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domingo, 31 de julho de 2011

Frei Betto sobre Atentado Terrorista em Oslo


 Breivik : A cara por trás do terror.

Comentário: Como diria Renato Russo: "É a 
verdade o que assombra, o descaso que condena, a estupidez o que destroi." e "Esse é o nosso mundo o que é demais nunca é o bastante." Frei Betto nos traz nesse texto motivos para nos perguntar: pra onde caminha a humanidade? 

O terrorista louro de olhos azuis
Por Frei Betto, no sítio da Adital:

Preconceitos, como mentiras, nascem da falta de informação (ignorância) e excesso de repetição. Se pais de uma criança branca se referem em termos pejorativos a negros e indígenas, judeus e homossexuais, dificilmente a criança, quando adulta, escapará do preconceito.

A mídia usamericana incutiu no Ocidente o sofisma de que todo muçulmano é um terrorista em potencial. O que induziu o papa Bento XVI a cometer a gafe de declarar, na Alemanha, que o Islã é originariamente violento e, em sua primeira visita aos EUA, comparecer a uma sinagoga sem o cuidado de repetir o gesto numa mesquita.

Em qualquer aeroporto de países desenvolvidos um passageiro em trajes islâmicos ou cujos traços fisionômicos lembrem um saudita, com certeza será parado e meticulosamente revistado. Ali reside o perigo... alerta o preconceito infundido.

Ora, o terrorismo não foi inventado pelos fundamentalistas islâmicos. Dele foram vítimas os árabes atacados pelas Cruzadas e os 70 milhões de indígenas mortos na América Latina, no decorrer do século 16, em decorrência da colonização ibérica.

O maior atentado terrorista da história não foi a queda, em Nova York, das torres gêmeas, há 10 anos, e que causou a morte de 3 mil pessoas. Foi o praticado pelo governo dos EUA: as bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945. Morreram 242.437 mil civis, sem contar as mortes posteriores por efeito da contaminação.

Súbito, a pacata Noruega – tão pacata que, anualmente, concede o Prêmio Nobel da Paz – vê-se palco de dois atentados terroristas que deixam dezenas de mortos e muitos feridos. A imagem bucólica do país escandinavo é apenas aparente. Tropas norueguesas também intervêm no Afeganistão e deram apoio aos EUA na guerra do Iraque.

Tão logo a notícia correu mundo, a suspeita recaiu sobre os islâmicos. O duplo atentado, no gabinete do primeiro-ministro e na ilha de Utoeya, teria sido um revide ao assassinato de Bin Laden e às caricaturas de Maomé publicadas pela imprensa escandinava. O preconceito estava entranhado na lógica ocidental.

A verdade, ao vir à tona, constrangeu os preconceituosos. O autor do hediondo crime foi o jovem norueguês Anders Behring Breivik, 32 anos, branco, louro, de olhos azuis, adepto da fisicultura e dono de uma fazenda de produtos orgânicos. O tipo do sujeito que jamais levantaria suspeitas na alfândega dos EUA. Ele "é dos nossos”, diriam os policiais condicionados a suspeitar de quem não tem a pele suficientemente clara nem olhos azuis ou verdes.

Democracia é diversidade de opiniões. Mas o que o Ocidente sabe do conceito de terrorismo na cabeça de um vietnamita, iraquiano ou afegão? O que pensa um líbio sujeito a ser atingido por um míssil atirado pela OTAN sobre a população civil de seu país, como denunciou o núncio apostólico em Trípoli?

Anders é um típico escandinavo. Tem a aparência de príncipe. E alma de viking. É o que a mídia e a educação deveriam se perguntar: o que estamos incutindo na cabeça das pessoas? Ambições ou valores? Preconceitos ou princípios? Egocentrismo ou ética?

O ser humano é a alma que carrega. Amy Winehouse tinha apenas 27 anos, sucesso mundial como compositora e intérprete, e uma fortuna incalculável. Nada disso a fez uma mulher feliz. O que não encontrou em si ela buscou nas drogas e no álcool. Morreu prematuramente, solitária, em casa.

O que esperar de uma sociedade em que, entre cada 10 filmes, 8 exaltam a violência; o pai abraça o filho em público e os dois são agredidos como homossexuais; o motorista de um Porsche se choca a 150km por hora com uma jovem advogada que perece no acidente e ele continua solto; o político fica indignado com o bandido que assaltou a filha dele e, no entanto, mete a mão no dinheiro público e ainda estranha ao ser demitido?

Enquanto a diferença gerar divergência permaneceremos na pré-história do projeto civilizatório verdadeiramente humano.

sábado, 30 de julho de 2011

Olê, Olê, Olá Lula, Lula!!!!


O carisma de Lula no Parque D. Lindu. FHC corta os pulsos


O Conversa Afiada reproduz depoimento do amigo navegante Jeorge.

Descreve a recepção que deram a Lula no Parque que tem o nome de sua mãe, D. Lindu, em Recife, um projeto de Oscar Niemeyer.

A descrição vale como um depoimento que você jamais verá no PiG (*).

Para o PiG (*) e sua extensão partidária, os DEMO-Tucanos, episódios como esse de Recife são a prova da demagogia, do populismo, da manipulação grosseira da massa.

É o mesmo que diziam do Ministro do Trabalho de Getúlio, Jango, e do próprio Vargas – clique aqui para ler “Ferreira revista Jango, o que significa ‘populismo’, e como Gaspari levou um tiro no peito”.

Eles – Lula, Jango, Vargas (e Brizola) – não passam de manipuladores da “patuléia” …

Aí está o que faz o FHC cortar os pulsos:

jeorge

Lula veio aqui ao Recife ser homenageado pela orquestra que ajudou a criar, a Orquestra Cidadã, formada por crianças carentes do bairro mais violento do Recife, o Coque. Ao chegar ao Parque Dona Lindu (nome de sua mãe), Lula teve a recepção que merece e que se repete em todo o Brasil: foi ovacionado. Pessoas chorando, gritando; Lula desceu do carro e correu para os braços do povo que tanto ama. Nunca vi carisma igual. Ele parece fazer parte da família de cada um dos que estavam lá.

Fiquei pensando: e se fosse FHC? Seria “ovacionado”, literalmente, pelos males que causou ao Brasil, principalmente para os mais pobres, tratados como cidadãos de segunda categoria.

Olhei o Lula fixamente, apertei sua mão e imaginei: é esse homem que agora está aqui, perto do povo, que é tratado com reverência pelos maiores líderes do mundo. É esse homem que apertou a minha mão que foi chamado por Obama, o homem mais poderoso do mundo, de “O cara”. Foi esse homem que sentou ao lado da rainha da Inglaterra, que foi chamado por Zapatero de “o homem que assombra o mundo”. Esse é Lula, o filho do Brasil, o gênio brasileiro, o pau-de-arara que chegou à presidência. Lula, o Doutor Honoris Causa da vida.

Lula, o maior exemplo de vida do Brasil. Lula, um dos maiores brasileiros de todos os tempos.

Tenho orgulho de você, Lula!


Em tempo: Sobre o Parque D. Lindu. Show de Lenine e imagens da inauguração.


Paulo Henrique Amorim, um populista

Cabral e Paes dão R$ 30 milhões à Globo e à Fifa

 

    Publicado em 22/07/2011
    Do Portal Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim

"Em negociações e custos de mercado"

Saiu no UOL:

Globo recebe R$ 30 milhões de governo e prefeitura do Rio para organizar festa da Fifa


Vinícius Segalla
Em São Paulo

A Geo Eventos, empresa de eventos das Organizações Globo e do Grupo RBS, vai receber R$ 30 milhões do governo estadual e da prefeitura do Rio de Janeiro para organizar o evento em que será realizado o sorteio preliminar das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, o chamado “Preliminary Draw”.


A empresa foi contratada em regime de exclusividade pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 para produzir e captar patrocínios para a cerimônia. O sorteio acontecerá no dia 30 de julho, às 15h, na Marina da Glória (zona Sul do Rio), e será transmitido ao vivo para cerca de 200 países. Porém, a partir desta terça-feira, a Fifa promoverá uma série de atividades em uma espécie de “aquecimento” para o grande evento de sábado.


