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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Dedo de Prosa com o Prof. Roberto Moraes

O nosso blog inaugura a partir dessa postagem uma nova seção: O Dedo de Prosa. A proposta é trazer debates e entrevistas que tenham a ver com o objetivo de nosso blog, qual seja, fazer reflexões sobre o nosso universo e as nossas aldeias. Para inaugurar essa nova seção vamos prosear um pouco com o Prof. Roberto Moraes que foi muito solícito e atendeu de pronto o convite feito por nosso blog.>

A seguir a prosa com o Prof. Roberto Moraes:




Quem é o nosso companheiro de prosa:

Roberto Moraes Pessanha, 52 anos. Aluno do ginásio da Escola Técnica Federal de Campos entre 1970 e 1976, onde cursou o ginásio industrial e depois o curso técnico de eletrotécnica. Trabalhou na Usiminas, Ipatinga, MG, em 1977 e 1978 como supervisor de produção. Depois foi para o Rio de Janeiro, onde se formou, em 1984, em Engenharia Elétrica na Universidade Santa Úrsula. Depois se especializou em Engenharia de Segurança do Trabalho na PUC-RJ, conciliando uma parte deste tempo de formação com o trabalho e empresa de engenharia e também com o movimento estudantil, onde foi diretor eleito da União Estadual dos Estudantes (UEE-RJ) entre 1980 e 1981. Através de Concurso Público ingressou na ETFC em 1986. Em 1987 coordenou a implantação do Curso Técnico de Segurança do Trabalho, em paralelo à formação de professores pelo Cefet-PR. Entre 1992 e 1994 cursou e concluiu o mestrado em Engenharia de Produção pela Coppe-UFRJ. Em 1994 foi eleito diretor-geral da ETFC, o primeiro ex-aluno diretor da instituição com 56% dos votos no 1º turno. No cargo de diretor-geral foi eleito em 1997 o presidente do Conditec/Concefet (Conselho dos Diretores das ETFs e Cefets). Permaneceu no mandato até janeiro de 2000 coordenando a transição para Cefet, elegendo seu sucessor também no primeiro turno. Entre 2000 e 2008 participou e ajudou a montar o primeiro núcleo de pesquisa do Cefet, o NEED (Núcleo de Estudos em Estratégias e Desenvolvimento), o Observatório SENF, a Ong Cidade 21, que redundou na coordenação e publicação dos livros Economia e Desenvolvimento no Norte Fluminense e Campos. Em 2004 iniciou as atividades do blog que se mantém ativo e atuante até os dias atuais. Em 2008 foi convocado pela professora Cibele Daher para auxiliar na preparação para a nova institucionalidade. Assim assumiu, como diretor de Políticas Institucionais, depois em janeiro de 2009, como pró-reitor de Extensão, e em novembro de 2009 até dezembro de 2010, como pró-reitor de Desenvolvimento Institucional. Desde fevereiro de 2011 voltou às atividades letivas e de pesquisa e também iniciou créditos no doutorado em Engenharia de UFF.

Em Lugar de Uma Carta: O Sr. mantém um dos blogs mais acessados das regiões norte e noroeste fluminense. Como surgiu a ideia de criar o Blog do Roberto Moraes?

