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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Limite territorial na pauta da Comissão de Assuntos Municipais da ALERJ


A Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai discutir nesta quinta-feira, dia 30, os limites geográficos dos municípios de Varre-Sai e Porciúncula, que discutem a propriedade das comunidades de Arataca e Jacutinga.
As localidades eram consideradas como pertencentes ao município de Varre-Sai, mas em 2007, através do uso de GPS durante o Censo do IBGE, descobriu-se que as comunidades estão dentro do limite do município de Porciúncula, apesar da rotina da população estar vinculada à cidade de Varre-Sai.
A audiência foi convocada após visita do deputado Janio Mendes ao município de Varre-Sai para ouvir as reivindicações da população. Na ocasião, o deputado foi recebido por estudantes da rede municipal com cartazes com dizeres como “Arataca é de Varre-Sai”.
Para esta audiência foram convidados representantes das duas localidades, os prefeitos Everardo Ferreira, de Varre-Sai, e Antônio Jogaib, de Porciúncula, as Câmaras Municipais, representantes do IBGE e da Fundação Cide.


terça-feira, 28 de junho de 2011

Brasil irá rever acordo com Ucrânia sobre Alcântara


O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, anunciou que o Governo brasileiro irá propor a revisão do acordo feito com a Ucrânia para a construção do veículo lançador de satélites na Base de Alcântara, no Maranhão, destinada a realizar missões de lançamentos de satélites e que sedia os testes do Veículo Lançador de Satélites (VLS). A declaração foi dada, nesta terça-feira (28), durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, onde debateu o tema "Economia e Competitividade: A Importância da Inovação".

Segundo ele, é necessário equilibrar o aporte de recursos entre os dois parceiros.

"Nós estamos buscando equilíbrio com a Ucrânia para que a gente aporte recursos do mesmo volume. O Brasil não pode sustentar esse projeto porque a nossa responsabilidade é a Base de Alcântara. O foguete é responsabilidade da Ucrânia. E nós queremos isonomia no aporte. Estamos buscando concluir essa negociação porque é um projeto importante e termos um veículo comercial capaz de lançar os nossos satélites e queremos consolidar o VLM e o VLS", enfatizou.

"O Brasil colocou duas vezes mais recursos que a Ucrânia nessa empresa binacional", acrescentou. Mercadante informou que o presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), Marco Antônio Raupp, irá negociar a revisão dos termos do acordo com o governo ucraniano.

Investimento em P&D

Aloizio Mercadante ainda cobrou da iniciativa privada mais investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento. Segundo ele, na comparação com as quatro maiores economias do mundo, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), com dados dos anos de 2007 e 2008, o Brasil ocupa posição bastante inferior.

O Japão, que ocupa o primeiro lugar na lista, investiu US$ 148,7 bilhões (3,44% do PIB); em segundo lugar, a Alemanha, com US$ 84 bilhões (2,82% do PIB), seguida pelos EUA, com US$ 398,2 bilhões (2,79%) e China, com US$ 120,6 bilhões (1,54%).

No Brasil, o investimento bruto foi de US$ 24,2 bilhões, com 1,19%, percentual que cai para %, quando são subtraídos os investimentos realizados pela Petrobras. (Veja as lâminas 12 e 13 da apresentação do ministro Mercadante.)

"Então, somos a sétima economia do mundo e podemos caminhar para sermos a quinta. Quando a gente olha para frente, é aqui que vamos competir. Nós temos que aumentar o percentual do PIB em ciência e tecnologia, aumentar o percentual do PIB em P&D, para que a gente possa ter um valor que seja capaz de criar condições de competitividade com esses países que têm um PIB muito maior e que tem um percentual do PIB ainda maior que o Brasil", ressaltou.

Essa expressiva participação da principal estatal da União é outra marca dos investimentos nacionais: Enquanto nos países líderes em investimento, a participação dos investimentos do setor público é duas, três vezes maior do que os do estado, no Brasil, eles são quase iguais, com investimentos de US$ 0,57 bilhão das empresas e US$ 0,54 bilhão dos cofres públicos.

Para Aloizio Mecadante, o setor privado não investe em inovação porque nos 20 últimos o País enfrentou cenário econômico adverso e negativo a qualquer investimento de longo prazo na área de pesquisa. O ministro enfatizou que é preciso desenvolver uma cultura de investimentos em inovação, pois "a tecnologia é a indústria portadora do futuro".

"Foram 20 anos de crise, e você criou uma aversão ao risco. Segundo, porque o país não crescia e tem problemas de custos elevados, carga tributária, juros, infraestrutura, câmbio apreciado, tudo isso dificulta investimento em inovação. Mas também por uma cultura passiva diante da inovação".

"O Brasil não pode mais ter uma atitude passiva. Tem que criar um movimento empresarial pela inovação, que hoje nós temos", enfatizou ao citar como exemplo a atuação do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, que tem trabalhado para mobilizar o empresariado pela inovação e criar uma cultura da inovação e uma parceira entre Estado e setor privado nessa direção.

O ministro defendeu a criação de uma empresa similar à Embrapa para estimular o desenvolvimento de pesquisa, ciência e tecnologia voltadas para as indústrias.

Veja a apresentação feita pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, para debater o tema "Economia e Competitividade: A Importância da Inovação".










Fonte: Liderança do PT no Senado

No sítio abaixo tem-se a íntegra da apresentação do Ministro Mercadante no Senado:





http://www.senado.gov.br/senadores/liderancas/lidptsf/MCT_CAE_28.06.pdf

Pré-sal: Petrobras anuncia maior descoberta na Bacia de Campos

É interessante notar que os gringos deteem 70% de participação neste consórcio. Creio que a participação da Petrobrás poderia ser majoritária. O petróleo do Pré-Sal será abundante mas é necessário que nós brasileiros fiquemos atentos a: (i) Financiar os estudos de energias renováveis - o petróleo é finito e o BRAsil tem uma vantagem comparativa enorme no segmento de energias alternativas (vide etanol, energia solar, eólica, biomassa em geral); (ii) o óleo do Pré-Sal não pode ser explorado a toque de caixa para atender a sanha dos EUA (lembram da visitinha de Obama Fala Mansa??? Pois é ele tava de olho no nosso "black gold"). O Pré-Sal deve ser explorado com sustentabilidade. Deve ser utilizado para além de fonte de energia como base da indústria petroquímica. Dia desses compramos um sofá novo em casa e reparei que os pés de apoio do mesmo são feitos de plástico, assim como grande parte dos utensílios usados no nosso dia-a-dia.

Um consórcio formado pela Petrobras e pelas empresas Repsol Sinopec e Statoil anunciou nesta terça-feira (28) a descoberta de um novo reservatório em águas ultraprofundas na Bacia de Campos. Segundo nota divulgada pela estatal brasileira, trata-se da maior descoberta na camada pré-sal de Campos. A espanhola Repsol Sinopec é a operadora do consórcio, com 35% de participação. A norueguesa Statoil tem 35% e a Petrobras, 30%. Entre março e abril deste ano, as empresas comunicaram às autoridades brasileiras haver de indícios de hidrocarbonetos na área.

O poço exploratório, conhecido como Gávea, está localizado a 190 quilômetros da costa do Rio de Janeiro e tem uma profundidade total de 6.851 metros. Foi perfurado pelo navio sonda de última geração Stena Drillmax I, em águas de 2.708 metros e atingiu a profundidade final de 6.851 metros, disse a Petrobras.

Segundo a estatal, foram descobertos "dois níveis de petróleo de boa qualidade no poço”, e o óleo é considerado de boa qualidade. “Esta descoberta é a principal realizada no pré-sal da Bacia de Campos", diz nota no site da Petrobras. O consórcio está analisando os resultados obtidos no poço, antes de continuar com o processo de exploração e avaliação da área.

Até o momento, o chamado Parque das Baleias é o maior reservatório do pré-sal da bacia de Campos, com estimativa de reservas de 3,5 bilhões de barris de petróleo equivalente após a abertura de seis poços, segundo a Petrobras. Só nos dois primeiros poços abertos estimava-se uma reserva de 1,5 bilhão a 2 bilhões de barris de petróleo equivalente.

De acordo com o comunicado pela Petrobras, o consórcio analisa os resultados do óleo extraído do poço antes de dar continuidade ao trabalho de exploração e avaliação da área.

A Repsol Sinopec é a companhia estrangeira líder em direitos de exploração nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo, participando em 16 blocos, dos quais é operadora em seis. A descoberta no poço Gávea ocorre num momento em que a Repsol, como outras companhias do setor, centram foco na pesquisa de petróleo em lugares onde a extração é mais difícil, como águas profundas.

Teste de longa duração

A Petrobras anunciou também o início hoje da produção de petróleo na área de Aruanã, na Bacia de Campos. Por enquanto, segundo a empresa, a produção está sendo usada para teste de longa duração (TLD), que vai avaliar o potencial e as condições do reservatório e do petróleo daquele bloco. Só depois do TLD, que deve durar seis meses, o campo começa a produzir em escala comercial.

O teste está a cargo da plataforma FPSO Cidade de Rio das Ostras, que vai extrair petróleo da camada pós-sal. Durante o TLD, serão produzidos 12 mil barris de óleo por dia. Os testes preliminares, que antecederam o TLD, mostraram que essa área tem um óleo de 27º API e volumes recuperáveis de 280 milhões de barris.

O bloco fica entre os campos de Pampo e Espadarte, no sul da Bacia de Campos, localizado entre 350 metros e 1,5 mil metros de profundidade de água.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Índio da Costa para vice de Aécio


Por Altamiro Borges

Na noite de quarta-feira (22), véspera do feriadão, Índio da Costa, o ex-demo que foi candidato à vice do tucano José Serra e que hoje é um dos líderes do PSD de Kassab, teve sua carteira de motorista apreendida numa blitz do Detran do Rio de Janeiro. Ele se recusou a fazer o teste de bafômetro. Em seu twitter, ele confessou que havia tomado uma taça de vinho. Será que foi só isso?



