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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Recado - Gonzaguinha

Comentário: Vai aí um recado... e que venha 2012!!!

A incrível história do PM João Dias - O golpe contra Orlando Silva


Comentário: Não se pode deixar que a injustiça praticada contra Orlando Silva fique impune. Esse blog irá reproduzir e voltar a esse assunto sempre que alguma novidade sobre o caso aparecer. Tentaram destruir a honra de uma jovem liderança brasileira a partir de falácias. Mas como vovó já dizia: "Mentira tem perna curta" e a justiça ainda não chegou, mas ela não irá falhar.
 

19 de Dezembro de 2011 - 17h19

Capa Retrato do Brasil JoãoDias O Retrato do Brasil (dez/2011) conta toda a história da farsa contra Orlando e o PCdoB

A incrível história do PM João Dias: o alvo é outro (*)


Com a repetição de denúncias contra ministros e a criação incessante de pequenos fatos jornalísticos em geral mal investigados, a grande mídia conservadora visa transformar o governo Dilma num grande escândalo político.


A substituição do ex-ministro do Esporte Orlando Silva, numa cerimônia na qual a presidente Dilma Rousseff fez grandes elogios a ele, a seu sucessor, Aldo Rebelo, e à legenda de ambos, o PCdoB, foi considerada, pelos maiores meios de comunicação do País, um escárnio, um desprezo à opinião pública. Jornais e revistas como O Estado de S. Paulo, O Globo, Veja, Época e IstoÉ promoveram uma agressiva e eficiente campanha de denúncias contra Silva e seu partido e acham que falam de um Olimpo, acima do bem e do mal, em nome de todos, “da sociedade”, como se fatos extraordinários tivessem se arremessado sobre eles por imposição divina, para que denunciassem a gestão do ex-ministro e de seu partido no Ministério do Esporte.

Leia mais
A incrível história do PM João Dias (Primeira parte)
A invenção do "esporteduto"
Não queriam entender nada
"É um safado!"
A FIFA e o novo ministro

Mesmo os mais ingênuos sabem, no entanto, que não é assim. Os fatos não se impõem aos jornais por conta própria nem são selecionados por uma divindade superior, imune aos interesses dos mortais comuns. O jornalismo é parte da luta política. Os fatos são empurrados para a mídia por pessoas, que representam interesses – próprios, de grupos, de classes sociais. A campanha contra Silva foi deflagrada pelo PM João Dias Ferreira, que chegou a ser candidato a deputado distrital pelo PCdoB em 2006 e de quem o Ministério do Esporte cobrava cerca de 4 milhões de reais.

Ferreira estava ameaçado de perder todos os bens, em função de ação iniciada pelo ministério e levada adiante pela Justiça federal, que o acusava de ter desviado aquele montante para benefício próprio, pela manipulação, com notas “frias”, das contas de um convênio com o ministério. O ataque a Silva foi combinado também com uma ofensiva contra o governador do Distrito Federal (DF), o ex-ministro do Esporte e também ex-militante do PCdoB Agnelo Queiroz. Nessa parte da campanha foram usadas pessoas que compunham o grupo do PM, mas se voltaram contra ele depois de terem sido cooptadas pela Polícia Civil do governo do DF em 2010. E até as crianças menos ingênuas da capital federal sabem que as forças derrotadas por Queiroz na campanha do ano passado estão vivas na política do DF e interessadas em desestabilizá-lo.

Tanto o PM Ferreira quanto seus dissidentes acharam na grande mídia conservadora aliados essenciais. A história de Ferreira foi divulgada pelo semanário Veja e pelo diário O Estado de S. Paulo. Veja divulgou o depoimento do PM na sua edição que começa a circular nacionalmente no sábado sem investigar praticamente nada da história e sem efetivamente dar ao ministro acusado o direito de defesa – pois o conteúdo mais preciso da acusação, como disse a Retrado do Brasil o secretário-executivo do ministério, Waldemar de Souza, só foi recebido no final da tarde da sexta-feira anterior. Mesmo assim a revista apoiou a acusação com vastas considerações editoriais.

O jornal paulista, em editorial, já na segunda-feira seguinte, 17 de outubro, após Veja estar em todo o País com a entrevista do PM afirmando ter Silva recebido na garagem do ministério 1 milhão de reais de dinheiro ilícito, disse claramente que a presidente Dilma deveria demitir o ministro do Esporte, mesmo sem essas acusações estarem minimamente documentadas. Como fizera uma campanha de denúncias contra o ministério no início do ano, também sem provar nada, talvez o grande diário conservador se julgasse no direito de exigir a demissão de um ministro apenas porque o denunciava.

A campanha contra Queiroz foi liderada pela IstoÉ, com um artigo de capa no qual a semanal pretendeu revelar “com detalhes como o atual governador de Brasília teria montado um propinoduto para desviar dinheiro público no Ministério do Esporte”. O material básico com o qual IstoÉ trabalhou é, no fundo, o mesmo de Veja. Foi produzido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PC-DF) no final do primeiro semestre de 2010, num inquérito estranho que investigava desvio de verbas federais – que é da competência da Polícia Federal (PF) e não da Polícia Civil. Já se vivia, então, a plena campanha eleitoral, a qual disputaram, de um lado, Queiroz, e, de outro, Weslian Roriz, a mulher de Joaquim Roriz, o grande político do DF, cuja candidatura fora vetada pela Justiça. Ferreira e mais cinco pessoas ligadas a ele foram presas em abril daquele ano. Duas pessoas que aparentemente participavam do esquema de manipulação de verbas de convênios com notas “frias”, Geraldo Andrade e Michael Silva, foram cooptadas pela PC-DF e depuseram a favor de Weslian, no programa eleitoral de TV, algum tempo depois. Esses mesmos depoimentos foram usados agora contra o governador Queiroz, e gravações de conversas de Ferreira daquela época, apreendidas em sua casa pela PC-DF, foram usadas, agora, por IstoÉ e Veja, contra Queiroz e Silva.

Não se deve acreditar que a grande mídia conservadora aja assim por acaso e, tampouco, que faça isso por participar de uma grande conspiração, inventando fatos do nada para infernizar um governo de serafins e querubins. A grande mídia tem um método, é o denuncismo. Fez com Silva exatamente o que fez em 2005, logo após as denúncias do então deputado do PTB Roberto Jefferson, que apontou o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, como o chefe da operação conduzida pelo tesoureiro do PT à época, Delúbio Soares, e pelo publicitário mineiro Marcos Valério. O esperto presidente da sigla trabalhista tinha criado, para usar o jargão do jornalismo, a “retranca” do “mensalão”. O Estadão, por exemplo, foi, também o primeiro a dizer, em editorial, que Dirceu era o chefe do mensalão. Foi ainda peça destacada da grande mídia na campanha de denúncias que levou tanto à demissão, a pedido, quanto à cassação, pelo Congresso, do deputado Dirceu, sem que, até agora, tenham sido apresentadas outras provas concretas – além da palavra de Jefferson – de que ele comandava o tal esquema. No caso da demissão do ministro do Esporte, o jornal criou uma retranca chamada de “esporteduto” sob a qual, além de trabalhar pela demissão de Silva, procurou desmoralizar os comunistas do PCdoB.

A grande mídia não constrói seu ponto de vista do nada a partir de um amontoado de mentiras. Jornais e revistas são editados com propósito, segundo regras, por um corpo de grandes editores nomeados pelos patrões. E todos têm dezenas de jornalistas e profissionais que todo dia acrescentam ao tema no qual estão focados miríades de informações. Dito de outra forma: a avalanche de informações que divulgam, de modo geral, não é falsa por ser um conjunto de pequenas mentiras; ela induz o leitor ao erro contando pequenas verdades, indo em busca apenas de coisas que são do interesse dos patronos dos editores. Fazendo uma avaliação muito ampla, pode-se dizer que há verdades parciais, “malfeitos” para usar a expressão da presidente Dilma, em todas as matérias de denúncias publicadas pelos grandes veículos citados.

Ter posição também não é um mal em si. Todos os jornais são assim, sejam de direita, de esquerda ou de centro: de um modo ou de outro têm um “partido”, uma posição. O exemplo do Estadão ajuda a entender o problema político de pretender, como se diz, regular a mídia. O diário paulista é um dos melhores jornais da grande mídia brasileira. Tem um grande número de repórteres e correspondentes e outros recursos para acompanhamento razoável dos fatos mais relevantes do Brasil e do mundo. Tem opiniões claras, bem escritas, o que permite saber com relativa precisão as posições de seus donos em relação a esses assuntos. Além do mais, é um jornal corajoso, militante. É, e sempre foi, um jornal liberal, no sentido de ser amplamente favorável à abertura das fronteiras econômicas do Brasil ao capital estrangeiro.

Do ponto de vista político, fundado em 1875, apoiou a República e, logo depois, a candidatura de Getúlio Vargas pela Aliança Liberal, o movimento liderado pelos “tenentes” que representavam a vanguarda do movimento antioligárquico no País nos anos 1920. Posteriormente, colocou-se na vanguarda do movimento conservador que, em 1932, organizou a rebelião armada contra Vargas em São Paulo e, em, 1964, apoiou o golpe que depôs o presidente João Goulart, herdeiro de Vargas, e instalou no País a ditadura militar que governou o Brasil por duas décadas, até 1984. Mesmo assim, a partir de 1968, quando o regime assumiu posições claramente fascistas, o Estadão divergiu do rumo tomado pelos militares – e viveu, orgulhosamente, sob censura prévia até o começo de 1975.

O Estadão, agora, é um dos campeões na defesa da “faxina” que a presidente Dilma estaria fazendo no governo. A suposta faxina, no entanto, decorre desse rol de pequenas denúncias em geral mal investigadas. O significado político delas parece claro. Tenta-se criar um fosso entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e o de Dilma, a sucessora que Lula escolheu. Tenta-se mostrar que o dela é sério e que o de Lula não o foi, com um propósito aparente de exorcizar o passado. Algo nos termos do que disse, na página de editoriais do Estadão, o ex-deputado e ex-secretário de Estado João Mellão Neto, em artigo intitulado, sugestivamente, “Vade retro, Luiz!”.