Resposta: Em 2004 já era possível deslumbrar o crescimento do acesso de cada vez mais pessoas à internet. O costume antigo de guardar e arquivar informações importantes, organizados por assunto, ainda na época exclusiva do papel, ganhou ainda mais espaço com a existência do blog, e com a possibilidade de compartilhar este banco de dados com outras pessoas, e melhor que isso, trazê-las ao debate, ao contraditório e à busca da compreensão sobre elas. Aos poucos a rede de pessoas com quem tinha contatos profissionais, comunitários e políticos foi se ampliando. Estimulei alguns deles a inicialmente escrever e ser articulista do blog e mais adiante, a criarem os seus próprios espaços e blogs. Sempre tive a noção clara de que a rede de blogs seria mais importante do que os blogs isolados. A rede criou como se esperava uma sinergia, um espaço alternativo de divulgação de informações que permite, pela sua capilaridade uma amplitude maior, especialmente, para aqueles assuntos que não interessam à mídia regional, digamos que formal, que ganha mais com a intermediação de notícias do que propriamente com a informação, e menor interesse ainda, com a divulgação de opiniões diferentes e com o debate. Raramente, são algo diferente de panfletos e, em mão única. No início, a quantidade de acessos ao me blog era pequena, mas aos poucos, e de forma exponencial, especialmente depois dos problemas eleitorais em Campos, a Rede Blog virou alternativa para a população ter acesso a informações, opiniões e debate diferente daquilo que saía nos jornais, rádios e canais televisão. O blog hoje tem uma legião de leitores e colaboradores que vai muito para além da nossa região. Muitas vezes, o blog é mais feito pelos colaboradores do que propriamente pelo blogueiro que vira moderador e estimulador do debate. Para mim, ele continua sendo um espaço onde trago questões que entendo que possam ser do interesse de mais pessoas. Ele me toma um tempo muito maior do que poderia imaginar antes, mas, esforço-me junto com os colaboradores que mandam informações, opiniões e reclamações para mantê-lo atualizado. Para mim virou uma militância em favor de um mundo melhor. O blog chegou a ter num único dia quase 70 mil visitas. Porém, mais importante que a quantidade de visitas que varia conforme os assuntos regionais que surgem e interessam mais ou menos à população, é a abrangência regional dele, se estendendo a diversos distritos de Campos e municípios das regiões Norte, Noroeste, Lagos e muita gente da região metropolitana. Constantemente recebo e troco informações com pesquisadores, empreendedores, dirigentes sindicais, ex-alunos e conterrâneos que hoje moram fora e se interessam, em saber como anda a nossa terrinha e o nosso povo. Muitos depoimentos emocionados são recebidos, seja através de comentários nas próprias notas do blog, seja através de e-mails. Empresários interessados em ter detalhes para aqui se instalar, pessoas interessadas em aqui estudar, etc. A rede de contatos se expandiu enormemente de forma virtual com esta ferramenta. Tudo isto dá gás para se seguir adiante.

Em Lugar de Uma Carta: Existe um movimento em torno da democratização dos meios de comunicação, defende-se inclusive o estabelecimento de um marco regulatório da mídia. Qual a sua opinião a respeito disso?
Resposta: Este assunto é amplo. Confesso que li pouco sobre ele, mas defendo ardorosamente que o cidadão tenha, cada vez mais espaços e facilidades para ter acesso às informações para evitar estes ratos que vivem de intermediar informação em troca do dinheiro público. Uma coisa é receber para fazer campanhas públicas de esclarecimentos e de divulgação do trabalho dos governos, nas diferentes esferas, a outra é omitir, deturpar e permitir apenas uma versão dos fatos, sem debate, sem aprofundamento, e pior ganhando o dinheiro suado do povo para isto. A ampliação da internet, da banda larga, o barateamento dos computadores entre outras ações estão permitindo que as pessoas acessem diferentes informações e opiniões e assim forme a sua. A tal regulação tem que ajudar a criar estas e outras facilidades. O debate sobre como conter os exageros dos grandes grupos de mídia que querem tutelar os governos é complexa, porque traz à luz, o debate sobre o direito à informação e a livre opinião x censura. Antes disto, eu defendo a ampliação das formas de comunicação. Quando vejo blogs simples produzindo matérias de interesses comunitários, fazendo entrevistas, mostrando as demandas do povo, em áreas onde a TV, os jornais não vão, ou pouco vão, vejo, que os espaços estão abertos para este debate que cada vez será mais plural e complexo, mas que só será verdadeiramente democrático se mais e mais pessoas tiverem acesso para se informar, formar e se posicionar.