Vencedora da disputa promovida pelo COL, a Geo Eventos foi ao mercado à caça de patrocinadores para bancar a festa. Encontrou apenas dois: a prefeitura do Rio e o governo estadual. Cada um assinou um contrato de patrocínio, publicado nos diários oficiais do município e do Estado, no valor de R$ 15 milhões cada. A quantia teria sido acertada entre a Geo Eventos e as autoridades públicas, baseando-se, de acordo com a empresa das Organizações Globo, “em negociações e custos de mercado”.

(…)

NavalhaPercebe-se que quem manda é a Fifa, quem manda é a Globo, e o Cabral e o Paes obedecem.

A chave da questão está na frase: “A quantia teria sido acertada entre a Geo Eventos e as autoridades públicas, baseando-se, de acordo com a empresa das Organizações Globo, ‘em negociações e custos de mercado’. “

Convém recordar que o governo do Rio desviou recursos para prevenir tragédias na região Serrana para a Fundação Roberto Marinho.


Paulo Henrique Amorim

Pelé é embaixador da Copa 2014

Comentário: Pelé foi o maior jogador de futebol (espero que Neymar o supere, mas isso é quase impossível). Eu particularmente não gosto de Edson Arantes do Nascimento, mas a estratégia do governo de nomeá-lo embaixador da Copa de 2014 é uma medida para tentar varrer o Mrs. Teixeira para debaixo do tapete. Infelizmente é debaixo do tapete (no submundo) que ratos como Mrs. Teixeira se dão bem. Essa medida de Dilma é um paleativo, a doença persiste na CBF e na organização da World Cup 2014. 

 

Do Portal Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim


Dilma e Pelé como Pelé e Tostão. Bye-bye Teixeira!


Conversa começou na Olimpíada dos Militares


A presidenta se encontrou nesta terça-feira com Pelé e o Ministro Orlando Silva, no Palácio do Planalto.


Foi para dar sequência ao encontro dos dois neste sábado, na Olimpíada do Militares.


Aí, a presidenta se trancou por 20 minutos com Pelé na sala VIP.


Ela quer que o Pelé seja o representante dela na Copa de 2014.


Ele quer o dedo de Pelé na Copa.


Ainda que seja preciso definir institucionalmente o que fazer.


Pelé será para a Presidenta o que Beckenbauer foi na Copa da Alemanha e Platini na Copa da França.


Um herói da bola, que não precisa fugir de repórter inglês (Mr Teixeira, did you accept the bribe ?)


Pelé será uma pessoa cada vez mais influente na Copa.


Vai ser assim Pelé e Coutinho com a Dilma.


Ou Pelé e Tostão (ela é mineira).


Em tempo: Dilma nomeou Pelé como embaixador honorário da Copa de 2014. Resta saber se o Ricardo Teixeira foi comunicado.




Paulo Henrique Amorim

Os rumos políticos do Rio de Janeiro

Comentário: Não acredito em nenhum jornalista do jornal Folha de São Paulo, muito menos no tal Josias de Souza, mas as palavras creditadas à Lindbergh Farias são a cara dele. Será uma lástima se os rumos do Estado do RJ estiverem nas mãos de gente como Lindbergh Farias, Pezão, Garotinho ou Eduardo Paes. Assiste-se a projetos que não trazem o povo o centro do debate, antes sim, pautam o discurso em projetos pessoais e d grupos. Nesta camarilha inclue-se o Partido dos "Trabalhadores".

 

No Rio, PT prepara desembarque do projeto de Cabral

  Fotos: Folha e DivulgaçãoO PT do Rio de Janeiro decidiu se dissociar do projeto político do PMDB do governador Sérgio Cabral.
Discute-se agora se o desembarque ocorrerá em 2014 ou se deve ser antecipado para a eleição municipal de 2012.
Empurrado por Lula para o colo de Cabral, o petismo fluminense esboça a ruptura num instante em que a popularidade do governador declina.
Para a prefeitura da cidade do Rio, o PT cogita lançar o deputado federal Alessandro Molon, contra o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição.
Para a corrida ao governo do Estado, o partido de Lula já decidiu empinar o nome do senador petista Lindbergh Farias –apoiado, hoje, por cerca de 80% da legenda.
No exercício de seu segundo mandato, Cabral procura um nome para sucedê-lo. O preferido é seu vice-governador, Luiz Fernando de Souza (PMDB), o Pezão.
Em princípio, o PT não trabalhava com a hipótese de dissociar-se de Cabral em 2012. O partido já havia inclusive selecionado um nome para a vice de Paes.
Seria acomodado na segunda posição da chapa reeleitoral do atual prefeito o vereador petista Adilson Pires.
Súbito, farejou-se um movimento do grupo de Cabral para apear o PT da futura chapa de Paes. Trama-se a escolha de um vice do próprio PMDB.
Por quê? Na leitura do PT, Cabral deseja dispor de uma alternativa para 2014. Se o nome de Pezão não vingar, o governador lançaria Eduardo Paes à sua sucessão.
Supondo-se que Paes obtenha um segundo mandado, teria de renunciar à prefeitura, legando ao vice dois anos de gestão na prefeitura.
Daí a cogitação dos operadores de Cabral de compor para 2012 uma chapa “puro sangue”, sem o PT na posição de vice.
Diante do cheiro de queimado, o petismo reagiu. Manteve sobre a mesa o nome do vereador Adilson Pires, o escolhido para ser vice de Paes. Porém…
…Porém, o PT decidiu levar ao palco, simultaneamente, o projeto da candidatura de Alessandro Molon à prefeitura do Rio.
Com esse gesto, o PT informa a Cabral que não se dispõe a apoiar Eduardo Paes a qualquer custo. Sem a posição de vice, nada feito.
Ao PT interessa reter Paes na prefeitura. Imagina-se que o nome dele chegará a 2014 mais bem posto que o de Pezão, o preferido de Cabral.
Dito de outro modo: na visão do PT, as chances de Lindbergh triunfar na disputa pelo governo do Estado serão maiores se Pezão for o candidato de Cabral.
No cenário esboçado pelo PT, depois do escolhido de Cabral, o principal adversário de Lindbergh em 2014 será o ex-governador Anthony Garotinho (PR).
Dá-se de barato que Garotinho, cujo prestígio eleitoral mistura-se a altas taxas de rejeição, tentará retornar ao Executivo estadual.
Afora o candidato do PMDB e Garotinho, o principal adversário do PT fluminense é Lula. O ex-soberano mantém com Cabral uma relação que extrapola a política.
Imagina-se que, movido pela amizade, Lula tentará novamente impor ao PT do Rio a condição de linha auxiliar do PMDB de Cabral.
O repórter procurou Lindbergh. Perguntou: E se Lula pedir para que desista de sua candidatura? O senador petista respondeu assim:
“Serei candidato a governador. As condições são muito favoráveis para o PT. Uma eventual intervenção do Lula seria uma violência muito grande…”
“…Não haverá de minha parte nenhuma posição de passividade. A retirada de minha candidatura levaria a um cenário de terra arrasada.”

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Governo Federal lança o programa Ciência sem Fronteiras

Comentário: Temos de deixar de ser um país exportador de comoditties e passarmos a produzir tecnologia para o mercado interno e externo. O Brasil está em um processo de desindustrialização sem freio. A única forma de enfrentarmos esse problema e a crise, que já está assolando os grandes centros do capitalismo mundial, é por meio da formação de mentes que pensem e que contribuam para a construção de um Projeto Nacional de Desenvolvimento, com justiça social e soberania.
 
O anúncio foi feito pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, nesta terça-feira (26), durante a 38ª reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Durante exposição sobre o cenário econômico mundial apresentada na 38ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Salão Nobre do Palácio do Planalto, nesta terça-feira (26), o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, apresentou oficialmente o novo programa do Governo Federal - Ciência sem Fronteiras. "Digo que o principal objetivo do programa é aumentar a quantidade de estudantes e pesquisadores nas melhores universidades do mundo, em especial das áreas de engenharias, ciências básicas e tecnológicas", explicou o ministro. A cerimônia contou com a participação da presidente da República, Dilma Rousseff.

