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sábado, 30 de julho de 2011

Os rumos políticos do Rio de Janeiro

Comentário: Não acredito em nenhum jornalista do jornal Folha de São Paulo, muito menos no tal Josias de Souza, mas as palavras creditadas à Lindbergh Farias são a cara dele. Será uma lástima se os rumos do Estado do RJ estiverem nas mãos de gente como Lindbergh Farias, Pezão, Garotinho ou Eduardo Paes. Assiste-se a projetos que não trazem o povo o centro do debate, antes sim, pautam o discurso em projetos pessoais e d grupos. Nesta camarilha inclue-se o Partido dos "Trabalhadores".

 

No Rio, PT prepara desembarque do projeto de Cabral

  Fotos: Folha e DivulgaçãoO PT do Rio de Janeiro decidiu se dissociar do projeto político do PMDB do governador Sérgio Cabral.
Discute-se agora se o desembarque ocorrerá em 2014 ou se deve ser antecipado para a eleição municipal de 2012.
Empurrado por Lula para o colo de Cabral, o petismo fluminense esboça a ruptura num instante em que a popularidade do governador declina.
Para a prefeitura da cidade do Rio, o PT cogita lançar o deputado federal Alessandro Molon, contra o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição.
Para a corrida ao governo do Estado, o partido de Lula já decidiu empinar o nome do senador petista Lindbergh Farias –apoiado, hoje, por cerca de 80% da legenda.
No exercício de seu segundo mandato, Cabral procura um nome para sucedê-lo. O preferido é seu vice-governador, Luiz Fernando de Souza (PMDB), o Pezão.
Em princípio, o PT não trabalhava com a hipótese de dissociar-se de Cabral em 2012. O partido já havia inclusive selecionado um nome para a vice de Paes.
Seria acomodado na segunda posição da chapa reeleitoral do atual prefeito o vereador petista Adilson Pires.
Súbito, farejou-se um movimento do grupo de Cabral para apear o PT da futura chapa de Paes. Trama-se a escolha de um vice do próprio PMDB.
Por quê? Na leitura do PT, Cabral deseja dispor de uma alternativa para 2014. Se o nome de Pezão não vingar, o governador lançaria Eduardo Paes à sua sucessão.
Supondo-se que Paes obtenha um segundo mandado, teria de renunciar à prefeitura, legando ao vice dois anos de gestão na prefeitura.
Daí a cogitação dos operadores de Cabral de compor para 2012 uma chapa “puro sangue”, sem o PT na posição de vice.
Diante do cheiro de queimado, o petismo reagiu. Manteve sobre a mesa o nome do vereador Adilson Pires, o escolhido para ser vice de Paes. Porém…
…Porém, o PT decidiu levar ao palco, simultaneamente, o projeto da candidatura de Alessandro Molon à prefeitura do Rio.
Com esse gesto, o PT informa a Cabral que não se dispõe a apoiar Eduardo Paes a qualquer custo. Sem a posição de vice, nada feito.
Ao PT interessa reter Paes na prefeitura. Imagina-se que o nome dele chegará a 2014 mais bem posto que o de Pezão, o preferido de Cabral.
Dito de outro modo: na visão do PT, as chances de Lindbergh triunfar na disputa pelo governo do Estado serão maiores se Pezão for o candidato de Cabral.
No cenário esboçado pelo PT, depois do escolhido de Cabral, o principal adversário de Lindbergh em 2014 será o ex-governador Anthony Garotinho (PR).
Dá-se de barato que Garotinho, cujo prestígio eleitoral mistura-se a altas taxas de rejeição, tentará retornar ao Executivo estadual.
Afora o candidato do PMDB e Garotinho, o principal adversário do PT fluminense é Lula. O ex-soberano mantém com Cabral uma relação que extrapola a política.
Imagina-se que, movido pela amizade, Lula tentará novamente impor ao PT do Rio a condição de linha auxiliar do PMDB de Cabral.
O repórter procurou Lindbergh. Perguntou: E se Lula pedir para que desista de sua candidatura? O senador petista respondeu assim:
“Serei candidato a governador. As condições são muito favoráveis para o PT. Uma eventual intervenção do Lula seria uma violência muito grande…”
“…Não haverá de minha parte nenhuma posição de passividade. A retirada de minha candidatura levaria a um cenário de terra arrasada.”

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