Na campanha presidencial do ano passado, o ex-deputado ficou conhecido por seus ataques histéricos contra o governo Lula e a candidata Dilma Rousseff. Chegou a acusar do PT de ser ligado ao narcotráfico e fez discursos preconceituosos sobre temas sérios, como o aborto e a religião. Agora, o falso moralista é retido numa blitz policial. Todo moralista costuma ser um imoral enrustido!

Índio da Costa terá de pagar multa de R$ 957,70 e responderá a processo administrativo no Detran/RJ. A carteira de habilitação ficará retida por cinco dias. A apreensão ocorreu no mesmo bairro nobre do Leblon, próximo ao local onde o ex-governador e atual senador mineiro Aécio Neves também se recusou a fazer o teste do bafômetro. Como presidente do PSD do Rio de Janeiro, o ex-vice de Serra pode até pleitear ser vice do tucano Aécio Neves em 2014. Afinal, eles têm muita coisa em comum!

domingo, 26 de junho de 2011

Marina Silva deve anunciar saída do PV na terça-feira, 28

 

 

Charge de Bessinha

Apesar de ser uma pessoa bastante articulada, ter uma ótima oratória e uma história de vida de superação, Marina Silva optou por levantar a bandeira da defesa ambiental a partir de um viés pós-moderno. Seu discurso é o discurso do Green Peace, WWF e outras entidades "internacionais" que querem meter o bedelho nos rumos do nosso país. Esse casamento com o PV não ia durar muito tempo. A ex-senadora procurou e encontrou no PV uma legenda de aluguel para defender sua visão de país que diverge inexoravelmente dos interesses do povo brasileiro e da soberania nacional. Ela continuará com seu discurso santuarista no que se aventa ser o Partido da Causa Ecológica, isso é, o cúmulo do multiculturalismo.

Desgastada pelas divergências com a executiva nacional do PV, a ex-presidenciável deve formalizar sua decisão em São Paulo

Dois anos após trocar o PT pelo PV, a ex-senadora Marina Silva deve anunciar na próxima terça-feira, 28, sua saída do Partido Verde. Desgastada pelas divergências com a executiva nacional do PV, a ex-presidenciável deve formalizar sua decisão em São Paulo, após reunião com o Movimento Marina Silva, grupo apartidário que atuou na campanha presidencial da ex-senadora no ano passado.

Marina deve falar em nome de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente do diretório estadual do PV-SP, Maurício Brusadin, o ex-coordenador da campanha presidencial do PV, João Paulo Capobianco, o ex-candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Young, e o empresário Guilherme Leal, que foi seu vice na chapa presidencial.

Os aliados da ex-senadora devem retomar o Movimento Brasil Sustentável, de onde pretendem fazer a articulação política para 2014. O objetivo não é fundar um partido para disputar as eleições em 2012 - uma vez que não há tempo hábil para disputar a eleição municipal do próximo ano -, mas fazer com que o Movimento tenha potencial para se tornar um novo partido.

Segundo aliados próximos, Marina e seu grupo tomaram a decisão nesta semana, antes de sua viagem para a Espanha, onde proferiu palestra. Nos últimos dias, a ex-senadora tem feito reuniões com seus colaboradores e pretende se reunir com todos os segmentos sociais que apoiaram sua campanha para explicar sua saída do PV. "Queremos que as pessoas entendam. Isso tem que ficar claro para todos", justificou Brusadin.

O grupo de Marina Silva tem batido de frente com o grupo do presidente da legenda, o deputado federal José Luiz Penna (SP), sobre a realização de mudanças internas, entre elas a democratização dos diretórios do PV. "Eu já estou convencido que no PV não dá mais", desabafou Brusadin.

Luciano Zica, que fez parte da coordenação da campanha de Marina Silva no ano passado, também deixará a legenda. "Eu já tomei minha decisão. Espero sair junto com ela", afirmou. De acordo com Zica e Brusadin, as conversas dos últimos dias com os apoiadores têm sido fundamentais para a ex-senadora avaliar a dimensão política da sua decisão. "Essa semana ela completa o ciclo", avisou Brusadin.

Fonte: Estado de São Paulo

Por falar em Eike e Cabral, vai aí uma charge do Aroeira

Charge de Aroeira

Eike Batista e Sérgio Cabral: amigos amigos, negócios à parte???

 Cabral e Eike: uma boa "amizade"

Há um tempo assisti uma entrevista de Eike Batista em que ele destacava de forma enfática a "pacificação" das comunidades cariocas e dizia que o grande feito disso tudo era que os moradores passavam a ter o registro de propriedade. Ele falou desse tal registro de propriedade com uma veemência que logo me lembrei do que Vovó já dizia: "neste mato tem cachorro". Em conversa com um amigo, que é historiador, ele havia me falado que as UPP´s eram um primeiro passo para a exploração imobiliária das comunidades e que essa era a grande motivação por trás dessa política de segurança pública do governo estadual do RJ. Teorias da conspiração à parte e considerando as relações libidinosas entre Eike e Cabral... Será que nesse angu tem caroço???

Eike Batista dá R$ 139 mi para projetos de Sérgio Cabral no RJ

Além de bancar gastos de campanha do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), o empresário Eike Batista assumiu o papel de patrocinador de programas usados como vitrine eleitoral do Estado.
Nos últimos três anos, ele anunciou doações de R$ 139 milhões a projetos de interesse do peemedebista, do policiamento de favelas à despoluição de cartões-postais.

A oposição aponta conflito de interesses na relação entre o governador e o bilionário, que emprestou um jatinho para Cabral fazer uma viagem de lazer ao litoral da Bahia no último fim de semana.

O dono do grupo EBX recebeu R$ 75 milhões em isenções fiscais na gestão do peemedebista. Os dois dizem ser amigos e afirmam que os laços pessoais não beneficiam as empresas em negócios com o governo fluminense.

O maior patrocínio de Eike é destinado às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora): R$ 80 milhões. O dinheiro será liberado em parcelas anuais de R$ 20 milhões até o fim do governo, em 2014.

O valor doado pelo bilionário supera os R$ 12,3 milhões que o Estado previa gastar com recursos próprios neste ano, segundo o projeto de Orçamento enviado à Assembleia Legislativa do Rio.

Os postos de policiamento em favelas foram o principal trunfo de Cabral em sua campanha à reeleição, em 2010.

Além do gasto em segurança, o empresário prometeu destinar outros R$ 13 milhões a ações sociais nas comunidades, incluindo a criação de um time de vôlei.

A candidatura do Rio a sede da Olimpíada de 2016 recebeu R$ 23 milhões. A assessoria do grupo EBX diz que a verba seguiu para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Mas foi Cabral quem recolheu dividendos políticos com a escolha da cidade, amplamente explorada em sua propaganda eleitoral.

A despoluição da lagoa Rodrigo de Freitas, antiga promessa do governo do Rio, já ganhou R$ 15 milhões e deve obter mais R$ 3 milhões.

Outros R$ 5 milhões ajudarão a limpar a Marina da Glória, cuja concessão, outorgada pela Prefeitura do Rio, pertence ao bilionário.

No ano passado, Eike deu R$ 750 mil à campanha de Cabral e R$ 100 mil à do presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo (PMDB).

Na eleição anterior, repassou R$ 1 milhão à candidatura do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que é afilhado político do governador.

Investigação

A oposição, que reúne apenas 21 dos 70 deputados estaduais do Rio, quer investigar se Cabral beneficiou o grupo EBX com licenças ou vantagens indevidas.

Uma das suspeitas envolve o Porto do Açu, orçado em R$ 3,4 bilhões - o Ministério Público Federal processa o Estado para tentar anular a licença do empreendimento.

"Cabral e Eike têm uma relação nebulosa, em que o público se mistura muito com o privado", acusa o deputado Marcelo Freixo (PSOL).

A assessoria de Cabral disse à Folha que ele "separa o exercício da função pública das atividades de sua vida privada". Mas se recusou a informar se ele fez outros voos no jatinho do amigo.

"As viagens particulares do governador são relacionadas à sua vida pessoal, de foro íntimo", respondeu a assessoria, em nota oficial.

A EBX disse que os benefícios que recebeu seriam dados "a qualquer outra empresa". Sobre o empréstimo do avião a Cabral, Eike afirmou: "Sou livre para selecionar minhas amizades. (...) Faço tudo com dinheiro do meu bolso e me orgulho disso".

Fonte: Folha de São Paulo

Seminário internacional no RJ debaterá governos na América Latina

Em uma iniciativa das fundações Maurício Grabois (PCdoB) e Perseu Abramo (PT), será realizado entre os dias 30 de junho e 2 de julho no Rio de Janeiro o seminário internacional “Governos de esquerda e progressistas na América Latina e no Caribe: balanço e perspectivas”. O evento ocorrerá no campus da ilha do Fundão, da UFRJ. Nos três dias serão realizadas 11 mesas de debates, sediadas no Centro Cultural Horácio Macedo, localizado no campus Ilha do Fundão / UFRJ, com representantes dos governos progressistas, partidos de esquerda e acadêmicos da América Latina, sobre as experiências nos respectivos governos, as mudanças geopolíticas e a crise do capitalismo no mundo, as estratégias socialistas, entre outros temas, com a participação do público brasileiro.

Leia também
Informações sobre a programação e inscrições serão divulgadas nos canais de comunicação da Fundação Perseu Abramo e da Fundação Mauricio Grabois.