Em Lugar de Uma Carta: Como estudioso da instalação do Complexo do Açu, quais são na sua avaliação os principais impactos do ponto de vista econômico, social e ambiental desse movimento?
Resposta: Este debate é longo. Não há empreendimento sem impactos. O que se pretende evitar é que apenas ganhem os que sempre ganharam e percam os que sempre perderam. O povo quer emprego e cada vez mais vem aprendendo a exigir os seus direitos, assim, ele quer junto do emprego, casa, comida, escola para os filhos, saúde e tudo o que necessita para mantê-la com postos de saúde, clínicas de exame, hospitais, etc. Em troca ele dá o trabalho para dar o retorno e o lucro que o empreendedor planejou. O que ele não quer é ser explorado tendo o mínimo para que o empreendedor fique com o máximo. Nesta linha, o papel dos gestores públicos nos três níveis é estabelecer regulações que potencializem as oportunidades econômicas com as exigências de ações para compensações sociais e ambientais que serão geradas com a implantação do empreendimento. Não cabe nos dias atuais a existência de gestor “sim senhor” que só diz sim e amém aos empreendedores. Há que se ouvir todos os envolvidos e estabelecer em negociações as regras do jogo. No caso do Complexo-logístico-industrial do Açu, um empreendimento global (veja a rápida repercussão da greve dos trabalhadores do seu canteiro de obras), que se conecta com o mundo. Nos cálculos de todo o empreendimento é hoje, levado em conta, o ciclo de vida do empreendimento, as demandas ambientais e sociais e o retorno do investimento com todas estas ações, o problema, é que a negociação destas ações, são e sempre serão políticas e isto, demandará negociações, extremamente complexas, porque é comum se misturar reivindicações genuínas, com oportunismos políticos de alguns que criam dificuldades para gerar facilidades. Tenho a visão clara de que o Porto do Açu, como foi pensado no meio da década passada, já se transformou, num novo empreendimento, com oportunidades, e logicamente, ameaças muito maiores que há cinco ou seis anos. O conceito de porto-indústria como existe em Hamburgo, na Alemanha, e em Suape, Pernambuco, que agora está recebendo o Complexo Petroquímico, uma siderúrgica e uma montadora (Fiat) tem a ver com os tempos modernos as facilidades da logística, cada vez mais importante e necessária. O Porto de Suape só agora está deslanchando, depois de ter sido criado na década de 70. Aqui no Açu, as perspectivas e os cenários apontam para algo maior do que a base da cadeia produtiva do gás e do petróleo iniciado pela Petrobras em Macaé. É oportuno recordar que o trabalho de extração de petróleo em Macaé é no litoral. Muitos trabalhadores atuam na Bacia e nem na cidade circulam. O apoio destas atividades é que ficou na Unidade de Produção na cidade, que convive com o crescimento desordenado que se tenta agora, mais recentemente, controlar. Em São João da Barra e Campos, todo o empreendimento é no território local. O aumento do custo de moradia, de alimento, da mão-de-obra local, será mais bem absorvida pelos empreendedores do que pela própria comunidade, que muitas vezes, não terá nem relação direta com o empreendimento. Em Macaé a população levou 40 anos para multiplicar por cinco ou seis, com crescimento de população, em números absolutos, em torno de 150 mil habitantes. Já em São João da Barra, se trabalha com um horizonte para daqui a 15 anos, portanto, em 2025, de aumento de 30 mil para 730 mil habitantes. E, em Campos de 465 mil para 1,1 milhão de habitantes, segundo o próprio EIA/Rima dos empreendimentos do Complexo do Açu. Neste 2º semestre já haverá produção de óleo no litoral pela OGX. Ano que vem o porto começa a operar o porto com a exportação de minério de ferro e, possivelmente, o transporte armazenamento e depois tratamento de petróleo trazido do litoral para a área do porto. Ainda este ano começa a construção do estaleiro da OSX tendo como sócio a Hyundai. As duas termelétricas a carvão e gás natural da MPX já têm licença de instalação e deverá iniciar construção também em 2012. A siderúrgica Ternium da Tecnhint está em fase final de licenciamento ambiental. Até julho é possível que a montadora Nissan seja anunciada para funcionamento no distrito industrial junto ao porto. As discussões serão grandes e não tem como ser diferente. Os empreendedores estão propondo uma metodologia de diálogo com a sociedade e de nova governança conhecida como GIT (Gestão Integrada do Território). Independente disto, a população precisa compreender que ela tem que ser protagonista deste processo e estabelecer suas regras para que os gestores a cumpram. Fora daí, não teremos nada diferente do que já se vê com os royalties do petróleo e o seu mau uso. Se deixar o gestor negociar sozinho, teremos graves problemas. O gestor sério e comprometido verá no cidadão, e em suas organizações aliados para ajudar a cuidar de nossas cidades que querem desenvolvimento, emprego, educação de qualidade e saúde, num ambiente o mais próximo possível do natural. Sou otimista, porque julgo que será de dentro do debate que avançaremos. Para isto, insisto, precisamos da participação popular na construção de uma governança onde todos possam ganhar.
(Sobre o Complexo leia neste link a entrevista que o blog fez com o diretor de Sustentabildade do grupo EBX Paulo Monteiro: http://robertomoraes.blogspot.com/2011/02/grupo-ebx-atende-entrevista-ao-blog.html)