Mellão diz que Lula “logrou eleger a sua sucessora, mas deixou para ela uma pesada herança. De modo interesseiro, para criar um contraponto com Lula, o grande jornal conservador está sugerindo que Dilma deveria ser, por exemplo, como o ex-presidente Jânio Quadros, um herói de campanhas de “faxina” no poder, que os conservadores – como o Estadão – apoiaram nas vésperas do golpe militar de 1964 e que imaginavam ser a salvação da pátria. Estadão, Veja, O Globo etc. querem criar um fosso entre Lula e Dilma para enfraquecê-la, obviamente, e não para apoiá-la numa reeleição em 2014. E querem, desde já, minar uma candidatura Lula em 2014, coisa que não é improvável.




Quem é o cacique. Ela? Ele? Ou o jornal?

O diário da família Marinho, O Globo, foi participante ativo da campanha de denúncias contra o ex-ministro Orlando Silva. Um exemplo das técnicas dessa campanha é o tratamento dado pelo diário a uma intervenção do ex-presidente Lula na história. No sábado, 22 de outubro, a manchete do jornal foi “Lula manda PCdoB resistir e Dilma mantém ministro”, apoiada em declarações de líderes do PCdoB que narraram ao jornal o apoio que o ex-presidente estaria dando à resistência do ministro e do partido à demissão. Na terça, no entanto, nas matérias que fez da viagem da presidente para inaugurar a ponte Rio Negro, um empreendimento iniciado no governo Lula, O Globo procurou dizer que Dilma teria convencido o ex-presidente de que era preciso demitir Silva. O contexto era o seguinte: Lula iria ao México para receber uma premiação; Gilberto Carvalho, seu ex-chefe de gabinete e ministro de Dilma, convidou Lula para ir de Brasília a Manaus com ela, para tratar da situação. De lá, Lula seguiu sua viagem. No trecho Brasília–Manaus, a presidente e o ex trataram do caso PCdoB–Silva. E Lula teria mudado de opinião. De onde vieram as informações sobre o que Dilma teria dito? Não vieram nem de Dilma nem de Lula. Saíram, segundo texto de O Globo publicado no dia 26, de “interlocutores que estavam em Manaus”, do “relato de presentes”, de “um integrante da comitiva presidencial”, de “relatos”. O jornal não cita as fontes por conta própria ou porque elas pediram para não ser citadas. Essas fontes não existem? O jornal mente nesse detalhe? Quase certamente, não. Possivelmente, estava acobertando fontes que eram contra o ministro e o PCdoB e não queriam aparecer. O jornal não deu destaque aos que tinham interesse contrário e que usaram declarações de Lula e Dilma em Manaus em defesa de Silva, também possivelmente verdadeiras. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), por exemplo, afirmou a O Globo que a presidente lhe disse em Manaus que “gostou muito da conversa com Orlando”, que tivera pouco tempo antes, e que o ministro “lhe pareceu muito firme”. Mas a manchete de O Globo foi outra, de sentido contrário. Resumo: o jornal usa as informações que obtém, possivelmente verdadeiras, para construir um contexto do qual omite ou minimiza aquilo que não lhe interessa. Ou ainda: que cacique queria demitir Silva? Dilma? Lula? Ou O Globo?


Fonte: Retrato do Brasil, nº 53, dezembro de 2011 (foram feitas pequenas alterações na apresentação desta extensa reportagem, para adequá-la à internet, sem contudo nenhuma mudança no texto original).

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Postagem no Blog do Prof. Fábio Siqueira sobre a cobertura da mídia acerca das eleições para reitor no IFF



Comentário: O artigo do Prof. Fábio Siqueira é preciso na crítica ao PIG Campista, esclarece a todas as pessoas de bem os reais fatos ocorridos ontem no Campus Campos-Centro. O conceito de campos-centrismo de fato pegou e vejo que a grande batalha que nós das comunidades dos campus periféricos teremos que travar é justamente a de reforçar que o Instituto Federal Fluminense é maior que Campos dos Goytacazes ou daqueles que trabalham e estudam nos campus da cidade. O IFF abrange mais da metade do Estado do Rio de Janeiro e suas ações devem ser sistêmicas. O Prof. Fábio faz a pergunta que não quer calar: Porque o PIG Campista e a panelinha littleboyana quiseram tanto a eleição de Luiz Augusto Caldas? Essa resposta será respondida em breve. Outubro de 2012 vem aí. Se preparem, eles vão cobrar a conta.

Veja mais em: http://fabiosiqueira.blogspot.com/2011/12/mais-do-mesmo.html

Mais do mesmo.

Com pesar, este blog sai de um silêncio de quase vinte meses num gesto simbólico, para mais uma vez se indignar contra a vergonha reprresentada pela falta de ética e de credibilidade de setores da imprensa escrita de Campos. O simbolismo está no fato de um dia este escriba haver acreditado na possibilidade da "rede blog" representar uma alternativa de liberdade de expressão e independência na circulação de idéias e notícias na triste paisagem desta planície.
A frustração de outrora somada à acumulação de compromissos sindicais e profissionais calaram esta trincheira.
Contudo, hoje, a indignação me traz de volta, frente o choque causado pela observação de inverdades e manifestações de interesses escusos na manchete exposta no jornaleiro em uma certa Folha local.
Como professor do Instituto Federal Fluminense e membro suplente da Comissão eleitoral responsável pelo pleito - representando o Campus Itaperuna - pude acompanhar de perto o imbróglio ocorrido na apuração dos votos dos discentes do Campus centro para a reitoria. Vale destacar aqui que o problema deve-se a equivocos da Comissão eleitoral do Campus centro e dos mesários responsáveis pela colheita dos votos nesta unidade e a possível má fé de alguns estudantes eleitores.
Frente a evidências de irregularidades nas urnas referentes ao corpo discente, a Comissão eleitoral central agiu de forma prudente de forma a não macular o pleito e os votos até então escrutinados. A reitoria não teve qualquer atitude no sentido de impedir escrutíneo algum, apenas fiscais da Professora Cibele agiram no sentido de preservar a lisura do pleito.
A Polícia Federal não "garantiu" apuração alguma, assim como a reitoria nunca quis impedir escrutíneo algum! A presença da força policial foi solicitada pela Comissão eleitoral para preservar o conteúdo das urnas da ação de falsas lideranças, ex-alunos e gestores irresponsáveis que incitavam estudantes incautos e ingênuos a tumultuar o processo democrático. Tudo transcorreu de forma normal após acordo entre as candidaturas para garantir a manifestação democrática da vontade da comunidade frente a indícios de fraude.
O que choca é a desproporção entre o apelo desta pauta junto ao universo da opinião pública, em que pese a importância de nosso instituto na cidade e na região, e o tamanho da cobertura - metade da primeira página - destinada pelo jornal às eleições para a reitoria do IFF. Mais uma vez a desproporção na apuração de notícias entre os dois jornais diários da cidade fica registrada em edições "históricas" que confundirão profundamente futuros historiadores. Apesar do empenho da Prefeita e de seus aliados na eleição do Professor Luiz Augusto, o Diário cobriu de forma mais discreta sua vitória! Fica a questão: Quais interessse e que relações unem a Folha da Manhã e o grupo que hegemoniza o Campus centro e agora o IFF?
Aos vencedores as batatas e o butim pelo qual tanto brigaram. Mas também o registro que sua vitória contrariou mais de 48% da comunidade do Instituto, e que os Campus de outras cidades, sobretudo os que estão em fase de consolidação, não aceitarão o boicote a retaliação e o "campos centrismo" dos que, como um louco que nos abordou nas arquibancadas do ginásio ontem às 09:00 da manhã, acreditam que o instituto se resume aos campi de Campos.

Niemeyer desafia as linhas do tempo e completa 104 anos


Comentário: "A vida é um sopro", essa frase foi dita por Niemeyer e parece ironia pra um homem centenário. Parabéns Niemeyer, por quebrar a regra que diz que os bons morrem jovens. Feliz Aniversário, Camarada!!!


O homem que desafia as linhas retas e o tempo. Oscar Niemeyer completa 104 anos nesta quinta-feira (15). O famoso arquiteto brasileiro produziu mais de 600 obras no mundo inteiro, entre elas Brasília. Para marcar a data, Niemeyer apresentará os projetos que desenhou para a sede da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) em uma nova edição da revista que edita.



"Como sempre a comemoração será limitada a seus amigos mais íntimos, em casa, mas, para não deixar o dia passar em branco, Niemeyer fez coincidir o aniversário com o lançamento da 11ª edição da (revista) Nosso Caminho", disse Luiz Otavio Barreto Leite, um de seus colaboradores.

A revista, outra iniciativa de Niemeyer para continuar ativo e expor suas ideias, destacará nesta edição os planos da sede da Universidade Latino-Americana, que está sendo construída em Foz do Iguaçu, na fronteira com Argentina e Paraguai.

"A revista incluirá um texto inédito sobre o Haiti do (escritor uruguaio) Eduardo Galeano e uma extensa homenagem a Vinícius de Moraes, mas no que Niemeyer mais trabalhou foi na apresentação de suas ideias para a Universidade Latino-Americana e dos diferentes detalhes da obra", antecipou seu colaborador.

De acordo com Leite, "se trata de um projeto pelo qual Niemeyer tem muito apreço" e com o qual quer desenvolver uma velha aspiração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da atual governante Dilma Rousseff.

O projeto para a universidade, que ocupará 40 hectares na sede de Itaipu, a hidrelétrica compartilhada por Brasil e Paraguai, inclui seis edifícios, alguns já em construção, destinados à reitoria, biblioteca, anfiteatro, restaurante, laboratórios e salas de aula.