Programação preliminar

30/06 – (quinta-feira)
18h-19h - Abertura
Integrantes da mesa:
• Prof. Aloísio Teixeira - reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
• Adalberto Monteiro - presidente Fundação Mauricio Grabois
• Nilmário Miranda - presidente da Fundação Perseu Abramo
• Valter Pomar - secretário Executivo do Foro de São Paulo

19h - 19h30 - Mesa “A experiência brasileira”
Integrante da mesa:
• Ministra Miriam Belchior - Planejamento, Orçamento e Gestão (a confirmar)

19h30 - 21h30 - Mesa “A esquerda nos governos: projetos nacionais e estratégias socialistas na América Latina e Caribe”
Temática: Partidos de esquerda integram hoje um número importante de governos latino-americanos e caribenhos. Partindo desta posição, buscam implementar medidas de caráter nacional, democrático e popular. Enfatizam os temas da integração continental, as relações Sul-Sul e o multilareralismo. Que balanço fazemos deste processo em cada um dos países e no continente? Como se articula com os objetivos estratégicos socialistas?
Integrantes da mesa:
• Iole Ilíada - secretária de Relações Internacionais, Partido dos Trabalhadores (PT) – Brasil
• Renato Rabelo - presidente do Partido Comunista do Brasil (PC do B) - Brasil
• Representantes da Venezuela, Bolívia e Uruguai
• Debate com o público

1/7 (sexta-feira)

9h30 - 13h - Mesa “O mundo em transição: governos de esquerda na América Latina e Caribe e a nova configuração geopolítica internacional”
Temática: Análise do desempenho dos governos de esquerda e progressistas de nosso continente, em um marco global de aprofundamento da crise do capitalismo, com novos fenômenos e importantes consequências econômicas e políticas. Reflexão sobre as grandes mudanças que ocorrem nas relações geopolíticas e internacionais, caracterizando um período de transição. As novas potencialidades abertas pela progressiva tendência na América Latina e Caribe, onde a integração regional avança, e as novas ameaças da direita e do imperialismo.
Integrantes da mesa:
• Roberto Amaral - vice-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Brasil
• Representantes de Cuba, Nicarágua, Venezuela e Equador
Debate com o público

14h30 – 18h - 3 sessões simultâneas:
Mesa “Capitalismo contemporâneo: a crise, os novos fenômenos e suas expressões na América Latina e no Caribe”
Temática: A caracterização da crise atual do capitalismo. O imperialismo de hoje, os novos fenômenos do capitalismo contemporâneo e as peculiaridades da economia latino-americana e caribenha. América Latina e Caribe frente à decadência relativa da economia dos EUA, União Européia e Japão, e a ascensão dos BRIC. Os governos progressistas da América Latina e do Caribe, as políticas adotadas para conter os efeitos da crise na região e a integração econômica do continente.
Integrantes da mesa:
• Theotônio dos Santos, economista e cientista político, professor da Universidade de Brasília (UNB), Brasil
• Representantes de Cuba e da Bolívia
• Debate com o público

Mesa “A política de defesa da América Latina e do Caribe e a política de guerra e militarização dos EUA-OTAN”
Temática: Avaliação da tendência para uma maior autonomia e independência da América Latina e do Caribe frente a ingerências exógenas de potências extra-regionais, especialmente as questões de estratégia e defesa nacional. Os exemplos desta tendência, como o surgimento do Conselho Sul-Americano de Defesa da UNASUL. A reação das potências centrais, com a expansão do conceito estratégico da OTAN para o Atlântico Sul, a manutenção e a expansão das bases militares na América Latina e no Caribe e a IV Frota. O debate sobre esta disjuntiva: autonomia estratégica versus novas ameaças imperialistas.
Integrantes da mesa:
• Arturo Núñes Jiménez – senador do Partido da Revolução Democrática, México
• Representantes da Argentina e da Colômbia
• Debate com o público

Mesa “Os organismos, processos e estruturas da integração regional”
Temática: As iniciativas de integração latino-americanas ao longo da história. A integração continental nas últimas duas décadas. O papel dos governos de esquerda e progressistas da região na recuperação e reorientação dos processos de integração na América Latina e no Caribe. Os 20 anos do Mercosul e suas sucessivas fases. A experiência da ALBA. A UNASUL, a CELAC e os projetos de integração política, econômica, social e cultural. A OEA e sua instrumentalização pelos EUA. A necessária convergência dos diversos organismos, processos e estruturas de integração sub-regional e regional.
Integrantes da mesa:
• Rafael Follonier - Coordenador de Assuntos Técnicos da Unidade Presidencial, Argentina
• Representantes da Venezuela e do Brasil
• Debate com o público

2/7 – (sábado)
9h30 às 13h - Mesa “Integração, democracia e desenvolvimento: as políticas dos governos de esquerda na América Latina e no Caribe”
Temática: Análise global dos projetos e políticas nacionais que estão sendo aplicados pelos governos progressistas, populares e de esquerda hoje na América Latina, com vistas à superação dos traços neoliberais. Caracterização geral destes projetos no contexto da correlação de forças políticas e a etapa atual do desenvolvimento do capitalismo, levando em conta as peculiaridades nacionais. Avaliação do modelo de desenvolvimento e das políticas macro e microeconômicas, com especial atenção a seus impactos sobre o crescimento econômico, na distribuição da renda e da riqueza, a geração de postos de trabalho, a estrutura produtiva e a plataforma das exportações nacionais. A relação destas políticas com a consecução de projetos de integração regional.
Integrantes da mesa:
• Marco Aurélio Garcia - assessor especial de Política Externa da Presidência da República – Brasil
• Gustavo Codas Friedman - Diretor-Geral da Itaipu Binacional – Paraguai
• Oscar Laborde - Embaixador, Representante Especial para a Integração do Mercosul – Argentina
• Ana Elisa Osório - Deputada do Partido Socialista Unido, Vice-Presidenta do Grupo Parlamentar Venezuelano no Parlamento Latino-Americano – Venezuela
• Hector Dada - ministro da Economia de El Salvador
• Debate com o público

14h30 – 18h - 4 sessões simultâneas
Mesa “Política econômica e desenvolvimento sustentável”
Temática: Discussão sobre o caráter sustentável dos modelos de desenvolvimento aplicados pelos governos de esquerda e progressistas da região, tanto no que diz respeito às questões ambientais como às sociais. Análise das contradições mais importantes a enfrentar em termos dos impactos produzidos pelo modelo sobre os ecossistemas e as populações tradicionais e seu modo de vida. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar, assim como os temas pendentes a enfrentar.
Integrantes da mesa:
• José Rivera Santana - Co-Presidente do MINH - Porto Rico
• Representantes da Bolívia e do Brasil

Mesa “Estado, democracia e participação popular”
Temática: Reflexão sobre o Estado no qual atuam os governos de esquerda e progressistas da América Latina e do Caribe, sua estrutura e seus mecanismos, inclusive as relações entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Análise do funcionamento e do alcance da democracia, com ênfase na questão do papel dos partidos, a participação popular e o acesso democratizado às formas de expressão pública e aos meios de comunicação. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar.
Integrantes da mesa:
• Doris Solís - Ministra Coordenadora de Política – Equador
• Soledad Barría - ex-ministra do governo Bachelet – Chile
• Representante de Cuba
• Debate com o público

Mesa “Políticas sociais, redução das desigualdades e acesso aos direitos universais”
Temática: Avaliação das políticas públicas implementadas pelos governos de esquerda e progressistas da região, com o objetivo de ampliar e democratizar o acesso aos direitos universais como educação, saúde, saneamento e moradia. A exposição das medidas adotadas para erradicar a fome e a miséria. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar.
Integrantes da mesa:
• Vanda Pignato, Secretária de Inclusão Social - El Salvador
• Ana Vignoli, ministra do Desnvolvimento Social - Uruguai
• Representante da Venezuela
• Debate com o público

Mesa “Política externa, integração e soberania nacional”
Temática: Discussão sobre as orientações da política exterior adotadas pelos governos de esquerda e progressistas da América Latina e do Caribe, com ênfase em sua relação com os demais países da região e sua participação nos processos de integração latino-americanos e caribenhos. Análise das relações geopolíticas estabelecidas com o Norte e com os demais países do Sul. Exame das posições dos governos e suas propostas em relação à atual arquitetura política e econômica mundial, assim como os mecanismos e as ações de afirmação da soberania nacional frente à ordem internacional. Considerações sobre os aspectos a transformar e os obstáculos a superar.
Integrantes da mesa:
• Luís Fernandes - professor do Instituto de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) – Brasil
• Representantes da Nicarágua e do Equador
• Debate com o público

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Por falar em Che Guevara...

Posto abaixo clip de Nathalie Cardone, atriz e cantora francesa. A gravação, de 1997, fez tanto sucesso que vendeu mais de 500 mil cópias na França e deu o disco de platina para a cantora.

Última viagem de Che Guevara é recontada em documentário


Reproduzo abaixo entrevista com o Cineasta Carlos Pronzato sobre documentário que relata a última viagem de Che Guevara.

“Ninguém sai imune de uma viagem. Muito menos Ernesto Che Guevara”. É com essa frase que o poeta e cineasta argentino, Carlos Pronzato, caracteriza a relevância das sagas de Che Guevara pela América Latina. Para contar a história da segunda e última viagem de Che – que compreende o roteiro Argentina, Bolívia, Peru, Equador e, mais tarde, Cuba –, o cineasta entrevista o amigo de infância e companheiro do médico, Carlos Calica Ferrer.

Por Fabíola Perez
A partir da entrevista, nasce o documentário “A última viagem de Ernesto Guevara pela América Latina”. Depois de viajar pela América do Sul, acompanhado pelo amigo Alberto Granado – aventura que deu origem ao filme “Diário de Motocicleta”, lançado em 2004 –, Chê ganha uma segunda produção.

Poetas, escritores, intelectuais e admiradores de um dos personagens mais conhecidos da história da América Latina foram convidados a assistir a pré-estreia do filme no último dia 19 no Espaço Cultural Mané Garrincha e, nesta quinta-feira, o documentário será exibido durante a 19ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, que ocorre entre os dias 23 e 26 de junho no Memorial da América Latina, em São Paulo.