Em Lugar de Uma Carta: As região noroeste fluminense é uma das menos desenvolvidas do Estado do Rio de Janeiro, apresenta um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) bastante baixo. A juventude e os trabalhadores da região noroeste buscam oportunidades na Bacia de Campos, podemos chamar esse movimento de retirantes do noroeste. Na sua opinião existem perspectivas e alternativas para que o noroeste fluminense inaugure um ciclo desenvolvimentista?
Resposta: De uma forma geral, pode-se dizer que o interior do nosso estado, sendo o Noroeste um caso ainda mais especial, vem ficando à margem do planejamento estadual. A capital e a região metropolitana, ainda pela sua origem de capital da República, concentram a economia e as preocupações do governante de forma quase total. A região sul por ficar no eixo Rio - São Paulo acabou despertando alguma atenção fora da metrópole, porém, a região Norte, que antes era única e englobava a hoje conhecida região Noroeste, que se desmembrou para se tornar conhecida e não polarizada por Campos, porque na prática isto já tinha deixado de ocorrer, foi ficando por conta própria e sempre tratada de maneira pontual e nunca estratégica. O norte deu um salto com um fato externo que foi a descoberta do petróleo no litoral de Campos e Macaé, e por conta disto, passaram a ter acesso aos recursos dos royalties que trouxeram oportunidades que antes não existia, mas não se pode dizer que foram ações governamentais, foram conseqüências. Todos os planejamentos estaduais, apenas estudam e fazem diagnósticos para esta região, mas as ações e os desdobramentos acabam por se diluir nas promessas de apoio político ao governador, ou ao seu candidato, em troca de uma ponte, um asfaltamento, um posto de saúde ou outros projetos pontuais via o Padem (Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios). As ações mais estratégicas vão ficando para trás e os municípios vão vivendo e fazendo um pouco mais, quando têm bons e sérios gestores, ou menos quando se tem o inverso. O Noroeste tem alguns nichos de atuação em APLs (Arranjos Produtivos Locais) que geram trabalho e renda, mas não transformam suas economias de maneira mais significativa como o desejado, especialmente, pelos mais jovens, que enxergam como única alternativa, o acesso ao emprego nos municípios das outras região cujas economias se mostram mais dinâmicas como é o caso de Macaé com a cadeia produtiva de óleo & gás e agora, as possibilidades do Açu com o porto e as demais atividades em fase de projeto e construção. O fato de estar próximo a Campos e Macaé ajuda, porque, de uma forma ou outra, o dinheiro ganho nestas atividades, nas cidades vizinhas acaba circulando incrementando a construção civil, o comércio, a produção de alimentos e a prestação de outros serviços. Os campi do IFF em Itaperuna, Bom Jesus e dentro em breve, o Pólo de Ensino a Distância em Miracema e a possibilidade de mais um campus em Santo Antônio de Pádua, são e serão cada vez mais, agentes importantes, no debate junto da população, dos poderes públicos e de organizações da sociedade, na busca de programas e projetos que estruturem de forma estratégica e sistêmica, o desenvolvimento da região. O Noroeste tem uma característica que pode ajudar na formatação de um programa que integre mais as cidades com projetos complementares, já que a diferença de porte entre os municípios é menor, apenas Itaperuna é maior, mas não tanto como Campos em relação a Cardoso ou São Fidélis, por exemplo. A construção civil como em grande parte do território nacional está crescendo significativamente na região Noroeste. Isto é perceptível, e isto ajuda a alavancar outras possibilidades na região, sem que isto, signifique deixar de lado algumas vocações naturais ligados à agropecuária e ao turismo. Da onde sairão os alimentos in natura ou industrializados que serão consumidos pelas populações cada vez maiores de Campos e Macaé? Não acredito em planejamento técnico, por isso, vejo que é no debate com a população e suas organizações é que se construirá este caminho, que, preferencialmente deveria ser integrado entre as cidades. O próprio grupo EBX tem uma visão maior da necessidade desta região, próxima ao seu empreendimento, ter uma dinâmica que se agregue em novas perspectivas junto ao interior do estado.