Ciência sem Fronteiras - O programa vai custear 100 mil bolsas de intercâmbio nas principais universidades do exterior para estudantes, desde o nível médio ao pós-doutorado. A iniciativa tem como objetivos avançar na ciência, tecnologia, inovação e competitividade industrial por meio da expansão da mobilidade internacional; aumentar a presença de estudantes e pesquisadores brasileiros em instituições de excelência no exterior; promover maior internacionalização das universidades brasileiras; aumentar o conhecimento inovador do pessoal das indústrias brasileiras; e atrair jovens talentos e pesquisadores altamente qualificados para trabalhar no Brasil.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai conceder 40 mil bolsas até 2014 com investimentos na ordem de R$ 1.731.424.647. Já o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) concederá, no período, 35 mil bolsas, com investimento de R$ 1.429.441.973. As outras 25 mil bolsas serão concedidas por meio de articulação com o setor privado.

Áreas estratégicas - De acordo com dados apresentados pelo ministro, mesmo o País tendo triplicado o número de graduados, chegando a 1 milhão em 2010, as engenharias não acompanharam o crescimento. "A Coréia possui um engenheiro para cada quatro formados. O Brasil possui um engenheiro para cada 50", exemplificou.

As áreas estratégicas estabelecidas pelo programa são:
- Engenharias e demais áreas tecnológicas;
- Ciências Exatas e da Terra: Física, Química e Geociências;
- Biologia, Ciências Biomédicas e da Saúde;
- Computação e tecnologias da informação;
- Tecnologia Aeroespacial;
- Fármacos;
- Produção Agrícola Sustentável;
- Petróleo, Gás e Carvão Mineral;
- Energias Renováveis;
- Tecnologia Mineral;
- Tecnologia Nuclear;
- Biotecnologia;
- Nanotecnologia e novos materiais;
- Tecnologia de prevenção e migração de desastres naturais;
- Tecnologias de transição para a economia verde;
- Biodiversidade e Bioprospecção;
- Ciências do Mar;
- Indústria Criativa;
- Formação de Tecnólogos.

Mercadante reforçou a necessidade de investimento em áreas prioritárias e destacou o fato de a concessão de bolsas no exterior pelas instituições federais para estudantes das áreas de humanas ter crescido 66% no período de 2001 a 2009. Para as engenharias, o crescimento foi de apenas 1%. "A Capes e o CNPq vão continuar cobrindo todas as áreas do conhecimento, mas este programa é voltado para darmos um salto tecnológico."

A presidente da República, Dilma Rousseff, disse que o novo programa é destinado a resolver gargalos do crescimento do País nos últimos oito anos. "Não vamos formar 75 mil cientistas individuais, mas sim a base do pensamento educacional do País."
(Fonte:Ascom da Capes)

sábado, 23 de julho de 2011

O samba de Paulinho da Viola em livro

Comentário: Tive o prazer de assistir a um show de Paulinho da Viola na Praça da Estação em Belo Horizonte nos idos dos 90. Após o show saí com a alma leve e um sorriso na cara como quem diz "as coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender" (versos de Coisas do Mundo Minha Nêga). Não tenho palavras para definir o Paulinho da Viola, ternura talvez seja uma delas, mas sem dúvidas existem muitos, mas muitos adjetivos para essa grande figura humana. Reproduzo abaixo artigo de Marcos Aurélio Ruy acerca de livro lançado por Eliete Negreiros sobre a obra desse grande poeta. Segue também nesta postagem um vídeo do samba "Sei lá Mangueira" que Paulinho fez em parceria com Hermínio Belo de Carvalho. Quem canta é Beth Carvalho. Sinceramente acho que o Paulinho não chegou a gravar esse samba - tenho um vinil em que a interpretação é feita por Eliseth Cardoso. O fato é que esse samba deu uma ciumeira, e não é pra menos, no pessoal da Portela. Para compensar Paulinho compôs "Foi um rio que passou em minha vida".


Eliete Negreiros: O dizer da canção no samba de Paulinho da Viola

A cantora Eliete Negreiros lança livro com interpretação de diversas canções do compositor Paulinho da Viola, onde, na parte “outros escritos”, discute poesia e canção versando sobre poetas e estudiosos do assunto.

Por Marcos Aurélio Ruy

No livro Ensaiando a Canção: Paulinho da Viola e Outros Escritos (Ateliê Editorial, 2011, 216 páginas), Eliete Negreiros faz uma análise de algumas canções de um dos grandes compositores da música popular brasileira e ainda discute questões importantes da relação da poesia com a música e da arte com a vida.

Interessou para ela as canções meditativas. “Algumas canções criam uma temporalidade e uma atmosfera propícia à reflexão; são as canções meditativas, que nos induzem a refletir durante e após a sua execução”, afirma Eliete.

Para ela Paulinho da Viola produziu canções de “modo decidido e delicado com que trata e sempre tratou nossos assuntos humanos, demasiado humanos, numa época em que a vaidade e a competição tomam conta da alma, onde o mundo parece um supermercado de produtos descartáveis, tendo em suas prateleiras valores e sonhos humanos em liquidação.”

A primeira canção analisada do compositor carioca é Para Ver as Meninas, no qual, segundo Eliete, Paulinho da Viola não quis usar os elementos do samba comum: “a dor de amor e suas inúmeras, dolorosas e previsíveis variantes.” Faz um samba paradoxal que pede “silêncio, por favor”, mas segue cantando, quebrando o silêncio e desejoso de fazer “um samba sobre o infinito”. Dialético também quando confessa o seu desencanto com o mundo, mas professa a transformação em um novo mundo.

Modernidade de Paulinho da Viola

Temática pertinaz da época analisada pela autora, começo dos anos 1970. Muito do que era dito ou escrito precisava enganar a famigerada censura, portanto, escrito ou dito com figuras de linguagem. Mas, segundo Eliete, “É na contemplação que a imagem ganha força e a palavra se transforma em obstáculo. É através do olhar que ele tenta a transcendência.”

Estes são os traços, para ela, da “modernidade nas canções de Paulinho.” Para ela “a música”, de Paulinho da Viola “constrói-se pela dialética entre estes pares de opostos, tensão e relaxamento.” Provavelmente a tensão ditatorial da censura e do esmagamento social e cultural promovido pela ditadura capitalista do prazer a qualquer custo, do trabalho como deplorável e da ida como fugaz. E o relaxamento de saber que um dia vem após o outro. Já na canção Pressentimento, Paulinho conclui: “Ai! meu sofrimento, ver meu sonho se acabar.”

Em Samba Curto, o compositor expõe uma “idéia de proteção contra algo que se teme” e essa defesa ao temido se “expressa na imagem do escudo.” A letra diz “meu samba andou parado até você aparecer mudando tudo, lançando por terra o escudo do meu coração.” O autor chega à conclusão de que: “quem quiser que pense um pouco, eu não posso explicar meus encontros, ninguém pode explicar a vida, num samba curto.” Por isso, Eliete acentua que “na poética de Paulinho da Viola vejo a possibilidade de se pensar a canção como um lugar de reflexão sobre o mundo.”

Cotidiano do brasileiro

Uma canção emblemática de Paulinho da Viola é Coisas do Mundo Minha Nêga, onde narra o “retrato cotidiano” e enfrenta o dilema de aprender com as mulheres as coisas do mundo. É uma espécie de denúncia do cotidiano massacrante do trabalhador brasileiro, que vive indo e vindo de casa para o trabalho e depara com cenas da decadência das grandes cidades. O que fica ainda mais claro no samba Comprimido, no qual o trabalhador comete suicídio após bater na mulher em briga do casal.

Os dois acabam numa delegacia onde o delegado afirma ser incapaz de julgar coisas do amor. Uma forte denúncia da opressão vivida pelas mulheres e da negligência policial para tratar das questões femininas. Nem a justiça se metia na briga entre marido e mulher, mesmo que ela apanhasse.