Pronzato conversou com a reportagem do Vermelho e contou como conheceu Calica em Buenos Aires, na Argentina. O documentarista falou ainda do gosto por viagens e como a experiência de fazer a trilha inversa do caminho de Che – do México a América do Sul – influenciou sua percepção para recontar a história do personagem.

O cineasta, que atualmente vive em Salvador, na Bahia, recorda que foi apenas quando chegou ao Brasil, após a década de 1980, que começou a refletir sobre a necessidade de “devolver” aos personagens que haviam cruzado seu caminho uma narrativa artística de suas histórias e relatos. O objetivo do documentário, segundo Pronzato, é de complementar o livro “De Ernesto a Che” e de incentivar os jovens a conhecerem o mundo por meio das viagens. “As viagens por terra são insubstituíveis. Por terra e, se possível, de carona. Viagens assim não tem um fim específico, o fim em si é somente viajar”.

Vermelho: Como foi o primeiro contato com Carlos Calica Ferrer, acompanhante de Guevara?
Carlos Pronzato: Eu já trabalho há anos acompanhando movimentos sociais e personagens da América Latina. Carlos Calica Ferrer é companheiro de Che na segunda e última viagem que faz. Em 1953, em Buenos Aires, na Argentina, o convidei para assistir um longa-metragem meu, o “Carabina M2: uma arma americana na Bolívia” – documentário que faz um panorama de como foram os 11 meses que Chê passou na Bolívia, em 1967. Calica foi assistir a estreia e gostou muito do filme. A partir daí estabelecemos uma amizade. Batíamos alguns papos em cafés e, cada vez que nos encontrávamos, eu perguntava se não havia a possibilidade de eu lhe entrevistar sobre sua viagem. Em julho de 2010, na Copa do Mundo, eu fui para a Argentina e consegui entrevistar Calica no apartamento dele, em Buenos Aires.

Nessa entrevista ele conta, durante várias horas, como foi a viagem, como foi a saída de Buenos Aires, quando Che ainda era Ernesto Guevara, um estudante de medicina. Ele fala também sobre a chegada da primeira viagem, com Alberto Granado, seu primeiro companheiro. Então, assim que Che se forma em Medicina, ele viaja com Calica, amigo de infância e de adolescência. O documentário foi feito a partir dessa única entrevista. A ideia veio a partir do livro “De Ernesto a Che” que conta detalhadamente a história da última viagem. Eu li o livro e fui procurar Calica para fazer a entrevista. O objetivo do documentário é que o filme integre o livro e complemente a história.

Vermelho: Como surgiu a ideia de recontar a história por meio do relato de um dos companheiros de Guevara?
CP: A importância de a história ser contada por um companheiro de Che se dá pela proximidade de eles tinham, da relação de amizade. O pai de Calica Ferrer era o médico que tratava da asma do Che. Ele tinha asma e morava em Buenos Aires. Por causa disso, foi com toda a família para o centro da Argentina, uma região seca e montanhosa que faria bem a sua saúde. E quando conhece a família Ferrer começa toda essa amizade.

Por meio do documentário, ele narra os detalhes e curiosidades dessa amizade. É uma história fundamental para a América Latina e para o mundo. Che diz logo no começo do filme: “agora o acompanhante mudou, Alberto se chama Calica”, para marcar a passagem da primeira para a segunda aventura. Alberto foi o acompanhante de Che durante a viagem que originou o filme “O Diário de Motocicleta”. Eu estudo a epopeia de Che há muitos anos e na convenção vou lançar também o livro “Che, um poema guerrilheiro”, com uma biografia resumida e 22 poemas meus dedicados ao personagem.

Vermelho: Quais os aspectos importantes da relação de amizade e admiração entre você, como cineasta, Calica e Che?
CP: O primeiro aspecto é o fato de eu ter feito essa mesma viagem, 30 anos depois deles, assim como muitos latino-americanos fizeram e continuam fazendo. Acredito que a verdadeira escola de conhecimento do nosso entorno é viajar, e viajar por terra. E se puder, viajar trabalhando no decorrer do percurso. O que me une a Calica é ter feito um pouco disso. Admiro essa viagem, foi uma inspiração para mim. Entre os anos de 1981 e 1987, fiz o mesmo percurso que eles fizeram só que de maneira inversa, vindo do México para o Sul.

Che vai se transformando durante a viagem, em contato com a pobreza, com uma realidade que ele não conhecia na Argentina. Ao longo da primeira viagem, Granado percebe como Che passa a se interessar de uma maneira especial por questões sociais. Tem algumas passagens, no Peru, no Chile que mostram claramente esse interesse social. Calica também percebe essa fase de mudanças ecompreende que a transformação de Ernesto começa no Equador, onde o médico começa a atuar sob um viés político e social mais aguçado.

Vermelho: Qual a representatividade simbólica dessa última viagem de Guevara e Calica?
CP: A segunda viagem se inicia, de fato, ainda na primeira. O final da primeira viagem é o primeiro ponto fundamental, por que Che queria terminar seu curso de medicina, ele se forma em um tempo recorde, faz 14 disciplinas em um ano. E esse crescimento do interesse social de Che é bem representado pelo destino que ele tem na segunda viagem. É nessa viagem que ele se transformar no comandante Guevara, depois que conhece Fidel.

Por isso, o ponto crucial dessa viagem é no México, quando se encontra com Fidel Castro, apresentado por Raul. Nesse período, Calica vai jogar futebol na Colombia e depois, segue para Venezuela. Eles perdem o contato durante um tempo. Acredito também que toda viagem leva a uma transformação. Ninguém sai imune de uma viagem. Muito menos Che Guevara. Foi ao longo desses percursos que Che teve sua formação sócio-política vivenciada e experimentada na prática.

Vermelho: “Ninguém sai imune de uma viagem”. Você fez o trajeto inverso do caminho de Chê. Qual a contribuição dessa experiência para o projeto?
CP: O saldo da viagem ainda está em processamento. Mas essa viagem foi responsável por tudo que eu faço hoje. A literatura, as poesias, os contos, o teatro e principalmente o cinema, voltado à produção de documentários. Depois que voltei da Argentina, fui morar durante um tempo em Salvador, na Bahia. A partir daí começa a se processar todo o meu interesse em devolver para a América Latina e para todas as pessoas com quem estive durante esse período, toda a experiência que passei no campo artístico e político. Todos os meus documentários têm um viés político, histórico e de formação. Passei por muitos lugares que ele tinha passado, e isso foi uma experiência muito boa.

Vermelho: Qual a sua percepção em relação ao resultado final do projeto?
CP: É uma ideia que vem sendo trabalhada há tempos. Fizemos a pré-estreia foi no espaço cultural Mané Garrincha. E para a minha surpresa, as pessoas pediram o livro depois de assistir ao filme. Ou seja, o documentário cumpriu seu papel principal de instigar a curiosidade dos telespectadores para conhecer o livro.

Mais do que tudo, esse trabalho foi um presente a Calica, no sentido de incentivar os jovens a refazerem essas viagens que eles fizeram há mais de 50 anos. E isso não pode acabar. As viagens por terra são insubstituíveis. Por terra e, se possível, de carona. Uma viagem dessas não tem um fim específico, o fim em si é somente viajar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Urariano Mota: Nem amor nem revolução

 

Quando se iniciou a novela "Amor e Revolução" fiz uma postagem acerca desse folhetim do SBT (http://emlugardeumacarta.blogspot.com/2011/04/novela-amor-e-revolucao-do-sbt.html) nessa ocasião tinha a expectativa de que a novela exercesse o papel de esclarecer mais sobre esse nebuloso período de nossa história. Ledo engano. O texto que reproduzo abaixo de Urariano Mota expressa muito claramente no que se tornou essa telenovela. De fato não há salvação para o SBT, e para todas as redes de TV, esse grande poço de mediocridade.

 

Por Urariano Mota*

 * Urariano Mota é autor de “Os Corações Futuristas” e de “Soledad no Recife”, que recria os últimos dias de Soledad Barrett, mulher do Cabo Anselmo, executada por Fleury com o auxílio do traidor.

Eu havia prometido não escrever nada sobre a telenovela “Amor e Revolução” enquanto o poeta e ex-preso político Alípio Freire não me antecedesse. Isso porque ele foi um dos primeiros a perceber em que o folhetim do SBT ia dar.

Mas não pude mais me conter, depois de ler isto na Folha de São Paulo:

Silvio Santos reclama de ibope baixo e novela troca drama por humor

O dono do SBT, Silvio Santos, reclamou do baixo desempenho da novela ‘Amor e Revolução’ em reunião nesta terça-feira, no Complexo Anhanguera. Silvio fez a queixa diretamente ao autor da novela, Tiago Santiago, que se prontificou a efetuar várias mudanças.

A despeito da repercussão e polêmica que a novela desencadeou na internet, ‘Amor e Revolução’não passa de cinco pontos de média na Grande São Paulo. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios assistindo à história, que se passa na ditadura militar.

Dentro de duas semanas a novela sofrerá uma guinada de 180 graus. Diálogos sobre política, personagens discursando para criar contextualização histórica, assuntos referentes a militares serão praticamente abolidos da história. Em seu lugar haverá mais cenas de humor, amor e outros relacionamentos.

Procurado pela reportagem nesta tarde, Santiago não quis comentar sobre a ‘bronca’ de Silvio Santos, mas confirmou que a novela terá algumas mudanças de rumo. ‘Nós de fato vimos várias pesquisas, e as pessoas à noite querem rir, se emocionar. Vamos acabar com o tema político mesmo’, admitiu Santiago, que acrescentou: ‘Nunca mais vou fazer novela sobre política’ ".