Em Lugar de Uma Carta: A sua história de vida se confunde com a do Instituto Federal Fluminense (IFF), antigo CEFET Campos, Escola Técnica Federal, etc. Esse ano haverá eleições para Reitor no IFF, qual a importância desse pleito no processo de consolidação da instituição?
Resposta: Meu caro Adriano, você sabe que mexe com as minhas emoções falando desta forma. Tomei conhecimento do mundo jogando bola nos terrenos ao lado da Federal desde os 11 anos. Hoje, ali é um dos sete campi do IFF. Éramos, talvez, uma três centenas de alunos, hoje somos mais de mil servidores e 14 mil alunos. A instituição era, como tudo na época, fechada e de poucos debates, hoje ela é plural, crítica e progressista. A partir dali, daquela formação é que foi se constituindo e ampliando uma nova classe média da região. 75% da mão de obra operacional da Bacia de Campos é oriunda do nosso Cefet, atual IFF. Os debates sobre os empreendimentos e sobre as cidades e região que desejamos tem espaço de debate amplo e plural na pesquisa e extensão institucional. O espaço que existe para fazer crescer este trabalho e ajudar as nossas regiões é ainda enorme, mas para isto é preciso que a instituição seja conduzida de forma coletiva, sem personalismos, sem o interesse do poder pelo poder, a todo e qualquer custo. O trabalho que se terá para o quadriênio 2012-2015 é o de crescer e dar sustentabilidade aos campi mais novos com a qualidade com a qual a nossa Escola Técnica Federal de Campos se tornou conhecida em todo o país. É imensamente rica a formação e multidisciplinar o interesse dos novos companheiros docentes e técnico-admistrativos que chegam interessados em compartilhar o saber e multiplicar os esforços em prol da nossa instituição e população a quem servimos. Precisamos manter uma gestão agregadora, com capacidade de lidar com o contraditório, de negociar, de buscar alternativas e espaços de ampliação institucional no tripé, que embora, calcado (como não poderia deixar de ser) no Ensino, tem cada vez mais compromissos, projetos e resultados na Pesquisa e na Extensão. A comunidade externa, a população do interior de nosso estado, espera que a nossa instituição não perca este rumo. Há pessoas que ainda não compreenderam o momento histórico que vivemos. Há oportunistas que tentam aproveitar o momento de transição institucional para confundir e se mostrar de forma populista como a única solução. Tentaram com calúnias e mesquinharias tumultuar o processo a troco único do poder. Fizeram pouco caso dos campi novos e de seus trabalhadores e alunos. A consolidação deste processo, que ainda trará mais uns três campi para serem implantados pelo IFF (tamanho máximo para uma gestão eficiente e participativa) exigirá que se tenha à frente alguém, com a capacidade de diálogo e persistência, inclusive de incorporar os que hoje lhe criam obstáculos, na busca de uma instituição que forma o trabalhador que se inclui socialmente e constrói junto conosco este nosso imenso e maravilhoso Brasil.

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