No final da música Paulinho cita Cotidiano de Chico Buarque, para realçar sua mensagem. “Um dos traços”, de Paulinho da Viola, diz Eliete “é a simplicidade, seu jeito de dizer as coisas de um modo natural”. Na canção Roendo as Unhas, Paulinho “alia os instrumentos acústicos tradicionais, ao piano elétrico, ao baixo elétrico e à bateria, sinalizando uma modernização do samba”, analisa Eliete.

Eliete Negreiros faz um breve histórico do samba carioca e avança na definição de Manuel Bandeira do que seja um poeta. Para Bandeira o poeta é “um sujeito que sabe desentranhar a poesia que há escondida nas coisas, nas palavras, nos gestos, nos sonhos.”

Apresenta também uma discussão sobre poesia e canção contrariando os setores elitistas que procuram tirar do campo da literatura as letras de músicas, entendendo-as como algo diferente da poesia e mostra teorias a respeito da ligação entre música e poesia. Eliete pergunta: “sem entrega não é possível ouvir o que uma canção está querendo nos contar. Não seria este conhecimento prazeroso uma possibilidade de diálogo entre a razão e a emoção?"


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os Murdochs Brasileiros e Lula, o beijoqueiro

Comentário: Reproduzo abaixo postagem de Paulo Henrique Amorim no sítio Conversa Afiada. Um dos internautas comentou abaixo dessa postagem: "Quem sabe ela não engravidou pelo nariz". Hehehehehehehehehehehehe!!! É rir pra não chorar. O fato é que Lula é a bola da vez, a PIG (Partido da Imprensa Golpista) não irá recuar na sanha vingativa contra nosso companheiro operário. Lula estamos com você!!!






Por Paulo Henrique Amorim, do sítio Conversa Afiada



Na saída de um evento no Parque do Anhembi em São Paulo, Lula beijou uma fã.


O G1 e o Globo publicaram a foto.

Lula não beija na boca.

Ele está para entrar no carro e dá um beijo desajeitado, acima dos labios, ao lado do nariz.

O G1 e o Globo exploram a foto.

Tem-se a impressão de que o objetivo da sequência das fotos é registrar uma  “pulada de cerca” do ex-presidente.

Uma óbvia tentativa de “flagrá-lo” num pecadilho que o incompatibilize com D. Marisa.

O Estadão, como sempre, vai às ultimas consequências.

E diz na capa da edição online que Lula beijou a fã na boca (depois tirou o “na boca”).

Não é verdade.

São os Murdoch do Brasil.


Bases Militares dos Estados Unidos: Uma ameaça à PAZ

Você sabe quantas bases militares os EUA têm espalhadas no mundo?

América Latina e caribe: Uma região de Paz é o nome da campanha do Cebrapaz. Que pede o fim às bases militares estrangeiras. "Quantas dessas bases estão na América Latina e Caribe?" questiona o vídeo que concluí: "As bases militares estadunidenses são ameaça permanente à soberania dos povos".

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eis o filho de Eike Batista


Comentário: Reproduzo abaixo uma reportagem da Revista Veja Rio sobre o herdeiro de Eike Batista. Comparem essa postagem com a anterior "WEBDOC Narradores do Açu". E tem gente que diz que a luta de classes não existe.



No reino encantado de Thor

Não bastam os jatinhos, carros espetaculares, roupas de grife, barcos e mansões que fazem parte da rotina vivida pelo filho do homem mais rico do Brasil. Ele agora quer ser também um grande empresário da noite
por Sofia Cerqueira 02 de Junho de 2011


Com nome de divindade nórdica e herdeiro de uma fortuna estimada em 30 bilhões de dólares, Thor de Oliveira Fuhrken Batista não é um jovem comum. Primogênito do oitavo homem mais rico do mundo e da eterna rainha do Carnaval, o ex-casal Eike Batista e Luma de Oliveira, o garotão de 19 anos vive em um mundo mais próximo do fantástico reino de Asgard, das lendas escandinavas, do que da planície carioca. Amante da velocidade, tem na garagem um Aston Martin DBS, comprado há um mês por 1,3 milhão de reais. Quando quer badalar nas boates descoladas de São Paulo, embarca em um dos três aviões da frota familiar, entre eles um Gulfstream, capaz de ir até a Europa sem ser reabastecido. Gasta alguns milhares de reais numa noitada e volta para dormir no conforto da mansão onde mora, no Jardim Botânico. Ali, dispõe de facilidades como quadra de tênis oficial, sala de cinema e academia de ginástica. Assim como o deus do trovão, o Thor de carne, osso e músculos cultua a força física e exibe bíceps com 45 centímetros de diâmetro, esculpidos em uma hora e meia diária de malhação. Tal silhueta e o patrimônio do pai lhe garante a simpatia das mulheres. Com tantos prazeres ao alcance de um celular, o rapaz poderia simplesmente circular pelo planeta, frequentando os melhores hotéis, restaurantes e festas. Mas ele quer mais.

Quando repousa a cabeça em seus travesseiros de pena de ganso, Thor sonha em repetir o sucesso paterno no mundo dos negócios. A partir deste sábado (28), ele começa a dar forma a tal desejo. Nesse dia, foi agendada uma recepção para 4 000 pessoas no Museu de Arte Moderna, no Centro. Numa espécie de rito de passagem, a celebração marca o início das atividades da empresa BBX, uma sociedade com Mário Bulhões Pedreira, de 27 anos e herdeiro de uma das mais tradicionais famílias de advogados do país. Juntos, eles querem transformar a companhia em um conglomerado no ramo do entretenimento. O primeiro empreendimento, uma filial da franquia espanhola de boates Pacha, terá as portas abertas em outubro, na Gávea. Ao todo, o negócio vai consumir 11,5 milhões de reais em investimentos metade do valor foi emprestada por Eike. "Eu cresci ouvindo meu pai dizer que o maior orgulho de um homem é ver o filho superá-lo", conta. "Sempre engolia em seco quando ele dizia isso. Fazer mais do que ele é quase impossível."

Onipresente nas conversas, o pai é, indiscutivelmente, uma grande referência para Thor. Desde menino, ele o acompanha em reuniões e compromissos profissionais para um dia suceder-lhe no comando do império familiar. Quase toda semana, passa pelo menos um dia na sede da EBX, a holding do grupo, na Praia do Flamengo. O rapaz gosta de contar que seu primeiro compromisso de trabalho, digamos, foi em 2000, quando tinha apenas 9 anos. Na ocasião, viajou para o Chile com Eike, que foi vender uma mina de ouro. Recentemente esteve em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, para uma conversa com um xeque que seria dono de uma fortuna de 1 trilhão de dólares, a bordo de um iate de 400 pés. "O que mais me fascina no desejo de Thor de conquistar sua independência financeira é que ele está repetindo a minha história. Mas por vontade própria", afirma Eike, orgulhoso.

Além da figura paterna, outro ídolo no panteão de Thor é o atualmente encrencado ator Arnold Schwarzenegger, ex-governador da Califórnia. A reverência não é fruto do desempenho do austríaco em filmes como Conan, o Bárbaro ou Exterminador do Futuro, na política ou nas notórias puladas de cerca, mas sim de seu passado como fisiculturista. O moço é totalmente obcecado pela forma física. Com 1,89 metro de altura e 88 quilos, exibe um índice de gordura corporal de atleta olímpico, ínfimos 4% (para a sua idade, o normal é 14%). No casarão onde mora com Luma e o irmão Olin, de 15 anos, sua maior diversão é se exercitar sob a supervisão de um personal trainer. À mesa, disciplina total. Adepto de um regime um tanto quanto peculiar, ele se alimenta de três em três horas com refeições ricas em proteína. No café da manhã, por exemplo, come frango grelhado com arroz e purê de batata. Suplementos alimentares e medicamentos complementam a dieta. Para monitorar os efeitos de tantas substâncias em seu organismo, realiza exames de sangue a cada dez dias. "Se não estou satisfeito com meu corpo, nem consigo pensar direito."

