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quinta-feira, 31 de março de 2011

Greve no Porto do Açu 2


Reprodução/TV Record - URURAU

Reproduzo abaixo postagem do Blog do Roberto Moraes



O marketing da EBX e a greve do Porto do Açu

No dia 28 de fevereiro o blog postou aqui, uma nota mostrando a forma como o grupo empresarial se vende ao grande público, com informações curtas e forte significado simbólico, que atrai a divulgação gratuita de todo o tipo de mídia.
Assim o grupo EBX começou com a informação de que a área do Complexo do Porto do Açu tem uma área de 90 Km² semelhante à ilha de Manhattan. Depois, a nova página da MPX disse que “as chaminés da MPX Açu I e MPX Sul serão mais altas que o maior prédio do Brasil – o edifício do Mirante do Vale em São Paulo, que tem 170 metros". Agora, por último, a informação de que o estaleiro da OSX terá o maior guindaste das Américas.
Incompatibilidade
Toda esta política, aliada a um discurso de que a Responsabilidade Social e Ambiental está no DNA dos empreendimentos do grupo, cai por terra (literalmente) com a informação que os trabalhadores que constroem o complexo, um dos maiores projetos em estrutura logística do mundo, ganham apenas R$ 935,00, menos que 2 salários mínimos.
Diante dos fatos, resta saber o simbolismo que a greve dos trabalhadores do Complexo do Açu terá sobre a proposta do grupo empresarial, tanto na sua estratégia de negócios, quanto, sobre sua proposta, para a comunidade da Área de Influência Direta (AID) do Complexo Logístico-industrial do Açu, para uma Gestão Integrada do Território (GIT). A conferir!

Greve no Porto do Açu 1



Operários de Eike Batista mantêm greve por melhores condições

Os trabalhadores do Consórcio ARG Civil Port — que atua nas obras do Porto do Açu, do empresário Eike Batista, em São João da Barra, no Rio de Janeiro — estão em greve. Os operários reivindicam melhoria salarial, adicional de 30% de periculosidade, participação nos lucros e resultados, seguro de vida e adaptações no alojamento.
Esse não é o primeiro protesto de trabalhadores do Porto do Açu. Em agosto do ano passado, cerca de 3 mil funcionários cruzaram os braços. A reclamação partiu de trabalhadores do consórcio ARG, contratada para as obras.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário, José Carlos da Silva Eulálio, e o acesso ao canteiro de obras está bloqueado desde as 5 horas de terça-feira (29). "O movimento é pacífico. Dormimos na estrada e não houve tumulto", disse. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil, a paralisação reúne cerca de 1.200 funcionários.

Os funcionários prestam serviços para a LLX Minas Rio, parceria formada pela empresa LLX, de Batista, detentora de 51%; e pela Anglo América, com os outros 49%. A LLX Minas Rio é responsável pela implantação do terminal portuário dedicado ao minério de ferro.

Localizado em São João da Barra, na região norte do estado do Rio de Janeiro, o Porto do Açu contará com até 30 berços de movimentação para produtos siderúrgicos, petróleo, carvão, granito, minério de ferro, granéis líquidos e carga geral.

O complexo em construção é considerado um dos maiores empreendimentos de Eike e inclui a construção de um terminal portuário, com previsão para entrar em atividade em 2012, além de estaleiro, usina térmica a gás natural, entre outras instalações, numa área total de 9 mil hectares. O investimento total é de R$ 3,4 bilhões, sendo que R$ 1 bilhão só no terminal portuário dedicado ao minério de ferro.

O empreendimento está sendo construído próximo à área responsável por 85% da produção de petróleo e gás do Brasil e, segundo a LLX, é o maior investimento em infraestrutura portuária da América Latina.


Fonte: Portal CTB com informações das agências

terça-feira, 29 de março de 2011

Faleceu o grande brasileiro José Alencar



Tive a honra de estar pessoalmente com o Vice-Presidente José Alencar na Universidade Federal de Viçosa em 2002. Na ocasião ele recebeu o título de Doutor Honoris Causa daquela instutuição. José Alencar, na minha opinião, foi um dos políticos mais lúcidos que nosso país já teve. Destaco sua jornada contra a alta de juros e pelo crescimento e desenvolvimento de fato do Brasil, ou seja, fortalecimento do setor produtivo e distribuição de renda. De muriaeense para muriaeense rendo a José Alencar minha singela homenagem. José Alencar figura no panteão dos grandes homens que ajudaram a construir um Brasil para todos.


José Alencar: a morte de um guerreiro
Reproduzo matéria de Dayanne Sousa, publicado no sítio Terra Magazine:

Morreu nesta terça-feira (29), aos 79 anos, o ex-vice-presidente da República, José Alencar. Ele estava internado na UTI do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde segunda (30) com quadro de suboclusão intestinal.

Alencar havia sofrido um infarto agudo do miocárdio em novembro e foi submetido a um cateterismo. Foi internado e liberado com saúde. Seu estado piorou, porém, nesta segunda.

O vice-presidente tem um histórico de luta contra o câncer. Já passou por uma série de cirurgias desde 1997, quando foram identificados pela primeira vez tumores, nos rins e no estômago. Nesta semana, passava mais uma vez por sessões de quimioterapia. "Hoje não existe um paciente de câncer que não o veja como um exemplo", escreveu o diretor do centro de oncologia do Sírio Libanês, Paulo Hoff num perfil de Alencar para a Revista Época, que o elegeu um dos cem homens mais influentes do País.