Comento rápido: talvez Sílvio Santos não tenha percebido, mas há muito “Amor e Revolução” faz humor involuntário. De militares que andam de farda na intimidade de suas casas, passando por presos torturados que metem bronca nos torturadores, sempre com uma língua fluente que nem toma conhecimento dos choques elétricos que levou, a novela tem mostrado na televisão uma ignorância de tempo, lugar e vidas de tal maneira, que até parece galhofa.
Escrever em folhetim de televisão sobre a história tem sido um fiasco, desde a minissérie JK na TV Globo. Se em JK os laços que prendiam Juscelino Kubitschek à realidade eram laços de fita, de chapéus, cenários e músicas de época, em “Amor e Revolução” a realidade são guerrilheiros e militares caricatos, que falam frases de cartilha, didáticas. Como as de um personagem que explicou num capítulo, por exemplo: “Dops. Dops é o nome com que é conhecido o Departamento de Ordem Política e Social. D-O-P-S: Dópis”...

Salvavam a novela até então, como uma cereja em um bolo amargo, os depoimentos. Depois das palhaçadas grosseiras do Ratinho antes, depois de penar a ver cenas, diálogos que os circos da periferia fazem com melhor arte, vinham os depoimentos reais, verdadeiros, de militantes que sobreviveram à tortura. Até então, podia-se dizer: pulem a novela, vejam o depoimento. De fato, houve alguns deles que se aproximaram do sublime. Assim era. Mas a ressalva não durou muito.

Todo o prometido pela produção da telenovela, de que “para dar credibilidade à história e acontecimentos narrados na novela, seria exibido no fim de cada capítulo um depoimento de um guerrilheiro, artista, familia de desaparecidos que participou desse momento tão importante para a democracia no Brasil”, veio por água abaixo com os depoimentos de torturadores, de militares criminosos ainda sem julgamento no Brasil, mais adiante.

Dizer o que mais agora?

“O autor decidiu ainda que as personagens de Luciana Vendramini e Gisele Tigre (Marcela e Mariana) terminarão juntas -- talvez com direito a casamento -- e que haverá mais cenas ‘lésbico-eróticas’ entre elas”, completa a notícia.

Aquela ilusão de que “Amor e Revolução” retomasse a história que não foi conhecida, porque ao povo seria dada a oportunidade de saber o drama e valor de uma geração violentada, cai por terra. Quem tiver dúvida, anote a última: nos bastidores do SBT, a novela ganhou o apelido de "Sessão Privê", ou de sexo na tevê. Quem leu os próximos capítulos fala que virão cenas fortes e apelativas. Ou seja, nem amor nem revolução, ao fim.

Em Pneumotórax, Manuel Bandeira escreveu que, para um tuberculoso no começo do século vinte, o melhor a fazer era tocar um tango argentino. Para nós, que acreditamos no poder da arte, em 2011 podemos concluir: o melhor a fazer é voltar à liberdade da literatura. Ela saberá dizer o que as telenovelas não podem, por limitação de gênero, veículo, ibope e grana.

Comunidade virtual da Câmara discute combate às drogas com sociedade

Pedro França
Presidente Marco Maia e Glória Perez (novelista da TV Globo)
Marco Maia e Gloria Perez, no lançamento da comunidade sobre drogas.
Durante o lançamento da comunidade Políticas Públicas de Combate às Drogas do portal e-Democracia, nesta quarta-feira (15), o presidente da Câmara, Marco Maia, destacou que o objetivo é integrar os cidadãos ao trabalho legislativo. “O portal é a ferramenta que vai levar os grandes debates que acontecem no Parlamento à mão do cidadão e permitir que ele contribua com as transformações que a sociedade brasileira almeja”, sustentou.

Para o coordenador do grupo de trabalho sobre participação popular da Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o novo instrumento representa “uma revolução na relação do Parlamento com a sociedade”. De acordo com ele, há 23 anos, desde a promulgação da Constituição de 1988, os mecanismos de participação no processo legislativo permaneciam os mesmos.
Participação direta
Presidente da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) também ressaltou a importância de promover o debate direto com os cidadãos. O deputado lembrou que, recentemente, declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre legalização das drogas criaram polêmica. “Precisamos discutir esses temas. O portal vai permitir à população se posicionar sobre eles e dar sua contribuição.”
Na opinião do parlamentar mineiro, a participação direta vai ajudar a comissão na discussão de uma política nacional de combate às drogas. Segundo destacou, os eixos mais importantes dessa política são: prevenção, tratamento, requalificação profissional e repressão ao tráfico.
O relator da comissão especial, deputado Givaldo Carimbão (PSB-AL), adiantou que a proposta relativa ao tratamento de dependentes está avançada. Os grandes desafios, segundo ele, são a prevenção e a reinserção profissional.
Também presente no lançamento da comunidade virtual, a autora de novelas Glória Perez lembrou que, há dez anos, realizou uma campanha contra as drogas, durante a novela O Clone, “que teve enorme aceitação e recuperou muitas pessoas.” De acordo com ela, o diferencial da campanha foi tratar do tema sem “hipocrisia”, pois era protagonizada pelos próprios dependentes, que relatavam suas experiências de recuperação.
Interatividade
O portal e-Democracia foi reformulado para facilitar a participação dos internautas. De acordo com o coordenador do projeto, Cristiano Ferri, entre as alterações está a possibilidade de os próprios usuários iniciarem um debate. Se o assunto despertar muito interesse, um deputado será convidado a criar um fórum sobre o tema e, depois, poderá ser apresentado um projeto de lei.
Paulo Pimenta também destacou a conexão do portal com as redes sociais. Agora, sempre que um usuário acrescentar um comentário ao fórum, sua opinião será automaticamente reproduzida em sites como Facebook, Twitter e Youtube.
Reportagem - Maria Neves
Edição - Daniella Cronemberger

Meu amigo Pedro

Inaugurando a sessão de vídeos do blog a gente toca Raul!!!

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sílvio Santos não é mais o Homem do baú


Charge de Amarildo
Sinal dos tempos? Sílvio perdeu o seu baú. Mas em compensação deita e rola na ilusão da tele-sena e na venda dos cosméticos Jequiti. Ha!! Hai!!! Hi!! Hi!!!

Ciclovia para Itaperuna


Pela manhã e no final da tarde é muito grande o número de ciclistas na avenida/BR que corta a cidade de Itaperuna. A necessidade de uma ciclovia é premente. Poderia se utilizar uma das calçadas do canteiro central para esse fim. As autoridades municipais, o movimento social organizado devem levar adiante essa bandeira.

Ciclista atropelado em São Paulo




O caso teve maior repercussão pelo fato da vítima ser um executivo. Infelizmente se o atropelado fosse um operário voltando do trabalho a mídia nem noticiaria. Todo ser humano é igual na hora da morte? Definitivamente não! A mídia dá coberturas diferentes nos óbitos. VIP´s ganham a primeira página, os pobres quiçá a página policial. Tirando isso, é lamentável a falta de respeito no trânsito. Definitivamente as atuais políticas de mobilidade urbana que privilegiam os carros não dão oportunidade para o transporte sobre bicicletas. É necessário ações para mudar esse quadro, a solução passa pelas ciclovias.

O empresário e ciclista Antonio Bertolucci foi atropelado na última segunda (13) por um ônibus, em uma alça de acesso da Avenida Paulo VI, na zona oeste de São Paulo. Ele chegou a ser levado para o Hospital das Clínicas, mas morreu após dar entrada, às 9h36, aos 68 anos. Bertolucci era acionista e presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, um dos principais fabricantes de duchas e chuveiros do país e todos os dias repetia o seu trajeto de bicicleta. O acidente reacendeu a discussão sobre a convivência entre carros e bicicletas na capital paulista.

Depois de sair de uma bicicletaria na Rua Arruda Alvim, Bertolucci desceu a Rua Galeano de Almeira e virou à direita na alça de acesso da Paulo VI, uma continuação da Avenida Sumaré. Segundo as testemunhas, nessa hora, o ciclista perdeu o equilíbrio e acabou caindo. E foi aí que o ônibus de turismo o atropelou.

O motorista alegou que Bertolucci estava no seu "ponto cego" e por isso só percebeu o atropelamento quando ouviu o barulho e viu o corpo caído no chão. Segundo a família do empresário, o ônibus estaria em alta velocidade e teria desrespeitado o Artigo 201 do Código de Trânsito Brasileiro, que diz que nenhum veículo pode ultrapassar um ciclista a menos de 1,5 metro de sua lateral.

A morte de Bertolucci vai ser investigada pela polícia, que abrirá um inquérito por homicidio culposo. A família do empresário disse que vai processar a empresa de ônibus e doará o dinheiro da indenização para a causa dos ciclistas.

OIT quer aumentar os direitos dos empregados domésticos




Importante conquista para os trabalhadores domésticos. No Brasil infelizmente agrande maioria dos empregados domésticos não têm sequer carteira assinada.

A OIT discute a proposta de ampliar aos empregados domésticos os direitos e benefícios que têm trabalhadores de outras categorias. Eles passariam a ter FGTS, hora-extra, adicional noturno e jornada de até 44 horas semanais.
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A Organização Internacional do Trabalho quer ampliar aos empregados domésticos os mesmos direitos dos demais trabalhadores. É um serviço importantíssimo na casa de milhões de brasileiros.

Mas as mudanças não são automáticas. Se forem mesmo aprovadas na Organização Internacional do Trabalho, só viram lei no Brasil, se também forem votadas e aprovadas no Congresso Nacional. E não há consenso, já que existe o risco de que uma ampliação dos benefícios acabe é aumentando ainda mais a informalidade.

De acordo com o último levantamento do IBGE, o país tem 7,2 milhões empregados domésticos. Menos de 15% têm carteira assinada. “A gente trabalha até mais, às vezes, e não tem os mesmos direitos que outros funcionários têm”, lamenta a doméstica Elisabete Maria Nunes.

Isso pode mudar. Representantes de 182 países discutem a proposta de dar aos empregados domésticos os mesmos direitos e benefícios que têm os trabalhadores de outras categorias. Eles passariam a ter FGTS, hora-extra, adicional noturno e jornada de até 44 horas semanais de trabalho.