Segundo o Governo Federal, a universidade terá capacidade para dez mil estudantes, metade brasileiros e metade de outros países latino-americanos, e oferecerá cursos nas áreas de ciências e humanidades, tanto em espanhol como em português.

A revista Nosso Caminho também apresentará em sua nova edição outros dois projetos desenvolvidos pelo arquiteto nos últimos meses. O primeiro é uma residência particular na Inglaterra que Niemeyer, nascido no Rio de Janeiro em 15 de dezembro de 1907, quer transformar em um modelo da arquitetura moderna.

O outro é o Teatro Musical Rio's, um enorme espaço destinado a shows e musicais, situado no Aterro do Flamengo, que ainda precisa do aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da Prefeitura do Rio para sair do papel.

"A dedicação às diferentes obras que lhe encomendaram, à revista, a seus encontros com amigos para falar de filosofia e a outras atividades é uma forma de mostrar que quer seguir ativo e que não pensa em se aposentar", comentou o colaborador de Niemeyer.

Há exatamente um ano, quando completou 103 anos, o arquiteto de Brasília surpreendeu ao apresentar a letra de um samba que compôs com o enfermeiro Caio Almeida e o músico Edu Krieger. A composição foi a forma que encontrou para se distrair durante o período em que esteve internado em um hospital pelos problemas de saúde que sofreu no ano passado.

Por ocasião do 104º aniversário do artista, o recém criado Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) do Rio de Janeiro realizará sua primeira reunião em homenagem a Niemeyer, um dos impulsores do órgão. Com a nova entidade, estruturada não apenas no Rio, mas em todas as unidades da Federação, os 120 mil arquitetos e urbanistas do país deixam de ser vinculados aos conselhos regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas) e passam a ter o seu próprio órgão fiscalizador do exercício profissional.

A principal atribuição do CAU, que somente no estado do Rio de Janeiro reúne cerca de 20 mil arquitetos e urbanistas, será a de acompanhar, fiscalizar e normatizar o exercício profissional. Fora do âmbito estritamente legal, Sidney Menezes vê outro importante papel para o órgão.

Outra homenagem a Niemeyer acontecerá no Parque Dona Lindu, projetado por Niemeyer no Recife, onde será inaugurada nesta quinta-feira uma exposição retrospectiva de sua obra que incluirá esculturas, maquetes e desenhos.

Se o 103º aniversário do arquiteto esteve marcado pela inauguração de um dos edifícios que desenhou para o Centro Cultural Oscar Niemeyer em Avilês, na Espanha, o 104º o estará por mudanças na administração do espaço e a possível retirada do nome do brasileiro do complexo.

O Governo do Principado de Astúrias anunciou no meio de uma polêmica que na quinta-feira assumirá a gestão do Centro, até agora administrado pela Fundação Oscar Niemeyer, e por isso o local terá que mudar de nome.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Orlando Silva: Nada como um dia após o outro

 

Comentário: Nada como um dia após o outro. A mentira tem perna curta. Qual a credibilidade que um bandido como esse tal João Dias tem na sua acusação sem provas contra Orlando Silva? Pior que esse patife é a revista veja, que anda a torto e à DIREITA atacando o governo Dilma. É preciso tomar uma atitude que passa por rechaçar essas falsas denúncias e impedir que a pauta do nosso governo seja ditada por esse panfleto fascista. 

Ao camarada Orlando Silva minha solidariedade, esteja certo de que vossa honra está sendo defendida por muitos brasileiros que acreditam que a certeza está à nossa frente e a história na nossa mão.

 

O bandido João Dias e a mafiosa Veja

Por Altamiro Borges

O policial João Dias, o bandido-fonte da Veja no linchamento do ex-ministro Orlando Silva, voltou a ser preso hoje (8). Na grotesca invasão ao Palácio Buriti, quando atacou duas funcionárias, gritou palavrões, esbanjou racismo e exibiu um pacote com R$ 159 mil, ele também agrediu um policial.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, a sua prisão está amparada no Artigo 209 do Código Penal Militar, porque ele quebrou o dedo de um sargento destacado para contê-lo. O crime, portanto, não é pela agressão às servidoras públicas, mas por ferir um integrante de sua própria corporação.

Cadê a punição à revista Veja?

João Dias está detido na Corregedoria da PM e será levado para uma ala especial do presídio da Papuda, onde ficam os presos militares. Na prisão de ontem, ele pagou uma fiança de R$ 2 mil e foi liberado. Agora, voltou à cadeia. O Código Penal Militar é rigoroso contra policiais que atacam os seus pares.

Esse criminoso "amalucado" e violento foi a principal fonte da revista Veja contra o ex-ministro dos Esportes. Fez inúmeras denúncias sem apresentar qualquer prova. Destruiu a imagem do jovem Orlando Silva. Agora, ele está preso. E a criminosa revista Veja? Ela ficará impune por seu crime?

Ela deu espaço nobre para um bandido - acusado por desviar recursos públicos, por enriquecimento ilícito (uma mansão, três carrões importados e duas academias de ginástica) e até por homicídio. Será que ninguém fará nada contra este tipo de jornalismo criminoso, murdochiano?

O governo continuará evitando o debate na sociedade sobre a regulação da mídia? Será cúmplice dos crimes destes jagunços midiáticos?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Imagem Insólita 10

Foto: Adriano Ferrarez

Comentário: Esse canário poderia se chamar Narciso.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Foto histórica traz Dilma sendo interrogada pela ditadura militar

Comentário: Nos últimos tempos tenho recebido e-mails e lido matérias vinculadas em jornais em que os saudosistas do regime fascista que se instalou no Brasil rasgam elogios e fazem apologia a esse tenebroso período de nossa história. Dizem que a resistência à ditadura era sinônimo de bandidagem e repetem o discurso de que os verdadeiros brasileiros que resistiram à ditadura pagando com suas vidas eram terroristas. Num dos artigos o autor fazia a associação entre a violência nas nossas cidades decorrentes do tráfico de drogas e o fato de termos uma ex-guerrilheira presidindo a nossa república. O filme Cidade de Deus nos dá uma dica de como o tráfico de entorpecentes se desenvolveu no nosso país. Enquanto os militares reprimiam os opositores ao regime a bandidagem se fortalecia nas grandes cidades. O aparato repressor do Estado matava os jovens revolucionários do Brasil e enquanto isso sob o olhar de consentimento dos militares as facções criminosas se desenvolviam. Um outro filme também aborda essa questão, apesar de ser muito ruim 400 contra 1 fala do surgimento do Comando Vermelho e fica constatado o argumento apresentado acima. Na matéria abaixo é emblemática a postura covarde dos torturadores da Presidenta Dilma. Eles tapam a cara. Ora se a bandida era ela e eles (milicos) eram os mocinhos por que a vergonha em aparecer? Os fascistas enrustidos que volta e meia fazem odes de amor à ditadura tem que entender de uma vez por todas que os versos do poema do povo brasileiro só tem palavras que rimam com DEMOCRACIA.

Por Kerison Lopes, Do Portal Vermelho


Uma foto inédita da presidente Dilma sendo interrogada em um tribunal da ditadura militar foi publicada pela revista Época neste sábado (3). Imediatamente foi reproduzida por milhares de usuários das redes sociais, principalmente no Facebook.



Justiça Militar
 Dilma no interrogatório O interrogatório foi feito depois de 22 dias de tortura contra a presidente
A descoberta foi do jornalista Ricardo Amaral, autor do livro A vida quer coragem, uma biografia de Dilma que chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. Ricardo foi assessor da presidente na Casa Civil e na campanha presidencial e em sua obra conta a história da petista da guerrilha ao Planalto.

Resgatada dos porões da ditadura, a foto faz parte do processo contra Dilma na Justiça Militar. Foi tirada em novembro de 1970, quando ela tinha 22 anos. Segundo informações do livro, o interrogatório em questão foi feito após 22 dias de tortura e aconteceu na Auditoria Militar do Rio de Janeiro.

Chama a atenção na imagem a expressão dos algozes que faziam o interrogatório. Ambos escondem a cara como bandidos, da mesma forma que vemos cotidianamente em casos de prisões na frente de câmeras. A expressão dos bandidos de então contrasta com o olhar altivo da atual presidente.

Imagens de época

Não é a primeira vez que a revista dos Marinho traz imagens da Dilma guerrilheira. Em agosto de 2010, menos de dois meses do primeiro turno da eleição presidencial, a mesma revista Época trouxe uma reportagem intitulada "Dilma na luta armada".

A matéria tinha o claro objetivo de assustar uma parcela mais conservadora do eleitorado. Um dos  inter-títulos era “Dilma foi denunciada por chefiar greves e assessorar assaltos a banco”. A matéria propaganda, que tinha a intenção de ser negativa, acabou trazendo o maior ícone virtual da campanha de Dilma dali pra frente.

O diretor de arte da publicação teve a idéia de pegar uma foto que a ditadura tirou da guerrilheira e aplicar em pop art. Pronto. Em poucos dias, eleitores da petista transformaram o símbolo em avatar de perfil em rede sociais.

Da internet, o ícone ganhou as ruas. Foi alterada em dezenas de versões, virou camisetas, foi transportada para cartaz, grafitagem e acima de tudo, virou o símbolo de uma campanha jovem e ousada, contra a conservadora campanha de José Serra.

De Brasília,
Kerison Lopes

domingo, 4 de dezembro de 2011

Lungaretti: Sócrates era maior do que o Futebol


Sócrates em comício das Diretas Já!!!



Muhammad Ali esteve no Brasil quando assumia conscientemente o papel de símbolo da luta dos negros contra o racismo e Pelé era um gênio do futebol e um zero à esquerda em preocupações sociais.

Por Celso Lungaretti, em seu Blog


Muhammad Ali esteve no Brasil quando assumia conscientemente o papel de símbolo da luta dos negros contra o racismo e Pelé era um gênio do futebol e um zero à esquerda em preocupações sociais.

