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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aquecimento Global: O que você tem a ver com isso? (Parte VI)




No século XIX já existiam os carros elétricos, eles tiveram grande sucesso até 1915, ano em que surgiu o modelo Ford T com o motor de combustão interna que passou a ser regra na indústria automobilística. Os carros elétricos são silenciosos e podem ser muito rápidos, não expelem fumaça e não consomem gasolina e tem a vantagem de seu combustível estar disponível em nossas casas. Se os carros elétricos forem recarregados com eletricidade proveniente de fontes de energias renováveis reduzem as emissões de carbono para menos de 1% daquelas atualmente geradas pelos motores de combustão interna (a gasolina). Outra vantagem dos motores movidos a bateria é que a eletricidade é muito mais barata que a gasolina. Alguns estudos indicam que um carro elétrico típico gasta apenas R$ 1,70 para percorrer para percorrer a distância de 70 km. Isso quer dizer que o custo do quilômetro rodado é de 2,43 centavos de real. Se fizermos a comparação com um carro econômico que usa gasolina o custo é de 18,67 centavos de real por quilômetro rodado. Quase todas as baterias recarregáveis dos carros elétricos podem ser recicladas, isso quer dizer que as baterias velhas não se transformam simplesmente em lixo.
Em 1974 enquanto a nível mundial os carros elétricos só figuravam em projetos futuristas, no Brasil o engenheiro João Conrado do Amaral Gurgel concluiu o projeto do primeiro carro elétrico da América Latina. A proposta de Gurgel foi uma resposta à crise do petróleo do ano anterior que fez com que houvesse desabastecimento e aumento dos preços dos combustíveis fósseis. O carro elétrico de Gurgel era o Itaipu, tinha o formato de um trapézio sobre rodas, com carroceria de fibra de vidro. O Itaipu comportava 2 pessoas, tinha 2,65 metros de comprimento e 1,40 de largura. Atrás dos assentos, havia cerca de 1 metro de espaço, que podia levar a bagagem. No painel tinha um velocímetro, um amperímetro e um voltímetro que indicava a carga disponível na bateria. Três baterias ficavam na frente, duas atrás dos bancos e mais cinco na traseira. O Itaipu chegava a cerca de 50 km/h com uma autonomia de 60 a 80 quilômetros. Essa ideia infelizmente não prosperou e Gurgel caiu diante das poderosas montadoras multinacionais e de governos comprados por essas montadoras.
O carro elétrico possui algumas desvantagens tais como o tempo necessário para recarregar as baterias e o peso das mesmas. Essas “desvantagens” no entanto podem ser superadas com investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. O fato é que hoje diante dos malefícios causados pelo aquecimento global o carro elétrico é uma importante alternativa. Para saber por que os carros elétricos não se popularizaram assistam ao documentário estadunidense: Quem matou o carro elétrico? Você obterá as respostas para essa pergunta que não quer calar.
O tema Aquecimento Global continua na próxima semana.

Adriano Ferrarez, é professor de Física do IFF Campus Itaperuna

Um comentário:

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