A proposta deve ser votada esta semana pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mas, para entrar em vigor no Brasil, a mudança tem de ser aprovada pelo Congresso. É preciso mudar a Constituição. O governo defende a ampliação dos direitos dos empregados domésticos.

“Isso iguala e faz com que as trabalhadoras domésticas, de fato, tenham a igualdade de garantias dos seus direitos”, diz Zilmara de Alencar, da Secretaria Nacional de Relações de Trabalho.

A empresária Fernanda Auzenir, que tem duas empregadas, acha que elas merecem os mesmos direitos de outros trabalhadores, mas lembra que vai ficar mais caro manter um empregado em casa. “Se o custo é maior, não vai ter muita gente querendo, porque vai ter de pensar um pouquinho se vai valer a pena ou não ter esse profissional em casa”, lembra.

O economista José Pastore acha que não é hora de aumentar os encargos trabalhistas: “A categoria de empregados domésticos tem um grande número de informais sem registro em carteira. A grande luta atual é para chegar na lei existente, que é o registro em carteira e os benefícios vigentes”.

A proposta deve ser votada pela Organização Internacional do Trabalho, nesta quinta-feira (16).

sábado, 11 de junho de 2011

Debate Necessário sobre os Direitos Autorais


Jandira Feghali - Deputada Federal PCdoB/RJ


Gostaria de destacar a coragem dos parlamentares comunistas em mexer em vespeiros. Aldo Rebelo relatou o PL do Código Florestal e agora Jandira Feghali é protagonistas nas discussões sobre os direitos autorais no Brasil. Esse debate é muito importante pois passa pela popularização da cultura e reconhecimento de quem faz arte em nosso país.


Músicos e advogados apontam falta de transparência e democracia no Ecad

Leonardo Prado

Glória Braga (superintendente executiva do ECADI), Allan Rocha de Souza (advogado e professor da UFRRJ, UFRJ e PUC/RJ), dep. Fátima Bezerra (PT-RN, presidente da CEC), Téo Massignan Ruiz (representante do Fórum Nacional de Músicos) e Carlos Leoni Rodrigues Siqueira (compositor e cantor)

Falta de transparência e de democracia interna. Estas foram algumas das principais queixas de músicos e advogados convidados pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara para falar sobre o Ecad (Escritório Central de Arrecadação) nesta quinta-feira.

O debate foi sobre a reforma na Lei de Direitos Autorais (9.610/98) que está em estudo no governo. A nova lei deve regulamentar a criação de uma agência reguladora para o setor que teria inclusive a missão de supervisionar o Ecad, que é uma entidade privada.

As críticas mais contundentes partiram do cantor e compositor Leoni. Ele afirmou ter feito uma pesquisa no portal Ecadnet, que registra as músicas brasileiras, sem ter encontrado referência ao intérprete “Kid Abelha” em nenhuma música famosa do grupo.

Leoni disse ainda que tem havido tentativas de alguns músicos de participar de assembleias de alguma das nove associações que o Ecad engloba, mas, segundo ele, as regras de participação privilegiam quem arrecada mais, ou seja, gravadoras e editoras.

"Acho que o Ecad representa mais os detentores de direitos autorais, aí falando de editoras e gravadoras. Representa mais esses grandes detentores do que nós autores, que, como arrecadação, somos insignificantes. Entre os 25 maiores arrecadadores do Ecad, só temos seis autores. O resto são empresas", disse Leoni.

Reclamação
De outro lado, alguns músicos sentados na plateia, como Sandra de Sá e o maestro Marlos Nobre, reclamaram que apenas um lado da categoria entrou na mesa de convidados. Para Sandra de Sá, alguns autores não participam do Ecad porque não querem.

"Eu acho que do jeito que está, essa lei de 98 é boa, está atualmente adiantada. O próprio autor tem que se interessar mais, tem que se informar mais. Porque muita gente fala do Ecad, mas ninguém topa ir até lá", afirmou Sandra de Sá.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) disse que o evento de ontem foi apenas a primeira audiência sobre o assunto e que outros músicos serão convidados. Por sua vez, a superintendente do Ecad, Glória Braga, disse que a entidade é fiscalizada por vários órgãos e que já passou por quatro Comissões Parlamentares de Inquérito no Congresso.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

PRÓPOLIS DÁ CAPACIDADE ANTIMICROBIANA A MATERIAIS PLÁSTICOS




Genial essa aplicação da própolis. As abelhas são criaturas sensacionais!!! Viva a inovação brasileira!!!

Fonte: Agência USP – 06.06.2011

Pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um novo filme plástico para uso em embalagens de alimentos com propriedades antimicrobianas.

O material ganhou sua propriedade bioativa com a adição de própolis.

Os polímeros, mais comumente conhecidos como plásticos, são materiais que têm utilização em larga escala pela indústria e podem servir para inúmeras funções.

Plástico com própolis

Sabendo disso, a engenheira de alimentos Renata Barbosa Bodini desenvolveu seu novo material polimérico bioativo à base de gelatina e própolis.

A propriedade antimicrobiana do própolis foi transferida para o filme, tornando-o ideal para a embalagem e conservação de alimentos.

A gelatina já é usada experimentalmente na produção de filmes biodegradáveis, como uma alternativa para substituir os polímeros sintéticos, como o plástico.

O primeiro passo do estudo consistiu na adição de extrato etanólico de própolis (EEP) à gelatina, para formar os filmes plásticos, o que mostrou viabilidade da ideia.

"A própolis é uma substância que possui comprovadamente propriedade antimicrobiana, e seria necessário verificar se essa característica seria mantida nos filmes, caracterizando a bioatividade", conta Renata.

Plástico antimicrobiano

A atividade antimicrobiana foi avaliada tanto no EEP isolado como nos filmes biodegradáveis.
As análises foram feitas por 177 dias, com observações a cada 28 dias, e o resultado foi positivo: a propriedade foi conservada em ambos os casos.

A pesquisa de Renata produziu um material biodegradável, com capacidade antimicrobiana e fabricado a partir de um produto natural encontrado em abundância. Deste modo, a engenheira acredita que seu estudo pode ter uma utilidade imediata.

O filme plástico antimicrobiano é formado por vários componentes: gelatina (comum), material plastificante (foram utilizados o sorbitol e o citrato de acetil tributila), álcool etílico e o extrato de própolis.

O microorganismo utilizado para colocar à prova a propriedade antimicrobiana do filme foi a bactéria Staphylococcus aureus. O EEP ainda foi testado em diferentes concentrações em relação à gelatina: 5%, 40% e 200%. Tal diferenciação foi útil, já que os resultados foram diferentes.

Quando o extrato etanólico de própolis foi utilizado em concentração de 40% e 200%, os filmes apresentaram a atividade antimicrobiana. Já na concentração de 5%, a Staphylococcus aureus cresceu sobre o filme biodegradável, demonstrando que esta concentração não tem efeito inibitório.

Cheiro de própolis

A ideia inicial era a de que os filmes biodegradáveis com propriedades bioativas pudessem ser utilizados comercialmente como embalagens, mas Renata explica que há desafios pela frente:
"O método utilizado inicialmente na produção, chamado casting, é laboratorial e por enquanto não é viável para produção em larga escala. Além disso, o própolis tem um aroma muito forte e característico que foi passado para os filmes, o que dificulta a utilização deles para embalagem.

Mas isso não significa que não haja possibilidade de uso comercial: os filmes podem ser utilizados para embalar produtos de origem animal ou podem servir de suporte para o aditivo (própolis). Mas todas essas utilizações têm que ser testadas, e serão necessárias pesquisas complementares para se avaliar o potencial de aplicação do material," conclui Renata.

Justiça concede habeas corpus e libera os 439 bombeiros presos



Do blog do Roberto Moraes


Comentário do blog: Libertas Quae Sera Tamen! Vejam os deputados que impetraram o habeas corpus. Esses trabalharam no silêncio e foram fundamentais para a libertar os bombeiros. Enquanto outros, gostam mesmo é de holofotes.



O habeas corpus foi impetrado pelos deputados federais Alessandro Molon (PT-RJ), Protógenes Queiroz (PC do B-SP) e Doutor Aluizio (PV-RJ) na madrugada desta sexta-feira. A decisão para soltar os 439 bombeiros que foram presos após invadirem o Quartel Central da Corporação há uma semana é do desembargador Cláudio Brandão.

A maioria dos bombeiros presos está no quartel de Charitas, em Niterói. Há bombeiros presos ainda no hospital da corporação, no quartel do Méier e no Grupamento Especial Prisional, em São Cristóvão. Ônibus estão sendo contratados para uma grande manifestação que os bombeiros, com apoio de diversas outras categorias estão programando para domingo às 10 horas na praia de Copacabana.

Palocci já saiu tarde




O texto abaixo, assinado pelo jornalista Messias Pontes, fala tudo e um pouco mais acerca do episódio Palocci. O capital especulativo (clientes da Consultoria Palocci) perdeu um aliado no governo Dilma. Creio que pelo menos mais um porquinho deveria ir pra churrasqueira. Espero que o governo avance mais no sentido da construção do Projeto de Desenvolvimento Nacional que o Brasil tanto precisa. Peço atenção dos leitores desse singelo blog para as referências que o articulista faz à atuação parlamentar chantagista de Antony Garotinho, esse sacripanta que infelizmente carreou muitos votos na nossa região.

A permanência de Antonio Palocci à frente da Casa Civil da Presidência da República era temerária. Ele demorou demais a falar sobre o seu meteórico enriquecimento, e, quando o fez, justificou mas não esclareceu, não convenceu nem mesmo a base aliada. Até mesmo importantes lideranças petistas e de partidos aliados estavam a exigir o imediato afastamento dele. Foi uma sucessão de erros, inclusive em falar com exclusividade para o Jornal Nacional, da TV Globo, ao invés de convocar uma entrevista coletiva. A sua permanência só problemas traria ao governo da Presidenta Dilma Rousseff.

