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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Aécio e a Lei Seca


Lula brindou na October Fest mas foi de táxi



já o Aécio...


Todos se lembram da matéria que aquele correspondente do New York Times fez falando que o presidente Lula era cachaceiro. Lula gosta de uma dosinha mas nunca foi pego dirigindo bêbado, já Aécio Neves...

Reproduzo a seguir artigo do jornalista Orozimbo Souza Júnior sobre esse assunto.





Artigo: Não se tem notícia do Lula bêbado; já o Aécio...
A manhã deste domingo (17) me surpreendeu com uma notícia inusitada:
ao acessar o portal G1 (veja bem, G1 - das organizações Globo),
deparo-me com a seguinte manchete: “Aécio Neves tem habilitação
apreendida em blitz da Lei Seca no Rio”. Segundo o site, além de estar
com documento obrigatório vencido, ele se recusou a fazer o teste do
bafômetro. E o “bêbado” de plantão para o tucanato e para grande parte
da mídia clientelista sempre foi o Lula. Resta saber qual será o
discurso agora...
Aecio batedor

Aécio se recusou a usar bafômetro
Sempre achei covardes os ataques a Lula quanto ao fato (muitas vezes
admitido pelo próprio) de ele apreciar o chamado “elixir da cana”.
Também o faço com maestria. É um produto nacional, marca da cultura
brasileira. Uma dose aqui e outra ali não matam ninguém. Mas sempre
tendo o cuidado de não exagerar, nem combinar a bebida com direção,
visse, Aécio? E apesar dos ataques constantes ao nosso ex-presidente,
não se tem informação de ele andar se recusando a passar pelo
bafômetro. Já o ex-governador do PSDB...

Todos hão de se lembrar de quando, em 2004, Larry Rother, o então
correspondente no Brasil do jornal estadunidense The New York Times,
asseverou: “Lula nunca escondeu sua predileção por um copo de cerveja,
uma dose de uísque, ou, melhor ainda, um gole de cachaça". Ainda houve
insinuações de que o gosto do ex-presidente influenciava suas decisões
frente ao cargo mais importante do país. Covardia e leviandade, no
mínino.

Na época, Rother seria expulso do Brasil, mas o governo mudou de
ideia. A possibilidade de extirpar o jornalista do território nacional
causou indignação em muitos, que acusaram o Palácio do Planalto de
antidemocrático. Vá lá que fosse. Contudo, imaginem o que aconteceria
se um jornalista brasileiro ou de qualquer nacionalidade fizesse o
mesmo em outro país. Poderia ser expulso, banido, preso, talvez até
morto onde se adota a pena de morte.

Aécio Neves, que já coloca as manguinhas de fora com vistas à sucessão
presidencial de 2014, tem muito a explicar, além de aprimorar seus
discursos vazios no Senado Federal, caso queira ocupar o cargo de
mandatário brasileiro. E diferentemente do colega de profissão Rother,
não serei leviano quanto ao fato de o senador não querer se submeter
ao bafômetro. Entretanto, é impossível não me lembrar daquele
provérbio: “Quem não deve não teme”.

A título de curiosidade, Aécio Neves pilotava um portentoso Land
Rover, cujo modelo mais barato, segundo as tabelas de preços, custa em
torno de R$ 132 mil. Nada mal.

Por Orozimbo Souza Júnior - jornalista

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