Medo da morte

Foram 13 anos enfrentando o câncer e 18 cirurgias. Em 2009, Alencar passou por um dos momentos mais delicados do tratamento. Foi submetido a uma cirurgia de 18 horas para retirada de tumores da região do abdome. A recuperação rápida surpreendeu os médicos. Terno alinhado, cadeira de rodas, recém-saído do quarto de hospital, declarou em coletiva: "Não tenho medo da morte".

Biografia

José Alencar Gomes da Silva nasceu em 17 de outubro 1931 na cidade de Muriaé, em Minas Gerais. Ele exercia o segundo mandato de vice-presidente da República, posto que ocupa desde 2003 durante os dois mandatos do presidente Luis Inácio Lula da Silva.

Alencar foi senador por Minas Gerais entre 1998 e 2002. Era também empresário: em 1967, em parceria com o empresário Luiz de Paula Ferreira, fundou, na cidade mineira de Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas, Coteminas.

As chuvas passaram, os buracos ficaram

As chuvas deram uma trégua há uma semana aproximadamente. Na avenida principal da cidade, BR 356, os buracos foram tapados, no entanto nos bairros a situação continua complicada. As fotos abaixo são da Rua Bom Jesus no Bairro Aeroporto e uma rua de acesso a Avenida Cel. Bastos. Os buracos que existem são verdadeiras crateras. A Rua Bom Jesus, uma das principais do Bairro Aeroporto, é totalmente irregular e merece bem mais do que tapar seus buracos. A necessidade aqui é de refazer a rua.





sábado, 26 de março de 2011

MEC concederá bolsas de mestrado a professores da educação básica




Comentário do Blogueiro: Essa é uma ótima iniciativa do MEC. É necessário no entanto que haja incentivos para que os professores façam o mestrado. A empreitada de um mestrado não é fácil. Creio que a proposta do MEC queira dizer Pós-Graduação Stricto Sensu e não essas pós-graduações que se vendem em cada esquina das cidades e onde a monografia é baixada do google. Esse incentivo significa Plano de Cargos e Salários que gratifique de verdade os professores. Se isso não ocorrer o professor com mestrado larga a Rede Pública e vai para a iniciativa privada onde, infelizmente, a educação é mercadoria. É necessário em relação a isso que os professores se mobilizem para que os planos de cargos e salários da educação contemplem essa valorização do profissional com mestrado e doutorado. Antes disso os Estados e Municípios devem pagar o piso nacional da educação (R$ 1.024,67). O caminho para uma educação pública de qualidade passa irremediavelmente pela valorização SALARIAL do professor.


O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou na segunda-feira (21) que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) passará a conceder bolsas de mestrado a professores da educação básica. Os cursos serão ligados às áreas de ensino da educação básica.
Os educadores que conseguirem a bolsa terão de permanecer nas salas de aula da rede pública de ensino por, no mínimo, cinco anos depois da diplomação. O anúncio foi feito pelo ministro durante cerimônia de premiação de professores no Palácio do Planalto.

"Muitas vezes o mestrado não é na cidade onde o professor mora e isso exige custeio, gastos com transporte, alimentação, aquisição de material pedagógico", explicou Haddad ao falar sobre a importância da bolsa para a formação dos professores da educação básica.

O ministro afirmou que a medida também tem o objetivo estimular o aumento da oferta de mestrado para os educadores da rede pública ao criar a demanda pelos cursos. A portaria que normatiza a concessão dessas bolsas será publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Fonte: O Globo

sexta-feira, 25 de março de 2011

Lixo Ordinário 1


Isso na foto é um cachorro.


Isso na foto é um rato



A seguir algumas imagens de uma esquina do Bairro Aeroporto. A educação e cidadania cabem em qualquer lugar. Apesar do caminhão de lixo da Prefeitura passar de manhã e à tarde alguns "cidadãos" insistem em depositar seu lixo nesta esquina. A Prefeitura deveria desenvolver um programa de conscientização e educação ambiental com toda a população.

Obra necessária. Mas a dúvida: Quando fica pronta?

A obra para a drenagem e esgotamento sanitário no Bairro Vinhosa (traduzindo: que acaba com as frequentes inundações nas imediações do Hospital São José do Avaí) é fundamental. A placa da obra já está fixada. Infelizmente nada é dito acerca do prazo para conclusão da mesma. Isso pode ser brecha para os famigerados aditivos e suas implicações. Só espero que não seja inaugurada nas vésperas das eleições de 2012.


Foto: Blog Itaperuna Notícias


Foto: Adriano Ferrarez


Foto: Adriano Ferrarez


Foto: Adriano Ferrarez

quinta-feira, 24 de março de 2011

Itaperuna e as Enchentes

Na 4a feira passada (16/03/2011) Itaperuna viveu mais um dia de inundações. O valão da CEHAB transbordou causando um enorme transtorno aos transeuntes e motoristas que passaram pela avenida principal da cidade. O tempo que gastei para me deslocar da Ampla até a Igraja do Relógio foi de 1 hora. Infelizmente as enchentes e inundações só viram notícia e são lembradas quando elas acontecem. É necessário que esses problemas sejam debatidos com o conjunto da população. Já postei aqui no blog (http://emlugardeumacarta.blogspot.com/2011/03/chuvas-em-itaperuna-inundacoes.html) que uma reunião foi realizada no ano passado para debater o assunto. Itaperuna necessita de uma força tarefa para resolver o problema. Como vovó já dizia: "prevenir é melhor que remediar". Felizmente dessa vez o transtorno maior foi no trânsito, mas o pior também pode acontecer.