Não raro, sua obsessão pelos exercícios e a preocupação excessiva com a estética dão origem a falatórios e fofocas. No fim do ano passado, Thor decidiu mostrar o resultado de tanta malhação a um grupo de colegas e teve a ideia de divulgar no YouTube um vídeo no qual aparecia de sunga fazendo ginástica ao lado de um amigo na academia particular. "Não imaginei que isso fosse repercutir tanto. Só porque tinha uma cena em que eu dava um abraço no meu amigo passaram a insinuar que eu era homossexual", comenta, ao mesmo tempo em que desdenha dos comentários. "Tenho autoconfiança suficiente."

Bem resolvido, ele realmente não se preocupa com o que falam de sua notória vaidade. Thor não só cuida da aparência de forma sistemática como conversa com desenvoltura sobre o tema. Diariamente, passa no rosto quatro tipos de sabonete e um creme antienvelhecimento. Tingidos por luzes no passado, os cabelos recebem hidratante e, uma vez por ano, queratina, para ficar mais macios. Tem um equipamento de bronzeamento artificial em casa, mas garante só ter entrado ali uma vez. "Meu dermatologista achou que podia ser perigoso. Uso então um spray autobronzeador", revela. As roupas de grife são trazidas do exterior, à exceção das peças Armani, que compra na loja do Fashion Mall. A cada visita costuma gastar entre 12 000 e 15 000 reais. "Da mesma forma que herdou o espírito de liderança do pai, ele é muito parecido comigo em outros aspectos, como fisicamente. A boca e os olhos são meus", diz Luma.

O universo por onde Thor gravita é, de fato, um mundo paralelo, onde a lógica tradicional se encontra em suspenso. Sua estreia à frente dos negócios acontece antes mesmo de ele ter concluído o curso superior a matrícula no 1º ano de economia do Ibmec foi trancada porque ele achou o ritmo muito puxado. Apesar de ser fluente em inglês e alemão e ter estudado em uma das escolas mais tradicionais do Rio, valeu-se de um supletivo para concluir o ensino médio. Ler, definitivamente, não está entre suas preferências. Gosta apenas de textos sobre carros e fisiculturismo. Costuma se informar sobre negócios em um caríssimo serviço on-line fornecido pela agência americana Bloomberg, ao custo de 5 000 dólares mensais. Algo além disso, nem pensar. "Nunca li um livro inteiro", admite. "Na época da escola, copiava os resumos da internet para fazer as provas." No entanto, geralmente diz que a falta de aplicação nos estudos é compensada por um aguçado tino para investimentos. "Comprei o Aston Martin com o dinheiro que ganhei na bolsa", afirma.

Rico, bonito e jovem, ele gosta de badalar. Além das escapadas de jatinho para São Paulo, usa os dois helicópteros da família para passar o fim de semana em Angra dos Reis. Lá, dois maravilhosos barcos, um com 68 pés (23 metros) e outro com 115 pés (36 metros), ficam à disposição dos hóspedes. Mão-aberta, muitas vezes banca as despesas dos amigos. "A gente tem uma vida de luxo, sim, mas não esbanjo dinheiro. Conheço gente que torra 60 000 reais numa noite. Eu gasto no máximo 6 000", declara. Aos companheiros mais próximos e apaixonados por carros como ele, chega a dar presentes como um kit de peças cujo valor ultrapassa 20 000 reais. Mas aprendeu desde pequeno a se manter alerta contra aproveitadores. "Costumo dizer que já nasci com detector de gente interesseira. Sei que, com a fortuna do meu pai, muita gente finge ser minha amiga", afirma. Por motivo de segurança, não dá um passo fora de casa sem que esteja acompanhado por seus seis guarda-costas.

No Brasil, o filho de Eike Batista é a personalidade que mais se aproxima da figura de um príncipe herdeiro. Alguns de seus namoros do passado, como o que manteve com a paranaense Nicole Bahls, uma das apresentadoras do programa Pânico na TV, fizeram a festa dos paparazzi. Hoje mantém um relacionamento discretíssimo com a estudante de relações internacionais Tamara Lobo, de 20 anos. "Ela é a mulher com quem eu quero me casar", avisa. No início do romance, Thor chegou a se preocupar em não ser mal interpretado. "No dia em que começamos a namorar, dei de presente uma aliança modesta da H.Stern, de 7 000 reais, para ela não achar que eu estava ostentando", lembra. Em compensação, quando o namoro engrenou de vez, ele trocou a joia por outra, comprada na filial paulistana da Tiffany & Co por 30 000 reais. Tamara, também filha de família abastada, deu-lhe de presente um relógio Breitling, que acabou substituindo o antigo Rolex que nunca saía de seu pulso. Como o amor não tem preço, já reservou uma semana numa suí­te de 160 metros quadrados do Hotel Ritz de Londres para comemorar o aniversário dela, em julho. Faz parte do pacote um Rolls-Royce para o casal passear por lá.

Sucessor direto de uma estirpe iniciada por seu avô, o engenheiro Eliezer Batista, ex-presidente da Vale e responsável pela transformação da empresa no colosso que é hoje, Thor tem um longo caminho pela frente. Aos que duvidam de sua capacidade ou destreza em gerir negócios, é bom lembrar que Eliezer e Eike também foram considerados aventureiros e até mesmo sonhadores. Os dois criaram empresas sem paralelo no país. Nada impede que o representante da terceira geração, com seu nome de herói escandinavo, seus músculos, sua obstinação e o capital da família, venha a realizar seus próprios feitos. Mas, se malhasse menos e lesse mais, mesmo que fossem apenas biografias de grandes empreendedores, suas chances “e seus poderes” seriam ainda maiores.

WEBDOC Narradores do Açu




Reproduzo abaixo postagem do blog do Roberto Moraes que traz um webdoc produzido por estudantes da UNIFLU/FAFIC de Campos dos Goytacazes.

É isto que a velha mídia não compreende. Como com tão pouco recursos pessoas é possível produzir um documentário, conectar e fazer ligações entre as questões locais e globais. Riqueza e pobreza. Ameaças e oportunidades.

O pequeno vídeo de 18 minutos foi feito por alunos do 7º período de Comunicação Social da Uniflu/Fafic, do professor de Narrativas e Linguagens Jornalísticas, Vitor Menezes.

Ele chegou ao blog através de e-mail como acontece com a maioria das informações e questionamentos que a população deseja que seja compartilhada e debatida de uma forma mais ampla, do que se dispõe a fazer a velha mídia, com seus interesses de intermediação comercial, e não com objetivo divulgado aos trouxas que acreditam que em sua informação.

O webdoc, como é tecnicamente chamada esta produção, mistura a realidade local com a entrevista do empresário Eike Batista, ao programa Manhattan Connection da Globo News.

O blog não é contra a instalação do empreendimento no Açu. Como já escreveu diversas vezes aqui nestes espaço, vê nele, ameaças e oportunidades, porém, defende que o debate aberto sobre os problemas sejam enfrentados de frente. Que haja regulação por parte dos poderes constituídos e espaço para discussão com a comunidade sobre o processo de implantação do empreendimento.

Este debate é necessário e este blog, contribuirá como já vem fazndo, para ampliar o quanto puder as possibilidades de que ele efetivamente aconteça.

Vejam o vídeo abaixo, tirem as suas conclusões e participe do debate. O título faz relação com o filme "Os narradores de Javé" de 2004 que conta uma história de exclusão no sertão nordestino. A montagem com o programa da Globo News contextualiza a questão estimulando o debate.

Lula contra a mídia hegemônica




Lula de volta aos palanques: "Educar politicamente o povo brasileiro" - Eu tô com ele.



