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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Eleições para presidente do Peru


Espero que o povo peruano encontre o caminho de sua soberania e auto-determinação. Espero que Humala vença no 2o turno das eleições presidenciais peruanas e contribua para a integração da América Latina.Lamentável é vermos uma herdeira de Fujimori na disputa, o povo peruano saberá dar nas urnas a resposta que sos lacaios e bandidos como Fujimori merece um grandiosíssimo NÃO!!!


Peru: Humala vence 1ª turno e Keiko Fujimori é 2ª, diz pesquisa

O candidato nacionalista de esquerda, Ollanta Humala, venceu neste domingo (10) o primeiro turno das eleições presidenciais no Peru. Ele teve entre 33,8% e 31,6% dos votos, de acordo com as pesquisas de boca de urna feitas pelas empresas Datum Internacional e Ipsos Apoyo, respectivamente.
Humala – que deve grande parte de seu apoio aos mais pobres – provavelmente disputará o segundo turno, em 5 de junho, com a parlamentar de direita Keiko Fujimori, que recebeu entre 21,4% e 21,3%. Keiko é filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), que levou o neoliberalismo ao Peru.

Segundo a Datum, o ex-ministro de Finanças Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, somou 19,5% enquanto o ex-presidente Alejandro Toledo teve 15,%. Já o Ipsos mostrou Kuczynski com 19,2% e Toledo, 16,1%.

Os resultados significam um empate técnico entre Fujimori e Kuczynski, já que ambas as pesquisas têm uma margem de erro de três pontos percentuais para cima ou para baixo. Os primeiros resultados oficiais, do Onpe (Escritório Nacional de Processos Eleitorais), serão divulgados entre 19 e 20 horas locais (21 e 22 horas em Brasília).

As seções eleitorais abriram às 8 horas locais, mas desde o dia anterior mais de 122 mil membros das forças de segurança guardavam os locais de votação de todo o país. Fora do país, por causa do fuso horário, a votação começou no fim da tarde de sábado na Austrália, Coreia do Sul, China, Tailândia, Indonésia, Rússia e no Japão.

De acordo com o primeiro relatório da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) que observa as eleições no país, o pleito transcorreu com “normalidade e tranquilidade”. Por meio de um comunicado, a comissão disse que os 74 delegados estavam posicionados “em todas as regiões” do Peru.

Segundo a organização, “os locais de votação foram considerados adequados em 94% dos casos”, e “forças de segurança” estavam presentes em 97%. Já o diretor nacional de Fiscalização e Processos Eleitorais do Tribunal Nacional de Eleições, José Luis Echevarría, disse que, até as 12h30 locais, foram contabilizados 63 “incidências”, sendo 12 na capital.

O presidente Alan García afirmou que acredita em “uma transição muito pacífica e sistemática para continuar o avanço da presença do Peru no mundo”. O país sul-americano é um grande exportador de cobre, ouro e prata – commodities cujos preços estão subindo e ajudando a impulsionar o crescimento econômico local, que atingiu uma média anual de 7% nos últimos cinco anos.

A expansão, no entanto, não chegou aos mais pobres. Embora os níveis de subnutrição infantil tenham caído de 25% em 2000 para 18% em 2010, o Peru ainda está em 13º lugar numa lista de 17 países da região em termos de acesso da população a serviços sociais, de acordo com dados do Banco Mundial. Nas áreas rurais, onde Humala possui forte apoio, 66% vivem na pobreza.

Hoje, no distrito de Carabayllo, a vendedora de doces Malena Badillo, de 35 anos e mãe de três filhos, disse que votou em Humala ''porque é o único que não governou. O resto, além de já ter governado, roubou. Alguns dizem que ele será como Hugo Chávez, mas tenho fé que ele mudará o Peru, vai acabar com a corrupção”.

Já a dona de padaria Luz Montesión, de 60 anos, disse que votou em Keiko Fujimori em gratidão ao governo de seu pai. “Por causa dele, somos livres, estamos em paz”, diz a eleitora.

Da Redação, com agências

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