Vejam a seguir algumas imagens que capturei de dentro do carro.



Foto: Adriano Ferrarez


Foto: Adriano Ferrarez


Foto: Adriano Ferrarez


Foto: Adriano Ferrarez


Foto: Adriano Ferrarez


Foto: Adriano Ferrarez

A dengue já matou 18 pessoas este ano no Rio de Janeiro



A dengue causou a morte de 18 pessoas este ano no estado. Os dados divulgados na última quarta-feira (23) pela Secretaria de Saúde e Defesa Civil mostram ainda que entre os dias 2 de janeiro e 19 de março foram registrados 26.258 casos da doença. No mesmo período de 2010, ocorreram cerca de 4 mil casos de dengue e 4.628, em 2009.

Das 18 mortes, seis foram na capital fluminense e as demais em São Gonçalo, na região metropolitana, e nos municípios da Baixada Fluminense. Bom Jesus do Itabapoana, no norte fluminense, é a localidade com maior taxa de incidência da doença com 3.111 casos para cada 100 mil habitantes.

A Secretaria de Saúde e Defesa Civil vai falar nesta sexta-feira (24) sobre a presença do vírus tipo 4 da dengue no estado. Dois casos foram confirmados em Niterói. Duas irmãs, cuja identidade não foi liberada. Segundo a secretaria, uma das irmãs chegou a ser internada, mas elas passam bem.


Agência Brasil

Imagem Insólita 3

As fotografias a seguir são do cacto localizado na Praça Nilo Peçanha (Praça dos Camelôs) em Itaperuna.




Foto: Adriano Ferrarez

Foto: Adriano Ferrarez

domingo, 20 de março de 2011

Obama desonra o Brasil e manda OK para ataque à Líbia




Os aliados dos EUA na Líbia são os monarquistas. Cadê a democracia que os ianques querem implantar na Líbia???

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cuja presença em nosso país é repudiada por partidos de esquerda e movimentos sociais, deu, durante seu encontro com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, o argumento definitivo para que se compreenda por que foi tachado de persona non grata: mandou de Brasília o OK dos Estados Unidos para iniciar a guerra de agressão contra a Líbia.

Em atitude que viola as regras da hospitalidade, constrangendo o anfitrião, Obama simplesmente desonrou o Brasil, ao fazer uma declaração de guerra no país que por princípio constitucional e tradição advoga a solução pacífica dos conflitos internacionais. O presidente estadunidense ignorou o fato de que o Brasil se absteve na votação da resolução do Conselho de Segurança da ONU que abriu a via legal para a agressão, “por não estar seguro de que o uso da força é o melhor caminho”, conforme explicou a embaixadora Viotti, representante do Brasil no órgão das Nações Unidas.

Obama deu um ultimato ao governo líbio e a senha para o ataque, ao anunciar que as potências imperialistas estavam prontas para a ação militar contra o país do norte da África. “A secretária (de Estado, Hillary) Clinton está em Paris em coligação com vários países para implementação da resolução 1973. Se não houver cessação imediata da violência contra a população líbia, nossa coligação vai agir de alguma forma", disse Obama em Brasília. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, enquanto se desenrolava a audiência entre Dilma e Obama, um assessor deste último entrou na sala com um bilhete. Obama leu e disse que as "providências" teriam de ser tomadas.

Em seguida, explicou a Dilma que o assunto se referia à Líbia e que ele estava dando o apoio para que as forças aliadas abrissem fogo contra as tropas leais a Muamar Kadafi.

Ato contínuo, a França iniciou a intervenção militar contra a Líbia. Nicolas Sarkozy deu a ordem para os aviões franceses bombardearem aviões e blindados das forças armadas líbias e luz verde para o deslocamento de navios de guerra inclusive o porta-aviões Charles de Gaulle.

Cinicamente, o presidente francês, que em muitas ocasiões já demonstrou sua vocação autoritária, disse que “a porta da diplomacia será reaberta desde que cessem as agressões”. (das forças líbias contra os oposicionistas armados).

O Reino Unido e o Canadá participarão das operações de guerra. A Alemanha apoia a demarche mas não enviará forças militares.

O início dos bombardeios configura uma situação nova. Em nome de uma causa “humanitária”, que confunde muitos ingênuos e serve para disfarçar o oportunismo político, as potências imperialistas começam mais uma guerra. No início da década de 1990, de posse de um mandato da ONU, uma ampla coalizão de forças internacionais atacou o Iraque. Em 1999, sem o aval da ONU, mas com aparência de ação multilateral, a Otan dizimou a ex-Iugoslávia. Em 2001, sob pretexto de punir o suposto responsável pelos atentados às torres gêmeas, o imperialismo estadunidense formou consenso em torno da guerra ao Afeganistão.

Pretextos e gente disposta a respaldar ações desse tipo sempre haverá. Mas a verdade precisa vir à tona. Esse “multilateralismo” não corresponde aos anseios dos povos de democratização das relações internacionais. É palavra vazia, um rótulo sob o qual, na retórica imperialista, se tenta camuflar os piores crimes de lesa-soberania e lesa-humanidade.

Mas do lado dos povos, das forças progressistas, de esquerda e dos amantes da paz, nunca poderá nem deverá faltar argumentos, energia e coragem para condenar tais atos que atentam contra a soberania nacional e a paz mundial. Mesmo que seja uma posição aparentemente e momentaneamente minoritária.