Um repórter perguntou ao grande Ali o que achava de Pelé. Com seu brilhantismo habitual, ele respondeu algo assim (não encontrei a frase exata): "Se alguém é um esportista extraordinário, isto já basta. Mas, se além disto, ele também levanta as bandeiras de sua gente e trava o bom combate, aí sim ele é completo".

Sócrates era completo.

Parafraseando o que Foreman disse sobre o próprio Ali, talvez Sócrates não tenha sido o maior jogador brasileiro de todos os tempos, mas, sem dúvida, foi o melhor cidadão brasileiro que já atuou no futebol profissional.

A ponto de, quando os melhores cidadãos brasileiros saíram às ruas para recuperar o direito de elegerem o presidente da República, ele se ter comprometido com a multidão que lotava o Vale do Anhangabaú (SP) a recusar a proposta estratosférica da Fiorentina e permanecer no país para ajudar a reconstruí-lo, caso fosse aprovada a emenda das Diretas Já.

Perdemos um grande companheiro, um irmão de fé. Foi doído demais.

Fonte: Náufrago da Utopia

Homenagem ao Dr. Sócrates 1

Comentário: Guardo recordações da Copa do Mundo de 1982 apesar de que na época tinha apenas 5 anos. Me lembro do Pacheco, mascote da Copa criado pela Gillete, e também de imagens dos jogos da seleção brasileira onde se destacamas figuras de dois jogadores Falcão e o grande Sócrates, gênios daquele timaço. Impossível não lembrar do jogador com nome de filósofo, de barba e cabelos rebeldes. Em 1986, tive álbum de figurinhas da copa e aí a imagem desse jogador se solidificou. Sou um sofredor botafoguense, não nutro qualquer simpatia pelo Corinthians, mas a imagem da torcida corintiana com a mão cerrada levantada homenageando o Dr. Sócrates foi contagiante. Reproduzo a seguir texto que trata dessa grande figura humana. Até mais ver, companheiro Sócrates! Boa Viagem!


Morreu Sócrates Brasileiro, o revolucionário do futebol


Por Kerison Lopes, do Portal Vermelho

Na madrugada deste domingo, mais precisamente às 4h30, morreu o ex-jogador Sócrates, no hospital Albert Einstein em São Paulo. A causa anunciada foi uma infecção generalizada. Com 57 anos, essa foi a terceira internação nos últimos meses. Desta vez, a infecção intestinal se generalizou, afetando outros órgãos.



Desde as outras internações, o ex-atleta batalhou contra uma cirrose hepática, que causou hemorragia e problemas sérios no esôfago. De acordo com o portal UOL, Sócrates começou a passar mal após um almoço em um hotel em São Paulo na quinta-feira (1º). Ele pode ter sofrido a infecção intestinal em função de uma bactéria.

Na primeira internação em agosto, Sócrates ficou oito dias na UTI, quando veio a público seu problema com o alcoolismo. Aliviado quando deixou o hospital, o ex-jogador afirmou que tinha vencido a luta que ainda o “incomodaria bastante”.



Revolucionário

O paraense Sócrates Brasileiro iniciou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto. Depois, se tornou um dos maiores ídolos da história do Corinthians e da seleção brasileira. Formado em medicina pela Universidade de São Paulo, o que mais marcou a biografia do Magrão, como era chamado pelos amigos, foi sua inteligência incomum. Da formação acadêmica, herdou outro apelido, Doutor.

Sua capacidade intelectual não foi só usada para ser um destacado jogador pensante dentro das quatro linhas. Ela foi usada para ser um pensador que marcou época fora delas. Assumidamente de esquerda, um dos seus maiores feitos foi liderar a Democracia Corintiana, um movimento que estabelecia poderes aos jogadores nas decisões do clube.

Na sua vida política, o ex-jogador se engajou de cabeça em várias lutas como nas Diretas Já, nos anos 1980. Revolucionário, chegou a estudar a proposta de comandar a seleção de Cuba, “como forma de ajudar a revolução de Fidel”, como declarou na época. O mesmo Fidel que Doutor homenageou dando esse nome ao primeiro filho.

Colunista

Nos últimos anos, o ex-jogador foi colunista da revista Carta Capital. Na edição de semana passada, ele mostrava seu lado nas palavras. Em sua coluna, elogiou revolucionários do mundo inteiro que tinham “um sonho”.  Enumerou seus ídolos, no Brasil e fora dele. Falou de Martin Luther King, Daniel Cohn-Bendit, Ellen Sirleaf, Tawakul Karman e Nelson Mandela. Dos brasileiros, citou Luiz Carlos Prestes e Antonio Conselheiro.

O ex-jogador deixa mulher e filhos. Raí, também jogador de futebol e um dos seus irmãos, ficou famoso por ser ídolo no São Paulo na década de 1990.






sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

COM CIBELE POR UM IFF CADA VEZ MELHOR!!!



Comentário: O Instituto Federal Fluminense tem colaborado a partir da educação profissional para transformar a vida de muitos jovens e trabalhadores no Estado do Rio de Janeiro. Hoje o IFF está presente de Itaboraí, passando por Casimiro de Abreu, Cabo Frio, Macaé, Quissamã, Campos dos Goytacazes (Centro), Campos dos Goytacazes (Guarus), São João da Barra, Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Miracema, Santo Antônio de Pádua até Itaperuna. Espero não ter esquecido de ninguém. Essa presença é fruto de trabalho sério e compromisso institucional. O caminho que temos que trilhar é aquele que percorra a consolidação desse projeto e isso passa necessariamente pela eleição da Cibele para reitora do IFF em 14 de dezembro. Pude assistir ao nascedouro dessa nova institucionalidade, tomei posse como professor no dia 14 de janeiro de 2009 (o Presidente Lula criou os IFET's em 29/12/2008). Assisti nestes 3 anos os vários ataques virulentos que a Cibele recebeu de pessoas que hoje pregam a construção de um novo instituto. Minha admiração pela Cibele tem muito a ver com a forma como ela enfrentou tudo isso. Aqueles que hoje dizem que é necessário um novo Instituto queriam o "impeachment" da Cibele, mas o que conseguiram foi assistir ao IFF crescer como instituição de ensino antenada com a comunidade e de portas abertas para a inclusão de jovens e trabalhadores no mundo do trabalho. Neste momento importantíssimo para o futuro do nosso IFF não podemos ser seduzidos pelo canto da sereia dos sofistas de plantão. Falando um pouco do Campus Itaperuna e do desenvolvimento a que ele chegou nestes 2 anos e 9 meses de funcionamento algo é incontestável: nada disso seria realidade sem o apoio incondicional da reitoria, na figura da Cibele, aos projetos que o Evanildo (nosso Diretor Geral) implementou juntamente com a comunidade do Campus Itaperuna. Tenho a honra de participar dessa gestão. Professores, técnico-administrativos e estudantes de outros câmpus também tem o mesmo a dizer acerca da realidade de suas comunidades. Nossa reitoria deve zelar pelo fortalecimento dos Câmpus, acredito que desonerar a reitoria de funções executivas não contribua em nada para esse objetivo. Eu quero um reitor(a) e não um Rei da Suécia, pôxa! Será necessário se recorrer à Teoria das Propriedades Complexas para entender o que se passa no cotidiano da nossa instituição? Acredito que as respostas a todas as demandas do nosso dia-a-dia tem sido buscadas pela Cibele com a sabedoria de mulher, de educadora, de mãe. Como diria Renato Russo: "A minha escola não tem personagem, a minha escola tem gente de verdade". Que os "ILUMINADOS" fiquem com Jack Nicholson, Stephen King e os Kubricks. Que as pessoas no IFF brilhem coletivamente, consolidando uma escola inclusiva, democrática e acima de tudo aberta ao povo. "Juntos por um IFF cada vez melhor". CIBELE REITORA!!!
   

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Lagartixa da ASAV/UFV: Uma singela homenagem


Comentário: Faço aqui uma singela homenagem ao Lagartixa esse grande batalhador das lutas pela educação pública e de qualidade. Tive o prazer de conhecer essa grande figura que foi um incansável lutador na defesa da Universidade Pública. Me recordo das caravanas para Brasília para protestar contra o governo vende pátria de FHC. Me recordo da solidariedade que o Lagartixa e demais servidores da Universidade Federal de Viçosa, prestaram a nós estudantes durante a greve do bandejão de 1999. Naquela ocasião o Sindicato dos técnico-Administrativos (ASAV) foi peça fundamental para o êxito de nosso movimento. Os estudantes pararam a UFV durante 20 dias contra a intenção do reitor de aumentar o preço do tícket-refeição e privatizar o restaurante universitário. A nossa vitória de 1999 se reflete no preço do bandejão que hoje continua acessível aos estudantes da UFV. Nas assembléias estudantis de então e creio que atuais, Lagartixa era figura assídua, falando aquele seu dialeto difícil de entender mas que expressavam o espírito de luta de um homem simples que não se intimidava em levantar uma bandeira. Dia desses o vi de longe no campus da UFV, mas essa maldita correria cotidiana "não me permitiu" voltar 100 m e cumprimentá-lo. Gostaria de ter lhe dito: "Graaaaaaaaaaande, Lagartixa!!!" e apertado a sua mão. Até mais ver, até mais ver, COMPANHEIRO!   

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Bolsonaro e o fascismo em marcha

Charge de Latuff

Comentário: O fascismo está em marcha acelerada em nível mundial e aqui no Brasil Bolsonaro é um de seus representantes, o Plínio Salgado de nossos tempos. Abaixo o Fascismo!!! Abaixo Bolsonaro!!! Abaixo a homofobia!!! Que o valor do ser humano seja medido pelo seu caráter, como diria Charles Chaplin. Abaixo qualquer forma de preconceito na nossa sociedade!!!
 