Comentário: Reproduzo abaixo artigo de Altamiro Borges publicado em seu blog que trata do "conselho" que Ricardo Kotscho dá ao Lula. As considerações de Altamiro Borges são muito oportunas. Lendo o globo de domingo me deparei com notícias que me remetiam ao ambiente do caso PC Farias. Li uma coluna do "imortal" João Ubaldo Ribeiro, no referido jornal, que gostaria de ver publicada quando da onda de privataria e compra de votos na era FHC (todos conhecem o João Ubaldo Ribeiro). Nos 8 anos de governo Lula ocorreu uma freada nos movimentos sociais. Na minha opinião o governo Lula deu doses cavalares de Valium 10, Tryptanol 25, Dienpax (apenas alguns dos remedinhos de Raulzito em Check-up) na mobilização de nosso povo. Mas como Vovó já Dizia: "antes tarde do que nunca". Estou com o Lula nesta jornada pedagógica de educar politicamente nosso povo. 

Kotscho critica os “ataques de Lula”
Por Altamiro Borges

Em seu blog, agora hospedado no portal da Record, o jornalista Ricardo Kotscho critica seu “velho amigo” Lula pelas polêmicas que têm travado ultimamente. Ele diz desconhecer os motivos que levaram a ex-presidente “a subir o tom dos seus discursos em encontros com estudantes [UNE] e sindicalistas [UGT]”, mas conclui que “só Lula sai perdendo com os ataques de Lula”.

Na sua avaliação, o momento político não é oportuno para este “confronto”, em especial contra a mídia hegemônica. “Com seus constantes e cada vez mais irados ataques à imprensa, Lula só dá mais munição para os porta-vozes do bloco mais reacionário da decadente imprensa tucana, que vivem acenando com os fantasmas do ‘controle social da mídia’ e da ‘volta da censura’ como se estivessem torcendo por isso”.

Dilma e o “namorico” com a mídia

Ainda segundo sua leitura política, este confronto não tem servido ao atual governo. “Agindo desta forma, Lula acaba também não ajudando a presidente Dilma, que passa por um momento de sérias dificuldades, em várias áreas do governo, e estava tentando melhorar seu relacionamento com os donos da grande mídia, que a vinham tratando até muito bem antes da crise Palocci”.

Tendo já trabalhado nas redações dos principais jornalões brasileiros, Kotscho avalia que as polêmicas só atiçam os preconceitos de alguns editores e colunistas. “Cada vez que se sentem atacados, mais agressivos eles se tornam, mais motivados a fazer novas denúncias reais ou imaginárias, a criar um permanente clima de crise do fim do mundo no país. A meu ver, só Lula perde com isso, arriscando a sua própria imagem aqui dentro e lá fora”.

“Competir” com a velha mídia

Respeito, mas discordo da opinião de Ricardo Kotscho. E espero que Lula não acate as idéias do seu velho amigo. No livro “Do golpe ao Planalto”, o jornalista descreve com maestria as relações intimas que cultivou com o ex-presidente, desde a retomada das greves metalúrgicas no ABC paulista, passando pelas “Caravanas da Cidadania”, até chegar ao posto de secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República no primeiro mandato de Lula.

Na minha modesta opinião, Lula precisa polemizar cada vez mais com a principal força de oposição no país, o partido da mídia. Como ele mesmo disse no congresso da UNE, é preciso “competir” com a velha imprensa, desmascarando as suas mentiras. Do contrário, abusando das técnicas de manipulação, a mídia golpista sabotará a sua “imagem”, que goza de enorme prestígio junto ao povo. Agora, inclusive, ela inventou a tal de “herança maldita de Lula”.

Esforço pedagógico

No congresso da UGT, o ex-presidente anunciou que viajará o país para “debater política”, para mostrar os avanços do seu governo e para denunciar as manobras da direita brasileira. Esse esforço pedagógico, que infelizmente não foi feito a contento nos seus oito anos de governo, é fundamental para o avanço da consciência política dos brasileiros. Ele serve como contraponto às manipulações da ditadura midiática – às sujeiras dos Murdochs nativos.

Esta postura aguerrida é que mete medo nos barões da mídia. Eles temem o Lula “palanqueiro”, com seus discursos que encontram enorme ressonância junto ao povo. Os tais “formadores de opinião” sabem que não estão mais com a bola toda junto à “opinião pública”. O editorial da Folha de ontem, atacando a volta de Lula aos palanques – “que parece reacender sua vocação messiânica e autoritária” –, mostra que ex-presidente acertou no “momento político”.

Governo acuado

As suas polêmicas, ao contrário do que afirma Kotscho, ajudam o governo Dilma, que se encontra acuado diante do bombardeio da mídia. Há 17 dias, a presidenta sangra diante das graves denúncias de corrupção do Ministério dos Transportes. Já a crise desencadeada pelo súbito enriquecimento do ex-ministro Palocci paralisou o governo por 23 dias. A lua-de-mel entre Dilma e a mídia durou pouco; o “namorico”, como ironizou Lula, virou uma guerra fratricida.

Na mídia golpista, agora só há notícias ruins sobre o atual governo. Parece que o Brasil virou um inferno – um país de ladrões, com desemprego e miséria crescentes. A mesma mídia que blinda os demotucanos, que esconde as suas maracutaias, tenta posar de campeã da ética. Como Murdoch, ela tenta ludibriar os ingênuos e atiçar os ânimos. Alguns “calunistas” inclusive já fazem apelos “à indignação” contra o atual governo, clamam por “protestos de rua”.

Diante desta brutal ofensiva, o governo Dilma se mostra sem personalidade. Parece formado por tecnocratas acuados nas salas com ar condicionado do Palácio do Planalto. Não parte para a ofensiva, não apresenta uma agenda política mais afirmativa, pró-ativa. Rende-se às pressões do “deus-mercado” e do “deus-mídia”. Neste cenário preocupante, os discursos num “tom mais elevado” do ex-presidente Lula ajudam a pautar o debate político na sociedade.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Jornalista que denunciou grupo Murdoch é encontrado morto

Cartoon © Dave Brown of The Independent


Comentário: Como diria Zé Geraldo: "Se chega alguém querendo consertar, vem a ordem de cima, pega o idiota e enterra", é por uma dessas que Raulzito dizia: "Eu não sou besta pra tirar onda de herói". Mas não se pode calar diante das injustiças!!! Todo esse episódio envolvendo esse jornal britânico mostra como a mídia é podre.

O jornalista Sean Hoare, que denunciou o esquema de grampos ilegais do tabloide inglês News of the World, foi encontrado morto nesta segunda-feira (18), segundo o diário britânico The Guardian. Hoare foi o primeiro repórter do News of the World a admitir que o diretor da publicação, Andy Coulson, ex-chefe de comunicação do gabinete do primeiro-ministro britânico, David Cameron, estava ciente sobre a prática. De acordo com a polícia, Hoare foi encontrado morto em sua residência em Watford, no condado de Hertfordshire, na região oeste da Inglaterra. De acordo com a Associação de Imprensa da Grã-Bretanha e com o Guardian, as causas da morte ainda não foram explicadas

Até o momento, porém, a polícia não trabalha com a hipótese de que o caso tenha alguma relação com o escândalo. Também não considera que a morte do jornalista esteja vinculada a um suicídio ou a causas violentas.

Hoare também trabalhou no The Sun, tabloide sensacionalista que também é de propriedade da News Corp., grupo comandado pelo magnata Rupert Murdoch. O jornalista foi dispensado do semanário por conta de “problemas com álcool e drogas”, mas estava em um programa de reabilitação.

"Isso é irrelevante", disse ele, dias atrás, sobre seu histórico em entrevista ao jornal The New York Times. "Há mais por vir. Isso não vai simplesmente passar", completou.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a polícia chegou à casa do jornalista às 10h40 (horário local), após ser notificada de que o paradeiro de Hoare era desconhecido — e já o encontrou morto. "A morte da vítima está sendo tratada como inexplicável, ainda não há suspeitos. A investigação está em andamento", disse a polícia em um comunicado.

Hoare não só confirmou que Coulson sabia do esquema dos grampos ilegais como disse que ele encorajava a equipe a grampear os telefones de celebridades e políticos britânicos. Em entrevista à BBC, ele disse que foi pessoalmente persuadido por Couslon para grampear os telefones.

Na semana passada, Hoare voltou a contar mais detalhes sobre o escândalo. Segundo ele, os repórteres do tabloide britânico tinham a liberdade de localizar as pessoas usando os celulares em troca do pagamento de propina aos policiais. Colson nega todas as acusações do repórter. Ele chegou a ser preso na semana passada, mas foi posto em liberdade horas depois.