José Reinaldo Carvalho, editor do Vermelho

A guerra da Líbia já começou


Esta foto mostra disparos de caças franceses contra a Líbia - Fonte: Jovem Pan Online

Pelo visto o Sarkozy é o Blair do Obama. A intervenção militar na Líbia já começou. Assistiremos a um novo Iraque.


Coalizão inicia guerra e França faz primeiro ataque contra Líbia

Um avião de combate francês efetuou seu primeiro disparo na Líbia às 16h45 GMT (13h45 de Brasília) deste sábado (19) contra um "veículo militar indeterminado", anunciou em Paris o Estado Maior das Forças Armadas. A rede de TV Al-Jazira informou que as forças francesas destruíram quatro tanques e veículos armados, mas ainda não havia informações oficiais.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, havia confirmado pouco antes, em um pronunciamento em Paris, que enviou aviões franceses para intervir no espaço aéreo da Líbia. Sarkozy busca liderar a agressão imperialista contra a Líbia pois enfrentará eleições em breve e precisa recuperar a "popularidade" que perdeu após ter seu nome envolvido em diversos escândalos.

"Nossos aviões já estão impedindo ataques aéreos [das forças de Kadafi] na cidade [Bengazi, sede dos rebeldes]", disse o presidente Sarkozy. Segundo ele, a missão militar apoiada pela coalização formada por França, Reino Unido, EUA, Canadá e por alguns países árabes aliados do Ocidente, pode ser paralisada se Kadafi "parar" os ataques aos civis, como exigido por uma resolução da ONU aprovada na quinta-feira.

Os Estados Unidos dispararam mísseis de cruzeiro Tomahawk neste sábado contra a Líbia, informou a imprensa americana, no momento em que fortes explosões sacodem o leste de Trípoli. Segundo um alto oficial americano, o ataque visa o estabelecimento de uma zona de exclusão aérea sobre o território líbio.

Argumentos falsos

A declaração de Sarkozy mostra que já não há mais argumentos defensáveis para justificar a agressão contra a Líbia, pois desde ontem o governo líbio já havia anunciado um cessar-fogo e estava cumprindo todos os itens da resolução da ONU. Portanto, os argumentos usados pela França, Estados Unidos e Reino Unido para justificar o ataque são absolutamente falsos.

O próprio ministro líbio das Relações Exteriores, Musa Kusa, pediu neste sábado ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o envio de observadores para verificar o cessar-fogo decidido na sexta-feira, e cumpre a resolução da ONU.

Porém, diante da agressão sofrida, o governo líbio agora estuda mudar sua estratégia para garantir a defesa soberana do país e já avisou que, se for preciso, irá revidar os ataques.

A Rússia lamentou a "intervenção armada estrangeira na Líbia", em um comunicado do porta-voz do ministério russo das Relações Exteriores, Alexandre Loukachevitch.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou que a violência na Líbia deve terminar, mas disse que seu país não vai tomar parte na ação militar.

Também o presidente venezuelano, Hugo Chávez, se manifestou contra a operação internacional lançada hoje contra a Líbia, considerando-a "irresponsável".

Num discurso transmitido na televisão, Chávez disse que é "uma ingerência nos assuntos internos de um país" e exigiu um cessar-fogo efetivo e que seja retomado “o caminho da paz na África do Norte". Considerou ainda "lamentável que a ONU esteja pronta para apoiar esta guerra".

Da redação,
com agências

sexta-feira, 18 de março de 2011

Miracema homenageia um de seus heróis


Jacinto Lucas, herói na luta contra o fascismo.


De 1939 a 1945 a humanidade estava numa encruzilhada. A ameaça fascista representava a escravidão dos homens e o sepultamento dos valores humanos. Sou um militante da paz, mas naquele momento a guerra foi realmente inevitável. Jovens brasileiros como Jacinto Lucas deram suas vidas pela liberdade humana e lutaram contra a barbárie fascista.
Gostaria de parabenizar ao blog Vaga-Lume por lembrar de Jacinto Lucas, herói não apenas do povo de Miracema, mas também de todo o povo brasileiro e por que não dos povos do mundo. A Batalha de Monte Castello entrou no rol das grandes batalhas, como fora a de Stalingrado onde um rapaz chamado Vassili com seu rifle começou a imprimir a derrota aos fascistas de Hitler.
"Glórias eternas aos heróis que caíram na luta contra o inimigo e deram suas vidas pela liberdade e felicidade de nosso povo!"

Vejam a matéria completa do blog Vaga-Lume em:

http://blogovagalume.blogspot.com/2011/03/o-patrono-da-praca-de-paraiso-do-tobias.html

Estados Unidos vão lançar operação de espionagem na internet

As forças armadas dos Estados Unidos iniciaram uma operação internacional de espionagem no ciberespaço, que tem como alvo usuários de redes de mídia social e outros tipos de sites na Internet que, segundo eles, encoragem o sentimento anti-estadunidense.

Com o propósito de viabilizar a operação no ciberespaço, o Comando Central dos EUA (Centcom) adquiriu um software desenhado para criar e controlar falsos perfis, feito pela empresa californiana Ntrepid, segundo denunciou o blog The Huffington Post na última quinta-feira (17).

O software permite a cada usuário criar e ter o comando de 10 personas. Cada persona tem "história, dados, detalhes de vida e suas presenças no meio virtual são consistentes tecnicamente, culturalmente e geográficamente".

Os usuários que controlam as personas falsas podem permanecer ocultos de vários modos, inclusive alterando os protocolos de identidade na internet (IP) a cada vez que acessarem o software e a cada vez que transmitirem ou receberem dados, a partir dos computadores do Centcom.