Do Portal Vermelho

25 de Novembro de 2011 - 11h51

Após insinuação sobre Dilma, PT pedirá a cassação de Bolsonaro



O PT anunciou que pedirá a cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) na próxima terça-feira (29). Em mais uma declaração homofóbica, o parlamentar faz insinuações sobre a opção sexual da presidente Dilma Rousseff. Nesta quinta-feira (24) o deputado usou a tribuna da Câmara Federal como palanque para sua campanha preconceituosa.


Ao comentar a intenção do Ministério da Educação (MEC) em incluir o combate à homofobia nos currículos escolares, ele disparou contra Dilma. "Se gosta de homossexual, assume. Se o teu negócio é amor com homossexual, assuma".

"Eu acho que ele feriu o decoro parlamentar. Ele incita ódio aos homossexuais e não segue os ritos do Parlamento. Portanto, nós vamos representá-lo no Conselho de Ética e vamos pedir a cassação dele na próxima terça-feira", informou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), líder do PT na Câmara.

Mais uma vez, o deputado homofóbico não vê problemas em suas declarações. Ele afirmou ao Portal Terra nesta sexta (25) que não quis ofender e que não se interessa pela opção sexual de Dilma, apenas pela exclusão do chamado kit-gay das escolas.

"Eu não tenho que pedir desculpas para a presidente. Tudo que eu falo é motivo de processo, então eu acho que tenho que ficar quieto em Brasília. Qualquer escorregada minha é motivo para processo, mas eu não vou parar de falar. O dia que eu parar de falar, não fico mais em Brasília", afirmou Bolsonaro, dizendo não temer um processo de cassação.

O deputado criticou ainda a vice-presidente do Senado, Marta Suplicy (PT-SP), que pediu ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), "providências enérgicas" contra ele, que está "sem freio de arrumação".

"Pois que me cassem, mas tenham vergonha na cara de enterrar esse projeto do kit-gay, já que Dilma não teve coragem de enterrar", concluiu Bolsonaro. Domingos Dutra (PT-MA), que ocupava a presidência da sessão, determinou a retirada das declarações das notas taquigráficas atendendo ao pedido do deputado Marcon (PT-RS). Caberá agora a Marco Maia (PT-RS) decidir se o discurso ficará registrado nos documentos da Casa ou será retirado da história oficial da Câmara.

As preconceituosas declarações de Bolsonário passaram a fazer parte da rotina da Câmara. Quase que mensalmente, o deputado homofóbico ganha as páginas dos jornais incitando o seu ódio contra os homossexuais. Infelizmente, ao mesmo tempo que causa repúdio em muitos, o deputado usa o preconceito como estratégia para se relacionar com seus cerca de 200 mil eleitores.


Com informações do Terra

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Centenário de Mário Lago


 

Comentário: Quando eu era criança pequena lá em Muriaé, via aquele velhinho simpático na TV, com um sorriso maroto e pensava: "Queria que ele fosse meu avô". Na época pra mim ele era só mais um ator de novela. Com o passar do tempo fui conhecer um pouco mais do poeta e militante Mário Lago. Admiro muito as pessoas que têm essa capacidade de beber na fonte da cultura popular e apesar da origem (que pode ser burguesa) são tão operários e camponeses quanto o povo que o rodeia, numa roda de samba, numa roda de causos ou na mesa de um botequim. Mário Lago pertence a estirpe de gente como Vinícius de Morais que se auto intitulava "o branco mais preto do Brasil". Saravá Mário Lago!!! Saravá seu centenário!!!


Atividades comemoram centenário de Mário Lago nesta semana



Em comemoração ao centenário do músico, compositor e ator Mário Lago, diversas atividades acontecerão nesta semana. No dia 23, haverá um seminário sobre sua obra. Nos dias seguintes haverá o lançamento do selo comemorativo, medalha, além de shows na sexta e no sábado.


No dia 23, o Museu da Imagem e do Som (MIS), em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa, realiza, a partir das 10h, o seminário “Mário Lago: Um século de presença política e cultural”, em Botafogo. Além de um dia inteiro dedicado a discussões sobre sua vida e obra, o encerramento fica por conta de Chamon e Mariozinho Lago, que fazem um show inspirado em canções do poeta.

O evento, que acontece no auditório da Casa de Rui Barbosa, trará para a mesa de debate nomes como o de Rosa Maria Araújo (historiadora e presidente do MIS-RJ); Gracindo Jr. (ator), Graça Lago (filha de Mário Lago), Sérgio Cabral (jornalista, escritor e pesquisador de música popular brasileira), entre muitos outros.

A partir das 18h30, o programa passa para as mãos dos músicos Chamon e Mariozinho Lago, que farão um espetáculo chamado “’Causos’ e canções”. No repertório, clássicos como “Ai, que saudade da Amélia” (parceria de Lago com Ataulfo Alves), “Número Um” (com Benedito Lacerda), “Braço é Braço” (com João Roberto Kelly e Nelson Barbosa) e outros.

Programação

10h - Abertura

10h30 - Mesa 1 - Mário Lago e o Rio de Janeiro

Coordenação: Rosa Maria Araújo (presidente do Museu da Imagem e do Som)
Mônica Velloso (pesquisadora da FCRB, autora de Mário Lago: boemia e política)
Tania Brandão (crítica de teatro, professora de Teoria e História do Teatro na UniRio)
Hugo Sukman (jornalista e escritor)

14h - Mesa 2 - Mário Lago e a política

Coordenação: Christiane Laidler (diretora de pesquisa da FCRB)
Sônia Virgínia Moreira (jornalista, co-autora de Rádio Nacional: o Brasil em sintonia)
Gracindo Jr. (ator)
Walter da Silva Bezze (tabelião e ex-militante político)

16h - Mesa 3 - Na rolança do tempo: memória e boemia

Coordenação: Rachel Valença (vice-presidente do Museu da Imagem e do Som)
Graça Lago (filha de Mário Lago)
Sérgio Cabral (jornalista, escritor e pesquisador de música popular brasileira)
Modesto da Silveira (advogado)
18h30 - “Causos” e canções de Mário Lago
Show com Chamon e Mariozinho Lago

No dia 25, o Projeto Mário, com o Arquivo Nacional, Correios, Casa da Moeda, Editora José Olympio e Fluminense, realiza na sede do clube de futebol, a Cerimônia Oficial do Centenário, com lançamentos da exposição virtual do Arquivo Nacional, selo e medalha comemorativos e relançamento do livro autobiográfico Na rolança do tempo, escrito por Mário Lago na década de 1970.

A noite acontece o show 100% tricolor. Presenças já confirmadas: João Roberto Kelly, Cristina Buarque, Noca da Portela, Eduardo Galloti, Délcio Carvalho, Agenor de Oliveira, Didu Nogueira, Wilson Moreira, Marquinhos de Oswaldo Cruz, César Costa Filho, Ernesto Pires e Lúcio Sanfilippo.

No dia 26, acontece no Cordão do Bola Preta, em sua sede, o baile de lançamento do CD Folias do Lago. O Cordão do Boitatá canta o carnaval de Mário Lago. Presenças já confirmadas: João Roberto Kelly e Chamon.

Dondocas Paulistas cismam em querer falar de cidadania


Comentário: Eis a elite que sempre vendeu o nosso país. Prestem atenção nos discursos. Você irá ouvir palavras como: desinfeta, o Brasil não é um país sofisticado, uma "historiadora" dando aula de movimentos sociais, uma outra falando de injustiça social. Essas daí andam em carro blindado e passam os finais de semana em Miami Beach e devem chapar todas na Ocean Drive. O pior é quando um fudido ouve as dondocas falando e concordam com esse discurso. É... É preciso ter paciência e como disse Neruda "Se cada dia cai, dentro de cada noite, há um poço onde a claridade está presa. Há que sentar-se na beira do poço da sombra e pescar luz caída com paciência". A elite me dá asco!!! Pra finalizar: Viva o botox! Cada uma das dondocas tem uns 1.000.000 mL aplicados na cara. Mas o que deveria ser aplicado na sociedade brasileira era o butox pra acabar com esses sugadores de sangue do povo!!!

Participação Popular na Rio+20

Comentário: Se para efetivar a participar popular dependermos de uma comissão presidida pelo filho de Sarney estaremos como vovó já dizia: "Num mato sem cachorro". O que tem que ser discutido na Rio +20 são os caminhos para um acordo pós-Quioto, que creio muito sinceramente não será assinado tão cedo. Como discutir acordo de redução de emissão de gases de efeito estufa com países e civilizações inteiras sendo dizimadas? Um outro ponto a ser discutido é a lorota que os EUA e a União Européia querem nos enfiar goela abaixo e que atende pelos nomes de Economia Verde e Governança Global. Temos que estar bastante mobilizados para esse debate, mas não tenho assistido a essa mobilização. Infelizmente tenho que concordar com Feldman, a presidenta Dilma tem que assumir o comando disso, pois se titubear daqui a pouco vão querer que a gente assuma meta de 450 ppm de CO2. Como diria um samba: "Malandro é malandro e mané é mané"
 


Frente quer viabilizar participação popular na Rio+20

O acelerado adensamento populacional de áreas urbanas também foi um dos temas abordados no debate em São Paulo.

O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), afirmou ontem (22), em debate em São Paulo, que a participação popular será fundamental para assegurar legitimidade à Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável - a Rio+20 -, que será realizada no Rio de Janeiro, em junho de 2012. Sarney Filho também é presidente da subcomissão que discute a participação brasileira no evento.

O debate de ontem, em São Paulo, que discutiu os impactos das mudanças climáticas e ambientais em áreas urbanas, faz parte de uma série de encontros que a frente parlamentar tem promovido pelo País para identificar os principais problemas da área e propor soluções.

"Foi a partir da necessidade de interação maior entre a sociedade brasileira e o governo - encarregado de levar as discussões da Rio+20 -, que surgiu a necessidade desses debates pelo País", explica o deputado.