Luto

A notícia da morte de Sean Hoare pegou muitos jornalistas, especialmente os que estão no Reino Unido cobrindo o escândalo envolvendo o tabloide britânico, de surpresa. "São trágicas as últimas notícias de Sean Hoare, o primeiro jornalista a falar comigo quando eu comecei como secretária", postou a colunista do The Guardian Marina Hyde, no Twitter.

Matt Tempest, que trabalhou com Hoare no Sunday People, definiu o colega como "doce, charmoso e engraçado", também pelo microblog. Já David Yelland, ex-editor do The Sun, um dos jornais acusado por Hoare de adotar a "prática do grampo", disse em seu Twitter que Hoare "estava apenas tentando ser honesto, lutando contra vícios. Mas ele era um bom homem. Meu Deus".

Da Redação, com agências

sexta-feira, 15 de julho de 2011

6 meses do governo Paulada: Comparações com uma partida de futebol

 Esquema Tático 4-3-2-1 no governo Paulada

É público e notório que o nosso prefeito de Itaperuna, Fernando Fernandes “Paulada”, gosta muito de futebol. Há alguns dias tenho refletido sobre as semelhanças do seu governo com uma partida do esporte bretão. A seguir algumas considerações:
1) Se considerarmos que o governo Paulada se iniciou em janeiro de 2011 e que irá terminar em outubro de 2012, e se considerarmos esse período de 21 meses como uma partida de futebol de 90 minutos (o período de outubro a dezembro de 2012 são considerados acréscimos), nesse exato momento o governo Paulada está aos 25 minutos e 42 segundos do 1º tempo.
2) O jogo começou morno, muita gente não botava e continua não botando fé no time. Paulada deu umas pisadas na bola e também levou umas boladas nas costas. A torcida fica com um pé atrás, querendo saber se valeu a pena pagar o ingresso para esse jogo.
3) O fato é que a equipe não está muito entrosada. Existe muito individualismo. É gente fazendo firula pra lá, pra cá... Querendo valorizar seu passe e chegar no final da partida sem desgaste. Alguns jogadores tem vaga garantida em outro time, por isso não entram nas disputas de bola. Tiram os pés de tesoura e o corpo fora de qualquer dividida. A verdade é que o time está na retranca. Tem muito volante. É um time que não joga para a frente.
4) Pelo que se vê em campo, o time não tem esquema tático. Em algumas situações, Paulada tem que bater o escanteio e correr para a área para cabecear. O jogo segue no 0 x 0. A torcida começa a chiar.
5) Mas de repente com uma jogada espetacular, Paulada faz um golaço. Para esse feito contou com o apoio que veio de fora. Graças a um investimento do governo federal e estadual ele inaugura o placar, com um gol chamado UPA (Unidade de Pronto Atendimento). A torcida comemora de forma modesta, não se ouve muitos foguetes. Mas o fato é que esse gol tem tudo para melhorar a vida da torcida. Pela primeira vez os torcedores terão saúde PÚBLICA E DE QUALIDADE. O dinheiro dos ingressos será investido em uma unidade de saúde pública e não em entidades comandadas por cartolas que em nome da defesa da saúde desenvolvem projetos de apoderamento pessoal ou de grupos.
6) Mas para a torcida ver o jogo com outros olhos é preciso que Paulada promova uma campanha de sócio-torcedor. Não basta torcer, tem que participar. É necessário que os torcedores também decidam o futuro do time. A forma dos torcedores participarem das decisões é através de Colegiados, Conselhos e Fóruns de Discussões onde eles possam sugerir alterações na forma como esse time deve jogar.
7) Um dos esquemas táticos para esse time vencer a partida é o 4-2-3-1, aliás times como o Corinthians (líder do Brasileirão), o meu Botafogo (a gente ainda chega lá) e a seleção brasileira (do Ricardo Peixeira – argh!!!) tem adotado esse esquema com maior ou menor sucesso. No caso do time do governo Paulada teríamos:

No gol: A Secretaria de Gabinete e de Governo defendendo o gol do Paulada. Essa parte do time tem que passar confiança. Se o adversário passar da zaga, o time tem que saber que do goleiro não passa. Frango aqui nem pensar.

Na zaga: Obras e Agricultura. Responsáveis pela contenção e manutenção da equipe. Faz reparos e garante a boa saída de bola. A zaga tem que fazer o basicão, ser boa pro time poder criar e avançar.

Na lateral esquerda: Cultura, Esporte e Lazer. Como diria Ferreira Gullar, “a arte existe porque a vida não basta”. A Cultura, o Esporte e o Lazer deve chegar à linha de fundo e criar belas jogadas para encantar a torcida. Esse é um setor onde é possível se criar as mais belas jogadas como aquele memorável lançamento do Canhotinha para a escorada de Pelé e o gol do furacão Jairzinho na Copa de 70.

Na lateral direita: Ação Social, Trabalho e Habitação. Defende e avança e faz os lançamentos para os meias e o centro-avante. Quando a lateral direita tem harmonia com a Educação, a Saúde e o Desenvolvimento consolida-se o velho jargão: “mais importante que dar o peixe é ensinar a pescar”.

Dois volantes: Planejamento e Fazenda. Neste setor é que se cadencia o jogo, taí o suporte para a criação. Essa é a parte do time que dá sustentação para as ações do grupo.

Três meias atacantes: na ponta-esquerda a Educação a base para o desenvolvimento de qualquer sociedade, a Saúde, que dispensa comentários, e o Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Turismo –esses setores são fundamentais para a vitória do time. São esses três jogadores os responsáveis pela criação e para deixar o CENTRO-AVANTE na cara do gol.

Centro-avante: Como todo mundo sabe, um time não vive sem gols. Quem deve marcá-los? Sem dúvida o goleador. Espero que o nosso Prefeito cumpra esse papel.

A intenção desse texto é fazer uma análise dos 6 meses de governo Paulada. Como foi dito anteriormente restam ainda 64 minutos e 18 segundos do tempo regulamentar para que esse time vença a peleja e mostre a que veio. Como deixei claro em outros textos (http://emlugardeumacarta.blogspot.com/2011/04/os-100-dias-do-governo-paulada.html e http://emlugardeumacarta.blogspot.com/2011/01/estatuto-das-cidades-e-os-desafios-para.html ), tenho expectativa de que o Prefeito Fernando Fernandes inaugure uma nova etapa na política de Itaperuna e que vire a página do coronelismo que não tem nada a ver, definitivamente, com o século XXI.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ivete Sangalo virou vidraça, por Altamiro Borges

 Hebe, Ivete, Regina Duarte (tenho medo), Ana Maria Braga: Cansadas!!!

Comentário: Como diria uma outra baiana, Pitty: "quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra".

Em julho de 2007, a cantora Ivete Sangalo virou uma das estrelas do “movimento cívico pelo direito dos brasileiros”, mais conhecido pelo slogan Cansei. Aproveitando-se oportunisticamente da tragédia da TAM, direitistas convictos e ricaços famosos, tendo à frente João Dória Jr., tomaram a iniciativa para “condenar a desordem do governo federal”.

Por Altamiro Borges

No ato de lançamento em São Paulo, a principal palavra de ordem foi o “Fora Lula”. O presidente foi apontado como culpado pelo acidente e por todos os males do país – em especial, pela corrupção. Líderes da oposição demo-tucana, mais sujos do que pau de galinheiro, apoiaram o movimento. Ivete Sangalo, Hebe Camargo, Regina Duarte e Ana Maria Braga tiveram as suas imagens estampadas em cartazes e folhetos para atrair populares ao protesto.

Os “cansados” não aguentaram o tranco por muito tempo. O movimento, logo identificado como uma iniciativa da direita hidrófoba e golpista, sucumbiu em pouco tempo. Segundo documentos vazados pelo Wikileaks, ele foi motivo de gozação até nas reuniões conspiratórias da embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Algumas de suas estrelas, inclusive Ivete Sangalo, teriam se arrependido de participar daquela maquinação.