O desgaste foi tamanho que nem mesmo o anúncio do Programa Brasil sem Miséria, o principal do atual governo, foi capaz de merecer a repercussão esperada. A entrega da plataforma P-56, da Petrobras - totalmente construída no Brasil com 73% de conteúdo nacional, fato histórico notadamente depois de os neoliberais tucanos terem sucateado a indústria naval brasileira – foi outro importantíssimo acontecimento que não gerou a repercussão exigida.

Sem bandeira, sem proposta, sem programa e sem credibilidade, além de dividida, a oposição conservadora de direita, com o irrestrito apoio da velha mídia conservadora, venal e golpista recebeu a denúncia de enriquecimento “ilícito” de Palocci como um manjar dos céus. Era tudo o que faltava para a direita infernizar a vida e o governo da presidenta Dilma, pois não era o ministro que a oposição queria atingir, posto que é seu aliado, mas sim o governo democrático e popular.

Os clientelistas e chantagistas que fazem morada na base aliada, em especial os do PMDB e os evangélicos, tendo à frente o deputado federal e ex-governador fluminense Antony Garotinho, igualmente soltaram rojões deste período junino, comemorando mais essa trapalhada de Palocci.

Sem a menor cerimônia, Garotinho saiu com essa pérola, chantageando o governo ao fazer do ministro da Casa Civil moeda de troca para a base governista votar a favor da emenda que eleva o salário de policiais, e também para a presidenta Dilma retirar do Congresso o chamado kit gay: “O momento político é este. Temos uma pedra preciosa, um diamante que custa R$ 20 milhões, que se chama Antonio Palocci”.

O governo Dilma não podia ficar refém desse tipo de gente, e a única maneira de continuar governando com tranquilidade é com a substituição do ministro. Aliás, o próprio Antonio Palocci já deveria ter tomado a iniciativa para por um fim à crise e poupar a Presidenta do constrangimento de ter de demiti-lo.

A oposição conservadora de direita que estava se afogando em águas turvas, encontrou em Palocci a sua tábua de salvação. Porém com a saída do ministro, a oposição vai continuar buscando algo para sobreviver.

A indicação da senadora petista Gleisi Hoffmann foi bem recebida pela base aliada. O que dela se espera é que não repita os erros do seu antecessor, que, como areia de cemitério, queria comer sozinho, ou seja, queria monopolizar e indicar os ocupantes dos principais cargos do governo. Para o fortalecimento do governo Dilma é imperioso que os aliados recebam o tratamento que merecem. A presidenta Dilma foi chantageada, mas Palocci chantageou também os aliados com ameaças de demissão de correligionários.

A prática demonstrou neste pequeno período de governo que nem sempre ter maioria no Congresso é certeza de tranqüilidade. A posição de Antony Garotinho e de outros parlamentares evangélicos, em determinados momentos, deixou isso muito claro. O tratamento dispensado por Palocci a fiéis e corretos aliados, negando-lhes ou tentando negar espaços no governo, também contribuiu para o seu isolamento. Afinal, o ex-ministro da Casa Civil está colhendo o que plantou. E a safra foi péssima. Por isso a sua saída já aconteceu tarde. Que os erros sirvam de exemplo!


Messias Pontes, é Diretor de comunicação da Associação de Amizade Brasil-Cuba do Ceará, e membro do Conselho de Ética do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado do Ceará e do Comitê Estadual do PCdoB.

Professores entram em greve por tempo indeterminado no RJ




A melhoria da educação vem necessariamente da valorização do professor. Essa luta é justa. Educação de Qualidade = Respeito ao Professor = Salário de Qualidade!!!

Professores entram em greve por tempo indeterminado no RJ
Os professores da rede estadual de educação entraram em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleia na terça-feira (7). No total, são cerca de 1,2 milhão de alunos nas 1.652 escolas fluminenses, com 80 mil funcionários.
Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), cerca de 60% dos profissionais já aderiram ao movimento. Já a Secretaria estadual de Educação informou que menos de 2%, dos 51 mil professores, teriam paralisado suas atividades nos dois primeiros turnos. A rede estadual de ensino conta com 1.457 unidades escolares e 1,2 milhão de alunos, sendo 51 mil regentes de turma.

Os educadores reivindicam reajuste de 26% sobre o salário atual, que é de R$ 765,66. Eles também querem a incorporação imediata de gratificação por cumprimento de metas e descongelamento do plano de carreira, entre outras medidas.

Em nota, o Sepe informou, ainda, que os profissionais de educação apoiarão os bombeiros do estado que fazem manifestação por melhores salários e condições de trabalho. A próxima assembleia da rede estadual será realizada na terça-feira (14), também no Clube Municipal. Nesse encontro, a categoria decidirá os rumos da greve.

Da Redação, com agências

Sérgio Cabral se isola, o movimento dos bombeiros se amplia!!!


Charge de Latuff

Parlamentares do PCdoB-RJ seguem em apoio aos bombeiros

Toda solidariedade aos companheiros bombeiros!!!



O movimento reivindicatório dos bombeiros do Rio de Janeiro segue angariando cada vez mais apoios. Os parlamentares do PCdoB-RJ, desde o primeiro momento, têm estado ao lado destes companheiros e atuado para solucionar esta situação em que se encontra o Estado do Rio.
A deputada estadual do PCdoB, Enfermeira Rejane, tem participado desta luta em defesa dos bombeiros desde as primeiras manifestações, realizadas no final de março. Naquele momento, ocorreu a caminhada em Copacabana. Em abril, seu mandato participou do ato público na frente do GMAR, em Botafogo e no dia 28, Rejane enviou um ofício ao governador pedindo a abertura das negociações e que o Estado concedesse melhorias para os salários aviltantes da classe.

No dia 7 de junho, a deputada federal Jandira Feghali expressou, na tribuna da Câmara Federal, sua solidariedade ao “justo movimento e às famílias dos 439 detidos”.

“Nosso empenho é no sentido da libertação de todos e por uma negociação que atenda a demanda na medida da capacidade do Estado e da necessidade da população dos essenciais serviços prestados pelos bombeiros”, declarou a parlamentar.

Da mesma forma, também no dia 7 de junho, destacando seu apoio aos bombeiros, o vereador da capital Roberto Monteiro leu na tribuna a nota escrita pela presidente estadual do PCdoB, Ana Rocha, onde é solicitada a libertação dos trabalhadores, a retomada das negociações, melhorias nas condições de trabalho e salários justos.

Para Roberto, “é inadmissível que um profissional com um papel tão importante como o bombeiro seja tão mal remunerado, assim como é inadmissível o salário pago aos professores, aos profissionais da saúde, etc. Temos que lutar para fortalecer o papel do serviço público e, neste sentido, a luta dos bombeiros é uma luta de todos”.

Retrospecto e mais apoios

Sem encontrar uma solução para as suas reivindicações, os bombeiros ganham, a partir de maio, as ruas, paralisando o centro da cidade e terminando as manifestações em frente à Assembleia Legislativa. Nesse momento, a Conam e a CTB participam dos atos na Alerj.

Sem encontrar uma solução, os bombeiros realizam novamente uma manifestação no dia 3 deste mês, pois havia a sinalização de uma resposta ao movimento. Entretanto, mais uma vez nada foi apresentado e os trabalhadores decidiram marchar até o quartel central da corporação.

O PCdoB-RJ também esteve em contato com lideranças do movimento que estão presas e nas escadarias da Alerj. Também visitou os 439 bombeiros que estão presos em Niterói, em péssimas condições, uma vez que o quartel não tem condições de abrigar tantas pessoas.

Como diz a nota oficial, o PCdoB-RJ “exorta as autoridades a restabelecerem a cautela e o equilíbrio, pois trata-se de questões trabalhistas e das difíceis condições que os bombeiros enfrentam para cumprirem suas funções com a qualidade que a sociedade merece...Os trabalhadores devem ser libertados, as negociações retomadas, os salários e condições de trabalho garantidos em outro patamar e a normalidade retornar ao nosso estado”.

Sócrates, treinador da seleção de Cuba?




Prefiro ver Sócrates presidente da CBF, mas se for pra Cuba... já tenho seleção de futebol para torcer!!!

Quem cogita a possibilidade expressa no título é o companheiro do programa de televisão Cartão Verde do ex-craque do Corinthians, Fiorentina, Santos e seleção brasileira, Vitor Birner. Segundo o jornalista, Magrão conversou "com um representante do governo cubano, que deseja vê-lo na seleção de futebol do país."

Por Glauco Faria, no blog Futepoca
E parece que o Doutor também tem interesse em trabalhar na ilha de Fidel e o assunto seria aprofundado nas próximas semanas. Ainda segundo Birner, "na contramão de quase todos os jogadores e ex-atletas de futebol, ele (Sócrates) me disse que só tem uma exigência.'Quero ganhar como qualquer trabalhador cubano. Não aceito ser diferente'".

Sócrates sempre foi diferente, dentro e fora do campo. E cogitar tomar uma atitude dessas só poderia vir de quem tem noção de que o futebol pode ser bem mais do que apenas um simples negócio.

Sócrates teve brilhante trajetória nos campos, com passagens por Corinthians, Fiorentina, Santos e Flamengo e (Itália), entre outros. Ficou marcado também por se envolver em questões políticas como a Democracia Corintiana, na década de 80, e o movimento Diretas Já. Com a Seleção Brasileira, disputou a Copa do Mundo de 1982.

Com informações da redação

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Livro didático: sobrou para o Stalin!


Será que Haddad não sabe mesmo a diferença entre Stalin e Hitler?


Stalin


Hitler



Reproduzo a seguir o texto de Carlos Pompe publicado no Portal Vermelho acerca da patinada histórica do Ministro da Educação, Fernando Haddad. É lamentável que uma pessoa que fez seu mestrado, na USP, acerca do caráter socioeconômico do sistema soviético faça essa comparação injusta entre Stalin e Hitler. O texto de Pompe traz trecho do preciosíssimo livro de Losurdo que coloca os pingos nos is.




