerra que completará uma década no próximo mês, sem final previsível.

Tudo nos leva a crer que o ambiente político em que se processam as relações internacionais na atualidade permanece caracterizado por um inaudito retrocesso. O principal vetor do quadro político mundial, tendo como pano de fundo uma profunda crise do sistema capitalista, é uma abrangente e brutal ofensiva dos Estados Unidos para impor a sua hegemonia, o que cobra elevado preço aos povos e países que circunstancialmente se tornam alvo dessa ofensiva.

No conjunto do Oriente Médio e Norte da África, o imperialismo estadunidense aproveitou-se da chamada primavera árabe para levar adiante antigos planos de reconfigurar a região conforme seus próprios interesses. A guerra contra a Líbia e as ameaças de intervenção na Síria e Irã demonstram isso. Novos focos de tensões e conflitos aparecem, como é o caso do Paquistão e a militarização se alastra, com o novo conceito estratégico da Otan, a Quarta Frota na América Latina, o Africom, no continente africano, a disputa pelo controle do Oceano Índico e a proliferação de bases militares.

Estes fatos são de tal ordem que perdeu sentido prático a disjuntiva entre unilateralismo e multilateralismo, unipolaridade e multipolaridade, nos termos em que os acadêmicos a serviço do imperialismo e as chancelarias apresentam o problema. Pretende-se que é multilateralismo e multipolaridade a formação de um condomínio de potências agindo em concertação entre si a fim de partilhar o domínio do mundo e a espoliação dos povos. Nesse sentido, a guerra contra a Líbia seria uma expressão do multilateralismo, porquanto feita pela “comunidade internacional”, sob a supervisão da ONU. A guerra contra a Líbia, com ou sem a facilitação da ONU e o silêncio cúmplice da “comunidade internacional”, é modelada no mesmo figurino das políticas agressivas do imperialismo.

O multilateralismo e a multipolaridade, para serem úteis aos povos, deveriam estar inseridos no âmbito da estratégia e tática da luta anti-imperialista, e não subordinado a uma lógica de acomodação, adaptação e capitulação à ordem vigente.

Hoje não é tão difícil observar, passado já quase todo o mandato de Obama, que na essência, os interesses de Estado e estratégicos do imperialismo norte-americano são permanentes e a margem de variação da política externa é mínima, com os republicanos ou os democratas à frente da Casa Branca e do Departamento de Estado.

O fato é que superpotência norte-americana, diante do seu evidente declínio, sente a necessidade de agir com o objetivo de afirmar sua liderança política e supremacia militar.

Hoje, sob Obama, parece haver uma espécie de síntese entre as posições mais centristas dos dois partidos, principalmente depois que a direita mais retrógrada e conservadora apresentou suas armas, com o Tea Party e os preparativos para as próximas eleições presidenciais.

É a busca de uma política que pudesse parecer aceitável e fosse a expressão de um pretendido “imperialismo benigno”. Hoje, o establishment norte-americano busca um Obama ainda mais conservador ouum “republicano moderado”. É o que estará em jogo nas próximas eleições presidenciais dos EUA.

A política que prevalecerá e o mundo em que a humanidade viverá não resultarão apenas das opções a serem feitas pelos grupos de poder dos Estados Unidos. Como a política internacional é sempre uma relação de poder nos marcos da sociedade internacional, as próprias opções americanas estarão condicionadas pela evolução da realidade objetiva, evolução que, por sua vez, está ligada tanto ao poderio norte-americano como ao das demais potências e à evolução da luta política dos povos.

O cenário atual é o de uma competição pela hegemonia mundial no século 21. Os Estados Unidos, diante das próprias dificuldades econômicas estruturais, entre estas a debilidade do dólar, com o maior passivo externo do mundo, frente à emergência de novas áreas econômicas, geopolíticas e financeiras que ameaçam seu primado, optam pela força, tentam vencer a competição global no terreno militar, onde são esmagadoramente os mais fortes e na economia buscam inverter uma tendência objetiva.

Um fator novo aparece na evolução do quadro mundial. Muito embora, o período seja ainda de defensiva estratégica, emergem de novo as lutas anti-imperialistas e por uma nova ordem mundial.

Se é verdade que emergem novos pólos econômicos e de poder político, como fenômeno objetivo e tendência inexorável, isso não significa que vá ocorrer espontaneamente a democratização das relações internacionais.

O sistema capitalista, em profunda crise, depois de ter atingido a etapa imperialista e a escala da globalização mercantil, produtiva e financeira, revela-se incapaz de gerar prosperidade coletiva. A cada dia a realidade demonstra os limites desse sistema e a inexorável tendência à estagnação e às crises. Por outro lado, Os Estados Unidos, superpotência multidimensional, exibe sinais evidentes de parasitismo e declínio, expressos em seus déficites gêmeos – passivo externo e déficit fiscal e na erosão do dólar como padrão monetário.

A perspectiva de conflitos se acentua se observarmos o comportamento de outros grandes atores da cena internacional e a evolução dos acontecimentos.

A China proclama seu engajamento pela paz, a coexistência pacífica e a cooperação internacional. Mas independentemente de vontades e proclamações, sua vertiginosa emergência ao status de potência econômica, além de militar e nuclear, além do aumento de sua influência política e diplomática, objetivamente coloca-a, em perspectiva, em posição de rival dos Estados Unidos. Ou pelo menos é assim que será vista por estes.

Quanto à Rússia, em franca recuperação do seu poderio nacional, também manifesta traços de rivalidade, expressando duras reações ao expansionismo estadunidense e ocidental vis à vis à Europa Oriental.

O exame de outros fatos em curso e outras tendências que se delineiam também nos mostram elementos de conflitos no cenário político internacional. O segundo mandato de Bush teve como foco prioritário o “plano de reestruturação do Oriente Médio”. Construir um “Oriente Médio americano”, com regimes dóceis e a destruição dos inimigos dos EUA foi o objetivo visado. Por irônico que possa parecer, é Obama e seus aliados europeus da Otan que estão levando adiante tais planos, como mostra o comportamento da política externa e militar dessas potências na esteira dos acontecimentos na região e no Norte da África a partir de dezembro de 2010, cuja maior expressão até o momento é a guerra contra a Líbia.

Tudo nos mostra que está a se desenvolver um novo cenário político internacional, com a acumulação de fatores de conflitos nacionais e sociais, cenário revelador do surgimento de novas tendências históricas. Nesse quadro, é difícil, senão impossível, proceder a uma análise unívoca e chegar a conclusões definitivas quanto ao sentido em que evoluirá a situação internacional. Sendo uma transição, parece tratar-se de uma transição conflitiva, na qual o governo global e compartilhado, fundador de uma ordem de paz e harmonia é, no horizonte visível, mera especulação ou mesmo uma quimera. Como também é ilusório depositar as esperanças de paz no entendimento entre as grande potências.

A crise do capitalismo, com suas consequências de agravamento das condições de vida das massas populares, a intensificação da agressividade do imperialismo e o aumento do perigo de guerra exigem respostas enérgicas dos povos e forças progressistas e revolucionárias. Mais do que nunca a luta anti-imperialista encontra-se na ordem do dia, o que requer consciência, mobilização e organização dos povos.

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