Investigação na Receita Federal

Mas o mundo é cruel. Agora é própria mídia demo-tucana, que alavancou o movimento, que levanta suspeita sobre os milionários negócios da famosa cantora. Reportagem da Folha da semana passada informa que o cunhado de Ivete Sangalo, que também é seu sócio, está sendo investigado pela Receita Federal. Luis Paulo de Souza Nunes controla as empresas Caco de Telha, que negocia os shows, e a Banda do Bem - Produções Artísticas Ltda.

Segundo o repórter Graciliano Rocha, o negócio é “suspeito de sonegação fiscal e de não pagar tributos trabalhistas aos músicos que se apresentam com a artista baiana. Alvo de investigação da Receita Federal desde fevereiro deste ano, a Banda do Bem apresenta em seu registro de sócios apenas um grupo de 13 músicos – todos tocam ou tocavam com Ivete. No registro da empresa, Nunes, que também é sócio da família Sangalo em três outras empresas, aparece como seu administrador”.

Processo fiscal e trabalhista

As investigações tiveram início a partir de um processo fiscal e trabalhista movido pelo músico Antônio da Silva, o Toinho Batera. “Ele cobra indenização de R$ 5 milhões e acusa Ivete de usar a Banda do Bem como ‘fachada’ para não pagar encargos trabalhistas dos músicos, que aparecem como sócios da organização”. Nunes, que é casado com Mônica, irmã da cantora, tem vários negócios com família Sangalo. Em setembro de 2006, ele passou a integrar o quadro societário da empresa Mago Comunicação, agência de publicidade que integra a holding de Ivete.

Um dos chefões desta empresa é o empresário Jesus Sangalo, um dos principais organizadores do movimento Cansei, que teria sido responsável por envolver a irmã naquela furada. De pedra, Ivete Sangalo agora virou vidraça. A sorte dela é que a TV Globo não dará qualquer destaque para o tema.

Fiasco da fusão Carrefour-Pão de Açúcar



Charge de Duke



Comentário: Importante reflexão de Umberto Martins acerca das implicações da fusão Pão de Açúcar e Carrefour.

Reza um velho ditado popular que quando dois meliantes brigam algo de bom acontece.

Por Umberto Martins

A desavença entre o empresário Abílio Diniz e seu sócio francês na Companhia Brasileira de Distribuição (CBD, que inclui o Pão de Açúcar), o grupo Casino, afastou o risco de participação do BNDES no polêmico projeto de fusão da empresa varejista com as filiais brasileiras do também francês Carrefour. O banco público, que inicialmente cogitava gastar mais de R$ 2 bilhões na transação privada, anunciou na tarde de terça-feira (12) que estava fora do negócio, acatando recomendação da presidente Dilma.

Pulo do gato

Os executivos do Casino se sentiram como cônjuges traídos pelos movimentos de Diniz, que procurou um acordo com a direção do Carrefour e o respaldo do governo sem consultar os sócios, informados da ocorrência pelo semanário francês Le Journal Du Dimanche. Jean-Charles Naouri, presidente do conselho de administração do grupo francês, classificou a manobra de atentado à “ética dos negócios” (sic). É um comportamento típico de magnatas capitalistas.

Em 2005, o fundador do Pão de Açúcar assinou um acordo de acionistas com o Casino, pelo qual este aumentaria gradualmente sua participação na CBD até adquirir, em 2012, o controle da companhia. Recentemente, próximo do prazo estabelecido para a transferência do comando, usando a notável influência que goza no governo, ele ensaiou um pulo do gato, negociando furtivamente a fusão com o Carrefour e o financiamento bilionário do BNDES. Mas a reação indignada do sócio francês e as críticas suscitadas ao banco público acabaram inviabilizando a obscura transação.

Devemos é comemorar

O povo brasileiro não tem razões para lamentar o fiasco da fusão, que interessava exclusivamente ao capitalista Diniz e ao Carrefour. O negócio proposto pelo empresário não garantia a nacionalização da nova empresa, que de um ou outro modo cairia nas mãos dos franceses. Certamente resultaria na supressão de empregos e ampliação da concentração no ramo, em detrimento dos consumidores e das empresas de menor porte.

Conforme notou o ex-presidente do BNDES Carlos Lessa, “Abílio Diniz multiplicaria seu patrimônio, mas, para o Brasil, praticamente nenhuma vantagem. O setor varejista já está desnacionalizado [e não é o único nem o mais importante]”. O processo de concentração no ramo de supermercados, relativamente recente, foi acompanhado, no Brasil, pela progressiva desnacionalização. O avanço de gigantes como o francês Carrefour e o estadunidense Wal-Mart (maior empresa do mundo pelos critérios da revista Fortune) não são os únicos sintomas deste triste fado. O próprio Pão de Açúcar, que parecia o último brasileiro de peso no ramo, já estava prometido aos franceses.

Cobra engolindo cobra

O processo de concentração e centralização do capital, analisado por Marx em meados do século 19, é inexorável e cruel com os mais fracos. Nele sobrevivem apenas os grandes grupos, engolindo os menores. Foi no seu rastro que surgiram as modernas multinacionais e teve início, como observou Lênin, a nova fase do capitalismo, o imperialismo, o capitalismo dos monopólios.

Abílio Diniz engoliu alguns concorrentes nacionais e, pelo visto, agora chegou a sua vez de ser engolido. É curioso e irônico que o fundador do Pão de Açúcar e seus aliados levantem a bandeira dos interesses nacionais para justificar uma transação em benefício próprio e, de resto, com forte vocação para escândalo. Afinal, não foi o próprio Diniz que assinou, em 2005, o acordo que transferia o controle da CBD ao Casino? Não merecia, por isto, ser caracterizado de entreguista?

O capitalista e o capital

O capitalista, notava Karl Marx, encarna a lógica e os interesses do capital. O capital não tem pátria, ou melhor, sua única pátria é o lucro. O deslocamento de fábricas e investimentos da Europa e dos EUA para a China e outros países asiáticos – em busca de mão de obra barata e maximização dos lucros e em detrimento do emprego de milhões de trabalhadores nos países de origem – é uma prova, entre outras, desta verdade.

O aborto do Carreçúcar nos remete à polêmica sobre a política do BNDES a favor da consolidação e expansão de grandes empresas privadas nacionais. Devemos abordar o tema à luz da teoria marxista, ou, em outras palavras, sob uma ótica classista, conforme aconselha o meu amigo e camarada Carlos Pompe, colunista deste Vermelho.

Outro caminho

O governo Lula procurou, com êxito, resgatar o BNDES do desmanche e da irrelevância a que foi relegado pelo tucano FHC. É inegável o papel positivo do banco no desenvolvimento nacional. Mas isto não isenta a instituição de críticas. O dinheiro que opera é público, apesar das insinuações em contrário, e não só estatal, pois compreende a administração de recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT) que em maio deste ano somavam R$ 137,91 bilhões.

A monopolização da economia e expansão dos negócios e interesses de grandes capitalistas brasileiros no exterior, financiada com dinheiro público, não está em sintonia com um projeto nacional de desenvolvimento fundado nos interesses da maioria do povo, dos pequenos e médios empresários e, em especial, da classe trabalhadora brasileira. Há destino melhor e mais produtivo para o dinheiro do povo.

Não podemos olvidar o fato de que vivemos um contexto de crise geral do sistema capitalista, que sugere e em certa medida impõe aos povos a busca de alternativas sociais mais avançadas e radicais do que uma inserção supostamente mais vantajosa na globalização neoliberal seguindo os passos das economias consideradas mais avançadas, ou seja, trilhando o caminho da monopolização burguesa, capitulando à lógica da concorrência internacional e reproduzindo as relações imperialistas. Os interesses da grande burguesia não são progressistas em lugar algum do globo. Outro caminho é possível e, em nome dos interesses imediatos e futuros da classe trabalhadora, devemos procurá-lo ou, se preciso, inventá-lo, a exemplo do que fizeram líderes revolucionários de outra época.