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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Governo quer mais 4 milhões de universitários até 2020



O secretário de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/MEC), Luiz Cláudio Costa, afirmou ontem que o governo espera, até 2020, aumentar em 4 milhões o número de estudantes universitários (de todas as idades) no país. Atualmente, 5,9 milhões de alunos estão em faculdades públicas ou privadas, conforme dados oficiais. O ensino superior foi tema de audiência pública da comissão especial que analisa o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) – a proposta define metas para a educação brasileira nos próximos dez anos.

Luiz Costa disse também que a meta prevista no PNE de que, em 2020, 33% da população entre 18 e 24 anos estejam na universidade será atingida antes do prazo. “Não há dúvidas de que conseguiremos, porque temos ações que apontam para isso e já tivemos aumento significativo nos últimos anos. Hoje, 17,4% dos jovens entre 18 e 24 anos estão nas faculdades ou já concluíram o curso. Esse é o número correto com que trabalharmos”, disse.

Vagas ociosas

O representante da Associação Nacional dos Centros Universitários (Anaceu), Celso Frauches, ressaltou que o número de vagas existentes hoje no País é suficiente para a expansão da educação superior. Segundo ele, no ano passado, ficaram ociosas 1,6 milhão de vagas em universidades – 40 mil delas em instituições públicas.

Para Celso Frauches, as deficiências da educação básica dificultam o ingresso no ensino superior. Ele lembrou que todos os anos cerca de 500 mil alunos abandonam a universidade antes da formatura. “Na maior parte das vezes, isso acontece porque os estudantes não conseguem acompanhar o ritmo das aulas. Eles não tiveram no ensino médio conhecimentos mais aprofundados de matemática, biologia e em outras ciências”, argumentou.

O representante da Anaceu ressaltou ainda que muitos estudantes não conseguem tirar boas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que é usado como requisito para o ingresso em boa parte das faculdades. “Para esse quadro mudar, precisamos melhorar a qualidade da educação básica”, reiterou.

Ausência

O presidente da comissão, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), lamentou a ausência, no debate, de representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). “As universidades federais precisam entender que elas não constituem um Estado dentro do Estado, que elas precisam se aproximar, participar das reuniões e dar sua contribuição”, disse.

A comissão especial realizará audiência pública na próxima quarta-feira (6) para discutir o financiamento da educação. Pelo PNE, o Brasil deve investir, em 2020, pelo menos 7% do PIB no setor. O objetivo da reunião é justamente saber de onde virão esses recursos.

Fonte: Agência Câmara

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