A operação de espionagem cibernética propiciará a criação de personas falsas, conhecidas como sock puppets, para que pareçam pessoas reais enquanto monitoram blogs de discussão, fóruns e outros meios de discussão.

De acordo com o comandante do Centcom, James N. Mattis, o projeto procura "investigar e desmontar redes de recrutamento e treinamento de terroristas; negar espaços seguros para nossos adversários e conter a ideologia e a propaganda extremista".

Ao mesmo tempo, o spyware não poderá ser utilizado nos Estados Unidos ou por empresas americanas ou também por empresas que controlem redes sociais como o Facebook ou o Twitter, diz o chefe do Centcom.

"Nós não temos como objetivo os usuários americanos nem faremos essas atividades em sites cujos donos sejam empresas americanas", disse Bill Speaks, porta-voz do comandante do Centcom.

No Brasil, um caso célebre de falsa identidade envolveu em 1999 o empresário Ricardo Mansur e o banco Bradesco. Após haver perdido uma linha de crédito milionária do banco, Mansur começou a divulgar e-mails alarmistas pela internet onde alardeava o risco de quebra da instituição financeira e atentava contra a honra de seus diretores.

Mansur foi descoberto pelo delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva da Polícia Civil de São Paulo e sua equipe, através do rastreamento do IP da máquina usada por ele.

Com Press TV

Imagens Antes e Depois do Tsunami no Japão

No link abaixo é possível ver imagens antes e depois do tsunami que arrasou o Japão.

Moniz Bandeira: política de Obama é a mesma de Bush




Doutor em ciência política pela USP e autor de mais de 20 livros, muitos tratando de Brasil e Estados Unidos, o professor Luiz Alberto Moniz Bandeira, 75, fala sobre a visita de Obama. (EL)

Folha: O que buscam os EUA com essa visita?
Luiz Alberto Moniz Bandeira: O maior interesse dos Estados Unidos, no momento, é abrir mercados para as suas exportações e garantir seu abastecimento energético, do qual é absolutamente dependente. E o Brasil não só apresenta um grande potencial de crescimento como também deverá se tornar uma das maiores fontes de petróleo com a exploração do pré-sal. Com a instabilidade no Oriente Médio, a possibilidade de que o Brasil possa suprir suas necessidades é fundamental para os EUA.

Folha: Quais devem ser os principais temas?
MB: Obama tentará convencer Dilma de que a moeda desvalorizada da China é maior problema para o Brasil do que para os EUA. Entretanto, em 2010, a China conseguiu um superavit comercial de US$ 181 bilhões com os EUA. Ao contrário do que ocorreu com o Brasil, um deficit de cerca de US$ 7 bilhões. A verdade é que os EUA, para aumentar a competitividade de suas exportações, tratam de desvalorizar o dólar. Obama alimenta a pretensão de alinhar o Brasil com os EUA, mas é difícil consegui-lo. A China provavelmente já é o maior investidor estrangeiro no Brasil.

Folha: A relação comercial com os EUA pode mudar?
MB: Não creio. Devido aos imensos déficits comercial e fiscal e a uma dívida pública que ultrapassa US$ 14 trilhões -virtualmente igual ao seu PIB- o interesse dos EUA não é importar, mas exportar. Precisa reduzir seu deficit comercial, aumentando exportações para também conter a alta de desemprego.

Folha: No Brasil o antiamericanismo é maior ou menor ao do passado?
MB: É necessário entender que a defesa dos interesses nacionais não significa antiamericanismo. O Brasil e os EUA têm contradições de interesses, assim como convergências. As relações entre os dois países nem sempre foram suaves, como geralmente se supõe. No século 19, o Brasil suspendeu três vezes (1827, 1847 e 1869) suas relações diplomáticas com os EUA, apesar de destinar para lá, desde 1848, a maior parte de suas exportações (café). O relacionamento só melhorou a partir de 1870, quando o Brasil se tornou extremamente dependente das exportações de café para lá.

Folha: Como o sr. avalia a situação econômica e política dos EUA?
MB: A situação econômica e financeira dos EUA é muito ruim e dificilmente Obama poderá superá-la. É similar à da Grécia e de alguns outros Estados na União Europeia. Os EUA têm a maior dívida externa líquida do mundo. A vantagem deles consiste no fato de que o dólar é ainda a moeda fiduciária, a moeda internacional de reserva.


Folha: O sr. concorda com a avaliação de que Obama cedeu aos interesses do mercado financeiro? Em que ele se diferencia de Bush?
MB: Ele cedeu a todos, ao mercado financeiro, aos neoconservadores, que continuam a dominar a máquina do Estado americano, ao complexo industrial-militar etc. A secretária Hillary Clinton a ele se sobrepõe na política exterior. Até agora Obama quase nada cumpriu do que prometeu. Sua política, na essência, é a mesma da que realizou George W. Bush. A diferença está no estilo e na tonalidade. Ambos defendem interesses imperiais dos EUA.