Na avaliação do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), integrante da frente e relator da subcomissão sobre a Rio+20, o encontro enriquece a atuação do grupo. "Conseguimos reunir pessoas que têm muito a contribuir com a questão da sustentabilidade. Estamos no caminho certo. Pena que a Rio+20 possa ser manchada com a aprovação de um Código Florestal retrógrado", disse o deputado.

Adensamento populacional - O acelerado adensamento populacional de áreas urbanas também foi um dos temas abordados no debate em São Paulo. O secretário de Meio Ambiente da capital paulista, Eduardo Jorge (PV), afirmou que a crise climática no mundo fez a sociedade despertar para a gravidade da crise ambiental. "É o momento para mudar o modelo de desenvolvimento" afirmou.

Ele advertiu para os riscos da flexibilização das áreas de preservação permanente (APPs) em zonas rurais e urbanas. "As propostas de reforma do Código Florestal também ameaçam áreas urbanizadas, especialmente onde residem populações mais pobres"

O urbanista Cândido Malta defendeu a adoção de políticas públicas ambientais sustentáveis como forma de permitir um modelo de vida sustentável nas áreas urbanas. "A cidade de São Paulo é um exemplo disso, se continuar como está, se tornará uma cidade insustentável. A questão climática é tão grave que exige planejamento para os próximos 30, 50 anos", assinala Malta.

Protagonismo brasileiro - O ex-deputado federal Fábio Feldmann ressaltou a importância do protagonismo brasileiro na Rio+20, que para ele deve ser tratada de forma suprapartidária. "Um dos desafios internos da Dilma é impedir os retrocessos ambientais. Temos que convencê-la a apoiar a mobilização e liderar o processo na Rio+20", afirmou.

O deputado Márcio Macêdo (PT-SE) disse que a Rio+20 é também o momento de promover a inclusão das populações. "Nosso país tem dado passos largos e crescido em um bom ritmo, mas a defesa da vida e da sustentabilidade não está crescendo na velocidade que gostaríamos. É o desafio que temos pela frente", analisou.

Próximos debates - Os próximos encontros serão em Recife, no dia 16 de dezembro, quando o tema será energia; e em Porto Alegre, no dia 26 de janeiro, quando o debate será sobre segurança alimentar.

Os debates, que pedem a definição da agenda Frente Parlamentar Ambientalista para a Rio+20, são organizados em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Subcomissão Especial Rio+20, a Fundação SOS Mata Atlântica e a Fundação Verde Herbert Daniel.
(Agência Câmara)

domingo, 20 de novembro de 2011

José Carlos Ruy: A cor dos brasileiros e a chaga do racismo


Comentário: Importante reflexão de José Carlos Ruy. O nosso país tem uma grande contribuição a dar para a humanidade extirpando de vez de nossa sociedade o câncer do racismo.

 

A cor dos brasileiros e a chaga do racismo

O racismo é uma chaga, como ficou demonstrado por dois acontecimentos dos últimos dias.

03/Ago/2011 Por José Carlos Ruy

Do Portal da UNEGRO
No mais cruel deles, um extremista de direita norueguês, que não merece ter seu nome mencionado, matou 76 pessoas em Oslo para, como admitiu, iniciar uma guerra racial “em defesa da Europa”. Ele se apresenta como antimuçulmano, odeia negros, árabes e migrantes, e quer a supremacia branca sobre o mundo, portando-se como uma espécie de “cruzado” em pleno século 21.

O outro acontecimento envolve as manifestações racistas postadas na internet contra a nova Miss Itália Nel Mondo 2011, a brasileira Silvia Novais. Ele não é tão sanguinolento mas está na raiz de comportamentos criminosos como este do atirador direitista de Oslo; Seus autores são direitistas europeus partidários da supremacia branca e, como não podia deixar de ser, de Adolf Hitler. E que, como o criminoso de Oslo, não suportam negros, árabes, judeus, imigrantes e outros seres humanos que não partilham suas origens étnicas, seus preconceitos e seus interesses.

Para nós, brasileiros, estes acontecimentos não podem ser encarados como realizações de “desequilibrados mentais”, como usualmente se pensa e difunde. Ao contrário, eles dizem respeito diretamente a nós e à nossa identidade como brasileiros – como demonstra, sobejamente, a agressão contra Sílvia Novais. Somos os habitantes de um país encarado pelos supremacistas eurocêntricos como racialmente inferior que, nas condições atuais do mundo, faz parte do conjunto de nações que ameaça o predomínio do “Ocidente” – isto é, de países como Estados Unidos ou daqueles que formam a União Europeia.

Isso num momento em que os brasileiros estão acertando as contas com sua própria identidade, como revelam os resultados divulgados dia 22 da “Pesquisa das Características Etnorraciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça” feita pelo IBGE em 2008, em 15 mil residências no Amazonas, Paraíba, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Distrito Federal. Ela mostrou que metade dos brasileiros se consideram “brancos” (50,3% do total, incluindo minorias que se declaram alemães, italianos ou “claros”), ao lado de outra metade (48,4%) que se autoclassificou em identidades não-brancas, como morenos, pardos, negros, pretos, índios, amarelos e outras variedades de tonalidade da pele.

Está para lá de demonstrado que não existem raças entre os seres humanos, e muito menos uma hierarquia que possa distinguir segmentos superiores e inferiores com base na cor da pele ou de origens étnicas. O trauma terrível provocado pelas práticas nazistas esteve na base da condenação e desmoralização, inclusive pela ciência, dos preconceitos que levaram ao assassinato em massa de pessoas de origens diferentes durante o governo dirigido por Adolf Hitler. Preconceitos que ainda persistem entre extremistas de direita não apenas na Europa, mas espalhados pelo mundo e também entre nós, brasileiros.

A história do racismo brasileiro é a crônica de uma infâmia que cresceu durante o longo passado escravista e se fortaleceu depois de 1888 e da abolição da escravidão.

Os supremacistas brancos tupiniquins chegaram a tentar marcar uma data para a eliminação final do sangue negro entre nós; alguns pensaram que isso ocorreria em algumas décadas; outros acharam que levaria alguns séculos. Um deles, João Batista de Lacerda, que era diretor do Museu Nacional, sustentou no I Congresso Internacional de Raças, realizado em Londres, em 1911, que em um século a população brasileira teria se livrado dos vestígios negros e seria racialmente branca. A base dessa verdadeira alucinação era a crença vigente de que enquanto sua população fosse formada majoritariamente por negros e mestiços, o Brasil seria incapaz de se civilizar pois esta seria, segundo o racismo imperante, uma prerrogativa de povos brancos e europeus.

Aqueles cem anos se passaram e o “embranquecimento” da população não aconteceu; ao contrário, o que predomina no Brasil são os mestiços de pele morena, indicando uma notável contribuição brasileira para a civilização: a mistura de povos de origens diferentes, que vai constituindo a humanidade do futuro e fundamentando uma civilização que, fortemente influenciada pela Europa, não renega mas incorpora as demais matrizes igualmente fortes e fecundas, formadas pelos povos indígenas e africanos.

Esta é uma das constatações da pesquisa divulgada pelo IBGE e que confirma o que os especialistas já sabiam sobre nosso povo. Mas o quadro está longe do colorido róseo imaginado pelos conservadores brasileiros segundo os quais aqui existiria uma “democracia racial” baseada na tolerância e na mestiçagem. Todos sabemos, no fundo de nossas convicções, que este quadro não é verdadeiro e que o racismo continua sendo uma chaga cotidiana, apesar dos avanços das últimas décadas que resultaram das lutas do movimento negro e dos setores democráticos e avançados do país que também assumem como sua a resistência contra o racismo.

Neste sentido, os resultados da pesquisa são unívocos. Quase dois terços (63,7%) das pessoas entrevistadas (de todos os matizes de pele) reconhece os efeitos do preconceito no dia a dia dos brasileiros. Estes efeitos se manifestam no trabalho (71%), nas relações com a justiça ou a polícia (68,3%), no convívio social (65%), na escola (59,3%), nas repartições públicas 51,3%) e por aí vai. É um escândalo que precisa ser combatido. É o ovo da serpente do racismo que recusa a convivência com a diferença e pode matar, como já ocorreu no passado e repetiu-se em Oslo na sexta-feira.

O racismo brasileiro não é pior nem melhor do que qualquer outra forma de tentar afirmar a superioridade de uma parte da população sobre outra com base na cor da pele ou na origem étnica. Ele é apenas diferente e tão cruel quanto qualquer outro, apesar das particularidades que o distinguem dos demais racismos. Mata e mutila da mesma maneira quanto os demais, com a diferença de que, por aqui, seus efeitos nocivos são disfarçados e não explícitos, como ocorre em outros lugares – basta examinar a estatística de assassinatos ou de mortos pela polícia para se ter uma ideia da dimensão da letalidade do racismo brasileiro.

Uma convivência mais amigável entre os “diferentes” pode ser uma grande contribuição brasileira para a civilização. Mas ela só será efetiva quando nós, brasileiros, conseguirmos superar o racismo que permanece entre nós. E esta será, tenho certeza, uma conquista civilizatória de nosso povo em benefício da humanidade e também das relações humanas dentro de nossas fronteiras.

20 de novembro: Dia de Zumbi dos Palmares


Zumbi, na capa
do Vermelho nos
310 anos de
sua morte
1695 - Dia do Zumbi
Zumbi dos Palmares, delatado por Antonio Soares, é surpreendido pelo cap. Furtado de Mendonça em seu reduto (talvez a serra 2 Irmãos). Apunhalado, resiste, mas é morto com 20 guerreiros. Tem a cabeça cortada, salgada e levada, com o pênis dentro da boca, ao governador Melo e Castro. No 3º centenário de sua morte, emergirá como o grande herói da luta pela liberdade no Brasil. A data é o Dia Nacional da Consciência Negra.
 Do Portal Vermelho

Chico Buarque fala sobre racismo



Comentário: Tenho muito orgulho de ser um mestiço. Tenho muito orgulho do meu cabelo crespo, tenho muito orgulho da minha vó Filomena (mulata) e da minha vó Apolinária (índia). Sou brasileiro e tenho no sangue todas as matizes que o fazem vermelho igual ao sangue de um cidadão africano, europeu, americano ou asiático. Valeu Chico! Abaixo o preconceito, fora esse câncer chamado racismo.