Livro didático: sobrou para o Stalin!

Carlos Pompe *


No dia 31 de maio, o ministro da Educação, Fernando Haddad, esteve na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado para falar sobre o material didático adotado pelo seu Ministério. Em especial, livros de história que enalteceriam a administração petista e criticariam a gestão tucana na Presidência da República, e o livro que ensina: “Mas eu posso falar ‘os livro?’. Claro que pode.”

Após a argumentação inicial do ministro, que acusou os que criticaram o livro de Português de não o terem lido, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), referiu-se “a uma corrente do Partido Comunista Russo que, quando Stalin chegou ao poder, tentou introduzir uma nova língua do partido. Stalin não permitiu. Essa língua sepultaria a norma culta”.

Para rebater o tucano, o ministro petista se valeu da velha cantilena de comparar Stalin com Hitler: “O senador Alvaro Dias fez uma referência ao Stalin que achei muito interessante, porque há uma diferença entre Hitler e Stalin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stalin lia os seus livros antes de fuzilá-los. Essa é a grande diferença”.

Haddad, que se vangloriou de não criticar “um autor sem cobrir sua obra”, fazendo questão de frisar que defendeu tese de doutorado na Universidade de São Paulo, acabou não informando onde aprendeu que a “grande diferença” entre Hitler e Stalin é que o dirigente da URSS lia aos obras dos autores que fuzilava. Mas quem quiser se aprofundar a respeito das inúmeras diferenças – de classe, senhor ministro, de classe – entre o dirigente nazista e o dirigente comunista poderá consultar, dentre outros, “Stalin, história crítica de uma lenda negra”, de Domenico Losurdo (Editora Revan). Aliás, sobre o assunto educação, registra o livro:

“Aqueles que, com o delinear-se da crise da Grande Aliança, tinham começado a comparar a União Soviética de Stalin e a Alemanha de Hitler, foram duramente rebatidos por Thomas Mann. O que caracterizara o III Reich fora a ‘megalomania racial’ da pretensa 'raça de senhores', que pusera em ação uma 'política diabólica de despovoamento', e antes ainda de extirpação da cultura, nos territórios sempre de novo conquistados. Hitler se ativera à máxima de Nietzsche:'Se quiser escravos, é tolice educá-los como senhores'. Diretamente oposta era a orientação do 'socialismo russo', que, difundindo maciçamente instrução e cultura, demonstrara não querer 'escravos', mas 'homens pensantes' e, portanto, a serem postos no 'caminho da liberdade'. Então se tornava inaceitável a comparação entre os dois regimes. Melhor dizendo, aqueles que argumentavam assim podiam ser suspeitos de cumplicidade com o fascismo, o qual declaravam querer condenar."

Durante a audiência do ministro, o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) distribuiu aos presentes um livro sobre o poeta cearense Patativa do Assaré. Demonstrou que, língua padrão à parte, o português popular também produz arte de qualidade, e esta arte deve ter guarida também nos bancos escolares.

Por atinente, reproduzo artigo da professora e jornalista Dad Squarisi sobre episódios de revisão histórica e de trato da língua nas escolas:

Nós dá um jeitinho

A maior tragédia do Brasil? É o jeitinho. Sem regras claras, fica-se numa zona pantanosa. O sim não significa sim. O não tampouco quer dizer não. Tudo depende. Depende do crachá, do QI (quem indica), da conta bancária, da rede de amigos. Às vezes, do tempo. Outras vezes, do humor. Daí termos mais de 50 formas de responder à pergunta "como vai?" É um tal de vou indo, navegando, levando, como Deus quer, como o vento sopra, empurrando com a barriga. Etc. Etc. Etc. O jeitinho faz milagres.

Apaga fatos históricos. Graças a ele, o impeachment do Collor virou detalhe, indigno de figurar na história do Senado. Depois da grita — dos caras-pintadas aos historiadores —, o mais importante acontecimento da democracia contemporânea desta alegre Pindorama reconquistou a relevância. Ganhou espaço no túnel do tempo da Câmara Alta.

O jeitinho confunde ciências e muda conceitos. Erro não é mais erro. É preconceito linguístico. Escrever "os livro" ou "nós pega o peixe" figura em livro didático com o mesmo status de "os livros" e "nós pegamos o peixe". Apesar dos esperneios de pais, estudantes, professores, empresários, políticos & gente como a gente, o ministro da Educação bate pé. Jura que os indignados estão indignados porque não leram o livro.

Há os que leram e os que não leram a obra. Uns e outros sabem que o buraco é mais embaixo. O ser bonzinho esconde baita discriminação. Acredita que o aluno da escola pública nunca vai chegar lá. Se aprender ou deixar de aprender a gramática normativa, não faz diferença. Ele não passará das tamancas. Não é por acaso que impera nas instituições públicas o jogo do faz de conta. O professor finge que ensina. O aluno finge que aprende. O Estado se finge de cego.

O teatro não se restringe ao português. Abrange matemática, história, geografia, ciências. Mas é mais notável na língua pátria. Sem a habilidade da leitura, o estudante não entende enunciados. Prejudica-se em todas as disciplinas. Sem a habilidade da escrita, não pode exprimir-se. Se sabe a resposta da questão, não consegue escrevê-la. Assim, cada macaco mantém-se no seu galho. Em resumo: o ensinar que "nós pega" está correto foi a gota d´água. Os que leram e os que não leram o livro sofrem na carne, no coração e no bolso o resultado do preconceito.

Nós seguimos no twitter: @Carlopo

Dirigente do PCdoB-RJ apoia as reivindicações dos bombeiros


Manifestação no Quartel dos Bombeiros/RJ

O Governador do Estado do RJ, Sérgio Cabral, tem que virar o disco em suas coletivas quando o Estado passa por alguma adversidade. Na coletiva de imprensa que deu para tratar da greve dos bombeiros, qualificou esses profissionais que tem grande respeito da população fluminense como se fossem os traficantes que causaram terror há alguns meses nas ruas da capital e na região metropolitana. Mais respeito, Exmo. Sr. Governador. O Partido Comunista do Brasil, por meio de sua presidente regional Ana Rocha, presta solidariedade a esses bravos profissionais que nas adversidades estão na linha de frente com o intuito de salvar vidas. E como qualquer trabalhador merecem dignidade salarial.

A presidente estadual do PCdoB no Rio de Janeiro, Ana Rocha, emitiu na tarde deste sábado (4) declaração em que considera “lamentável a crise que se instalou no estado e no coração da corporação militar”.
A dirigente comunista valorizou o trabalho e a luta dos trabalhadores do Corpo de Bombeiros: “Os bombeiros são símbolo de coragem e proteção à vida, têm a simpatia do povo e merecem ser valorizados. A pauta de reivindicações que os levou aos protestos é justa, pois eles recebem os menores salários do pais e são submetidos a más condições de trabalho”.

Ana Rocha diz que até onde está informada, foram iniciadas negociações com o governo do estado, mas a proposta de recomposição salarial não obteve o consenso na corporação. “Apoiamos a luta desses trabalhadores”, enfatizou a líder dos comunistas cariocas.

Sobre os choques havidos com a Polícia Militar, Ana Rocha declarou: “Exortamos as autoridades a restabelecerem a cautela e o equilíbrio, pois trata-se de questões trabalhistas, como as difíceis condições para os bombeiros cumprirem suas funções com a qualidade que a sociedade merece. A violência não é o caminho. Precisamos restabelecer a normalidade e a legalidade”.

A dirigente do PCdoB no Rio de Janeiro também pediu a libertação dos trabalhadores presos, a retomada das negociações, a garantia de salários e condições de trabalho em outro patamar e que “a normalidade retorne ao nosso Estado”. “A sociedade precisa da proteção dos bombeiros”, conclui a dirigente comunista.

Da redação

Humala, candidato da esquerda, vence boca de urna no Peru


Ollanta Humala

"A história é um carro alegre cheio de um povo contente que atropela indiferente todo aquele que a negue" Chico Buarque e Pablo Milanes
Espero que o resultado se confirme e que o povo peruano construa seu caminho rumo a um futuro mais próspero, democrático, popular e feliz.



O candidato da esquerda Ollanta Humala venceu as eleições presidenciais no Peru com mais de 5% de vantagem sobre Keiko Fujimori, revelam três pesquisas de boca de urna neste domingo.

Segundo o instituto Ipsos, Humala obteve 52,6% dos votos, contra 47,4% para Keiko Fujimori, o que dá uma margem de 5,2 pontos para o candidato da aliança Ganha Peru.

A pesquisa CPI aponta Humala com 52,5% dos votos, contra 47,5% para Fujimori, uma vantagem de 5 pontos, enquanto o instituto Datum informa 52,7% a Humala e 47,3% para Fujimori, com diferença de 5,4 pontos percentuais.

"Podemos dizer que Ollanta Humala é, muito provavelmente, o ganhador desta disputa presidencial", opinou Alfredo Torres, advertindo que a margem de erro da pesquisa de boca de urna é de 6%.

Após a divulgação das pesquisas, houve muita comemoração no hotel de Lima onde está o comando da campanha de Humala.

O Prêmio Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa comemorou em Madri "a derrota do fascismo (...) e a grande vitória da democracia no Peru". "Nos livramos de uma ditadura que foi corrupta e sangrenta e queria voltar ao poder. Os peruanos agiram com grande responsabilidade, precisamos celebrar".

Magdalena Chu, principal autoridade da justiça eleitoral, afirmou que os resultados oficiais começarão a ser divulgados a partir das 20H00 local (22H00 de Brasília).

Quase 20 milhões de peruanos foram convocados para escolher o sucessor de Alan García, em mais de 100 mil locais de votação, por todo o país.

Com agências