Fonte: Folha de S.Paulo

quinta-feira, 17 de março de 2011

Manifestação pró-Obama no Rio é fantasia pós-carnavalesca

Reproduzo abaixo artigo de José Reinaldo Carvalho acerca da visita de Obama no Brasil. Fico indignado com a recepção que o poder público está preparando para o chefe de estado do país mais belicista do mundo. Infelizmente muitas escolas estão organizando caravanas para assistirem ao Obama Fala Mansa. Deveria-se promover debates sobre os danos que a intervenção dos EUA provocam na América Latina e no mundo. Só resta alguém beijar a mão de Obama como fez Otávio Mangabeira com o general e futuro Presidente norte-americano Dwigt Eisenhower. Isso é o cúmulo do servilismo. Ou como fez aquele cantor de pagode (que me faz lembrar de xícara) que foi às lágrimas ao cantar "Garota de Ipanema" para o Bush Filho. Contra o servilismo! Não seremos capachos dos EUA! Viva a América Latina! País Rico é país sem pobreza, soberano e independente!!!



"Em nome do país (...) inclino-me respeitoso diante do General Comandante-Chefe dos Exércitos que esmagaram a tirania, beijando, em silêncio, a mão que conduziu à vitória, as Forças da Liberdade". E beijou as mãos do visitante. Foi um escândalo nacional. A Constituinte foi obrigada a dedicar um dia de seus trabalhos ao "polêmico beijo". A cena, por muitos anos simbolizou a submissão do Brasil aos EUA e consagrou Ibrahim Sued como repórter


Por quem choras?


Imagem que vale por mil palavras.

Iluda-se quem quiser com o giro de Barack Obama por três países latino-americanos a partir do próximo sábado (19): Brasil, Chile e El Salvador. Mas não é em nome da paz e amizade que ele vem. Foi o que disseram nesta quarta (16) seus assessores.

Por José Reinaldo Carvalho*
Nos últimos dias as embaixadas dos Estados Unidos nesses três países começaram a gastar rios de dinheiro numa campanha publicitária a fim de criar um ambiente favorável ao chefe do imperialismo norte-americano.

No Brasil, em conjunto com os governos municipal e estadual do Rio de Janeiro, diplomatas americanos, agentes da segurança e a comitiva precursora estão montando uma aparatosa operação publicitária. Honrarias imerecidas são programadas. Ofereceu-se a Obama um palanque na praça mais central da cidade maravilhosa, a Cinelândia, onde – especula-se – falará urbe et orbe e mandará mensagem à América Latina.

Nunca se viu tamanha montagem para esmaecer a reputação de país imperialista e melhorar a imagem de uma nação que, proclamando-se amiga, causa tantos males ao Brasil e ao conjunto das nações latino-americanas.

Os diplomatas deixam vazar comentários sobre uma suposta mensagem que o mandatário norte-americano enviará à região, inaugurando nova era de cooperação com o Brasil e a América Latina.

Os jornalões da imprensa monopolizada publicam editoriais desvanecendo-se em entreguismo explícito, um velho cacoete das classes dominantes brasileiras. O editorial do Estadão desta quarta (16) foi vazado em linguagem, digamos, deliquescente.

Os verdadeiros objetivos da visita de Obama, porém, foram revelados em coletiva de imprensa também nesta quarta. O principal conselheiro de Obama para Assuntos da América Latina, Dan Restrespo, emitiu declaração em que deixa mais claros os propósitos do périplo latino-americano de seu chefe.

Disse sem cerimônia que a viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, à América Latina deve servir para destacar a restauração da influência de Washington na região e continuar diminuindo o espaço de mandatários como o da Venezuela, Hugo Chávez, que promovem o anti-norteamericanismo.

Para o conselheiro, o giro de Obama buscará realçar "o trabalho feito até o momento" e o que ainda está por ser feito no âmbito das intenções do presidente de aprimorar as relações com o resto do continente.

O funcionário ressaltou que a visita é uma oportunidade para "ressaltar a restauração da influência e do atrativismo" do país no continente.

Segundo ele, nos últimos anos, vários líderes latino-americanos, como Chávez, "viveram politicamente" o que ele chamou de "anti-norteamericanismo" na região, com o que promoveram suas agendas, "mas agora não têm tanto espaço".

Para um dos porta-vozes do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Ben Rhodes, que também estava na coletiva de imprensa com Restrepo, Obama é "muito popular" na região e o governo dos Estados Unidos busca aproveitar esta vantagem. "Isso é muito importante porque torna mais fácil a cooperação dos outros países conosco", conclui Rhodes.

Para Restrepo, a popularidade do presidente na parte latina do continente e sua vontade de dar início a "uma nova etapa" nas relações com a região "diminui o espaço para aqueles enfocados somente na retórica".

Os militantes anti-imperialistas brasileiros e dos demais países da região devem agradecer aos dois conselheiros da Casa Branca pela clareza com que falaram sobre os propósitos da visita de seu chefe.

Falemos, pois, com a mesma franqueza. A agenda anti-imperialista – e não propriamente anti-norteamericana – na América Latina, não é uma criação apenas de “alguns líderes”, entre eles o indigitado Chávez, embora tanto este como outros grandes dirigentes políticos e ideólogos da esquerda sejam destacados dirigentes precisamente pelo papel de vanguarda que desempenham na sua elaboração e execução.

A agenda anti-imperialista na América Latina é criação coletiva dos partidos de esquerda e de uma ampla gama de movimentos políticos e sociais.

Esta agenda tem frescor, vivacidade e atualidade, não é conjuntural nem se limita a discutir se Obama tem mais ou menos popularidade nesta ou em outras plagas.

Trata-se de uma agenda com profundas raízes históricas, escrita com o sangue das veias abertas destes povos e países dominados, oprimidos, saqueados, vilipendiados e agredidos pelo imperialismo norte-americano ao longo de todo o século 20 e nos primeiros anos do século em curso.