Chevron quer por as garras no Pré-Sal

  Do Portal Vermelho

 

Comentário: Como vovó já dizia: "Prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém". É melhor colocarmos a nossa barba de molho em relação ao Pré-Sal como já disse o Prof. Carlos Lessa.

 

PF investiga se Chevron tentou alcançar camada do pré-sal



A petroleira norte-americana Chevron, responsável pelo vazamento de óleo que já dura onze dias na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, é suspeita de tentar alcançar a camada de pré-sal no Campo do Frade. Se a suspeita for confirmada, o episódio se revelará num dos mais emblemáticos casos de agressão à soberania nacional promovida por uma empresa estrangeira. A possibilidade é admitida por técnicos da Agência Nacional do Petróleo, de acordo com reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo.


A Polícia Federal, que investiga o caso, desconfia inclusive que o acidente possa ter ocorrido justamente devido à possível perfuração de poços além dos limites permitidos.

Segundo a reportagem, a sonda usada pela Chevron tem capacidade para perfurar até 7,6 mil metros, mais que o dobro do necessário para a perfuração dos quatro poços autorizados no Campo do Frade (de até 1.276 metros de profundidade). A ANP quer saber ainda se houve falhas inclusive na construção do poço e se foi utilizado material inadequado. Também não se sabe se foram feitos os testes de segurança antes do início da perfuração.

Responsável pelo inquérito, o delegado Fábio Scliar, titular da Delegacia de Meio Ambiente e Patrimônio Histórico da PF, disse na reportagem que já existem indícios de que estrangeiros estejam trabalhando ilegalmente no litoral brasileiro. “É algo sério. Se isso for comprovado e esses estrangeiros em situação irregular estiverem recebendo salários no exterior, por exemplo, já se configura crime de sonegação fiscal e de sonegação previdenciária”, disse o delegado ao Estado de S.Paulo. A empresa nega a irregularidade.

Embora nem mesmo a Chevron saiba dizer quantos litros vazaram da plataforma (as estimativas da ANP indicam que a vazão média de óleo derramado estaria entre 200 e 330 barris/dia no período de 8 a 15 de novembro), o episódio pode acelerar a discussão sobre a segurança nacional em torno de sua principal riqueza. Na internet, começam a surgir manifestações para que a empresa estrangeira seja expulsa do País.

O episódio deixou clara também a situação de vulnerabilidade da exploração de petróleo em alto mar, área onde os órgãos fiscalizadores, como o Ibama, não conseguem monitorar de modo eficiente se as empresas cumprem ou não as normas de segurança, conforme reportagem publicada na sexta-feira no site de CartaCapital.

A preocupação se tornou ainda maior depois da notícia de que a empresa Transocean, que faz os trabalhos de perfuração para a Chevron no Campo de Frade, é a mesma que operava a plataforma da British Petroleum, que explodiu no Golfo do México, causando um dos maiores desastres ambientais da história recente.

Apesar do retrospecto da Transocean, o presidente da concessionária brasileira da Chevron, George Buck, disse que confia na empresa e que continuará a operar com ela no Brasil.

A plataforma da Transocean explodiu e afundou em abril de 2010, no Golfo do México, deixando 11 mortos e causando grandes prejuízos. Cerca de 4,9 milhões de barris de petróleo foram derramados no mar e o vazamento durou 87 dias.

Fonte: CartaCapital, com informações da Agência Brasil

Estamos sendo rastreados

 

 

Comentário: Não nos iludamos, nossa privacidade na rede mundial de computadores não é tão privada assim.


Facebook rastreia usuários até quando estão fora da rede


A maior rede social do mundo liga mais de meio bilhão de pessoas. Isso permite comunicações e compartilhamentos em vários níveis, que vão desde pequenos arquivos até grandes obras, vídeos e outros materiais de interesse comum. Você já deve saber que essa rede é o Facebook, mas você acha que ele é tão seguro quanto imaginamos?


Nas últimas semanas, várias denúncias surgiram, todas afirmando que os dados pessoais armazenados nos servidores do Facebook vão muito além do que pode ser considerado respeitoso à privacidade dos usuários. Há informações, inclusive, que afirmam que mesmo depois de deletar a conta, os ex-cadastrados continuam tendo os movimentos registrados. Mas como o Facebook faz esse rastreio?

Assim como grande parte dos sites da internet, o Facebook instala cookies no seu computador. Eles são responsáveis pelo armazenamento de uma série de informações de navegação e, o principal, são utilizados para enviar estes mesmos dados até servidores remotos.

E é com base nesses cookies que as denúncias de que o Facebook estaria rastreando seus usuários surgiram. Segundo o USA Today, a rede social estaria quebrando as regras de privacidade em três níveis:

Conectado: assim que você se loga nos servidores, um cookie de sessão e um cookie de navegação são instalados no navegador. Eles são responsáveis pela medição de tempo de permanência na página, além de localizar IP, resolução e várias outras informações técnicas. Além disso, todas as vezes que você clicar em "Curtir", preferências de usuário serão salvas.

Desconectado: quando você está navegando em outras páginas ou se está visitando o Facebook, sem estar logado na rede social, apenas o cookie de navegação é instalado. Porém, todos os itens citados anteriormente continuam sendo informados ao servidor, incluindo seu IP e seu tempo de permanência.

Após encerrar as atividades do Facebook: denúncias de um grupo alemão apontam para o fato de que, até mesmo após deletar a conta na rede social, os usuários continuam sendo rastreados. Isso significa que dados de navegação continuam sendo recebidos pelos servidores de Zuckerberg.

De onde vêm as denúncias?

A fonte principal das acusações é a ACLU (União pela Liberdade Civil Americana, uma organização independente dos EUA), que afirma categoricamente: "A rede social está seguindo você". Foi ela que entrou em contato com o órgão governamental FTC (Comissão Federal do Comércio, também dos EUA), com as denúncias de que o Facebook estava roubando informações.

O que a ACLU pede é que uma ferramenta chamada Do not track (Não rastreie) seja instalada no Facebook. Com ela, os usuários poderiam decidir se desejam ter suas informações de navegação rastreadas e enviadas para a rede social e seus parceiros. O próximo passo, caso a FTC endosse as denúncias, será levar os pedidos até o congresso norte-americano.

O que isso significa? O Facebook está passando pelas mesmas denúncias que a Google passou algum tempo atrás. Provavelmente, o rastreamento de dados de navegação deve ser utilizado para personalização de oferta de conteúdo, segmentando com mais eficiência os anúncios exibidos.

Encarar esses fatos como invasão de privacidade depende de cada leitor. Mas é fato que, nem todos os usuários gostam de saber que estão tendo todos os passos vigiados. Ainda mais quando não se sabe quais são as reais intenções por trás da atitude.

Fonte: Portal Terra

sábado, 19 de novembro de 2011

Jornada Científica Jovens Talentos da FAPERJ em Miracema

Comentário: É muito importante que eventos como a Jornada Científica do Projeto Jovens Talentos ocorra no interior do Estado do RJ. Eventos como esse colaboram para o despertar de novos talentos para a ciência. Parabenizo o grande Mestre Jorge Belizário pela coordenação do projeto que é uma mostra do bom uso do dinheiro público e de como uma bolsa de iniciação científica pode mudar vidas e ajudar no desenvolvimento de nosso país, de nosso Estado, da nossa região e dos nossos municípios. Se quiserem conhecer um pouco mais do projeto Jovens Talentos acessem: http://jtalentos.blogspot.com/



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Lula e o sorriso da esperança




Força, Companheiro!!!

Hipocrisia contra Lula

Força Companheiro!!!
Comentário: Da série "Preconceitos contra Lula" esse artigo de Paulo Moreira Leite traz importantes reflexões acerca da hipocrisia grassando a nossa sociedade e de quebra aborda a questão do financiamento da saúde pública com o fim da CPMF e o que o mesmo representou para a oferta de saúde digna para o povo. Já disse nesse blog que meu velho teve o mesmo câncer do presidente Lula, talvez não tenha dito mas ele se tratou (e foi muito bem tratado) em hospitais de Juiz de Fora (9 de julho, Dr. João Felício e Ascomcer) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mas se a gente tivesse grana não titubearíamos em tratá-lo no Sírio Libanês. Meu velho se curou do câncer mas devido à traqueostomia, sonda de alimentação e uma depressão veio a falecer.


Da Revista Época

Hipocrisia contra Lula

Personagem político, que ocupa o centro da vida pública brasileira desde sua primeira eleição, em 2003, seria ingenuidade imaginar que o tumor de Lula pudesse ser tratado como um acontecimento banal.
Confirmada a doença, a primeira crítica surgiu: por que ele não vai tratar-se no SUS?, perguntam na internet desde a manhã de sábado.
A exemplo de absolutamente todos seus antecessores, Lula nunca se tratou pelo SUS depois que se tornou presidente da República. Muito antes já havia entregue a própria saúde aos cuidados do médico Roberto Kalil, que cobra honorários salgadíssimos para atender pacientes particulares em seu consultório.
Todos os exames e tratamentos recentes de Lula foram feitos no Sírio Libanês, estabelecimento tão elitizado que não é acessível nem para todos pacientes de convênios particulares.

É verdade que milhões de brasileiros nunca puderam nem poderão ir ao Sirio Libanes para tomar um café expresso na simpatica lanchonete que funciona no andar térreo. Imagine para fazer um tratamento médico.
O debate pode ser resumido a dois argumentos. Um argumento é bom para Lula.
Ao optar por uma clínica privada, o ex-presidente deixa uma vaga no SUS para quem não pode pagar para ser atendido no Sírio Libanes.
Mas outro argumento não é bom para Lula nem para qualquer outro homem público em situação parecida.
Se ele fosse tratar-se pelo SUS, teria de conseguir ajuda para furar a fila que o serviço público reserva a todo paciente em busca de tratamento para doenças com um nível maior de complexidade.
Talvez conseguisse ser atendido no mesmo dia. Mas dificilmente faria todos os exames pedidos nem receberia os resultados num prazo tão rápido. Um paciente comum pode esperar meses para fazer um exame mais complicado. Para escapar desse destino, o ex-presidente deveria contar com amigos influentes para furar a fila. Seria pelo menos constrangedor, vamos combinar.

Pelo menos uma parte das pessoas que faz essa cobrança de Lula deveria refletir um pouco mais. O Brasil já teve até um presidente que, vítima de um problema no coração, preferiu tratar-se fora do país. Mas nunca se fez questionamentos sobre escolhas e opções de tratamento médico. Sempre se considera que, nessa situação, todos devem ter direito ao que for considerado o melhor possível.
Fica, então, uma dúvida. Ou Lula é o único político brasileiro de quem se deve esperar uma postura mais coerente em defesa da saúde pública e por isso só ele deve ser cobrado.

Ou então (será que é sua origem humilde que ainda incomoda as pessoas até hoje?) ele não tem o direito de buscar o mesmo tratamento que os demais.
Há outro aspecto.  Nem Lula nem nenhum de seus antecessores foram capazes de transformar a saúde pública num serviço eficiente, capaz de atender todas as pessoas com dignidade — seja o cidadão de classe média, ou aquele mais pobre, e assim por diante.  Faltam recursos, como demonstram estatisticas e comparações com países de renda equivalente.
Problemas estruturais de gestão e de administração de pessoal permanecem.
O próprio modelo adotado pelo país é questionável.  A saúde privada consome 45% das verbas e atende apenas 25% dos pacientes. É tanto dinheiro que os hospitais públicos abrem leitos para esses pacientes na esperança de receber migalhas que o Estado não paga.
Na presidência, Lula travou uma guerra no Congresso para assegurar a manutenção de verbas para a saúde pública. Seu governo apresentou um projeto que garantia a manutenção da CPMF, aquele imposto do cheque capaz de reservar bilhões de reais para o SUS.
Numa mobilização que envolveu uma grande coleta de recursos por baixo do pano, usados para amaciar o voto de parlamentares em Brasília, a CPMF foi derrotada numa festa da oposição e em ambiente de foguetório conservador.
O argumento usado pelos vitoriosos é que a saúde pública não tem solução, com imposto ou sem imposto. A mensagem é que não há saída fora da medicina privada.
Foi assim que Lula sofreu a principal derrota em dois mandatos.
Todos os ensaios realizados pelo governo Dilma Rousseff para encontrar novas formas de financiamento para a saúde foram bloquedos com o mesmo argumento.
É curioso que, na semana passada os médicos do SUS cruzaram os braços para pedir um reajuste nos salários. A reação foi de indiferença geral.
Ironicamente, os mesmos adversários que impediram a manutenção de verbas para a saúde pública agora querem que o presidente se trate pelo SUS.
É estranho, não?

domingo, 13 de novembro de 2011

Pedra Fundamental do IFF em Santo Antônio de Pádua!

Comentário: O Campus Santo Antônio de Pádua representa mais oportunidades para a juventude do Noroeste Fluminense e possibilidades para o desenvolvimento regional. Fruto da expansão da Rede Técnica Federal iniciada pelo presidente Lula e agora tendo a presidenta Dilma à frente, o Campus Santo Antônio de Pádua reflete também a ótima gestão da Reitora do Instituto Federal Fluminense, Professora Cibele Daher, que tem realizado um trabalho de fortalecimento dos câmpus do interior, apoiando incondicionalmente suas demandas e proporcionando a autonomia dos mesmos na prática.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Querem fazer do Irã um novo Iraque e Líbia

Charge do Latuff

Comentário: Abaixo editorial do Portal Vermelho sobre as ameaças que pairam sobre o povo iraniano. Será o Irã a bola da vez?

 

Tambores de guerra contra o Irã

A aliança entre o imperialismo dos EUA e o sionismo que governa Israel é a grande ameaça contra a paz no mundo, evidência que se reforçou desde a semana passada quando os tambores da guerra voltaram a soar em Tel Aviv e Washington anunciando um provável ataque militar contra instalações nucleares no Irã.

O roteiro que levou à agressão contra o Iraque, em 2003, e contra a Líbia, neste ano, é reencenado nas chancelarias do imperialismo. Acusa-se o Irã de desenvolver um programa nuclear para finalidades militares (construir uma bomba atômica), alegação tão improvável e hipócrita quanto a mentira de dez anos atrás, que acusava o Iraque de produzir armas químicas, alegação que nunca foi comprovada – ao contrário, foi cabalmente desmentida.

As ameaças podem ser explicadas por vários pretextos. A correlação de forças no Oriente Médio tem mudado. Malgrado as agressões a povos e países soberanos, como na Líbia, o ambiente político não é tão favorável à execução dos planos imperialistas. Castelos de cartas cuidadosamente construídos por uma diplomacia mentirosa e belicosa, que enfatizava a ameaça contra a segurança de Israel, ruíram fragorosamente e o realinhamento de forças na região aprofundou o isolamento de Israel e o descrédito da diplomacia hoje comandada por Hillary Clinton. A catástrofe provocada no Iraque levou ao efeito, indesejado e imprevisto pela diplomacia dos EUA, de alçar o Irã a uma potência regional que precisa ser levada em conta. Por outro lado, o levante de populações árabes fez Turquia e Egito deslizarem para posições hoje consideradas inseguras para Israel. E a ameaça de repetir, na Síria, agressão semelhante à ocorrida contra Líbia parece encontrar obstáculos não calculados pelo imperialismo. Seus planos não prosperam, embora os cães de guarda rosnem com vigor contra o governo de Damasco.

Esta é uma parte do quadro. A outra, que os analistas militares (entre eles alguns oficiais graduados inclusive de Israel) levam em conta, é o inegável crescimento da capacidade militar e logística do Irã, dotado hoje de meios (mísseis) capazes de atingir Israel e mesmo algumas capitais europeias. Configura-se uma capacidade de reação grande, inaceitável para o imperialismo, mesmo que aqueles mísseis transportem armas convencionais e não a alegada bomba atômica que acusam o Irã de pretender construir. Além disso, outro fator inesperado e desestabilizador, para Israel e para o imperialismo, é a capacidade de mobilidade alcançada pela marinha iraniana depois da liberação, pelos novos governantes egípcios, da passagem de seus navios pelo canal de Suez, dando-lhes acesso ao Mediterrâneo e, em consequência, ao litoral de Israel.

Na semana passada, os rumores crescentes de uma preparação militar israelense para atacar o Irã, com apoio dos EUA, provocaram resposta iraniana imediata. Serão recebidos a bala – este foi o tom dessa resposta.

O apoio para uma aventura irresponsável e criminosa como essa tem sido vacilante. Os falcões de Tel Aviv e de Washington puseram os dentes de fora. O governo britânico declarou-se pronto a acompanhar a agressão contra o Irã; o “moderado” presidente de Israel, Shimon Peres, defendeu a ação militar; uma pesquisa mostrou uma população israelense dividida (41% a favor, 39% contra o ataque, e 20% sem opinião); e um general dos EUA, Jack Keane, defendeu, na Câmara dos Deputados de lá, o assassinato puro e simples de chefes militares iranianos.

A tensão vai crescer depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgar seu relatório (previsto para esta terça feira, dia 8) com “demonstrações” contra o programa nuclear iraniano. Mas já não é o mesmo xadrez enfrentado pelos belicistas de Washington quando tramaram, há uma década, e com apoio de Tel Aviv, a agressão contra o Iraque. Os EUA já não são a alegada única superpotência e sua capacidade financeira e sua credibilidade estão abaixo da crítica neste mundo multipolar onde o declínio relativo do imperialismo estadunidense é nítido.

Manifestações contrárias à aventura militar no Irã começam a aparecer. Rússia e França, por exemplo, alertaram para o agravamento da instabilidade regional que viria na esteira desse ataque. Os russos foram específicos e falaram que seria um “erro muito grave de consequências imprevisíveis”, alertou o chanceler Sergei Lavrov. E mesmo graduados militares de Israel, como dois generais que já foram chefes do Mossad (o serviço secreto local) condenaram a hipótese; um deles disse que seria “uma estupidez”. Ou “um suicídio”, como disse a emissora PressTV, lembrando o conjunto de mísseis desenvolvidos pelo Irã, com capacidade para atingir todo o território israelense.

A reação iraniana reforça estes temores. O imperialismo e os sionistas “sofrerão perdas enormes”, disse um general. Terão uma “resposta arrasadora”, disse outro, lembrando a capacidade iraniana de atingir os navios e bases militares dos EUA no Golfo Pérsico, além de deterem o controle do Estreito de Ormuz, por onde circula 40% do petróleo consumido no mundo. Este seria o preço alto a ser pago por uma agressão militar que, muitos pensam, poderia não chegar aos resultados esperados, pois o projeto nuclear iraniano é disperso e algumas instalações ficam em casamatas subterrâneas praticamente inatingíveis.

O mundo mudou num ritmo acelerado e desfavorável ao imperialismo e ao sionismo. É difícil prever o desdobramento das ameaças que se acentuaram desde o início de novembro, da mesma forma como é difícil prever as consequências de um ataque aventureiro e irresponsável contra o Irã. Nestes dias, só há uma certeza: a de que a ameaça real e concreta contra a paz e contra os povos está sediada não em alguma capital árabe mas nos salões das principais capitais do imperialismo, como Londres e Washington, coadjuvada com o ladrar dos cães de guarda de Tel Aviv.