Por isso temos dito desde a reunião de Trinindad, quando Obama se iludiu de que conquistaria adeptos com paparicos, que os interesses estadunidenses e latino-americanos são antagônicos.

É também por esta razão que a esquerda e os movimentos sociais dizem que o chefe do imperialismo norte-americano é persona non grata em nosso país.

Ninguém se iluda. A manifestação fabricada para a Cinelândia é uma fantasia pós-carnavalesca, uma alegoria de mau gosto, um samba prá lá de desafinado. As máquinas públicas em cooperação com a embaixada vão mobilizar alguns milhares de pessoas de boa fé, mas Obama sairá do Rio de Janeiro sem a manifestação espontânea do povo brasileiro e no desconhecimento de quais são os profundos anseios e convicções deste.

Como todos os povos, é muito simples o que queremos: um país soberano, uma América Latina unida e integrada, um mundo sem bases militares nem guerras imperialistas. Tudo isso é incompatível com as políticas que os Estados Unidos, sob a liderança de Obama, põem em prática na atualidade.

*Secretário nacional de Comunicação do PCdoB

quarta-feira, 16 de março de 2011

Professor Silvério Freitas é eleito reitor da Uenf no 1º turno



Comentário: O IFF também terá eleições para reitor em 2011. Minha expectativa é de que a Instituição prevaleça ante os interesses pessoais. Que a política nessa eleição seja com P maiúsculo. Política de gente grande e não de menininhos.


Do blog do Roberto Moraes:


A chapa 15 do professor Silvério/Edson ganhou a eleição em 1º turno com 55 % dos votos.

Silvério que teve o apoio do atual reitor Almy Junior, teve ampla maioria nos três segmentos da comunidade universitária, docentes, alunos e técnicos e foi eleito já no primeiro turno.

Foram 62% dos votos dos estudantes, 71% dos votos dos técnicos-administrativos e 50% dos votos dos professores. Na ponderação dos pesos de cada categoria, a chapa 15 ficou com 55% dos votos válidos.
O titular da Chapa 15, professor Silvério de Paiva Freitas foi eleito hoje como o oitavo reitor da Uenf. O novo reitor que tomará posse em julho é engenheiro agrônomo, mestre e doutor em Fitotecnia pela Universidade Federal de Viçosa. Na UENF desempenhou a funções de chefe do Laboratório de Fitotecnia no período de 1999 a 2003, diretor do Centro de Ciências e Tecnologias Agropecuárias (CCTA) de julho de 2003 até junho de 2007 e Pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da UENF de julho de 2007 a janeiro de 2011.
Como companheiro de chapa, na condição de vice-reitor foi eleito o professor Edson Correa da Silva é graduado em Física com Bacharelado e Licenciatura pela Universidade Estadual de Campinas (1972), mestrado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (1976) e doutorado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (1979). Pós-Doutorado na Ruhr-Universitaet Bochum, Alemanha (1990-1992), na Uenf, nos últimos 4 anos desempenhou a função de Pró-reitor em Pesquisa e Pós Graduação.
A posse do professor Silverio Freitas em substituição ao professor Almy Junior será em julho próximo.
Atualizado às 01:58:
Da Ascom da Uenf:

"Silvério é o reitor eleito"
Chapa 15 vence a eleição para reitor em primeiro turno. Silvério de Paiva Freitas teve 71% dos votos válidos entre os técnicos, 62% entre os estudantes e 50% entre os professores.

Abaixo comentário do Blog UENFEZADO:

Não podia deixar de comentar: parece que a comunidade universitária entendeu que Não Somos Assim parecidos com certas administrações municipais que existem por aí!

terça-feira, 15 de março de 2011

Tragédias naturais como do Japão expõem perda da noção de limite


Abaixo uma importante reflexão de Marco Aurélio Weissheimer.


Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de risco. A ideia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso.

por Marco Aurélio Weissheimer, na Carta Maior

No dia 1° de novembro de 1775, Lisboa foi devastada por um terremoto seguido de um tsunami. A partir de estudos geológicos e arqueológicos, estima-se hoje que o sismo atingiu 9 graus na escala Richter e as ondas do tsunami chegaram a 20 metros de altura. De uma população de 275 mil habitantes, calcula-se que cerca de 20 mil morreram. Além de atingir grande parte do litoral do Algarve, o terremoto e o tsunami também atingiram o norte da África. Apesar da precariedade dos meios de comunicação de então, a tragédia teve um grande impacto na Europa e foi objeto de reflexão por pensadores como Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire. A sociedade europeia vivia então o florescimento do Iluminismo, da Revolução Industrial e do Capitalismo. Havia uma atmosfera de grande confiança nas possibilidades da razão e do progresso científico.

No Poème sur le desastre de Lisbonne (“Poema sobre o desastre de Lisboa”), Voltaire satiriza a ideia de Leibniz, segundo a qual este seria “o melhor dos mundos possíveis”. “O terremoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz”, ironizou Theodor Adorno. “Filósofos iludidos que gritam, ‘Tudo está bem’, apressados, contemplam estas ruínas tremendas” – escreveu Voltaire, acrescentando: “Que crimes cometeram estas crianças, esmagadas e ensanguentadas no colo de suas mães?”

Rousseau não gostou da leitura de Voltaire e responsabilizou a ação do homem, que estaria “corrompendo a harmonia da criação”. "Há que convir... que a natureza não reuniu em Lisboa 20 mil casas de seis ou sete andares, e que se os habitantes dessa grande cidade se tivessem dispersado mais uniformemente e construído de modo mais ligeiro, os estragos teriam sido muito menores, talvez nulos", escreveu.

Já Kant procurou entender o fenômeno e suas causas no domínio da ordem natural. O terremoto de Lisboa, entre outras coisas, acabará inspirando seus estudos sobre a ideia do sublime. Para Kant, “o Homem, ao tentar compreender a enormidade das grandes catástrofes, confronta-se com a Natureza numa escala de dimensão e força transumanas que, embora tome mais evidente a sua fragilidade física, fortifica a consciência da superioridade do seu espírito face à Natureza, mesmo quando esta o ameaça”.

A tragédia que se abateu sobre Lisboa, portanto, para além das perdas humanas, materiais e econômicas, impactou a imaginação do seu tempo e inspirou reflexões sobre a relação do homem com a natureza e sobre o estado do mundo na época. Uma época, cabe lembrar, onde os meios de comunicação resumiam-se basicamente a algumas poucas, e caras, publicações impressas, e à transmissão oral de informações, versões e opiniões sobre os acontecimentos. Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa.

A espetacularização das tragédias e a perda da noção de limite

Em maio de 2010, em uma entrevista à revista Adverso (da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o geólogo Rualdo Menegat, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geociências da UFRGS, criticou o modo como a mídia cobre, de modo geral, esse tipo de fenômeno.

“Ela espetaculariza essas tragédias de uma maneira que não ajuda às pessoas entenderem que há uma manifestação das forças naturais aí e que nós precisamos saber nos precaver. A maneira como a grande imprensa trata estes acontecimentos (como vulcões, terremotos e enchentes), ao invés de provocar uma reflexão sobre o nosso lugar na natureza, traz apenas as imagens de algo que veio interromper o que não poderia ser interrompido, a saber, a nossa rotina urbana. Essa percepção de que nosso dia a dia não pode ser interrompido pela manifestação das forças naturais está ligada à ideia de que somos sobrenaturais, de que estamos para além da natureza”.

Para Menegat, uma das principais lacunas nestas coberturas é a ausência de uma reflexão sobre a ideia de limite. É bem conhecida a imagem medieval de uma Terra plana, cujos mares acabariam em um abismo. Como ficou provado mais tarde, a imagem estava errada, mas ela trazia uma noção de limite que acabou se perdendo. “Embora a imagem estivesse errada na sua forma, ela estava correta no seu conteúdo. Nós temos limites evidentes de ocupação no planeta Terra. Não podemos ocupar o fundo dos mares, não podemos ocupar arcos vulcânicos, não podemos ocupar de forma intensiva bordas de placas tectônicas ativas, como o Japão, o Chile, a borda andina, a borda do oeste americano, como Anatólia, na Turquia”, observa o geólogo.

Não podemos, mas ocupamos, de maneira cada vez mais destemida. O que está acontecendo agora com as usinas nucleares japonesas atingidas pelo grande terremoto do dia 11 de março é mais um alarmante indicativo do tipo de tragédia que pode atingir o mundo globalmente. O que esses eventos nos mostram, enfatiza Menegat, é a progressiva cegueira da civilização humana contemporânea em relação à natureza. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de risco, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas. “Estamos ocupando locais que, há 50 anos, não ocupávamos. Como as nossas cidades estão ficando gigantes e cegas, elas não enxergam o tamanho do precipício, a proporção do perigo desses locais que elas ocupam”, diz ainda o geólogo, que resume assim a natureza do problema:

"Estamos falando de 6 bilhões e 700 milhões de habitantes, dos quais mais da metade, cerca de 3,7 bilhões, vive em cidades. Isso aumenta a percepção da tragédia como algo assustador. Como as nossas cidades estão ficando muito gigantes e as pessoas estão cegas, elas não se dão conta do tamanho do precipício e do tamanho do perigo desses locais onde estão instaladas. Isso faz também com que tenhamos uma visão dessas catástrofes como algo surpreendente".

A fúria da lógica contra a irracionalidade

Como disse Rousseau, no século XVIII, não foi a natureza que reuniu, em Lisboa, 20 mil casas de seis ou sete andares. Diante de tragédias como a que vemos agora no Japão, não faltam aqueles que falam em “fúria da natureza” ou, pior, “vingança da natureza”. Se há alguma vingança se manifestando neste tipo de evento catastrófico, é a da lógica contra a irracionalidade. Como diz Menegat, a Terra e a natureza não são prioridades para a sociedade contemporânea. Propagandas de bancos, operadoras de cartões de crédito e empresas telefônicas fazem a apologia do mundo sem limites e sem fronteiras, do consumidor que pode tudo.

As reflexões de Kant sobre o terremoto de Lisboa não são, é claro, o carro-chefe de sua obra. A maior contribuição do filósofo alemão ao pensamento humano foi impor uma espécie de regra de finitude ao conhecimento humano: somos seres corporais, cuja possibilidade de conhecimento se dá em limites espaço-temporais. Esses limites estabelecidos por Kant na Crítica da Razão Pura não diminuem em nada a razão humana. Pelo contrário, a engrandecem ao livrá-la de tentações megalomaníacas que sonham em levar o pensamento humano a alturas irrespiráveis. Assim como a razão, o mundo tem limites. Pensar o contrário e conceber um mundo ilimitado, onde podemos tudo, é alimentar uma espécie de metafísica da destruição que parece estar bem assentada no planeta. Feliz ou infelizmente, a natureza está aí sempre pronta a nos despertar deste sono dogmático.

Imagens do Tsunami no Japão: